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Situação do saneamento básico ainda é ‘catastrófica’ no Brasil, aponta audiência

Por André Luis

Apesar de uma pequena melhora nos últimos anos, a cobertura do saneamento básico no Brasil ainda é muito precária, o que demanda mais esforços dos setores público e privado visando suprir o déficit. Esse foi um dos pontos tratados na audiência pública que a Comissão de Meio Ambiente (CMA) realizou nessa quinta-feira (16). O senador Confúcio Moura (MDB-RO), que conduziu a reunião, lembrou que o Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020) prevê a universalização dos serviços até 2033, mas, segundo ele, tudo indica que essa será mais uma meta descumprida no Brasil.

“Pelo menos metade da população sofre com problemas de saneamento básico. Dados oficiais indicam que 40 milhões de famílias não têm sequer um banheiro dentro de casa. E dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento indicam mais de 100 milhões de brasileiros sem acesso à coleta de esgoto e 35 milhões sem água tratada”, denunciou o senador.

Além dessa péssima situação, Confúcio Moura chamou a atenção para as desigualdades regionais, que também marcam esses índices. O senador chamou de “caótica” a situação hoje em muitas cidades do Norte e Nordeste. E fez questão de reiterar que os cinco piores índices de coleta de esgoto estão em cidades do Norte: Santarém, Porto Velho, Macapá, Belém e Rio Branco. Visando melhorar essa situação, ele defende que o ritmo de concessões no setor e o envolvimento maior do BNDES no financiamento de projetos estruturais seja mais priorizado a partir de 2024.

Mais números ruins

Elcires Freire, que coordena um MBA em Saneamento Básico na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), defende que o governo e o Parlamento avancem na regulamentação do setor. Ele também entende que o Brasil precisa desenvolver uma política visando atender de fato as chamadas “habitações subnormais”.

“Mais de 30 milhões de pessoas não têm água tratada; mais de 74 milhões não têm sequer coleta de esgoto. Em resumo, o desafio do Brasil é levar o saneamento a essas habitações ‘subnormais’”, sugere o especialista.

Representando o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o coordenador-geral de Planejamento e Políticas de Recursos Hídricos, Alexandre Saia, constatou o quadro catastrófico na Amazônia. A coleta e o tratamento de esgoto beneficiam apenas 15% dos moradores dessa região.

“A ausência desse mínimo em saneamento básico significa piores condições de saúde e da vida como um todo para dezenas de milhões de pessoas”, admitiu o representante do governo.

Ele alegou que a pasta herdou, para 2023, um orçamento longe de atender as grandes necessidades do país. No que tange à revitalização das bacias hidrográficas, por exemplo, foram apenas R$ 23 milhões para atender 5.565 municípios. Para o coordenador, a consequência é a pulverização das políticas públicas, que necessariamente passam a ser muito focadas e com projetos de efetividade apenas local.

A participação privada

Ilana Ferreira, que representou a Associação das Concessionárias Privadas de Serviços de Água e Esgoto (Abcon), disse que a abertura do setor para maiores investimentos privados nos últimos anos e um foco maior do BNDES para a área têm causado uma melhora nos índices nacionais. Mas ela defende que as metas de universalização só podem ser atingidas se o poder público, nas três esferas, passar de fato a priorizar o saneamento básico.

De acordo com os dados apresentados, entre 2013 e 2023, por exemplo, houve um aumento de 292% de cidades atendidas pela iniciativa privada. Ilana acrescentou que, nos últimos 3 anos, foram realizados 37 leilões em 18 estados, com R$ 101 bilhões de investimentos contratados e outorgas. Segundo ela, a consolidação do modelo das PPPs (parcerias público-privadas) também tem ajudado, com 21 contratos de PPPs no saneamento básico, que beneficiam 16 milhões de consumidores.

“Mesmo num cenário de pandemia, a abertura do Marco Legal para mais investimentos privados fez os investimentos como um todo crescerem 15%. E no que tange a investimentos exclusivamente feitos pelas empresas privadas, os investimentos cresceram 46%”, informou a superintendente técnica da Abcon.

Miséria e racismo

Ilana explicitou que o acesso ao saneamento básico reflete as desigualdades estruturais históricas que marcam o Brasil. Citando os dados mais recentes do IBGE, ela mostra que, entre as pessoas que não estão conectadas à rede de água, 75,3% vivem com até um salário mínimo.

Já quanto ao acesso à rede geral de esgoto, 74% das pessoas que não estão conectadas têm rendimento mensal abaixo de um salário mínimo. A superintendente da Abcon acredita ainda que o racismo estrutural também deixa sua marca nessa área, pois o número de negros, pardos e indígenas fora da rede chega a ser o dobro, em algumas regiões, se comparado aos brancos sem acesso.

Para ela, uma parte especialmente dramática do cenário brasileiro no saneamento básico se reflete no impacto às crianças.

“Do total das pessoas que não estão conectadas à rede de abastecimento, 20% têm menos de 12 anos. E entre esses menores que não estão ligados à rede de água, 87% vivem em famílias com rendimento per capta menor que um salário mínimo”, disse.

A representante da Abcon apresentou estudos da entidade apontando que o Brasil poderia gerar 3,6 milhões de novos postos de trabalho até 2033, caso as políticas de universalização de saneamento fossem de fato seguidas à risca. As informações são da Agência Senado.

Outras Notícias

Na Pedra, João Campos assume discurso de candidato. “Pé no acelerador”

O prefeito do Recife, João Campos (PSB) fez o primeiro discurso “com cara de candidato”, na aliança firmada com o prefeito Júnior Vaz, da Pedra. A fala prestou contas de parte de suas ações no Recife, bem como do bloco socialista e seu papel em Pernambuco, fazendo referência ao pai Eduardo Campos. João falou em […]

O prefeito do Recife, João Campos (PSB) fez o primeiro discurso “com cara de candidato”, na aliança firmada com o prefeito Júnior Vaz, da Pedra.

A fala prestou contas de parte de suas ações no Recife, bem como do bloco socialista e seu papel em Pernambuco, fazendo referência ao pai Eduardo Campos.

João falou em “um pé com a sandália da humildade e outro no acelerador” disse que em 2026 “ninguém está mais animado que ele” e que o estado não precisa de “discurso pronto e enganação”.

Líderes presentes

Nomes como a ex-deputada federal Marília Arraes (SD), os ex-prefeitos Madalena Britto (Arcoverde) e Ângelo Ferreira (Sertânia), além de nomes aliados das cidades do entorno participaram do ato.

Matadouro de Brejinho é interditado por irregularidades, diz auditor do MTE

O matadouro público do município de Brejinho, no Sertão pernambucano, foi interditado na terça-feira (29) pelo Ministério Público do Trabalho e Emprego (MTE). O auditor fiscal do órgão, Francisco Reginaldo, disse que a interdição ocorreu porque o espaço apresentava diversas irregularidades e risco de acidente aos trabalhadores. O auditor revelou que no matadouro os trabalhadores […]

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O matadouro público do município de Brejinho, no Sertão pernambucano, foi interditado na terça-feira (29) pelo Ministério Público do Trabalho e Emprego (MTE). O auditor fiscal do órgão, Francisco Reginaldo, disse que a interdição ocorreu porque o espaço apresentava diversas irregularidades e risco de acidente aos trabalhadores.

O auditor revelou que no matadouro os trabalhadores têm contato direto com os animais, o piso é escorregadio e não há uma plataforma de abate segundo as normas exigidas. No local, não há mecanismos que impeçam a circulação de pessoas durante o abate, as instalações elétricas estão precárias e os funcionários não têm tem equipamentos de proteção individual, de acordo com Francisco Reginaldo.

O matadouro só poderá voltar a funcionar após as adequações no local e uma nova vistoria realizada pelo órgão, segundo informou o Ministério do Trabalho. (G1PE)

Lula destaca grandeza do Mais Médicos

Presidente sancionou lei que institui Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do Mais Médicos Por André Luis O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (14) a lei que institui a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do Mais Médicos. A lei prevê […]

Presidente sancionou lei que institui Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do Mais Médicos

Por André Luis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (14) a lei que institui a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do Mais Médicos.

A lei prevê o aumento do número de vagas para cursos de especialização em saúde, com o objetivo de formar profissionais qualificados para atuar nas áreas remotas do país.

Em seu discurso, Lula afirmou que o Mais Médicos é um programa que leva cidadania aos chamados rincões do país e o direito de todos os cidadãos serem atendidos de forma decente por profissionais de saúde. Ele também lembrou de sua experiência pessoal de não ter se consultado com médico até os dez anos e de precisar recorrer a soluções caseiras para resolver questões como dor de dente e outros problemas de saúde.

“O Mais Médicos é uma ‘inversão saudável’ que faz com que as pessoas comecem a se preocupar em ter visão social no cuidado do pobre”, disse Lula. 

O presidente ainda disse que recursos destinados à Saúde devem ser vistos como investimentos e não gastos. Ele afirmou que é o médico que deve ir aonde o povo está, e não o contrário. “Essa é a grandeza do Mais Médicos”, destacou o presidente.

O Mais Médicos é um programa do governo federal que envia médicos para trabalhar em áreas remotas do país. O programa foi criado em 2013 pelo governo Dilma Rousseff e foi suspenso pelo governo Jair Bolsonaro em 2019. Em 2023, Lula retomou o programa.

O Mais Médicos é um programa importante porque ajuda a garantir o acesso à saúde a pessoas que vivem em áreas remotas do país. O programa também ajuda a reduzir as desigualdades sociais no Brasil.

A lei que institui a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde no âmbito do Mais Médicos é um importante passo para a consolidação do programa. A lei prevê o aumento do número de vagas para cursos de especialização em saúde, com o objetivo de formar profissionais qualificados para atuar nas áreas remotas do país.

Ouro Velho: Augusto Valadares anuncia novas conquistas para a comunidade

O prefeito de Ouro Velho, Augusto Valadares, utilizou suas redes sociais para anunciar ações em andamento no município. A primeira delas é a última etapa do “Programa de Construção de Cisternas”, que beneficiará 47 famílias na zona rural da cidade. “Estamos na última fase do Programa de Construção de Cisternas em nossa cidade. Nesta etapa […]

O prefeito de Ouro Velho, Augusto Valadares, utilizou suas redes sociais para anunciar ações em andamento no município. A primeira delas é a última etapa do “Programa de Construção de Cisternas”, que beneficiará 47 famílias na zona rural da cidade.

“Estamos na última fase do Programa de Construção de Cisternas em nossa cidade. Nesta etapa final, 47 famílias serão contempladas. Até agora, já construímos 59 cisternas e, ao final, teremos um total de 106 cisternas, beneficiando mais de 500 pessoas. Esta é uma parceria com o Governo Federal, Governo Estadual, EMPAER, CISCO e a Prefeitura Municipal. Levar água a todos da zona rural é nossa meta”, afirmou o prefeito.

Este programa é essencial para garantir o acesso à água potável para as comunidades rurais, contribuindo significativamente para a melhoria da qualidade de vida e a sustentabilidade dessas áreas.

Emenda parlamentar – Em outra postagem, Augusto Valadares destacou a conquista de mais uma emenda parlamentar, a 14ª deste ano, destinada à saúde do município. “Anunciamos nossa 14ª emenda parlamentar deste ano. Agradecemos ao Senador Efraim Filho pela destinação de R$ 300 mil para a saúde do nosso município,” disse o prefeito.

Essa emenda parlamentar será fundamental para fortalecer o sistema de saúde local, proporcionando recursos necessários para melhorias nos serviços oferecidos à população de Ouro Velho.

Anchieta Patriota confirma apoio a Diogo Moraes em 2026, mas diz que “Adelmo e Marconi tem chances”

O ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, do PSB, confirmou que apoiará o Estadual Diogo Moraes em 2026. Além de Anchieta, a movimentação pode ser a mesma do prefeito de Ingazeira e presidente do Cimpajeú, Luciano Torres. O anúncio é tido como um dificultador para o projeto regional de um Estadual socialista puro sangue da região, […]

O ex-prefeito de Carnaíba, Anchieta Patriota, do PSB, confirmou que apoiará o Estadual Diogo Moraes em 2026.

Além de Anchieta, a movimentação pode ser a mesma do prefeito de Ingazeira e presidente do Cimpajeú, Luciano Torres. O anúncio é tido como um dificultador para o projeto regional de um Estadual socialista puro sangue da região, hoje encabeçado pelo prefeito de Itapetim, Adelmo Moura.

O ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, também buscará uma vaga, mas em um partido alinhado com a governadora Raquel Lyra.

“Eu já tenho compromisso: Danilo sendo candidato é o meu federal. E Diogo nosso candidato a Estadual. Apesar de não apoiar ou votar, defendeu que o Pajeú tenha dois representantes do PSB na Assembleia Legislativa, citando os nomes de Adelmo Moura e Marconi Santana, ex-prefeitos de Itapetim e Flores.

“Veja só, o Pajeú tem condições de ter dois candidatos: o Adelmo, lá no Alto Pajeú, e o Marconi por aqui, se ele permanecesse no PSB. Eu fui candidato dessa forma!”

Anchieta ainda revelou que a assessoria na ALEPE é ligada ao gabinete de Diogo Moraes, citando também que o parlamentar tem sido presente em Carnaíba. Disse ainda que o grupo todo, incluindo o prefeito Berg Gomes, seguirão esse entendimento.

A declaração foi dada ao Podcast ElesPod no YouTube, com Júnior Campos e Marina Ferraz.