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Sidney, Everaldo e a esperança que não queremos perder

Por Nill Júnior

Em meio a um mar de intolerância, um sopro de esperança. O Grupo Fé e Política, ligado à Diocese de Afogados da Ingazeira e outros setores da opinião pública, realizou a chamada Plenária Popular Pela Democracia.

Segundo o grupo, o evento buscava discutir como tema “Ditadura e Autoritarismo: um olhar sobre o passado. Debate sobre um Brasil desconhecido”. O encontro foi aberto ao público.

De acordo com a organização, o ato não teria viés partidário e buscaria alertar para temas que estão sendo desvirtuados historicamente diante do acirramento eleitoral, como a defesa da Ditadura Militar e do fascismo.

Claro, pelo teor de falas de nomes como o Prefeito José Patriota, o Padre Luiz Marques Ferreira, Afonso da Diaconia, Nadja Gonçalves, Adriana Nascimento e outros, bem como levando em conta o público presente, o foco foi mesmo direcionado às falas recentes de Jair e Eduardo Bolsonaro, mesmo que não tenham tido nomes citados.

Críticos do Capitão e de seus pronunciamentos, os palestrantes se revezavam em alertar que havia riscos para o Estado Democrático de Direito. Querer algo diferente nesse perfil de evento era como esperar que em um ato pró Bolsonaro, houvesse elogios ao PT, Che Guevara e ao comunismo.

Na Rádio Pajeú, após a transmissão de trechos das primeiras três falas, chamados a opinar, ouvintes se revezavam entre os que apoiavam a iniciativa e os que criticavam o teor do ato, defendendo o candidato do PSL e batendo no PT e na corrupção.

Entretanto, o Capitão Sidney Pereira, que tem ligações com Afogados mesmo depois de ter deixado o TG 07020 que comandou, também ocupou espaço para apresentar suas versões dos fatos e da história ao dizer por exemplo, que não concorda com a leitura de que houve Ditadura Militar e muito menos que haja ameaças às instituições. Fez defesa do Exército e disse não haver motivo para apreensão.

Do meio da plateia, com público em sua maioria divergente à posição do militar, houve manifestação mais forte do já conhecido líder rural Everaldo Magalhães. Ele, com origem rural, mas formação política fruto do movimento sindical, é conhecido por sua eloquência e até pelo jeito parecido de falar com o de Dom Francisco quando ocupa espaço, guardadas as proporções e distâncias de conteúdo.

Pois eis que passado o debate, lá estavam Everaldo e Sidney abraçados. Sinceramente, em uma imagem que torçamos represente o “pós guerra de 28 de outubro”, diante do acirramento do pleito até nas nossas menores cidades.

A primeira certeza, de que só um ganha a eleição. A segunda, de que o projeto que ganhar,  mais a direita ou mais a esquerda, vai ter que se submeter às leis e à constituição, sob pena do julgo da história. A terceira, de que ao raiar o sol em 29 de outubro, vamos continuar sendo filhos da mesma terra, que até bem pouco tempo tinha o rótulo da tolerância e fraternidade. A esperança não morre com o resultado da boca de urna…

Outras Notícias

Caiado ironiza Flávio: “Leu carta do pai para dizer que está pronto”

O pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) comentou nas redes sociais a carta do ex-presidente Jair Bolsonaro lida hoje (11/07) por Flávio Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que está pronto pra ser presidente. É isso…”, afirmou Caiado em suas redes sociais. A carta foi […]

O pré-candidato à presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) comentou nas redes sociais a carta do ex-presidente Jair Bolsonaro lida hoje (11/07) por Flávio Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que está pronto pra ser presidente. É isso…”, afirmou Caiado em suas redes sociais.

A carta foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo no Youtube. Segundo o senador, o texto foi entregue pelo pai durante uma visita feita nesta manhã. Na mensagem, Bolsonaro afirma que é necessário deixar divergências de lado e preservar a união do grupo político.

Caiado tem dito, desde que anunciou Gilberto Kassab como seu vice-presidente na chapa ao Planalto, que “Flávio Bolsonaro no segundo turno é tudo o que Lula quer”.

O ex-governador de Goiás também criticou a atuação de Flávio nas negociações do tarifaço, afirmando que foi “uma atitude infeliz” ao pedir para que o governo dos Estados Unidos adiassem a nova tarifação para depois das eleições. Na visão do pré-candidato, foi uma forma de conseguir capital político, e que essa não deveria ser a postura do senador.

Radialistas seguem internados

Os radialistas Maciel e Tarcísio Rodrigues seguem internados no Hospital Agamenon Magalhães em Serra Talhada, após contraírem Covid-19. Os dois estão com uso da máscara de VNI que está ajudando na respiração de ambos, pois estão com os pulmões com relativo  comprometimento. A família só tem informações em boletins a cada 12 horas. Mas hoje, […]

Os radialistas Maciel e Tarcísio Rodrigues seguem internados no Hospital Agamenon Magalhães em Serra Talhada, após contraírem Covid-19.

Os dois estão com uso da máscara de VNI que está ajudando na respiração de ambos, pois estão com os pulmões com relativo  comprometimento. A família só tem informações em boletins a cada 12 horas.

Mas hoje, a esposa do radialista Maciel Rodrigues, Leidiane, informou ainda não haver previsão de alta.

Elaquis esclarecer uma questão: confirmou que eles não tomaram a vacina contra a Covid, mas afirmou que a decisão tem tem relação com perfil editorial no programa ou posição política, como alguns ventilaram nas redes sociais. “Não tomaram porque não quiseram mesmo”.

Também garantiram através dela que vão tomar a vacina após alta hospitalar. O blog mantém o desejo aos profissionais rápida recuperação.

Com PT na disputa, Marília tem o dobro de Humberto

Blog do Magno O Instituto Opinião fez, também, o cenário pelo qual o PT viesse a disputar o Governo do Estado em faixa própria, estimulando os nomes de Marília Arraes e Humberto Costa. Sendo Marília a candidata, o PT sairia na frente. Ela teria 20,9% das intenções de voto, seguida pela tucana Raquel Lyra, com […]

Blog do Magno

O Instituto Opinião fez, também, o cenário pelo qual o PT viesse a disputar o Governo do Estado em faixa própria, estimulando os nomes de Marília Arraes e Humberto Costa.

Sendo Marília a candidata, o PT sairia na frente. Ela teria 20,9% das intenções de voto, seguida pela tucana Raquel Lyra, com 14,1%. Miguel Coelho viria em terceiro com 8,4%, seguido de Anderson Ferreira com 6,4%.

Clarissa Tércio teria 4,4%, Danilo Cabral 3,4%, João Arnaldo 0,8% e Jones Manoel 0,4%. Brancos e nulos somam 20,7% e indecisos 20,5%.

Quando Humberto Costa entra no lugar de Marília, segunda opção do PT, quem passa a liderar é Raquel Lyra. Neste cenário, a tucana aparece com 16,2% e Humberto com 11,4%, enquanto Miguel chegaria bem perto do senador petista, alcançando 9,2%.

Clarissa Tércio se situa com 5,8%, Anderson 5,4%, Danilo 4,2%, João Arnaldo 1,3% e Jones 0,7%. Brancos e nulos seriam 23,6% e indecisos 22,2%. Na estratificação por região entrando Marília como candidata do PT, ela teria 30,7% dos votos na Metropolitana, 29,6% no Sertão, 17,2% na Mata, 15,9% no São Francisco e 14,5% no Agreste.

Entrando Humberto no lugar de Marília, por região o petista teria 15,9% no Sertão, 13,1% na Metropolitana, 10,1% na Mata, 8,5% no Agreste e 7,6% no São Francisco. A pesquisa foi a campo entre os dias 17 e 20 deste mês, sendo aplicados dois mil questionários em 86 municípios nas diversas regiões do Estado. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. A pesquisa está registrada sob o protocolo PE-07875-2022.

Turista espanhola morre em tiroteio na Rocinha

G1 Uma turista espanhola, identificada como Maria Esperanza Ruiz Jimenes, de 67 anos, morreu após ser baleada na Rocinha, nesta segunda-feira (23), em mais uma manhã de tiroteios na comunidade. Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o carro no qual ela estava furou um bloqueio feito pelos policiais e, por isso, os […]

G1

Uma turista espanhola, identificada como Maria Esperanza Ruiz Jimenes, de 67 anos, morreu após ser baleada na Rocinha, nesta segunda-feira (23), em mais uma manhã de tiroteios na comunidade.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o carro no qual ela estava furou um bloqueio feito pelos policiais e, por isso, os PMs fizeram disparos contra o veículo.

A PM informou que só constatou se tratar de uma turista após abordar o carro. A Corregedoria da corporação está apurando o caso. A Secretaria de Estado e Segurança diz que lamenta a morte que acompanha a apuração dos fatos junto à Corregedoria da Polícia Militar e à Divisão de Homicídios da Polícia Civil, que investiga o caso.

Maria Esperanza chegou a ser socorrida, mas morreu antes de chegar ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, também na Zona Sul. Ela estava acompanhada do cunhado e do irmão.

‘Ou o PT muda ou acaba’, afirma Marta em entrevista

A senadora e ex-ministra Marta Suplicy (PT-SP) criticou a presidente Dilma Rousseff e lideranças do partido e afirmou, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal “O Estado de S. Paulo”, que “ou o PT muda ou acaba”. Na entrevista, ela reconheceu que articulou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a […]

martaA senadora e ex-ministra Marta Suplicy (PT-SP) criticou a presidente Dilma Rousseff e lideranças do partido e afirmou, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal “O Estado de S. Paulo”, que “ou o PT muda ou acaba”.

Na entrevista, ela reconheceu que articulou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a presidente no ano passado – no lugar da de Dilma –, qualificou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de “inimigo” e disse que a presidente não reconhece os próprios erros.

Marta Suplicy pediu demissão em novembro do cargo de ministra da Cultura, por meio de uma carta na qual fez objeções à política econômica do governo. No mês passado, criticou a nomeação por Dilma do sucessor dela no Ministério da Cultura, o sociólogo Juca Ferreira, a quem atribuiu “desmandos” na época em que dirigiu a pasta (entre 2008 e 2010, durante o governo Lula).

Ao jornal, a senadora disse que, no ano passado, organizou um jantar com empresários em apoio à candidatura de Lula a presidente – no lugar da de Dilma à reeleição. Mas, segundo afirmou, o ex-presidente não quis.

Marta elogiou a equipe econômica nomeada por Dilma – “é experiente, qualificada” –, mas afirmou que a presidente precisa reconhecer os próprios erros, o que, segundo disse, não fez durante a campanha nem no discurso de posse.

Sobre o PT, declarou que é um partido “cada vez mais isolado” e do qual está “há muito tempo alijada e cerceada, impossibilitada de disputar e exercer cargos para os quais estou habilitada” – Marta perdeu a disputa interna para Fernando Haddad, que concorreu e se elegeu prefeito de São Paulo em 2012, e para Alexandre Padilha, candidato derrotado do partido a governador de São Paulo no ano passado.

“Cada vez que abro um jornal, fico mais estarrecida com os desmandos do que no dia anterior. É esse o partido que ajudei a criar e fundar? Hoje, é um partido que sinto que não tenho mais nada a ver com suas estruturas”, afirmou.

Ela afirmou que ainda não decidiu se sairá do PT, mas disse ter vários convites. “A decisão não está tomada ainda, mas passei um mês e meio, dois meses, chorando, com uma tristeza profunda, uma decepção enorme, me sentindo uma idiota. Não tomei a decisão nem de sair nem para qual partido, mas tenho portas abertas e convites de praticamente todos, exceto do PSDB e do DEM.”

A senadora também criticou na entrevista o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a quem chamou de “inimigo”. Embora lideranças do partido já tenham se manifestado a favor da volta de Lula em 2018, ela afirmou que o ministro articula a própria candidatura, mas terá contra si “a arrogância e o autoritarismo”.