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Secretário Wilson Damázio coloca cargo à disposição após declaração polêmica

Por Nill Júnior

O Secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, colocou o cargo à disposição na tarde desta quinta-feira (19) após declaração para especial do Jornal do Commercio causar grande polêmica na sociedade civil organizada e constrangimento dentro do governo Eduardo Campos.

 “Eu, Wilson Damázio, Secretário de Defesa Social, com relação às declarações a mim atribuídas em reportagem do caderno Cidades do Jornal do Commercio de hoje, dirijo-me à sociedade pernambucana para declarar que as mesmas não constituem meu pensamento nem minha visão do mundo, razão pela qual repilo os termos e peço desculpas a todos aqueles que porventura tenham se sentido ofendidos.

Reafirmo, por fim, que se as palavras, como é fato, não representam minhas ideias nem minha história de vida, muito menos ainda, podem ser confundidas com as políticas desenvolvidas pelo Governo do Estado que vem revolucionando a Segurança Pública no Brasil com transparências, práticas cidadãs além de total e absoluta intolerância com qualquer conduta contrária aos direitos humanos, à liberdade de expressão e à proteção dos direitos individuais da pessoa humana.

Para proteger o governo e o seu legado, informo que já coloquei o cargo à disposição do governador Eduardo Campos.”

Outras Notícias

Raquel Lyra faz aceno a Miguel Coelho, ausente na convenção. “Tem meu respeito”

Como sinalizado, Miguel Coelho não apareceu na convenção da governadora Raquel Lyra. O União Brasil decidiu não coligar com a chapa para governador e senador. Também há nos bastidores rumores de uma movimentação no sentido do palanque socialista, diante da insatisfação por ter sido preterido por Eduardo da Fonte, graças à Federação União Progressista. A […]

Como sinalizado, Miguel Coelho não apareceu na convenção da governadora Raquel Lyra.

O União Brasil decidiu não coligar com a chapa para governador e senador. Também há nos bastidores rumores de uma movimentação no sentido do palanque socialista, diante da insatisfação por ter sido preterido por Eduardo da Fonte, graças à Federação União Progressista.

A governadora fez um gesto elogiando Miguel e dizendo ter percorrido o estado com ele. “Miguel, você tem o meu respeito”.

Depois de não ter sido anunciado como candidato a senador da chapa de Raquel Lyra, o grupo político liderado por Miguel Coelho não se fez presente na convenção da governadora deste domingo (2).

Nenhum dos principais integrantes da família participou do evento que oficializou a candidatura de Raquel à reeleição.

A ausência ocorre um dia após Miguel Coelho retirar sua candidatura ao Senado.

O voto para senador

Por Adriano Oliveira, para o Jornal do Commercio Pesquisas de intenção de voto para o Senado não dizem quase nada; apenas criam falso entusiasmo nos candidatos. Geralmente, os competidores que lideram a corrida para o Senado possuem nível de conhecimento maior do que os demais postulantes. Porém, pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência, por meio do […]

Por Adriano Oliveira, para o Jornal do Commercio

Pesquisas de intenção de voto para o Senado não dizem quase nada; apenas criam falso entusiasmo nos candidatos. Geralmente, os competidores que lideram a corrida para o Senado possuem nível de conhecimento maior do que os demais postulantes. Porém, pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência, por meio do Método SEP (Estratégia – Sentimento – Previsão), têm mostrado, em diversos estados, que o candidato a governador tem força para eleger pelo menos um senador, uma vez que o eleitor orienta seu voto para o Senado considerando a escolha para governador.

Descobrimos também que o eleitor sabe muito pouco sobre o cargo de senador. Em outras palavras, ele não sabe para que serve o Senado e, quando incentivado a falar sobre um senador que admira, que já exerceu ou exerce o mandato, a larga maioria não consegue citar um nome. Nesse contexto, o Senado é uma instituição que desperta pouco interesse no eleitor, que possui reduzida informação sobre ela. É por isso que o eleitor escolhe seu senador considerando, em primeiro lugar, seu voto para governador. Sendo assim, senadores aliados a candidatos competitivos ao governo tendem, repito, a ser eleitos. E mais: governadores bem avaliados e candidatos à reeleição tendem a eleger seus senadores.

Não se deve desprezar um dado fundamental: a estrutura de governadores bem avaliados — apoios de prefeitos, candidatos ao Legislativo estadual e federal e obras do governo — incentiva e condiciona o sucesso eleitoral dos candidatos ao Senado. Portanto, estrutura importa. As pesquisas qualitativas da Cenário Inteligência revelam ainda que, no Nordeste, candidatos aliados ao lulismo possuem fortes chances de alcançar a vitória para o Senado. Já candidatos aliados ao bolsonarismo têm menores chances. Todavia, o lulismo também transfere rejeição aos postulantes ao Senado, possibilitando que candidatos neutros, ou seja, nem lulistas nem bolsonaristas, vençam a eleição.

Identificar o segundo voto para o Senado é um aparente grande desafio. Todavia, a Cenário Inteligência, por meio do Método SEP, identifica o afeto dos eleitores em relação aos candidatos ao Senado e, em seguida, constrói correlações. Ou seja, o eleitor que tem afeto positivo por X também tende a ter por Y. Assim, o eleitor que vota em X para senador tende a destinar seu segundo voto a Y.

O voto do eleitor para o Senado é guiado, portanto, por quatro variáveis: 1) desempenho do candidato a governador; 2) estrutura; 3) lulismo versus bolsonarismo; e 4) afeto do eleitor pelos competidores. As duas primeiras são os incentivos mais fortes para o eleitor, pois funcionam como atalhos para sua escolha. Portanto, mais uma vez friso: governadores bem avaliados e candidatos à reeleição tendem a eleger seus senadores.

Adriano Oliveira, cientista político. Professor da UFPE. Fundador da Cenário Inteligência: Pesquisa Qualitativa & Estratégia.

Artistas e jornalistas que divulgam bets jogam imagem no lixo, diz pesquisa

Leonardo Sakamoto – UOL Antes de emprestar rosto, voz e credibilidade a uma casa de apostas, artistas, atletas, jornalistas e influenciadores deveriam calcular não apenas o cachê, mas quanto da própria reputação será queimado. Pesquisa More in Common/Ipsos-Ipec mostra que 40% dos brasileiros não confiam ou passam a confiar menos em quem anuncia bets. Outros […]

Leonardo Sakamoto – UOL

Antes de emprestar rosto, voz e credibilidade a uma casa de apostas, artistas, atletas, jornalistas e influenciadores deveriam calcular não apenas o cachê, mas quanto da própria reputação será queimado. Pesquisa More in Common/Ipsos-Ipec mostra que 40% dos brasileiros não confiam ou passam a confiar menos em quem anuncia bets.

Outros 51% avaliam negativamente essas personalidades, contra míseros 10% que as veem de forma positiva. O cachê pode ser gordo, mas vem acompanhado de uma injeção de Mounjaro na credibilidade.

O prejuízo cresce entre os públicos mais valorizados pelo mercado publicitário. Entre pessoas com ensino superior, 48% perdem confiança; entre famílias com renda acima de cinco salários mínimos, o índice chega a 46%.

Nesse grupo, 59% têm visão negativa dos garotos-propaganda. É o grande trade-off das bets: recebe-se dinheiro agora, mas desvaloriza-se o ativo que garante contratos amanhã. É como vender as telhas para pagar a balada e se espantar quando começa a chover dentro de casa.

Para jornalistas, o dano é ainda maior, pois confiança é matéria-prima. Transformá-la em cupom promocional não vira aceitável por ordem do patrão nem com o rodapé “jogue com responsabilidade”.

As bets podem comprar espaço, audiência e sorrisos. Não podem garantir que a reputação sobreviva. E descobrir que a imagem foi vendida barato costuma acontecer quando ninguém mais quer comprá-la.

Caravana da Democracia termina hoje

A Caravana da Democracia termina neste dokingo com atividades em Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. Com o lema “Com dom Limacêdo, na defesa da democracia!”, a caravana reafirma a importância da participação popular, da defesa dos direitos humanos e da democracia, ao mesmo tempo em que denuncia o avanço dos discursos de ódio, da […]

A Caravana da Democracia termina neste dokingo com atividades em Afogados da Ingazeira e Serra Talhada. Com o lema “Com dom Limacêdo, na defesa da democracia!”, a caravana reafirma a importância da participação popular, da defesa dos direitos humanos e da democracia, ao mesmo tempo em que denuncia o avanço dos discursos de ódio, da intolerância e das perseguições contra pessoas e lideranças religiosas que se posicionam publicamente em defesa da justiça social e dos direitos fundamentais.

A mobilização conta com a participação das Cáritas diocesanas de Pesqueira, Afogados da Ingazeira e Garanhuns, além da Cáritas Arquidiocesana de Olinda e Recife. Também estão presentes representantes de pastorais, movimentos e organizações da sociedade civil, entre elas o Grupo Fé e Política e a Diaconia, além de outras iniciativas e articulações comprometidas com a defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

Bispo de Afogados da Ingazeira, dom Limacêdo Antonio da Silva tornou-se uma das principais referências da defesa da democracia e da justiça social no Sertão pernambucano. Nos últimos meses, passou a ser alvo de ataques e discursos de ódio nas redes sociais após se posicionar publicamente em defesa dos trabalhadores, contra a jornada de trabalho 6×1 e contra a anistia para aqueles que atentaram contra a democracia em 8 de janeiro de 2023.

A Caravana também se soma a outras vozes religiosas que têm sido alvo de hostilidades por defenderem a justiça social, a democracia e os direitos humanos, reafirmando que a fé não pode ser utilizada para alimentar o ódio, a intolerância e a violência política.

A mobilização teve início no Recife, quando cerca de 50 participantes se concentrarão na Igreja das Fronteiras, lugar que foi morada de dom Helder Camara, uma das maiores referências brasileiras na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social.

Após a bênção, a caravana seguiu para Pesqueira, no Agreste pernambucano. Em seguida, o grupo seguiu para Afogados da Ingazeira.

Ontem, a programação começou com caminhada pela feira livre e celebração eucarística. À tarde, foi realizado um grande encontro público em frente ao Cine São José, com roda de diálogo, momentos de espiritualidade e apresentações culturais. À noite, os participantes seguiram em caminhada até a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Neste domingo, a programação teve início com a celebração da Santa Missa na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira. Em seguida, a caravana seguiu para Serra Talhada, onde serão realizadas visitas ao presídio e ao Abrigo Ana Ribeiro. À noite, haverá celebração eucarística na Concatedral Nossa Senhora da Penha.

Frente espera resposta de FBC ao convite de Marília

O ex-senador Fernando Bezerra Coelho, filiado ao MDB, recebeu ontem, do conjunto da Frente Popular, o convite para integrar a suplência de Marília Arraes, que terá o nome formalizado para concorrer ao Senado na chapa de João Campos, em convenção também neste sábado. No grupo dos Coelho, se diz que o gesto na direção de […]

O ex-senador Fernando Bezerra Coelho, filiado ao MDB, recebeu ontem, do conjunto da Frente Popular, o convite para integrar a suplência de Marília Arraes, que terá o nome formalizado para concorrer ao Senado na chapa de João Campos, em convenção também neste sábado.

No grupo dos Coelho, se diz que o gesto na direção de Fernando se deu com “muito acolhimento”. Por ele ser filiado ao MDB, que já integra a coligação de João Campos, essa montagem é possível.

Fernando é pai de Miguel Coelho, filiado ao União Brasil, que não conseguiu ocupar uma das vagas para o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra também neste sábado.

Com isso, o nome da Federação União Progressista que vai concorrer à Casa Alta é Eduardo da Fonte, do PP. A chapa da gestora do PSD será formalizada em convenção neste domingo (2) e conta ainda com Túlio Gadêlha como pré-candidato a senador.

A construção com Fernando Bezerra Coelho passou por vários integrantes da Frente Popular, que tiveram carta branca do ex-prefeito do Recife, João Campos, para atuar nisso. A própria Marília Arraes falou com FBC e vários telefonemas foram trocados.

O martelo ainda não foi batido e o Palácio do Campos das Princesas estaria agindo para conter o avanço da aliança de João Campos nessa direção. Até então, outros nomes chegaram a ser ventilados para suplência de Marília Arraes. Entre eles, Arlen Pereira, do Rio de Janeiro, braço direito do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, além de Luciano Vasquez, coordenador político da campanha dela. A informação, don Diário Político, do DP, foi confirmada pela própra Marília.

Marília falou pela primeira vez sobre a conversa que teve com Miguel Coelho e seu bloco,  na construção de um possível alinhamento. “Nunca deixei de ter diálogo com Miguel e todo o seu grupo e é importante manter o diálogo e o respeito na convergência e na divergência. Mais adiante vamos conversar se for oportuno. E arrematou sobre o convite ao pai, FBC, para suplência na sua chapa: “pra vir tem que aceitar”, disse ao Ponto de Vista.