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STF manda investigar vazamento de mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro

Por André Luis

Decisão do ministro André Mendonça atende pedido da defesa e determina apuração sobre divulgação de dados sigilosos à imprensa.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para apurar o vazamento de informações e mensagens extraídas de aparelhos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

A decisão foi tomada no âmbito da Petição 15.612 e atendeu a um pedido apresentado pela defesa do empresário, que apontou a divulgação indevida de dados obtidos a partir da análise dos celulares apreendidos na investigação.

Segundo a defesa, na quinta-feira (5) diversas informações extraídas dos aparelhos de Vorcaro foram divulgadas na imprensa, o que motivou o requerimento ao STF para a instauração de investigação destinada a identificar a origem do vazamento.

Antes disso, em decisão de 20 de fevereiro, o ministro Mendonça havia determinado que a Presidência do Congresso Nacional devolvesse à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) os dados obtidos por meio das quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do banqueiro. A comissão havia acessado as informações por iniciativa própria.

Na mesma decisão, o ministro determinou que os dados fossem encaminhados inicialmente às autoridades da Polícia Federal responsáveis pela investigação da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Posteriormente, novas diligências foram realizadas no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostos desvios relacionados ao Banco Master, incluindo a prisão preventiva do banqueiro.

Ao analisar o pedido da defesa, Mendonça esclareceu que a decisão anterior tratou apenas da devolução de informações obtidas pela CPMI e destacou que os dados colhidos na investigação conduzida pela Polícia Federal sob supervisão do STF não foram compartilhados com a comissão.

Segundo o ministro, tratam-se de investigações distintas e autônomas, com fontes de prova independentes.

Na decisão que determinou a abertura do inquérito, Mendonça também ressaltou que o tratamento das informações deve respeitar garantias fundamentais, como a preservação da intimidade.

Por fim, o ministro destacou que a apuração deve observar a garantia constitucional do sigilo da fonte jornalística, prevista na Constituição. De acordo com ele, a investigação deve buscar identificar quem tinha o dever legal de guardar o material sigiloso e eventualmente o divulgou, e não os profissionais de imprensa que tiveram acesso indireto às informações no exercício da atividade jornalística.

Outras Notícias

Prefeito de Itapetim não tem saudades de Sebastião Oliveira nos Transportes

O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), disse em Custódia na última sexta-feira que a “tropa” de André de Paula (PSD), no 1º governo de Paulo Câmara (Detran e Secretaria das Cidades), atendia a todos os prefeitos, segundo a Coluna de Inaldo Sampaio. Mas a equipe do deputado Sebastião Oliveira (DER e Secretaria dos Transportes) […]

O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), disse em Custódia na última sexta-feira que a “tropa” de André de Paula (PSD), no 1º governo de Paulo Câmara (Detran e Secretaria das Cidades), atendia a todos os prefeitos, segundo a Coluna de Inaldo Sampaio.

Mas a equipe do deputado Sebastião Oliveira (DER e Secretaria dos Transportes) “só atendia aos aliados dele”.

Sebastião era um dos maiores alvos de parte dos prefeitos do Pajeú pela dificuldade de articulação e atendimento de demandas para cidades onde não era votado. Também era acusado de uma  espécie de gestão paralela. “Quando a ação é positiva, manda estampar manchetes tipo Sebastião traz isso ou aquilo. Quando é pra responder críticas contra o Estado, aí o nome de Paulo Câmara aparecia”, reclamou um prefeito da região à época. Muitas queixas foram encaminhadas ao próprio Câmara.

Até na Alepe teve questionamentos. Foi alvo de críticas dos deputados Rodrigo Novaes (PSD) e Socorro Pimentel (PSL) sobre a dificuldade de agendamemento de encontros para tratar da situação das estradas.  “Deixo registrado também que o contato com o gestor (de Transportes) é uma missão quase impossível”, pontuou Pimentel.

29º homicídio registrado em Serra Talhada

Mais um homicídio foi registrado no município de Serra Talhada. Foi  no Sítio Melancia, zona rural de Serra Talhada. O pescador Francisco Pereira da Silva, 37 anos, pescador, foi encontrado por uma agente de saúde da localidade caído em uma estrada de terra. O corpo apresentava lesões por projétil de arma de fogo no olho […]

SERRA TALHADA 04Mais um homicídio foi registrado no município de Serra Talhada. Foi  no Sítio Melancia, zona rural de Serra Talhada.

O pescador Francisco Pereira da Silva, 37 anos, pescador, foi encontrado por uma agente de saúde da localidade caído em uma estrada de terra.

O corpo apresentava lesões por projétil de arma de fogo no olho direito, peito e braço. A autoria é desconhecida. O corpo foi encaminhado ao IML.

Com esse assassinato, Serra Talhada registra 29 homicídios somente este ano.

CDL e empresa de capacitação realizaram evento em Afogados

Em parceria com a empresa de capacitação e treinamento Mentes Brilhantes, A Câmara de Dirigentes Lojistas de Afogados da Ingazeira (CDL), realizou  a palestra “Empreendedorismo, Liderança, Comunicação e Trade de Investimentos”. O evento aconteceu no auditório da entidade. Os ministrantes abordaram diversos temas empresariais. Dentre eles, características de um empreendedor, comunicação organizacional, liderança e dicas […]

Em parceria com a empresa de capacitação e treinamento Mentes Brilhantes, A Câmara de Dirigentes Lojistas de Afogados da Ingazeira (CDL), realizou  a palestra “Empreendedorismo, Liderança, Comunicação e Trade de Investimentos”.

O evento aconteceu no auditório da entidade. Os ministrantes abordaram diversos temas empresariais.

Dentre eles, características de um empreendedor, comunicação organizacional, liderança e dicas básicas sobre controle financeiro empresarial e investimentos. Foram mais de 30 participantes orientados sobre a atuação eficiente nestas áreas.

Conselho de Ética aprova 60 dias de suspensão para três deputados por ocupação do Plenário

Os parlamentares ainda podem recorrer à CCJ. A decisão final sobre o caso será do Plenário da Câmara O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), após mais de nove horas de reunião, a suspensão dos mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé […]

Os parlamentares ainda podem recorrer à CCJ. A decisão final sobre o caso será do Plenário da Câmara

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5), após mais de nove horas de reunião, a suspensão dos mandatos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) por 60 dias. Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A decisão final será do Plenário por maioria absoluta (257 deputados).

Foi aprovado o parecer do relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE). O texto do relator conclui que os três parlamentares adotaram condutas incompatíveis com o decoro parlamentar durante a ocupação da Mesa Diretora da Casa na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025.

Durante a ocupação, os deputados cobravam a inclusão na pauta do projeto de anistia (PL 216/23) aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), só conseguiu reocupar a cadeira da Presidência no dia 6 de agosto.

Rodrigues recomendou punição severa para sinalizar que a Câmara não tolera esse tipo de comportamento, aumentando para 60 dias de suspensão a pena inicialmente sugerida pela Mesa Diretora, que era de 30 dias.

Pollon respondeu por se sentar na cadeira da Presidência da Câmara, impedindo o retorno do presidente Hugo Motta; Van Hattem por ter ocupado outra cadeira da Mesa; e Zé Trovão por ter usado o corpo para barrar fisicamente o acesso do presidente à Mesa.

As condutas foram objeto das representações 24, 25 e 27, todas de 2025, e votadas separadamente. No caso de Pollon, foram 13 votos pela suspensão e 4 contrários, o mesmo placar de Van Hattem. Zé Trovão teve 15 votos pela suspensão e 4 contrários.

Em sua defesa, Zé Trovão fez um desabafo emocionado logo no início da reunião, afirmando que a suspensão afeta diretamente seus assessores, “deixando cerca de 20 famílias sem sustento” por dois meses. “O que mais está me doendo hoje é olhar nos olhos dos meus funcionários e não saber o que falar.”

Em sua defesa, citou passagens bíblicas e fatos históricos, e classificou o momento político como de perseguição e inversão de valores. “Se for preciso tomar a Mesa novamente em algum momento da história para defender quem me elegeu, assim o farei”, disse Zé Trovão.

O advogado Eduardo Moura, na defesa técnica, argumentou que vídeos da sessão não revelam irregularidades do deputado e destacou que testemunhas o descreveram como “alguém que tentava impedir conflitos físicos no Plenário”.

Fazendo coro ao colega, Van Hattem chamou o processo de “perseguição política” e comparou sua situação à dos presos pelos atos de 8 de janeiro. O deputado também afirmou que, havendo necessidade, faria novamente. E acrescentou: “se essa injustiça vier, vamos enquadrar e colocar na parede como medalha de honra”.

Pela defesa do deputado, o advogado Jeffrey Chiquini definiu o julgamento como uma “punição política”.

Pollon criticou duramente a recusa da Presidência da Câmara em pautar o projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e classificou as prisões como “ilegais” e o cenário jurídico atual do Brasil como um “estado de exceção”. “Não carregaremos a vergonha de termos nos acovardado ou omitido”, disse.

Na defesa técnica, o advogado Mariano lamentou a negativa de ouvir testemunhas sugerias pela defesa e também disse que as questões técnicas foram deixadas de lado em favor de um julgamento político.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) lamentou as ofensas dirigidas ao relator e à Mesa Diretora durante o debate no Conselho de Ética e relacionou a ocupação física do Plenário a um processo histórico de golpismo. Para ele, o relatório do conselho separa “os golpistas dos democratas”.

Em defesa dos acusados, o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN) comparou o processo a uma tentativa de criminalizar a direita por atos que a esquerda já teria praticado no passado. Gonçalves questionou a escolha de apenas três deputados como “bode expiatório” em meio à participação de mais de 100 deputados nos atos de ocupação.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

 

Sem vencidos ou vencedores: para Cimpajéu, melhor foi a unidade

No final das contas, o Cimpajéu manteve o ambiente de unidade que tem marcado o consórcio como um dos mais efetivos do interior. Depois de 72 horas de tensão,  queda de braço,  narrativa de racha, da disputa antecipada,  os prefeitos que fazem o colegiado se preocuparam mais em se juntar pelo muito que os une […]

No final das contas, o Cimpajéu manteve o ambiente de unidade que tem marcado o consórcio como um dos mais efetivos do interior.

Depois de 72 horas de tensão,  queda de braço,  narrativa de racha, da disputa antecipada,  os prefeitos que fazem o colegiado se preocuparam mais em se juntar pelo muito que os une do que dividir pelo pouco que por hora os afasta.

Como a unidade prevaleceu,  não houve vencidos.  A vitória foi do entendimento de que,  dividido, o consórcio perde relevância e sua principal finalidade: unir a região em torno de suas pautas comuns.

Por hora,  aliados de Raquel Lyra e João Campos não empunharam as armas da disputa que se aproxima.

Ao contrário, reforçaram  necessidade de deixar 2026 em 2026, gesto de grandeza e maturidade política.  Por hora, melhor assim…