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Tadeu Alencar cumpre agenda em São José do Egito, Tabira e Afogados

Por Nill Júnior

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Em entrevistas concedidas na manhã deste sábado (17) às rádios Liberdade FM e Gazeta FM, em São José do Egito, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE) se comprometeu a destinar parte das emendas parlamentares – no valor de um milhão de reais – a que tem direito no Orçamento Geral da União de 2016 para ações no município, que tem problemas sérios de abastecimento d’água, saúde, educação e transportes, segundo nota ao blog.

Ao lado do deputado estadual Ângelo Ferreira, do ex-prefeito Evandro Valadares e do presidente municipal do PSB, Eclériston Ramos – além de vereadores e lideranças políticas locais – o parlamentar defendeu a mudança de comando em São José do Egito, mas advertiu que o PSB não deve priorizar, neste momento, a discussão sobre nomes para a sucessão, e sim o debate de propostas que ajudem a melhorar as condições de vida da população.

Sua fala foi referendada por Evandro e Eclériston – ambos tidos como virtuais candidatos ao cargo em 2016. “Não importa quem seja o nome. Importam as ideias que vamos propor para São José do Egito”, afirmou o ex-prefeito, que após as entrevistas recebeu o deputado em sua residência, para um encontro com vereadores e lideranças.
Criticou a Dilma, a quem acusou de iludir a população no debate eleitoral, Tadeu disse que o debate sobre impeachment da presidente deve ser tratado de forma séria e isenta. “As denúncias estão sendo investigadas. Se a Justiça constatar que realmente Dilma cometeu crime de responsabilidade, o PSB não se furtará a apoiar seu afastamento”, completou.

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Em Tabira, Alencar prometeu aprimorar a Feira do Gado, apoiando a construção do pátio apropriado com emenda parlamentar. Em encontro com vereadores e lideranças políticas da cidade, no plenário da Câmara Municipal, Tadeu também se dispôs a juntamente com eles procurar o Secretário Nilton Mota para buscar apoio ao projeto. Em entrevista ao comunicador Anchieta Santos, da Rádio Cidade FM, o parlamentar já havia afirmado sua intenção de colaborar com o projeto da Barragem do Azeitona, outra reivindicação no município. O encontro em Tabira foi organizado pelo presidente do PSB local, Pipi da Verdura, pelos ex-vereadores Paulino Melo e Maria do Carmo, Teresa Joacy e Arimatéa. Também esteve presente a vice-prefeita Genedy Brito, secretários municipais e vários vereadores de diversos partidos, inclusive o presidente da Câmara, Marcos Crente.

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Em Afogados, Tadeu teve encontro com Blogueiros e participou de coletiva na Rádio Pajeú. Alencar disse estar confiante no debate sobre Pacto Federativo que tem promovido. Ele defendeu a gestão Paulo Câmara que disse, tem se saído bem diante do cenário de crise.

Também falou sobre 2016, afirmando que fará o possível para evitar um racha em Recife com Jarbas disputando a prefeitura, apesar de dizer que pela história, o ex-governador pode ser candidato ao que quiser.

O parlamentar ainda participou de inauguração de obra ao lado do prefeito José Patriota (PSB).

Outras Notícias

Enterro do jornalista Carlos Percol também será em Santo Amaro

O assessor de imprensa do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), o jornalista Carlos Percol, será sepultado no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. Na manhã desta sexta-feira (15), funcionários da Prefeitura do Recife realizavam serviços de manutenção do jazigo que pertence à sua família. Eduardo e Percol morreram num acidente de avião […]

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O assessor de imprensa do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), o jornalista Carlos Percol, será sepultado no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. Na manhã desta sexta-feira (15), funcionários da Prefeitura do Recife realizavam serviços de manutenção do jazigo que pertence à sua família. Eduardo e Percol morreram num acidente de avião na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira (13).

Ontem, a jornalista Cecília Ramos, que era casada com Percol há quatro meses, afirmou que está tentando transformar a dor em força. “Eu dizia que não fazia questão de perdê-lo (Percol) para Eduardo, porque era uma admiração mútua. Eles eram uma dupla. Ele (Percol) estava tão feliz que a felicidade dele era a minha”, declarou. Antes de assumir a assessoria de imprensa de Eduardo na corrida presidencial, Percol foi assessor de Campos no governo de Pernambuco e secretário de Imprensa na gestão do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB).

O velório do jornalista deverá acontecer na missa campal programada em frente ao Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo estadual, prevista para este domingo (17). Depois do velório, o corpo de Percol segue para o cemitério de Santo Amaro, onde também será realizado o enterro de Eduardo Campos. A expectativa é que 150 mil pessoas acompanhem a cerimônia. A presidente Dilma e o ex-presidente Lula, ambos do PT, além de 12 governadores, já confirmaram presença.

Serra: prefeitura empossa mais 107 concursados

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Administração, realizou nesta terça-feira (28), a solenidade de posse de novos 107 servidores concursados, conforme nota ao blog. Os cargos preenchidos são para auxiliar de serviços gerais, auxiliar de creche, agente administrativo, professor I (Educação Infantil), professor II (Matemática e Letras), auditor fiscal, agente de […]

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Administração, realizou nesta terça-feira (28), a solenidade de posse de novos 107 servidores concursados, conforme nota ao blog. Os cargos preenchidos são para auxiliar de serviços gerais, auxiliar de creche, agente administrativo, professor I (Educação Infantil), professor II (Matemática e Letras), auditor fiscal, agente de trânsito e médico clínico geral.

Os novos servidores vão atuar nas secretarias de Administração (52), Desenvolvimento Econômico e Turismo (02), Saúde (03), Educação (47), Finanças (02) e na STTRANS – Superintendência de Trânsito e Transportes (01). “São cento e sete novos servidores que chegam para diversas secretarias, e já estamos concluindo um estudo multidisciplinar de necessidade de vagas, e esperamos que em breve um novo projeto já seja enviado à Câmara para uma nova convocação, até porque nossa meta é chamar o máximo de servidores, considerando que esse concurso vale por até quatro anos”, explicou o secretário de Administração, Renato Godoy.

O prefeito Luciano Duque comentou a renovação do quadro de servidores efetivos do município nos últimos sete anos. “Com essa convocação já renovamos em mais de cinquenta por cento o número de servidores da Prefeitura de Serra Talhada. Em apenas sete anos foram dois concursos sérios, corretos, onde valorizamos as pessoas que estudaram, que são capacitadas, e que estão assumindo essas vagas. Aos empossados nesta oportunidade desejamos boas-vindas, temos certeza que muito vão contribuir com a nossa cidade atendendo bem a população”, disse.

O gestor destacou ainda o crescimento econômico de Serra Talhada e a ampliação da rede de atendimento público. “Serra Talhada tem se afirmado com um dos municípios que mais cresce no interior de Pernambuco. Foi um dos municípios que mais gerou emprego em dois mil e dezenove, temos um crescimento de PIB nos últimos sete anos, onde dobrou o PIB da cidade, saindo de setecentos milhões para um bilhão e quatrocentos milhões, e isso mostra que nós tivemos capacidade na crise, porque o país desde dois mil e quatorze vive uma de suas maiores crises, com quatorze milhões de desempregados, com muitas dificuldades, e nós não ficamos choramingando não, fomos trabalhar, e com isso entregamos novas escolas, novas creches, dez praças, aumentamos mais de quarenta por cento a capacidade de atendimento da rede de educação, dobramos a capacidade da rede de saúde, implantamos novas políticas, como a STTRANS, Agência de Meio Ambiente, política do idoso, entre tantas outras ações que vieram para melhorar a vida das pessoas e transformar Serra Talhada”, pontuou.

HOMENAGEM

Antes da solenidade de posse dos concursados, a secretária de Educação, Marta Cristina, e a secretária Executiva da pasta, Neuma Antunes, prestaram homenagem à professora da Rede Municipal, Janiele Amorim, que faleceu na terça-feira (21), em grave acidente na PE 320. Ela havia sido aprovada no último concurso do município e estava lecionando na Escola Nossa Senhora da Penha, na Cohab. Direção e professores da escola participaram da homenagem.

Totonho e Sandrinho empatados tecnicamente, diz Instituto Opinião/Blog do Magno: 32,9% x 31%

Augusto Martins tem 6,8% e Zé Negão,  6%; Na sondagem espontânea,  José Patriota (PSB), que não é candidato, tem 15%, Totonho tem 13,3%, Sandrinho  12,5%,  Zé Negão 0,8% e Augusto 0,3%. Indecisos 51,5%, enquanto brancos e nulos somam apenas 6,3%; Num cenário em que os candidatos fossem apenas Totonho e Sandrinho, o ex-prefeito derrotaria o socialista. […]

Augusto Martins tem 6,8% e Zé Negão,  6%;

Na sondagem espontânea,  José Patriota (PSB), que não é candidato, tem 15%, Totonho tem 13,3%, Sandrinho  12,5%,  Zé Negão 0,8% e Augusto 0,3%. Indecisos 51,5%, enquanto brancos e nulos somam apenas 6,3%;

Num cenário em que os candidatos fossem apenas Totonho e Sandrinho, o ex-prefeito derrotaria o socialista. Teria 39,7% dos votos contra 34,8% do adversário. Como margem de erro é de 4,9%, também configura -se empate técnico.

Segundo maior colégio eleitoral do Sertão do Pajeú, Afogados da Ingazeira,  desponta no cenário da sucessão do prefeito José Patriota (PSB) com uma disputa promissora de emoções, segundo pesquisa do Instituto Opinião divulgada pelo Blog do Magno .

Se as eleições fossem hoje, o ex-prefeito Totonho Valadares, pré-candidato do MDB, e o vice-prefeito Alessandro Palmeira, o Sandrinho (PSB), teriam que decidir no voto a voto.

De acordo com pesquisa do Instituto Opinião, eles aparecem empatados, tecnicamente, com 32,9% e 31%, respectivamente.  Bem distante, Augusto Martins (PL) aparece com 6,8% e Zé Negão, do PTB, com 6%. Brancos e nulos seriam 9,3% e os indecisos somariam 14%.

Na sondagem espontânea, modelo pelo qual o entrevistado é forçado a lembrar o nome do candidato sem recorrer aos respectivos nomes na cartela, quem aparece na frente é o atual prefeito José Patriota (PSB), com 15%.

Dentre os pré-candidatos, Totonho e Sandrinho também se situam empatados: 13,3% ante 12,5%. Zé Negão é citado por 0,8% e Augusto por 0,3%. Neste cenário, os indecisos sobem para 51,5%, enquanto brancos e nulos somam apenas 6,3%

Num cenário em que os candidatos fossem apenas Totonho e Sandrinho, o ex-prefeito derrotaria o socialista. Teria 39,7% dos votos contra 34,8% do adversário. Brancos e nulos somariam 10% e os indecisos seriam 15,5%. Quanto ao apoio do prefeito José Patriota, 35,7% disseram que influenciaria muito o seu voto, 11% afirmaram que aumentaria muito a chance de votar a favor e 39% disseram não sofreriam nenhum tipo de influência.

O levantamento traz também a rejeição dos candidatos, despontando Zé Negão no topo da lista. Dos entrevistados, 28,3% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Sandrinho é o segundo, com 10,3%, seguido de Augusto Martins, com 10%, e Totonho Valadares é o último, com 9,5%. Ainda entre os entrevistados, 8,5% disseram que rejeitam todos e 33,4% afirmaram que não rejeitam nenhum dos nomes apresentados na cartela da pesquisa.

A sondagem foi feita entre os dias 13 e 14 últimos, sendo aplicados 400 questionários, com margem de erro de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais e domiciliares.

Estratificando a pesquisa do Instituto Opinião, o pré-candidato do MDB, Totonho Valadares, aparece melhor situado entre os eleitores na faixa etária de 25 a 34 anos (36,2%), entre os eleitores com grau de instrução até a 9ª série (33,9%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários mínimos (33,8%).  Por sexo, 34,5% dos seus eleitores são homens e 31,8% são mulheres.

Já o pré-candidato do PSB, Sandrinho, exibe suas melhores taxas de intenção de voto entre os eleitores com grau de instrução superior (38,5%), entre os eleitores na faixa etária dos 35 e 44 anos (34,9%) e entre os eleitores com renda familiar acima de cinco salários mínimos (33,3%). Por sexo, o socialista tem a preferência de 34,5% dos homens e 31,8% das mulheres.

O blog e a história: Afogados da Ingazeira e o amor de Eduardo e Arraes

Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014: Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. […]

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Texto publicado por ocasião da morte de Eduardo Campos em 14 de agosto de 2014:

Poucas cidades no Sertão significaram mais para Eduardo, assim como foi para Arraes, que Afogados da Ingazeira. Tida como terra politizada, terra de Dom Francisco, que ambos visitaram tantas vezes, era essa simpática cidade que atraía tanto a atenção deles. Virou uma espécie de referência política do socialismo no Sertão.

A jornalista Bruna Serra, do Congresso em Foco, em um dos artigos mais lidos sobre os relatos de quem cobriu a vida de Eduardo, abre seu texto chamado “Eu pensava que Campos era imortal” citando a cidade:

Nosso primeiro contato foi em 2006. Eu tinha acabado de me formar e trabalhava em um jornal do Recife. Passava da 1h da madrugada quando o carro do jornal estacionou na praça central de Afogados da Ingazeira, cidade sertaneja, distante 386 quilômetros da capital pernambucana.

Em cima da carroceria de um caminhão estava o então candidato a governador Eduardo Campos (PSB). Apesar do frio, estranho ao interior nordestino, ele suava. Gritava ao microfone e arregalava os grandes olhos. A multidão, abduzida, o observava sem reações, mais ou menos como o povo pernambucano recebeu, ontem, a notícia de sua morte.

Ao final do discurso, ele se agachou e pulou da carroceria como um adolescente. Fiz a entrevista e fiquei ouvindo os causos dele até que a praça foi esvaziando. Apesar do frio e do cansaço, os correligionários não arredavam pé, só gargalhavam.

Certamente por isso, é da cidade que se podem ouvir os relatos mais emocionados. O PSB aqui era tido como uma extensão dos ideiais socialistas de Eduardo e Arraes. “Aqui, o PSB fica órfão, perdendo sua maior liderança política. Sua forma de ser e de agir, seus princípios, seus sonhos e ideias servirão de guia para o caminho que o PSB continuará trilhando. Seu legado de lutas faça o Brasil refletir melhor suas escolhas e seu futuro”, diz o Presidente Raimundo Lima em nota ao blog.

Talvez por essa proximidade com a cidade, tive tantos contatos com Arraes e Campos. Eles sempre que podiam incluíam Afogados no roteiro e por isso, consegui algumas ótimas entrevistas. Com Arraes, ainda muito garoto, lembro da tremedeira quando o entrevistei candidato em 1994 – há exatos vinte anos. Arraes estava ao lado de Roberto Freire e Armando Filho, seus candidatos ao Senado. Também na emoção quando mesmo em meio a “feras” como Zadock Castello Branco e Anchieta Santos – este último ainda mais, uma referência – tive respostas a minhas perguntas em jornais no dia seguinte. “Fiquei bestinha”, como costumamos dizer no Sertão.

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Voltaria a entrevistar Arraes já como governador pouco tempo depois, também  nervoso pelo contato com aquele que era um mito. Teria outros encontros, até o último, dias antes de sua morte na Pousada Brotas, quando gravei uma sonora de menos de três minutos. Arraes já estava com ar de cansado pela rotina, mas ainda assim se dispunha a falar.

Quanto a Eduardo, a própria proximidade temporal – tenho dez anos a menos que ele – nos fez mais próximos na relação jornalística, mas também na atenção que sempre teve comigo. Entrevisto Eduardo desde que era Deputado Federal. Nas conversas, tenho histórias de todo tipo. Ele sabia antes de tudo, do nosso papel na imprensa regional e da importância histórica da Rádio Pajeú.

A história mais áspera foi justamente no início do primeiro governo. Evaldo Costa, seu Secretário de Imprensa, disse que o governador queria falar para emissoras do programa Governo nos Municipios”. Só que nunca me furtei de tratar também do que era  pauta da sociedade.  Neste dia, por algum motivo, não havia Delegado em Carnaíba e a população estava revoltada. Após falar da pauta sugerida por Evaldo, tratei da demanda local. Ele prometeu e de fato o Delegado apareceu em menos de uma hora na cidade para dar expediente.

Mas Eduardo não gostava – eu diria odiava – tratar de questiúnculas locais. E na cidade, era enorme a repercussão da queda de braço entre Inocêncio Oliveira e o prefeito Totonho Valadares para indicar o Diretor da Ciretran. Perguntei quando ele resolveria a questão. Percebi a contrariedade no tom de voz, afirmando não estar  preocupado com isso. Percebi na despedida que tinha ficado aborrecido. Poucos dia depois vi Evaldo em Recife. Disse a ele que não poderia fugir dos temas. “Não se preocupe, doeu mais em mim que em você”, disse aos risos.

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De história que mostra o que prevaleceu na nossa relação, os últimos dois encontros, no Carnaval do Recife deste ano. Na abertura do carnaval, Eduardo estava cercado de um batalhão de jornalistas. Quando me viu – único sertanejo cobrindo para um veículo sertanejo – disse como quase sempre em minhas coberturas na festa de momo: “Nilll, você até aqui rapaz?!” Quando se aproximou para gravar uma mensagem, foi puxado por Elba Ramalho, fez uma curva e foi falar com ela. Rapidamente se virou, voltou pra mim e disse: “Desculpe amigo, vamos falar para a Pajeú…” Sempre percebia como os outros jornalistas olhavam, como se perguntassem ‘quem é esse pra quem Eduardo dá tanta atenção?’. 

Neste dia curiosamente perdi a sonora por descuido no meu Iphone. No outro dia, arretado, achei Eduardo na abertura do Galo, dia 1 de março deste ano. “Governador, cometi um crime jornalístico…perdí aquela sonora do senhor” disse. “Não acredito! E o que foi que eu disse?” Disse que ele tinha me dado um furo, anunciando que iria entregar obras em Afogados. “Então vamo lá de novo…” – brincou com a costumeira atenção.

Esse foi o Eduardo que ficou em mim. Saulo Gomes na homenagem a ele na Rádio Pajeú trouxe um trecho de uma bela mensagem que diz que os bons são aqueles que, quando conhecemos, nos fazem pessoas melhores. Eduardo com seu exemplo de atenção, família, respeito e amor ao Pajeú me fez melhor também. Com Deus, Eduardo!

Bolsonaro chega à disputa de 2022 com a maior carga eleitoral negativa desde a redemocratização

Índice dos que dizem não votar nele de jeito nenhum é de 59%, 15 pontos percentuais a mais do que em sua eleição, em 2018 Por Ranier Bragon A análise das pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Datafolha nas oito eleições presidenciais ocorridas desde a redemocratização mostra que Jair Bolsonaro (sem partido) entra na […]

Índice dos que dizem não votar nele de jeito nenhum é de 59%, 15 pontos percentuais a mais do que em sua eleição, em 2018

Por Ranier Bragon

A análise das pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Datafolha nas oito eleições presidenciais ocorridas desde a redemocratização mostra que Jair Bolsonaro (sem partido) entra na disputa de 2022 com a maior carga eleitoral negativa da história.

O total do eleitorado que declara hoje que não votaria de jeito nenhum a favor da sua reeleição é de 59%, 21 pontos percentuais a mais do que seu principal adversário até agora na disputa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) —com 38%.

A atual rejeição a Bolsonaro é, disparada, a maior medida pelo Datafolha na comparação com a dos presidentes que foram eleitos nas oito disputas anteriores, incluindo ele próprio em 2018.

Nunca o eleito, de 1989 a 2014, teve mais do que cerca de um terço do eleitorado declarando não votar nele de jeito nenhum.

Bolsonaro já havia batido esse recorde em 2018. Ele chegou à reta final da campanha com 44% de rejeição, mas conseguiu a vitória no segundo turno. Seu principal oponente, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), também amargava um índice negativo similar, 41%.

No segundo turno, Bolsonaro obteve 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% de Haddad.

Se matematicamente a reeleição de Bolsonaro não ocorreria se a eleição fosse hoje, como mostra o Datafolha, resta a tentativa de mudança desse cenário nos 12 meses que ainda faltam para a disputa.

Também aí o histórico é majoritariamente desanimador para as pretensões do mandatário, embora em 2018 Bolsonaro tenha sido eleito sem contar com vários dos mecanismos até então imprescindíveis para uma eleição —partido, palanques regionais, tempo de propaganda na TV e rádio, marqueteiro e cofre de campanha robustos.

De 1989 —quando Fernando Collor foi o primeiro presidente eleito pelo voto direto após o fim da ditadura militar (1964-1985)— a 2018, só dois candidatos conseguiram reduzir de forma significativa, em torno de 10 pontos percentuais, a rejeição alta que tinham no início.

Foram eles Ulysses Guimarães (MDB) e Paulo Maluf (PDS), em 1989, mas isso de nada adiantou. O chamado “Senhor Diretas”, apelido alusivo à sua fundamental participação na campanha Diretas Já, e o principal político vinculado à época à ditadura ficaram em sétimo e quinto lugares, respectivamente. Leia a íntegra da reportagem na Folha de S. Paulo.