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SUS é única opção para quase 90% dos moradores do Norte e Nordeste, diz IBGE

Por André Luis

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Folhapress

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que sete em cada dez brasileiros dependem exclusivamente do sistema público de saúde para tratamento. São mais de 150 milhões de pessoas que não têm acesso a planos de saúde privados.

Os dados são de 2019 e não incluem eventuais efeitos da crise econômica gerada pela pandemia na capacidade dos brasileiros a pagar por saúde privada -apenas entre março e julho, 327 mil brasileiros ficaram sem plano de saúde, de acordo com a ANS (Agência Nacional de Saúde).

A Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE reforça ainda a existência de grandes desigualdades no acesso a planos privados, que são mais comuns no Sul e no Sudeste e entre pessoas brancas e com maior renda, e no uso da rede pública, mais concentrado na população de baixa renda.

De acordo com o 28,5% da população, ou 59,7 milhões de pessoas, possuíam algum tipo de plano de saúde médico ou odontológico no país em 2019. Considerando apenas a cobertura médica, são 26% da população, o que indica que 74% dependiam apenas da saúde pública.

No Norte e Nordeste, a proporção de pessoas sem planos de saúde médico chega perto de 90% -isto é, quase nove entre dez pessoas dependem do sistema público quando estão doentes. No Maranhão, apenas 5% da população tem plano de saúde médico. Em Roraima, são 7,4%.

Os responsáveis pelo estudo dizem que os dados mostram que havia “uma grande desigualdade” entre as grandes regiões e as unidades da federação. No Sudeste, por exemplo, 34,9% dos habitantes são cobertos por plano de saúde médico. Estado com maior cobertura, São Paulo tem 38,4%.

Na média nacional, 26% das pessoas tinham algum plano de saúde médico. Entre os brancos, o índice é duas vezes superior aos de pretos e pardos: 36,5% contra 18,4% e 17,6%, respectivamente. Dos três grupos, diz o IBGE, apenas os pardos mostraram evolução nesse indicador entre 2013 e 2019, com acréscimo de 1,4 ponto percentual.

O resultado reflete a desigualdade de renda entre brancos e negros no país. Dados divulgados em maio pelo IBGE mostra que, em 2019, a diferença de rendimento médio entre brancos e pretos atingiu o maior patamar desde 2016: enquanto os primeiros viviam com R$ 2.999 por mês, os últimos tiveram rendimento médio de R$ 1.673.

Para o IBGE, a diferença na cobertura de planos de saúde entre classes de rendimento apresenta “profundas desproporcionalidades”. “A gente viu que [o acesso a plano de saúde] está diretamente relacionado com o rendimento das pessoas”, disse a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira.

Na população com rendimento superior a cinco salários mínimos, 86,8% tinham plano de saúde médico e 32,8%, cobertura odontológica. Já entre aqueles com rendimento inferior a um quarto do salário mínimo, apenas 5,9% tinham o primeiro e 1,4%, o segundo.

“O plano de saúde é um serviço de luxo, um serviço caro. E, quando a gente tem o SUS [Serviço Único de Saúde], o plano não é prioridade na hora de fazer escolha”, afirmou Vieira.

Os resultados indicam ainda que, em 2019, a cobertura do plano de saúde odontológico era bem menos frequente do que a do tipo médico: 12,9% contra 26%”. “Mesmo nas faixas de rendimento mais elevadas, o plano de saúde odontológico foi adquirido por, aproximadamente, um terço das pessoas”. diz o estudo.

O IBGE mediu também a avaliação dos brasileiros sobre os planos de saúde. Entre aqueles que possuem cobertura, 77,4% consideraram o serviço bom ou muito bom. A região Nordeste traz o menor indicador de satisfação: 72%. Na outra, ponta, 80,4% os habitantes da região Sul se consideram satisfeitos.

“A diferença de 8,4 pontos percentuais pode sugerir diferenças na qualidade dos serviços prestados nessas duas grandes regiões, logo traduzidas na avaliação de seus clientes”, avaliam os responsáveis pelo estudo.

Das pessoas que tinham plano de saúde médico em 2019, 46,2% pagavam seus custos diretamente ao plano. Outros 30,9% arcavam parcialmente com os custos. Em 14,5% dos casos, o plano era custeado apenas pelo empregador.

Segundo o IBGE, a maior parcela das pessoas (46,8%) indicou a Unidade Básica de Saúde como o estabelecimento que costumava procurar ao precisar de atendimento de saúde. Consultório particular ou clínica privada foram indicados por 22,9% das pessoas, e as Unidades de Pronto Atendimento Público (UPAs), pronto socorro ou emergência de hospital público, por 14,1%.

A pesquisa detectou que 13,7 milhões de pessoas das pessoas, ou 6,6% da população, ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores à data da entrevista. A proporção de internação em hospitais foi maior entre as pessoas idosas, isto é, de 60 anos ou mais de idade (10,6%), e as mulheres (7,6%).

Entre as que ficaram internadas, 8,9 milhões recorreram ao SUS. A proporção de internação em hospitais do SUS foi maior entre os homens (65,4%), as pessoas jovens de 18 a 29 anos de idade (72,0%), bem como entre as pessoas pretas e pardas (75,9% e 73,6%, respectivamente).

“As disparidades são expressivas quando considerado o rendimento domiciliar per capita das pessoas que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais”, diz o instituto. “Esse indicador revela uma clara dependência das pessoas economicamente vulneráveis em relação ao SUS.”

Entre os brasileiro com rendimento de até um quarto do salário mínimo, 95% dos que se internaram o fizerma no sistema público de saúde. Já entre os com renda per capita superior a cinco salários mínimos, o número cai para 6,8%.

Outras Notícias

Pernambuco exige saber quem é responsável por panfletagem apócrifa, pra que nunca mais se repita

Da Itapuama FM No comentário desta segunda-feira (31/08), o jornalista Nill Júnior aborda a repercussão do caso dos panfletos apócrifos espalhados no Recife com ataques à governadora Raquel Lyra, citando a tragédia pessoal da perda de seu marido nas eleições de 2022. Qual a origem e o impacto dessa estratégia na disputa eleitoral em Pernambuco? […]

Da Itapuama FM

No comentário desta segunda-feira (31/08), o jornalista Nill Júnior aborda a repercussão do caso dos panfletos apócrifos espalhados no Recife com ataques à governadora Raquel Lyra, citando a tragédia pessoal da perda de seu marido nas eleições de 2022.

Qual a origem e o impacto dessa estratégia na disputa eleitoral em Pernambuco?

Nill Júnior destaca a gravidade e o repúdio geral ao episódio, enfatizando que o uso de uma tragédia familiar em ataques políticos é algo inaceitável e indignante:

Raquel Lyra gravou um vídeo demonstrando indignação e exigindo respeito à sua dor e à sua família.

O candidato do PSB repudiou veementemente a atitude, negou qualquer vínculo de sua campanha com o fato e alertou que quem atribuir a autoria a ele responderá criminalmente, lembrando também da perda de seu próprio pai em contexto eleitoral.

O TRE determinou a remoção de postagens que tentavam vincular o episódio a João Campos ou ao PSB sem que haja comprovação.

O jornalista analisa as duas versões que circulam nos bastidores: a possibilidade de aliados da oposição terem promovido os ataques, ou a hipótese levantada por socialistas de que o fato tenha sido criado para estancar o debate sobre o suposto “gabinete do ódio” atribuído ao governo estadual.

Independente da autoria, Nill cobra apuração rigorosa e aponta que a ampla rede de câmeras no Recife permite identificar os responsáveis. Para o jornalista, a descoberta do autor provocará um impacto devastador (“uma hecatombe”) na campanha de quem arquitetou essa ação sem racionalidade política.

João Campos cumpre agendas em São Lourenço da Mata e Jaboatão dos Guararapes

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), cumpriu, na noite desta segunda-feira (17), agendas de mobilização política em dois municípios da Região Metropolitana do Recife. Em São Lourenço da Mata, participou de encontro promovido pelo prefeito Vinicius Labanca (PSB), reunindo lideranças e apoiadores da Frente Popular. Em Jaboatão dos Guararapes, esteve em encontro […]

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), cumpriu, na noite desta segunda-feira (17), agendas de mobilização política em dois municípios da Região Metropolitana do Recife. Em São Lourenço da Mata, participou de encontro promovido pelo prefeito Vinicius Labanca (PSB), reunindo lideranças e apoiadores da Frente Popular. Em Jaboatão dos Guararapes, esteve em encontro organizado pelo vereador Márcio do Curado, também com lideranças e apoiadores da campanha.

Em São Lourenço da Mata, João esteve ao lado de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular, como o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT), a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e a senadora Teresa Leitão (PDT). Também participaram o deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) e o deputado estadual Eriberto Filho (PSB), ambos candidatos à reeleição, além do vice-prefeito Lucca Labanca (PSB).

Durante o ato, João destacou os resultados da gestão no Recife e afirmou que pretende levar ao estado a mesma disposição para realizar obras e enfrentar problemas. “Vocês conhecem o trabalho do prefeito Vinicius e viram o meu trabalho no Recife: construindo hospital, creche, ponte, praça, parque, encosta e rua. Tudo o que puder fazer, nós vamos fazer”, afirmou.

Na saúde, João reforçou a proposta de construção de quatro novos hospitais em Pernambuco e destacou o Hospital Geral Metropolitano. Segundo ele, a unidade terá mais de 900 leitos, emergência 24 horas e 5 mil profissionais. “Vai ser o maior hospital público do Nordeste brasileiro. E a meta é uma só: zerar a fila de cirurgias da Região Metropolitana do Recife”, afirmou.

Jaboatão dos Guararapes

No Curado, João participou de encontro promovido pelo vereador Márcio do Curado, reunindo integrantes da chapa majoritária da Frente Popular, os candidatos a deputado federal Felipe Carreras (PSB) e a deputado estadual Aderaldo Pinto (PSB), além de outras lideranças da região.

Durante o encontro, João relembrou sua trajetória como deputado federal e prefeito do Recife e destacou a experiência acumulada na gestão municipal como base para um novo passo na vida pública. Também apresentou propostas para a Região Metropolitana, incluindo a construção de um novo hospital com mais de 900 leitos e emergência, além de investimentos em abastecimento de água e educação.

Ao falar sobre a decisão de disputar o Governo de Pernambuco, João afirmou que deixou a Prefeitura do Recife por acreditar que poderia ampliar sua atuação em benefício do estado. “Eu renunciei à Prefeitura do Recife porque tinha certeza de que podia fazer muito pelo nosso estado. Eu sei trabalhar, sei entregar resultado e não vou parar”, afirmou.

No rádio, Sávio Torres volta a falar sobre decisão do TSE

O prefeito Sávio Torres falou em entrevista à Rádio Tupan FM,  sobre as inaugurações dos prédios da prefeitura e do Posto do Detran. Também da entrega de veículos e de uma máquina ensiladeira no próximo dia 26, às 19h. O prefeito garantiu que continuou trabalhando enquanto o Tribunal Superior eEeitoral (TSE) fazia o julgamento de […]

Informações e foto: Fábio Rocha

O prefeito Sávio Torres falou em entrevista à Rádio Tupan FM,  sobre as inaugurações dos prédios da prefeitura e do Posto do Detran. Também da entrega de veículos e de uma máquina ensiladeira no próximo dia 26, às 19h.

O prefeito garantiu que continuou trabalhando enquanto o Tribunal Superior eEeitoral (TSE) fazia o julgamento de onde saiu vitorioso. “Não deixei de ir atraz de recursos e continuei trabalhando”, disse Sávio. “Considero uma página virada”.

A entrevista  teve a participação por telefone do Diretor Clínico do Hospital Severino Souto de Siqueira de Tuparetama e neurologista  Renato Grangeiro. Ele também comentou a decisão do TSE.  “Foi uma oportunidade que Deus deu para toda a equipe continuar fazendo um bom governo. Sávio assumiu a prefeitura e o hospital estava em caos. Veja o absurdo, tinha uma emergência aberta mas não tinha plantonista”, falou.

“Depois vieram as outras questões, exames de endoscopia nunca feitos em Tuparetama e em sete meses o hospital passou a oferecer cirurgias eletivas. Agora é trabalhar sem olhar a cor partidária”, concluiu.

Em Arcoverde, Wellington Maciel também comemora resultado das urnas

O prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel (MDB), está comemorando o resultado das urnas na cidade, que mesmo enfrentando fortes adversários como o ex-prefeito Zeca Cavalcanti, estadual; e o Delegado Israel, candidato a federal, fez seus candidatos a deputados estadual e federal majoritários no município. Para ele, momento de agradecer e seguir em frente com o […]

O prefeito de Arcoverde, Wellington Maciel (MDB), está comemorando o resultado das urnas na cidade, que mesmo enfrentando fortes adversários como o ex-prefeito Zeca Cavalcanti, estadual; e o Delegado Israel, candidato a federal, fez seus candidatos a deputados estadual e federal majoritários no município.

Para ele, momento de agradecer e seguir em frente com o trabalho. 

“O momento é de agradecer, de dizer obrigado Arcoverde! Fechamos mais um ciclo de vitórias, fazendo majoritários nossos candidatos a deputados. Só tenho a agradecer a cada militante, cada eleitor, a você que sempre acreditou e confiou em nossa palavra e mostrou, nas urnas, que Arcoverde quer seguir em frente, com amor, paz e trabalho. Vamos seguir, lado a lado com o povo, de mãos dadas com o futuro e o desenvolvimento de nossa terra e nossa gente. Valeu Arcoverde”, afirmou Wellington Maciel em mensagem ao povo.

Fernando Monteiro (PP) foi o mais votado pela cidade para ocupar um cargo na Câmara dos Deputados, com 6.357 votos dos arcoverdenses. Ele abriu uma diferença de 2.796 votos sobre o principal adversário, o Delegado Israel que obteve 3.561 votos na cidade. 

Na esfera estadual, Wellington com seu grupo político garantiu a Luciano Pacheco (Patriota), 9.252 votos, batendo o segundo colocado, Zeca Cavalcanti que teve 7.131 votos. Wellington com Luciano impôs uma diferença de 2.121 votos ao ex-prefeito.

Serra Talhada: prefeitura instala luminárias de LED em equipamentos esportivos

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer, iniciou a instalação de luminárias de LED nos equipamentos esportivos do município. Segundo o secretário de Esportes e Lazer, Ginclécio Oliviera, o primeiro equipamento contemplado é a quadra esportiva do Bairro Bom Jesus. “Com o empenho do Prefeito Luciano Duque e da […]

A Prefeitura de Serra Talhada, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer, iniciou a instalação de luminárias de LED nos equipamentos esportivos do município.

Segundo o secretário de Esportes e Lazer, Ginclécio Oliviera, o primeiro equipamento contemplado é a quadra esportiva do Bairro Bom Jesus. “Com o empenho do Prefeito Luciano Duque e da secretária de Finanças, Cibelli Almeida, levaremos à população uma melhor comodidade para a prática esportiva, além de economizarmos no consumo de energia elétrica”, destacou o secretário.

Somente na quadra esportiva do Bom Jesus serão instaladas 16 luminárias de LED. O serviço será estendido a todos os demais equipamentos esportivos.