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Teste da Urna 2023 termina com registro de recordes

Por André Luis

Resultado final deve ser apresentado no dia 15 de dezembro

A 7ª edição do Teste Público de Segurança da Urna (TPS) terminou nesta sexta-feira (1º) com evento de encerramento no Auditório I do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A previsão é que o resultado final seja divulgado no dia 15 de dezembro. Ao lado dos coordenadores das quatro Comissões do TPS, o diretor-geral do Tribunal, Rogério Galloro, apresentou dados que comprovam que o evento de 2023 registrou vários recordes.

De acordo com Galloro, foram 85 pré-inscritos no Teste da Urna, o maior número de todos os anos. Em 2021, foram 39 e, em 2019, o TSE contabilizou 18. Houve um total de 16 inscrições aprovadas, uma a mais que em 2021. Em 2019, foram sete inscrições homologadas.

A participação feminina foi outro marco desta edição: do total de 33 participantes que efetivamente executaram seus planos (três inscritos desistiram), seis foram mulheres, sendo duas investigadoras individuais e quatro que atuaram em equipes. A edição de 2021 teve duas mulheres. Em 2019, nenhuma mulher estava entre as pessoas participantes do teste.

Outro dado relevante refere-se ao número de planos de teste: ao todo, foram executados 35 planos (quatro extras foram apresentados ao longo da semana), contra 29 em 2021 e 14 em 2019.

Importância para a democracia

O diretor-geral do TSE destacou a importância da realização do Teste da Urna para a sociedade e a democracia. “É uma iniciativa fundamental do TSE para o aprimoramento da nossa capacidade de transparência e de realização de uma eleição capaz de transportar a vontade do eleitor com confiança e credibilidade”, declarou. Sobre a participação das investigadoras e dos investigadores, além dos servidores e do apoio técnico, ele afirmou que é “um ato de demonstração de amor ao país e ao sistema eleitoral”.

Além do diretor-geral do TSE, Rogério Galloro, também compuseram a mesa de encerramento do evento os coordenadores das quatro Comissões do evento: Thiago Fini Kanashiro, da Organizadora; Júlio Valente, da Reguladora; Osvaldo Catsumi, da Avaliadora; e Giselly Siqueira, da Comissão de Comunicação Institucional.

Extensão do prazo

Apesar de o evento de encerramento ter ocorrido no início da noite desta sexta-feira (1º), dois grupos pediram extensão do período de teste até sábado (2), das 9h às 13h. Desde a 6ª edição do TPS, realizada em novembro de 2021, é permitido que participantes solicitem um prazo maior para a continuidade dos testes. Assim como ocorreu no evento anterior, nesta edição do Teste da Urna, o grupo formado por cinco integrantes da PF pediu mais um dia para dar continuidade às estratégias executadas nesta semana.

O Grupo 6 foi o segundo a ter a extensão do prazo aprovada. A equipe é integrada por Caubi de Souza Loureiro Rosa, Gabriel Cardoso de Carvalho e Camila Ferreira Alves, tendo o doutor em Engenharia de Sistemas e Computação e mestre em Matemática Luis Antonio Brasil Kowada como representante. Eles tiveram dois planos de testes aprovados: tentativa de interceptação do tráfego de informações entre o teclado e a placa-mãe da urna eletrônica, que não obteve avanços, e reconhecimento das teclas digitadas por meio do som emitido usando inteligência artificial, que segue em execução.

Sistema seguro

Os grupos 1 e 2, ambos da Faculdade Atitus Educação, no Rio Grande do Sul, tiveram três testes aprovados. Rafael Noll da Silva integra o grupo 1 e conta que o plano inicial era deixar a urna eletrônica on-line, por meio de conexão wi-fi, mas a estratégia não teve êxito, porque o aparelho conta com proteção contra esse tipo de investida. Então, focaram no teste envolvendo o sistema de transmissão de dados e farão sugestões de melhorias. Para Rafael, “o sistema é seguro, complexo e robusto”.

A investigadora Aline Barbosa da Silva, técnica em Informática, de Jussara (PR), teve três planos de teste aprovados. Foram eles: quebra do sigilo do voto; fragilizar sigilo do voto; e tentativa de invadir a mídia de carga da urna eletrônica. Nenhum deles teve êxito. Para ela, que também atua como mesária, o teste contribuiu para conhecer a fundo o sistema eletrônico de votação e ajudar a tirar dúvidas dos eleitores “com muito mais certeza”.

Caráter democrático

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, classificou o Teste da Urna como um dos eventos mais importantes do ciclo eleitoral, pois é o momento em que o Tribunal abre as portas para que especialistas de todo o país avaliem a segurança dos equipamentos utilizados nas eleições. Ele ressaltou, ainda, o caráter democrático da testagem: qualquer brasileira ou brasileiro acima de 18 anos pode se inscrever para participar e executar planos de testes às urnas eletrônicas.

São submetidos à ação dos investigadores sempre os modelos mais recentes do equipamento. Em 2023, as inscritas e os inscritos puderam testar os modelos 2020, que teve a sua estreia no último pleito geral, e o 2022, que será usado pela primeira vez nas Eleições Municipais de 2024. “Foi um evento muito proveitoso. Nós identificamos algumas oportunidades de melhoria, vamos trabalhar agora em cima delas e vamos chamar os investigadores que contribuíram para retornar ao TSE no Teste de Confirmação”, explicou.

Presença de pesquisadores da USP

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), uma das mais renomadas instituições de ensino do país, participam presencialmente do Teste da Urna. Um total de 15 pesquisadores do Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da Escola Politécnica da instituição (Poli-USP) acompanharam as investigadoras e os investigadores na execução dos planos de teste nas urnas eletrônicas.

Em junho de 2023, o TSE e a USP firmaram um convênio de cooperação técnico-científica que ampliou a integração entre as instituições no processo de avaliação da segurança do hardware e do software do sistema eletrônico de votação antes, durante e depois do Teste Público.

O professor de Engenharia da Computação na Universidade de São Paulo, Marco Simplício, elogia a transparência e o grau de acesso concedido para os testes. Ele afirma que antes as pessoas diziam que o acesso era limitado, entretanto, não é isso que se vê. “Desde o ano passado que a gente vem acompanhando e vê que há total acesso às ferramentas para os investigadores testarem a urna eletrônica e os sistemas eleitorais”, afirma.

Sobre esta edição do TPS, Marco diz que, a partir de sua observação, o JE-Connect (conjunto de sistemas que possibilita a transmissão de dados a partir de computador de terceiros) e o Subsistema de Instalação de Segurança (SIS) – uma infraestrutura instalada em computadores desktop com Windows para fornecer a instalação segura de sistemas da Justiça Eleitoral e a autenticação de usuários – resistiram bem aos testes deste ano. Segundo o professor, algumas informações sobre os testes executados são colhidas para que os integrantes do convênio TSE/USP reproduzam em suas pesquisas para o aprimoramento da urna eletrônica e seus sistemas.

Suporte técnico

Os participantes do Teste contaram com a presença de técnicos dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e de outras instituições. Rodrigo Pereira Pacheco, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi uma das pessoas que deram suporte aos participantes do Teste da Urna. Ele conta que os pesquisadores do teste são de alto nível, com técnicas e estratégias novas. Ele também destaca a importância da realização do TPS. “Além de validar a segurança da urna eletrônica, gera uma sensação de confiança muito maior”, afirma.

Membro da Comissão Avaliadora desde a primeira edição do Teste Público, em 2009, o engenheiro eletrônico Osvaldo Catsumi Imamura ressalta que esta 7ª edição do TPS tem uma característica interessante em relação às anteriores: o fato de os participantes aplicarem seus planos de teste além dos sistemas complexos da urna, atuando mais no processo eleitoral como um todo. “O que é muito bom, porque isso é eleição. Eleição não é só urna. É o eleitor chegando, votando, participando. E neste TPS estamos vendo pessoas começando a olhar as coisas dessa maneira. Mais ampla. Não só uma visão sistêmica. Isso mostra que a coisa está evoluindo bastante”, observa.

Teste de confirmação

O Teste de Confirmação será realizado em maio de 2024, ocasião em que os participantes da primeira etapa do TPS voltarão ao Tribunal para verificar se os aprimoramentos feitos pela equipe da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE foram suficientemente robustas para barrar as investidas.

Outras Notícias

Eleitor levado à Delegacia quis filmar voto, informa Justiça Eleitoral

Segundo Cristina Alencastro, a serviço da Justiça Eleitoral, não houve condução à Delegacia por boca de urna e sim por tentar quebrar a inviolabilidade do voto. “O eleitor foi conduzido pela guarnição por ter entrado com o celular na cabine e ter tentado tirar uma foto da urna.” O artigo 312 da Lei nº 4.737/1965 […]

Segundo Cristina Alencastro, a serviço da Justiça Eleitoral, não houve condução à Delegacia por boca de urna e sim por tentar quebrar a inviolabilidade do voto.

“O eleitor foi conduzido pela guarnição por ter entrado com o celular na cabine e ter tentado tirar uma foto da urna.”

O artigo 312 da Lei nº 4.737/1965 (Código Eleitoral)(Lei nº 4.737/1965) tipifica como crime “violar ou tentar violar o sigilo do voto”. Ou seja, é crime eleitoral fotografar ou filmar o voto, com pena que pode chegar a até dois anos de detenção.

Presidentes da Câmara e do Senado visitam TSE em Brasília durante segundo turno das eleições

Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm uma agenda institucional no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A visita foi programada para as […]

Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm uma agenda institucional no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A visita foi programada para as 12h30, na sede da Justiça Eleitoral, onde o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, acompanha o andamento da votação em todo o país. A presença dos dirigentes do Congresso ocorre durante os trabalhos de organização e fiscalização do pleito.

Antes do compromisso em Brasília, Alcolumbre votou pela manhã em Macapá, capital do Amapá. Após registrar seu voto, o senador divulgou uma declaração em defesa da liberdade de escolha dos eleitores e do respeito às diferenças políticas.

“Hoje, a palavra é do povo”, afirmou o presidente do Senado, ao destacar que cada brasileiro deve exercer o direito ao voto com liberdade, consciência e tranquilidade.

Alcolumbre também defendeu que o respeito entre os cidadãos prevaleça independentemente das divergências políticas e que o compromisso com o país esteja acima das diferenças partidárias.

A programação no TSE inclui entrevistas coletivas de autoridades e o acompanhamento do funcionamento do sistema eleitoral. Pela manhã, Nunes Marques percorreu as instalações do tribunal e informou que a votação transcorria dentro do esperado, com poucas intercorrências.

O presidente da Corte também destacou a estrutura montada para acompanhar o processo de votação e a divulgação dos resultados. A apuração está prevista para começar após o encerramento da votação, às 17h, pelo horário de Brasília.

A visita dos presidentes da Câmara e do Senado ocorre em um momento no qual a Justiça Eleitoral concentra a atenção nacional, com a escolha do presidente da República e a definição das disputas estaduais que chegaram ao segundo turno.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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“O Nordeste é decisivo, a vitória passa pelo Nordeste”, diz João Campos após votar no Recife

O presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou neste domingo (25), após votar no Recife, que o Nordeste terá papel decisivo no resultado do segundo turno presidencial. Integrante da coordenação nacional da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele também demonstrou expectativa de redução da abstenção e de maior participação dos eleitores em […]

O presidente nacional do PSB, João Campos, afirmou neste domingo (25), após votar no Recife, que o Nordeste terá papel decisivo no resultado do segundo turno presidencial. Integrante da coordenação nacional da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele também demonstrou expectativa de redução da abstenção e de maior participação dos eleitores em comparação com o primeiro turno.

João votou na Escola Professor Cândido Duarte, no bairro de Apipucos, na Zona Norte da capital pernambucana. Após deixar a seção eleitoral, conversou com a imprensa sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), a mobilização dos últimos dias de campanha e a importância do comparecimento às urnas.

“O Nordeste é decisivo, a vitória passa pelo Nordeste, então redução de abstenção foi algo que desde o início a gente trabalhou muito”, declarou.

Segundo o dirigente socialista, uma das preocupações da campanha foi alcançar os eleitores que não compareceram ao primeiro turno. Ele relatou que recebeu informações sobre pessoas que enfrentaram longas filas e acabaram desistindo de votar.

“A gente tem relatos de filas de 3, 4 horas no primeiro turno, pessoas que desistiram de votar, então a tendência é que a gente tenha uma votação maior, acredito que a abstenção vai ser reduzida agora no segundo turno”, afirmou.

João Campos também comentou sua participação nos últimos compromissos de campanha do presidente Lula. Nesse sábado (24), esteve ao lado do petista em atos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Ao avaliar a mobilização na Avenida Paulista, classificou o encontro como o maior ato político que já presenciou. Segundo ele, integrantes da equipe presidencial também fizeram essa avaliação sobre a manifestação.

“Foi o maior ato político que eu já vi na minha vida, inclusive a própria equipe do presidente diz que é o maior ato político da vida do presidente”, declarou.

Questionado sobre o cenário eleitoral, João reconheceu a disputa acirrada e a divisão política do país, mas afirmou acreditar na vitória de Lula. Para o presidente do PSB, a eleição envolve também diferentes concepções sobre democracia, soberania nacional e políticas de proteção social.

“Uma eleição muito disputada, o Brasil num ambiente de divisão de escolhas, mas a gente acredita que só um lado representa a escolha democrática, a escolha de poder, inclusive, ter divergência, de poder escutar, de poder construir e de poder defender um Brasil soberano”, disse.

O dirigente também destacou o significado do voto e defendeu a participação de diferentes gerações no processo eleitoral. Segundo ele, a possibilidade de escolher representantes é um direito que precisa ser exercido.

João Campos deve seguir para São Paulo, onde acompanhará a apuração do segundo turno ao lado de Lula e de integrantes da campanha presidencial.

Foto: Reprodução/ Redes sociais

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Abstenção cai em 11 países e quase 9 mil brasileiros a mais votam no segundo turno no exterior

O comparecimento de brasileiros às urnas aumentou em 11 países que já encerraram a votação do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, neste domingo (25). Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo, foram quase 9 mil eleitores a mais em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, indicando uma redução da abstenção […]

O comparecimento de brasileiros às urnas aumentou em 11 países que já encerraram a votação do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, neste domingo (25). Segundo levantamento divulgado pelo jornal O Globo, foram quase 9 mil eleitores a mais em relação ao primeiro turno, realizado em 4 de outubro, indicando uma redução da abstenção nesses locais.

O crescimento da participação ocorre após o primeiro turno registrar um elevado número de ausências entre os brasileiros residentes fora do país. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável pela totalização dos votos no exterior, a abstenção chegou a 62,69%, com 574.345 eleitores que não compareceram às urnas.

Entre os países que registraram aumento no comparecimento está a Nova Zelândia, onde 526 brasileiros votaram no segundo turno, contra 339 na primeira etapa da eleição. O crescimento também foi observado na Austrália, na China e no Japão, conforme os primeiros levantamentos dos boletins de urna.

Na China continental, o comparecimento passou de 432 para 532 eleitores, um aumento de aproximadamente 23%. A abstenção caiu de 71% para 64,6%, considerando os eleitores aptos a votar nas seções de Pequim, Xangai e Cantão.

O aumento da participação ocorreu em países com resultados eleitorais distintos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) na Austrália, na Nova Zelândia e na China, enquanto o candidato do PL manteve ampla vantagem no Japão.

No primeiro turno, 341.766 brasileiros compareceram às urnas no exterior. A taxa de abstenção foi superior à registrada em 2022, quando 56,24% dos eleitores deixaram de votar, e também à de 2018, que ficou em 59,44%.

Apesar do crescimento observado nos 11 países, ainda não é possível afirmar que a abstenção tenha diminuído no conjunto do eleitorado brasileiro no exterior. A apuração depende do encerramento da votação e da totalização dos resultados nas demais localidades, incluindo Estados Unidos e Portugal, que concentram os maiores contingentes de eleitores fora do Brasil.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução

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Ministério aciona Anac após cancelamentos de voos às vésperas do segundo turno das eleições

O Ministério de Portos e Aeroportos acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste domingo (25), após relatos de cancelamentos de voos que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A pasta também solicitou esclarecimentos às companhias aéreas e determinou o acompanhamento da situação nos aeroportos ao longo […]

O Ministério de Portos e Aeroportos acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste domingo (25), após relatos de cancelamentos de voos que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A pasta também solicitou esclarecimentos às companhias aéreas e determinou o acompanhamento da situação nos aeroportos ao longo do dia.

Em comunicado divulgado pela manhã, o ministério informou que três decolagens haviam sido canceladas por motivos operacionais, segundo informações prestadas pelas empresas responsáveis. Os passageiros teriam sido reacomodados em outras aeronaves.

Posteriormente, a Anac informou a identificação de quatro cancelamentos de voos com destino ao Nordeste entre sábado (24) e domingo (25). As ocorrências envolveram as companhias Gol, Azul e Latam.

Entre os voos afetados estão uma ligação entre Porto Alegre e Salvador, duas operações da Azul com destino ao Recife, partindo de Brasília e Maceió, e um voo da Latam entre Guarulhos e Maceió.

De acordo com a agência reguladora, as ocorrências estão dentro dos padrões habituais da aviação comercial. A Anac afirmou não ter identificado anormalidades no funcionamento da malha aérea nacional.

Diante da repercussão dos cancelamentos, a agência encaminhou, às 8h50 deste domingo, ofícios às três companhias solicitando informações urgentes sobre as providências adotadas para a reacomodação dos passageiros.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que a estrutura aeroportuária brasileira dispõe de condições para manter as operações regulares durante o processo eleitoral. Segundo a pasta, mais de 3 mil decolagens são realizadas diariamente no país.

O governo federal afirmou que continuará acompanhando a movimentação nos aeroportos para identificar eventuais problemas e cobrar medidas que permitam o deslocamento dos eleitores.

Até a atualização divulgada pela Anac, não havia indicação de cancelamentos fora da normalidade operacional nem comprovação de que as suspensões tivessem motivação eleitoral.

Fonte: Diário de Pernambuco

Foto: Reprodução

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