Notícias

STF nega recurso de Lula contra prisão após julgamento em 2ª instância

Por André Luis
Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Do UOL

Por um placar de 6 votos a 5, o STF (Supremo Tribunal Federal) negou na madrugada desta quinta-feira (5) o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra sua prisão na Operação Lava Jato.

Com a derrota no Supremo, Lula poderá ser preso depois de esgotados os recursos ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). A defesa do petista tem até a próxima segunda-feira (9) para decidir se apresenta recurso ao tribunal de Porto Alegre.

Por volta de 0h, a defesa de Lula ainda tentou um último recurso, mas não obteve sucesso. O advogado José Roberto Batochio, que representa o ex-presidente, tentou evitar que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, votasse e desempatasse o julgamento do habeas corpus contra a prisão do petista. O placar estava em 5 a 5. Empates em habeas corpus beneficiam o paciente –no caso, Lula. O pleito foi submetido à votação pela própria Cármen e rejeitado por unanimidade. “Quando é matéria constitucional, o presidente vota”, explicou.

Em voto curto, Cármen disse que continuava com o mesmo entendimento que marcou o seu voto desde 2009, quando o STF mudou o entendimento sobre a prisão após condenação em segunda instância pela primeira vez.

Na ocasião, a Corte passou a adotar a orientação de que um condenado só poderia ser preso após o esgotamento de todos os recursos. Ela foi voto vencido.

“Esta é uma matéria realmente muito sensível”, comentou a ministra, que em 2016 integrou o grupo vencedor. Cármen começou a votar depois da 0h desta quinta.

O recurso ao STF pedia que Lula não fosse preso após o fim do julgamento no TRF, tribunal de segunda instância, e que ele pudesse recorrer em liberdade contra a condenação a 12 anos e 1 mês de prisão pelo TRF-4 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).

Lula afirma que não há provas contra ele e que nunca foi beneficiado pela construtora OAS por meio do apartamento.

No STF, apesar de dois ministros terem mudado de posição sobre a possibilidade de prisão na segunda instância, o placar se manteve inalterado em comparação aos julgamentos no qual o STF fixou, em 2016, a possibilidade de início de cumprimento da pena nessa fase do processo.

Votaram contra o pedido da defesa de Lula:

  • Edson Fachin, relator do processo
  • Alexandre de Moraes
  • Luís Roberto Barroso
  • Rosa Weber
  • Luiz Fux
  • Cármen Lúcia, presidente do STF.

Votaram a favor do pedido da defesa de Lula:

  • Gilmar Mendes
  • Dias Toffoli
  • Celso de Mello
  • Marco Aurélio Mello
  • Ricardo Lewandowski

Gilmar e Toffoli defenderam que Lula só poderia ser preso após ter seus recursos julgados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Lewandowski, Marco Aurélio e Celso votaram para que o petista só pudesse ser preso após o trânsito em julgado do processo, ou seja, até que não fosse mais possível apresentar recursos judiciais.

Considerada decisiva no julgamento de hoje, Rosa Weber votou contra a prisão em segunda instância em 2016, mas foi voto vencido e passou a adotar a posição da maioria do STF ao decidir sobre pedidos de liberdade, com o argumento de que deveria seguir o entendimento que prevaleceu no Supremo.

Na sessão de hoje a ministra voltou a utilizar o argumento da importância de seguir as decisões anteriores do tribunal para justificar o voto contra sua convicção pessoal.

“Tendo integrado a corrente minoritária neste plenário quanto ao tema de fundo, passei a adotar nesta Suprema Corte a orientação hoje prevalecente de modo a atender não só o dever de equidade, ou seja, tratar casos semelhantes de forma semelhante, mas, como sempre enfatizo, o princípio da colegialidade”, disse a ministra.

O outro ministro que mudou de posição sobre o tema foi Gilmar Mendes, que em 2016 foi favorável à prisão na segunda instância. Mendes justificou a mudança de posição citando casos em que réus que já estavam presos foram absolvidos ao recorrer aos tribunais superiores. “Como nós conseguimos nos olhar no espelho, nós que defendemos os direitos humanos”, perguntou.

“Por essa razão, prisões automáticas em segundo grau que depois se mostraram indevidas, me fizeram repensar aquela conclusão que se chegou [no processo julgado em 2016]”, disse Gilmar.

No centro do debate sobre a prisão na segunda instância está a interpretação do conceito de trânsito em julgado do processo e a definição sobre a partir de qual momento um investigado pode ser considerado culpado, o chamado princípio da presunção de inocência.

A Constituição Federal afirma que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

De forma similar, o Código de Processo Penal diz que, exceto por flagrante ou prisão provisória, ninguém poderá ser preso a não ser “em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado”.

Executar prisão após 2ª instância é desprezar a Constituição

Fux, ao votar, afirmou que o direito de presunção de inocência, previsto na Constituição Federal, não impede o cumprimento da pena após condenação em segunda instância. “O direito que decorre da Constituição é o direito de não ser condenado sem prova de sua culpa”, disse.

Contrário à prisão após a segunda instância, o ministro Marco Aurélio afirmou que o texto da Constituição Federal não deixa margem à dúvida. “Não abre esse preceito campo a controvérsias semânticas”, disse. “Não posso ver na cláusula um sentido ambíguo”, afirmou o ministro.

Ricardo Lewandowski afirmou que as decisões do TRF-4 e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra Lula trataram a prisão após a segunda instância como uma imposição automática e não apresentaram argumentos para fundamentar a necessidade da prisão além da condenação pelo tribunal.

“Na verdade, determinaram a prisão automática do paciente [Lula], e não existe em qualquer país do mundo a prisão automática”, afirmou Lewandowski.

O ministro Luís Roberto Barroso defendeu que o STF mantivesse o mesmo entendimento de decisões anteriores sobre a prisão em segunda instância.

“Não é então o legado político do ex-presidente que está aqui em discussão. O que vai se decidir é se se aplica a ele ou não a jurisprudência que este tribunal fixou e que em tese deve se aplicar a todas as pessoas”, disse o ministro.

Barroso também defendeu que o fim da prisão na segunda instância poderia funcionar como um incentivo à corrupção, já que poderia frear a busca pelas delações premiadas.

“Sem a possibilidade de prisão em segundo grau, acabam os incentivos para a delação premiada”, disse. “Acabar com esse estímulo à delação premiada é dar um incentivo à corrupção”, afirmou Barroso.

Reação em Brasília

Horas antes do final do julgamento no STF, a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, já estava vazia. Manifestantes contrários ao ex-presidente Lula comemorraam com gritos, abraços e fogos de artifício assim que a ministra Rosa Weber votou de maneira contrária ao habeas corpus da defesa do petista. O trio elétrico do grupo tocou o hino nacional.

Já integrantes de partidos favoráveis a Lula, ao saberem do voto de Rosa, reforçaram aos presentes para estes não se sentirem derrotados nem “arregarem”. Um aproveitou a oportunidade para defender o MST e dizer que não haverá prédio público “que não será ocupado” até conseguirem terras. “De agora em diante é porrada, luta, guerra”, falou Alexandre Conceição, dirigente do MST, embora antes tenha falado que prega a paz.

Outras Notícias

Coluna do Domingão: direita já descartou Flávio

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1. A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou […]

O vídeo gravado por Flávio Bolsonaro com teor golpista foi ignorado pelos grandes portais como UOL e G1.

A exceção foi o Metrópoles, nenhuma surpresa considerando seu nível editorial. A leitura dos demais é de que não há porque dar espaço para declarações que afrontem o processo eleitoral no Brasil, que foi limpo e declarou vencedor quem teve mais votos.

Antes, a carta já era chamada de “com teor golpista” e Flávio,  de “fugitivo”.

O Estadão publicou um editorial com o título “um golpista em Miami, um democrata em SP”. Outra frase explorada pelo The Guardian ridicularizou: “A carta de Flávio não vale a tinta deste jornal, mas não há como ignorar o constrangimento”.

Não existe almoço grátis. Como parte da imprensa hegemônica tem interesses muito evidentes e servem a setores como o mercado,  as grandes empresas,  os grandes empresários e suas apostas,  a ideia é ignorar Flávio para projetar um novo líder,  com o favorito Tarcísio de Freitas. Já entenderam que com os Bolsonaros, não dá mais.  À exceção de 2018, com Lula preso, não tem mais chances.

Outra leitura é do último ciclo Lula. A esquerda ainda não tem um nome competitivo. Assim, a equação é ignorar Flávio Bolsonaro,  projetar Tarcísio de Freitas e apostar no enfraquecimento do lulismo em 2030. É uma espécie de “passa rápido,  podemos aguentar”.

Certeza é de que para essa turma,  Flávio já foi descartado.

Tristeza

Muito triste a morte do jovem João Caio Pereira Rodrigues Melo, de 26 anos, filho do ex-prefeito de Triunfo, João Batista Rodrigues, e da ex-secretária de Saúde Tarciane Pereira Melo, que faleceu na madrugada deste sábado, 31 de outubro de 2026, tendo sido sepultado esta noite. Prova do carinho de Pernambuco pelo casal foi o volume de manifestações nessa hora tão difícil.

Modus operandi

Como em todos os episódios similares, o vídeo publicado por Gil Amaral,  a Gil da Padaria,  de Custódia,  recomendando não contratar petistas, a primeira reação foi tentar retirar o vídeo. Depois,  bem depois, fazer uma nota afirmando que “não foi bem assim” e pedindo desculpas.

Críticas à concessão 

O Deputado Federal Pedro Campos,  do PSB,  criticou a prorrogação da concessão dos serviços de água e esgoto pelo governo Raquel Lyra às empresas vencedoras. “O preço da privatização da COMPESA chegou! As empresas ainda não estão prontas para assumir os serviços e, como sempre, quem corre o risco de pagar essa conta duas vezes é o povo pernambucano!” – diz. Ele diz que a tarifa de água será aumentada em mais de 10% e a tabela de serviços, em mais de 600%.

Público x privado 

Pedro diz ainda que as empresas Aqua Pernambuco e Vita Sertão estariam exigindo que os trabalhadores do Estado sirvam à estrutura privada que já vai começar a cobrar as novas tarifas. A proposta,  diz,  foi apresentada no Conselho de Administração da Compesa. Outra denúncia é a de que a parte que ficou pública terá prejuízo de R$ 3 bi.

Uma coisa é uma coisa

A primeira dama de Tuparetama,  Roseane Gomes,  tem todo o direito de ser bolsonarista. O complicado é,  na defesa de sua posição,  usar uma fake news para descredibilizar o processo eleitoral. Importante lembrar, não há registros de questionamentos ao sistema quando seu marido,  o prefeito Diógenes Patriota,  foi eleito a dois anos.

O meme veio pronto

O vereador Luiz Abel, de Sertânia,  tinha certeza da vitória de Flávio Bolsonaro. No domingo da votação,  foi de verde e amarelo e com a bandeira do Brasil em punho. Não deu. Em Sertânia,  a maior obra de desenvolvimento em décadas é o campus da UFPE,  bancada pelo governo Lula. O bolsonarismo é crítico das universidades. Curiosa era a crítica de que o tempo de Lula já passou. Luiz Abel tem quase 70 anos.

Criador e criatura

Em Belo Jardim,  a derrota foi dobrada. Mendonça Filho alcançou mais um insucesso eleitoral. Perdeu pro Senado,  coordenou a eleição de Flávio em Pernambuco e perdeu. E o prefeito Gilvandro Estrela achou que na zoada faria Flávio majoritário em Belo Jardim. Lula teve  70,50% dos votos válidos, pouco mais que a média estadual, contra 29,50% de Flávio.

Racha a vista?

Em Venturosa,  ao que tudo indica,  pode haver racha entre o prefeito Kelvin Cavalcanti e o ex-prefeito Eudes Tenório,  o Doutor Eudes. Isso porque com aprovação acima dos 80%, Kelvin sinaliza que disputará a reeleição. E Dr Eudes quer voltar. O problema é que só pode um.

Reunião

A ASSERPE,  Associação de Rádio e TV de Pernambuco, realiza nesta quinta-feira pela manhã importante reunião setorial em Serra Talhada. Será no Auditório do SENAC. Uma das pautas vai tratar do rádio do futuro,  com Maria Claudia Santos, Diretora de jornalismo da Rádio Itatiaia, mais participações de Cristiano Stuanni, consultor e palestrante sobre Rádio e suas estratégias digitais,  CBN Recife e Sistema Jornal do Commercio.

Frase da semana:

“Eu devo essa eleição ao povo brasileiro”.

Do presidente reeleito,  Luiz Inácio Lula da Silva,  acrescentando que essa eleição “foi o povo que ganhou, foi a juventude que ganhou, foram as mulheres que ganharam, foram as pessoas idosas que foram votar”.

Oposição argentina vê no “Lulazo” uma lição para derrotar Milei em 2027

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a servir de referência para setores da oposição ao presidente argentino Javier Milei. Lideranças políticas do país vizinho avaliam que a mobilização popular e a organização digital utilizadas na campanha brasileira podem contribuir para a disputa presidencial argentina de 2027. O resultado brasileiro recebeu […]

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a servir de referência para setores da oposição ao presidente argentino Javier Milei. Lideranças políticas do país vizinho avaliam que a mobilização popular e a organização digital utilizadas na campanha brasileira podem contribuir para a disputa presidencial argentina de 2027.

O resultado brasileiro recebeu o apelido de “Lulazo” em publicações da imprensa regional. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada neste domingo (1º), o núcleo do PT na Argentina recebeu pelo menos dez pedidos de entrevistas e conversas para compartilhar experiências da campanha que terminou com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Uma das primeiras iniciativas surgiu poucas horas depois da definição do resultado eleitoral no Brasil. O canal de WhatsApp “Exército do Peronismo” foi criado com inspiração no “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante o segundo turno.

O deputado argentino Martín Lousteau, da União Cívica Radical, avalia que a eleição brasileira demonstrou a importância de combinar articulação política e ferramentas tecnológicas. Para ele, a mobilização de diferentes setores da sociedade foi um dos fatores relevantes para o resultado.

O secretário-geral do Partido Comunista da Argentina, Jorge Kreyness, também recebeu a vitória de Lula como um sinal positivo para os partidos de esquerda da região. Na avaliação dele, o resultado pode influenciar o debate político latino-americano, marcado nos últimos meses por vitórias de candidatos de direita em outros países.

A repercussão ganhou força porque Milei participou diretamente da campanha de Flávio Bolsonaro. O presidente argentino esteve no lançamento da candidatura, em São Paulo, e fez críticas a Lula durante o processo eleitoral.

Para o deputado Gustavo Fernando López, fundador do partido Forja, a derrota de Flávio representou também um revés político para Milei, que havia manifestado publicamente seu apoio ao candidato brasileiro.

Apesar do interesse na experiência petista, a oposição argentina enfrenta dificuldades para construir uma candidatura unificada. Entre os principais personagens estão a ex-presidente Cristina Kirchner, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o ex-ministro da Economia Sergio Massa.

O cenário econômico também deve influenciar a disputa. A inflação mensal argentina caiu de 25,5%, em dezembro de 2023, para 1,9% em setembro de 2026. Entretanto, o país registrou o fechamento de mais de 30 mil empresas, segundo levantamento da Fundação Fundar citado pela Folha.

Uma análise de 11 pesquisas divulgada pelo jornal argentino Clarín apontou desaprovação de 57% ao governo Milei. Os números, porém, não eliminam as dificuldades da oposição, que continua dividida entre diferentes lideranças e projetos políticos.

Para os dirigentes ouvidos pela Folha, uma das principais lições da eleição brasileira é a necessidade de construir alianças políticas amplas, organizar a atuação nas redes sociais e apresentar uma proposta comum antes da disputa presidencial argentina, prevista para outubro de 2027.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

 

Menino com deficiência visual que abraçou Lula sonha em ser presidente e apresenta propostas

O estudante Daniel Vidal, de 13 anos, que abraçou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as comemorações de seu aniversário, em Brasília, revelou que sonha em ocupar a Presidência da República. Com deficiência visual, o adolescente também apresentou propostas para ampliar a acessibilidade e incentivar a participação dos jovens na política. O […]

O estudante Daniel Vidal, de 13 anos, que abraçou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as comemorações de seu aniversário, em Brasília, revelou que sonha em ocupar a Presidência da República. Com deficiência visual, o adolescente também apresentou propostas para ampliar a acessibilidade e incentivar a participação dos jovens na política.

O encontro aconteceu na última terça-feira (27), em frente ao Palácio da Alvorada, quando Lula completou 81 anos. Daniel estava acompanhado do pai, Fernando Moura, e conseguiu conversar brevemente com o presidente. Entretanto, ficou com a sensação de que ainda tinha muito a dizer.

“Queria dizer a ele que quero ser presidente também”, contou à Agência Brasil, em reportagem publicada neste domingo (1º).

Daniel tem menos de 5% da visão em ambos os olhos devido à Amaurose Congênita de Leber, uma condição genética diagnosticada quando tinha apenas dois meses de vida. A deficiência não impediu que desenvolvesse interesse por história, economia, geopolítica e questões sociais.

Entre suas propostas está a criação de um ministério dedicado exclusivamente às pessoas com deficiência. Atualmente, o governo federal conta com uma Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

O estudante também defende investimentos em acessibilidade urbana, com melhorias nas calçadas, instalação de rampas e elevadores e adequações no transporte público. Na educação, considera necessário ampliar o acesso a equipamentos tecnológicos, como os teclados em braille utilizados por pessoas com deficiência visual.

Outro assunto que mobiliza Daniel é o combate ao preconceito. Em casa, os pais incentivam discussões sobre racismo, capacitismo e outras formas de discriminação. A mãe, Raquel Vidal, conta que o filho demonstra curiosidade sobre os acontecimentos do mundo desde pequeno.

Apesar de ainda não ter idade para votar, Daniel considera importante que crianças e adolescentes participem das discussões políticas. Ele acredita que os jovens precisam conhecer os problemas do país e contribuir para a construção de soluções.

Se tivesse outra oportunidade de conversar com Lula, o estudante também cobraria avanços nas políticas públicas e medidas para que o Brasil alcance melhores indicadores de desenvolvimento.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

Estudantes relatam agressões e ameaças por divergências políticas após eleições presidenciais

Casos de agressões físicas, ameaças e perseguições por divergências políticas foram relatados em instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil após as eleições presidenciais de 2026. Os episódios envolvem estudantes com posicionamentos distintos e incluem situações de discriminação social. Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo divulgado nas redes sociais mostra dois estudantes utilizando a […]

Casos de agressões físicas, ameaças e perseguições por divergências políticas foram relatados em instituições de ensino de diferentes regiões do Brasil após as eleições presidenciais de 2026. Os episódios envolvem estudantes com posicionamentos distintos e incluem situações de discriminação social.

Em Itajaí, Santa Catarina, um vídeo divulgado nas redes sociais mostra dois estudantes utilizando a bandeira do Brasil como capa enquanto agridem colegas que vestiam roupas vermelhas dentro de uma escola. Segundo a autora da gravação, os adolescentes, que teriam 15 anos, também fizeram ofensas verbais e comentários depreciativos sobre o programa Bolsa Família.

No Distrito Federal, um estudante de 16 anos relatou ter sido perseguido no ambiente escolar depois de declarar que pretendia votar em Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o adolescente, as hostilidades foram tão intensas que ele precisou mudar de escola.

Outro episódio ocorreu em Araguari, Minas Gerais, envolvendo estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac). De acordo com os relatos, alunos bolsistas que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram alvo de ofensas de colegas.

As agressões verbais também atingiram estudantes que comercializam trufas e outros produtos para ajudar no pagamento de suas despesas. Em nota, a instituição repudiou manifestações de intolerância e discriminação motivadas por posicionamentos políticos ou condições socioeconômicas.

A violência relacionada às eleições também atingiu crianças fora do ambiente escolar. Em Fortaleza, no Ceará, um menino de 9 anos, autista, foi constrangido por uma influenciadora digital enquanto vendia balas para ajudar a avó.

Na gravação, Valéria Diniz perguntou ao garoto em quem sua família havia votado. Ao ouvir que a escolha tinha sido Lula, pediu que ele fizesse o gesto de apoio ao presidente. Depois, a influenciadora e suas amigas começaram a rir e se recusaram a comprar os produtos oferecidos pela criança.

O vídeo foi publicado nas redes sociais com uma mensagem ironizando a escolha eleitoral da família. Valéria havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro durante a campanha.

O menino, identificado como Matheus, é criado pela avó desde a morte da mãe. Após a repercussão do episódio, motociclistas e usuários das redes sociais organizaram uma mobilização para ajudar a família.

Os casos foram reunidos em reportagem da Agência Brasil, publicada nesse sábado (31), e mostram como as divergências políticas ultrapassaram o debate eleitoral e passaram a afetar a convivência entre estudantes e crianças.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

Tuparetama inicia pavimentação asfáltica em Santa Rita e Vila do Cajueiro

A Prefeitura de Tuparetama iniciou serviços de pavimentação asfáltica no distrito de Santa Rita e na Vila do Cajueiro, localizados na zona rural do município. As intervenções contemplam as principais vias das duas comunidades. O prefeito Diógenes Patriota acompanhou a execução dos trabalhos. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar as condições de tráfego […]

A Prefeitura de Tuparetama iniciou serviços de pavimentação asfáltica no distrito de Santa Rita e na Vila do Cajueiro, localizados na zona rural do município. As intervenções contemplam as principais vias das duas comunidades.

O prefeito Diógenes Patriota acompanhou a execução dos trabalhos. Segundo a administração municipal, o objetivo é melhorar as condições de tráfego e facilitar o deslocamento dos moradores.

De acordo com Diógenes, as obras fazem parte da proposta da gestão de ampliar os investimentos em infraestrutura para além da área urbana, contemplando também as comunidades rurais.

Fotos: Divulgacão

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠