Tia Coca nos ensinou a alegria de viver!

Por Magno Martins, jornalista e cunhado de Socorro Martins
Tia Coca, como assim a tratava carinhosamente minha Nayla desde o dia em que a conheceu minha doce cunhada Socorro, e com ela criou um laço inquebrantável de irmandade, tinha um traço da personalidade da minha mãe Margarida: uma incrível capacidade de transformar momentos tristes em alegres. Para ela, a vida era um eterno carnaval, um reino de alegria jamais vencido em momento algum pela tristeza.
Com ela, aprendemos uma lição nesta longa convivência: a alegria evita mil males e prolonga a vida. Tia Coca, não tenho nenhuma dúvida, se inspirava em Bob Marley: “Seja feliz do jeito que você é, não mude sua rotina pelo que os outros exigem de você. Simplesmente viva de acordo com o seu modo de viver, alegre para sempre”.
A sua energia, sempre para cima feito foguete, nos contagiava. Ao compartilhar a minha dor, ontem, com meu amigo Eduardo Monteiro, ele me disse: “Ficamos, Cláudia e eu, impressionados com o bom humor contagiante de Socorro. Foi ela que deu o tom da festa, puxou todo mundo para dançar”. Eduardo se referia à festa do meu casamento com Nayla, no último dia 13, em Arcoverde.
Ele e Cláudia dividiram a alegria de terem sido escolhidos padrinhos juntamente com meu irmão Augusto Martins e sua Coca. “Parecia que ela estava se despedindo”, comentou Eduardo. A morte da nossa Coca foi uma fatalidade, consequência da imprudência de um motorista na ultrapassagem de uma faixa proibida na BR-232, entre Sanharó e Belo Jardim, no início da noite de ontem.
Soubemos da triste notícia, minha Nayla e eu, quando já estávamos em Serra Talhada para cumprir agenda de lançamento do meu livro. Fomos para Afogados da Ingazeira no sábado passado para nos divertir na Expoagro com Coca e Augusto, mas infelizmente não tivemos esta felicidade, porque lá só encontramos Augusto. Chegamos a propor a Coca sua vinda numa condução que iríamos providenciar, só para tê-la ao nosso lado no show de Paula Fernandes.
Mas ela alegou que teria que cumprir até o fim a agenda de uma conferência de saúde estadual, etapa importante para seleção dela para a conferência nacional em Brasília. A morte é um desígnio de Deus. Está escrito nas estrelas, na palavra da vida: “Os desígnios de Deus são incompreendidos num primeiro momento. Por vezes, a compreensão é procrastinada, não por culpa de Deus, mas por nossa própria culpa, que não entendemos as diferenças entre o tempo do mundo e o tempo da alma.”
O tempo de Deus não é o nosso tempo. Pelo tempo divino, perdemos nossa Coca. Pelo nosso tempo, ela ficaria a vida inteira aqui a nos alegrar. Tia Coca era como escreveu Clarice Lispector: “Erguia-se para uma nova manhã, docemente viva. E sua felicidade era pura como o reflexo do sol na água”.
Chaplin, com a sua sapiência, dizia que a vida é maravilhosa se não se tem medo dela. Tia Coca nunca teve o sentimento do medo. No lugar do medo, a imensa disposição para viver. Sempre se sentia feliz por estar viva: apesar da guerra, das más notícias, não era capaz de matar nela a simples alegria de viver. De viver com intensidade.
Vivia brincando e brincava para viver. Quando chegou a pandemia, um dos piores momentos da humanidade, ela matava o tempo do recolhimento em casa com um bom vinho, brincando: “Meu cunhado, eu nunca imaginei que viesse a chegar um dia no qual as minhas mãos viessem a ver mais álcool do que o meu fígado”, numa referência a obrigatoriedade de lavar as mãos com álcool por várias vezes ao longo do dia.
Além de alegre e brincalhona, Tia Coca preservava um zelo familiar invejável. Ontem, pela manhã, ao se emocionar com a minha crônica domingueira em homenagem a Mãe Quitéria, mãe-avó de minha Nayla, ela me deu um puxão de orelhas: ir aos Estados Unidos para conhecer Lion, meu primeiro netinho. Assim escreveu, está salvo no meu celular: “Que crônica linda, meu cunhado! Está na hora de você conhecer seu neto Lion. Ele precisa ter memórias suas também”.
Que mulher maravilhosa! A saudade já está muito grande! A partir de agora, vou me escrever no clube da saudade, que tem uma taxa, porque saudade é o preço que se paga por viver momentos inesquecíveis. E quantos momentos vivemos com a nossa tia Coca!
Que Deus a tenha!




Muito triste a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues, e da ex-secretária de Saúde Tarciane Pereira Melo, que faleceu na madrugada deste sábado, 31 de outubro de 2026, tendo sido sepultado esta noite. Prova do carinho de Pernambuco pelo casal foi o volume de manifestações nessa hora tão difícil.
O vereador Luiz Abel, de Sertânia, tinha certeza da vitória de Flávio Bolsonaro. No domingo da votação, foi de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil em punho. Não deu. Em Sertânia, a maior obra de desenvolvimento em décadas é o campus da UFPE, bancada pelo governo Lula. O bolsonarismo é crítico das universidades. Curiosa era a crítica de que o tempo de Lula já passou. Luiz Abel tem quase 70 anos.
Em Belo Jardim, a derrota foi dobrada. Mendonça Filho alcançou mais um insucesso eleitoral. Perdeu pro Senado, coordenou a eleição de Flávio em Pernambuco e perdeu. E o prefeito Gilvandro Estrela achou que na zoada faria Flávio majoritário em Belo Jardim. Lula teve 70,50% dos votos válidos, pouco mais que a média estadual, contra 29,50% de Flávio.
Em Venturosa, ao que tudo indica, pode haver racha entre o prefeito Kelvin Cavalcanti e o ex-prefeito Eudes Tenório, o Doutor Eudes. Isso porque com aprovação acima dos 80%, Kelvin sinaliza que disputará a reeleição. E Dr Eudes quer voltar. O problema é que só pode um.
A ASSERPE, Associação de Rádio e TV de Pernambuco, realiza nesta quinta-feira pela manhã importante reunião setorial em Serra Talhada. Será no Auditório do SENAC. Uma das pautas vai tratar do rádio do futuro, com Maria Claudia Santos, Diretora de jornalismo da Rádio Itatiaia, mais participações de Cristiano Stuanni, consultor e palestrante sobre Rádio e suas estratégias digitais, CBN Recife e Sistema Jornal do Commercio.
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