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Tadeu Alencar preside sessão em homenagem ao Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817

Por Nill Júnior

Em comemoração ao Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) requereu a realização de uma sessão solene na Câmara dos Deputados. A homenagem ocorrerá na próxima terça-feira (07), às 10h, no Plenário Ulisses Guimarães.

“Centenas de heróis morreram lutando pela liberdade no Brasil. É importante destacar a coragem e o espírito de luta que sempre caracterizaram o povo pernambucano. A Revolução Pernambucana entrou para a história como o maior movimento revolucionário do período colonial”, comentou o deputado esclarecendo o porquê da celebração.

O governo de Pernambuco junto com diversas instituições culturais também vai realizar uma série de festividades a partir do próximo dia 06 de março, Data Magna do Estado de Pernambuco, que se estenderá durante todo o ano. Os eventos foram planejados pela Comissão Organizadora do Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817, instituída em 2015, e formada por representantes das secretarias estaduais da Casa Civil (que coordenará o grupo), Cultura e Educação; Prefeitura do Recife; Assembleia Legislativa; Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP); Academia Pernambucana de Letras (APL); Ministério da Cultura (Minc) e Comitê Pernambuco 2017.

Revolução
A Revolução Pernambucana de 1817 ou Revolução dos Padres foi deflagrada no dia 6 de março na então Província de Pernambuco. Trata-se de um marco da luta contra a opressão da Corte Portuguesa. O famoso movimento histórico foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. O grupo instalou um governo provisório que tinha como propostas a proclamação da República, a extinção de impostos abusivos e a elaboração de uma Constituição para garantir direitos aos cidadãos como a igualdade de todos perante a lei, a liberdade religiosa e a de imprensa.

Com isso, o movimento reuniu representantes de diversos seguimentos sociais que desejavam a emancipação política. A Corte Portuguesa terminou sufocando a Revolução, prendendo e matando os seus líderes. Entretanto, essa luta teve um papel de destaque no processo de pressão política que culminou com a proclamação da independência do Brasil em 1822.

Outras Notícias

Mayco da Farmácia anuncia data da Convenção Partidária em Solidão

O pré-candidato a prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia, anunciou a data da convenção partidária para o lançamento oficial de sua candidatura. O evento está marcado para o próximo domingo (28), às 15h, na quadra Poliesportiva Luiz Bezerra. Durante a convenção, será apresentada oficialmente a chapa que tem como pré-candidato a vice-prefeito, Antonio Bujão. O […]

O pré-candidato a prefeito de Solidão, Mayco da Farmácia, anunciou a data da convenção partidária para o lançamento oficial de sua candidatura. O evento está marcado para o próximo domingo (28), às 15h, na quadra Poliesportiva Luiz Bezerra. Durante a convenção, será apresentada oficialmente a chapa que tem como pré-candidato a vice-prefeito, Antonio Bujão.

O evento é aberto ao público e espera-se uma grande participação dos moradores de Solidão, interessados em conhecer as propostas e o plano de governo de Mayco e sua equipe. A presença de lideranças locais e regionais também está prevista, reforçando o apoio à candidatura. A comunidade é convidada a comparecer e participar deste momento importante.

Mayco da Farmácia tem se destacado por seu compromisso com a comunidade e busca agora consolidar seu projeto político para Solidão. A convenção partidária promete ser um evento marcante, reunindo apoiadores e simpatizantes para o início oficial da campanha.

A sentença mais valiosa de Moro na Lava Jato

Do Estadão Conteúdo Na entrada do primeiro ambiente já era possível ver os traços do modernista Alberto da Veiga Guignard. Nos outros cômodos do imóvel, outras dez peças do artista fluminense, que ficou famoso por pintar as paisagens mineiras, inundavam a cobertura duplex avaliada em R$ 4,5 milhões do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato […]

Do Estadão Conteúdo

Na entrada do primeiro ambiente já era possível ver os traços do modernista Alberto da Veiga Guignard. Nos outros cômodos do imóvel, outras dez peças do artista fluminense, que ficou famoso por pintar as paisagens mineiras, inundavam a cobertura duplex avaliada em R$ 4,5 milhões do ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque. A cena é do dia 16 de março de 2015 quando a Polícia Federal bateu na sua casa na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Duque foi preso e 131 obras de artes apreendidas.

É sobre o acervo de Duque que o juiz Sérgio Moro começa a decidir este ano o futuro definitivo das obras de arte apreendidas pela Lava Jato em quase quatro anos de operação. No total, são 220 obras de artistas como Amilcar de Castro, Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Salvador Dalí, Cícero Dias, Antonio Bandeira, Claudio Tozzi, Nelson Leirner, Adriana Varejão, Vik Muniz, Miguel Rio Branco guardadas provisoriamente no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.

O Ministério Público Federal, autor das acusações na Justiça, já se manifestou no processo pela destinação dos quadros em definitivo para o acervo do MON para que eles fiquem em exposição. O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa de Curitiba, defende que os quadros “sejam ressarcidos ao povo”. No crime de lavagem, segundo ele, a vítima é o Estado, e consequentemente a sociedade “No caso de obras de arte, ao invés de elas voltarem para mãos de particulares e o dinheiro ir para o cofre genérico da Petrobrás, elas devem ressarcir o público. É um destino mais efetivo e simbólico se conseguirmos que elas permaneçam no MON ou em outro museu.”

A Petrobrás se diz ser a principal vítima do esquema de corrupção e quer fazer das obras uma forma de rever o prejuízo. Por meio dos advogados René Ariel Dotti e Alexandre Knopfholz, que atuam como assistentes da acusação, quis saber nos processos o tamanho do acervo de artes, seu valor e solicitou o direito sobre um primeiro lote de quadros, para ressarcimento do prejuízo aos cofres. Eles pediram que parte do lote de Duque seja revertido em favor da estatal – o pedido engloba oito das 13 telas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Petrobrás disse que segue “buscando integral ressarcimento.” E cita que a “atuação articulada com as autoridades públicas já garantiu a devolução” de cerca de R$ 1,5 bilhão aos cofres da estatal.

Destino

A compra de obras de arte, como quadros, é um método de lavagem, lembra o delegado da Polícia Federal que iniciou a Lava Jato, Márcio Adriano Anselmo – atual chefe da Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros (DFIN). Foi ele que em 2014 pediu à Justiça autorização para que o MON ficasse com as obras sob custódia, com direito de expô-las ao público, durante a guarda provisória.

Apesar de ser um método tradicional de esconder uma transação ilícita, só recentemente o Brasil passou a tratar judicialmente a ocultação patrimonial por meio de obras de arte. Pioneiro na destinação das obras para museus foi o juiz federal Fausto de Sanctis, atual desembargador do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF-3), em São Paulo, que defende a manutenção em acervos públicos.

“Obra de arte, eu proibi a venda. Como proibi que nos laudos constassem o valor”, afirma o desembargador. Segundo ele, o Estado não pode quantificar arte em valor econômico. “Há imperatividade de proteção dessa arte para o futuro e futuras gerações, é o que está na convenção da Unesco de 1970, que fundamentou muito das minhas decisões, a arte para as gerações futuras e não para um grupo fechado.”

Em duas ações, que não envolviam diretores da Petrobrás, Moro decidiu que 16 quadros dos doleiros Nelma Kodama e Raul Srour deveriam ficar no MON. Agora, com a requisição da Petrobrás, o juiz terá de decidir o que será feito com os seis lotes de obras apreendidos em 48 fases da operação.

Para a diretora-presidente do museu, Juliana Vellozo Almeida Vosnika, as obras trazem inspiração. “A exposição (das obras da Lava Jato) talvez inspirou algumas pessoas que nunca entrariam em um museu a virem, nem que fosse pela curiosidade de ver as obras da Lava Jato”, diz ela, completando que o acervo será bem-vindo.

Coluna do Domingão: a eleição mais acirrada da história do Estado

A eleição de 2026 já é mais acirrada da história de Pernambuco desde a redemocratização. A polarização com o confronto direto e estatisticamente empatado entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) prova o tamanho dessa disputa de poder. Pernambuco só teve uma disputa parecida, em 1982, na vitória […]

A eleição de 2026 já é mais acirrada da história de Pernambuco desde a redemocratização. A polarização com o confronto direto e estatisticamente empatado entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB) prova o tamanho dessa disputa de poder.

Pernambuco só teve uma disputa parecida, em 1982, na vitória de Roberto Magalhães, então no PDS, sobre Marcos Freire (MDB), com 52,43% sobre 46,75% do emedebista.

Na campanha do “estou voltando”, em 1986, Miguel Arraes bateu José Múcio com 60,95%. Em 1990, Joaquim Francisco renunciou à Prefeitura do Recife para disputar o governo estadual e venceu Jarbas Vasconcelos no primeiro turno (50,95% contra 44,78% dos votos).

Em 1994, Miguel Arraes, do PSB, sagrou-se vencedor do pleito também no primeiro turno, após conseguir 1.262.417 votos (54,12%), contra 759.786 de Gustavo Krause, do PFL (32,57% dos votos válidos).

Arraes tentou a reeleição e foi derrotado por Jarbas Vasconcelos em 1998, com  1.809.792 votos, contra 744.280 do socialista, na famosa vitória por mais de um milhão de votos, 64,14% a 26,38% em percentuais.

Na primeira eleição de Eduardo Campos, em 2002, ele teve no segundo turno 65,36% contra 34,64% de Mendonça Filho, do PFL. Na reeleição, em 2006, vingou o avô, batendo Jarbas por 82,84% contra 14,06%.

Mesmo Paulo Câmara, eventualmente questionado, bateu Armando Monteiro duas vezes, a primeira sob o impacto da morte de Campos. 68,08% contra 31,07% em 2014 e 50,7% a 35,99% em 2018.

No segundo turno da eleição entre Raquel e Marília, a atual governadora teve 58,70%, contra 41,30% da adversária e hoje candidata ao Senado.

Assim, o Raquel Lyra x João Campos que acompanharemos neste domingo é o pleito mais acirrado da história de Pernambuco. Uma eleição tão imprevisível pelas pesquisas que a verdade só será revelada na noite deste domingo. Quem viver, verá.

Destrinchando a Múltipla

A disputa pelo Governo de Pernambuco desenha um cenário de empate técnico absoluto, revelando que o estado está profundamente dividido geograficamente e pelo perfil socioeconómico do eleitor. Segundo os dados da pesquisa Múltipla contratada pelo blog, Registro PE-02990/2026, Raquel Lyra e João Campos tem pontencialidades e pontos fracos distintos.

Onde Raquel é mais forte

O cinturão do Agreste: O principal pilar de sustentação de Raquel Lyra é a região do Agreste, onde lidera com uma vantagem avassaladora e conclusiva de 58% contra 36% de João Campos. O seu maior reduto eleitoral é a cidade de Caruaru, onde atinge 67% das intenções de voto.

Eleitorado de Maior Escolaridade: A governadora possui um desempenho destacado à medida que o nível de instrução aumenta. Entre os eleitores com ensino superior, ela lidera isolada com 55% (contra 35% do adversário).

Faixas Etárias Intermédias: Raquel demonstra grande força junto ao eleitorado adulto, vencendo nas faixas de 25 a 34 anos (52%) e de 35 a 44 anos (55%).

Vantagem Masculina: O voto masculino pende mais para o seu lado, registando 50% de apoio entre os homens face a 43% de João Campos.

Onde João é mais forte

A força da Região Metropolitana: João Campos domina a Região Metropolitana do Recife (RMR), onde conquista 51% contra 41% da governadora. No Recife, o prefeito alcança o seu ápice com 55% dos votos na estimulada. O município de Paulista também se consolida como reduto, dando-lhe 58%.

Penetração nas classes populares: O socialista tem grande força junto à população de menor escolaridade, liderando com 50% no extrato de cidadãos com instrução até o fundamental completo.

Apoio da terceira idade e dos jovens: João tem um desempenho muito sólido junto aos eleitores de 60 anos ou mais, onde vence Raquel por 54% a 37%. Também lidera na ala jovem de 16 a 24 anos com 51%.

Vantagem feminina: O eleitorado feminino prefere o prefeito por uma margem de 48% a 44%.

Onde Raquel tem mais problemas

Rejeição na capital: O calcanhar de Aquiles de Raquel Lyra é o Recife, onde obtém apenas 31% das intenções de voto na estimulada, enfrentando uma desvantagem de 24 pontos percentuais.

Dificuldade nas classes populares: O seu desempenho cai para 42% entre os eleitores que possuem apenas até o fundamental completo, um extrato numericamente expressivo no estado.

Onde João tem mais problemas

O isolamento no interior (Agreste): A grande fraqueza de João Campos é o interior profundo, sofrendo uma derrota acentuada no Agreste (36%) e sendo reduzido a apenas 29% na cidade de Caruaru.

Resistência no eleitorado mais instruído: O seu pior desempenho por perfil socioeconómico está entre os eleitores com ensino superior, onde colhe apenas 35% das intenções de voto.

Frases da semana:

“É a luta da seriedade contra quem faz orgia”.

De Lula, sobre Flávio Bolsonaro.

“Lula é responsável pelo caos moral que o Brasil atravessa hoje.”

De Flávio Bolsonaro,  sobre Lula.

Lula chora ao falar com Ana Arraes

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem ao Recife para o funeral do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Na quarta-feira, 13, depois de conversar por telefone com a mãe do candidato do PSB à Presidência, Ana Arraes, o ex-presidente decidiu viajar para Pernambuco. Lula gravava programas eleitorais para candidatos do PT em uma produtora […]

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem ao Recife para o funeral do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Na quarta-feira, 13, depois de conversar por telefone com a mãe do candidato do PSB à Presidência, Ana Arraes, o ex-presidente decidiu viajar para Pernambuco.

Lula gravava programas eleitorais para candidatos do PT em uma produtora no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, quando recebeu as primeiras notícias, ainda não confirmadas, sobre a queda do avião no qual viajava Eduardo Campos, que foi ministro de Ciência e Tecnologia de seu governo.

De acordo com pessoas que acompanhavam o ex-presidente Lula em São Paulo, ele interrompeu as gravações e passou a buscar notícias mais precisas sobre o acidente. Quando chegou a confirmação de que todos os passageiros da aeronave, inclusive o candidato do PSB ao Palácio do Planalto, haviam morrido, Lula, extremamente emocionado, telefonou para Ana Arraes e chorou ao telefone.

Ao desligar, ainda consternado, o ex-presidente comentou com as pessoas que acompanhavam a gravação sua tristeza em relação a Ana Arraes, à viúva de Campos, Renata, e aos cinco filhos do ex-governador de Pernambuco. Segundo essas pessoas que estavam com Lula, o ex-presidente não fez comentários sobre possíveis impactos políticos da tragédia.

Armando Monteiro tem 47% e Paulo Câmara 13%, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (15) aponta o candidato Armando Monteiro (PTB) com 47% das intenções de votos para governador de Pernambuco, em seguida, aparecem Paulo Câmara  (PSB) com 13% e Zé Gomes (PSOL) com 2%. Encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo, esta é a primeira pesquisa Datafolha após o registro […]

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Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta (15) aponta o candidato Armando Monteiro (PTB) com 47% das intenções de votos para governador de Pernambuco, em seguida, aparecem Paulo Câmara  (PSB) com 13% e Zé Gomes (PSOL) com 2%.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo, esta é a primeira pesquisa Datafolha após o registro das candidaturas.

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A pesquisa foi realizada nos dias 13 e 14 de agosto. Foram entrevistados 1.198 eleitores, com 16 anos ou mais, em 42 municípios do estado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos, a  probabilidade do resultado retratar a realidade é de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) sob o número 00017/2014, e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 00360/2014.