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Secretário que deixou governo do DF por “lei anticomunismo” é de Serra Talhada

Por Nill Júnior

O chefe da Assessoria de Assuntos Institucionais do DF, Bartolomeu Rodrigues, pediu demissão do cargo após o governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionar lei que cria o Dia em Memória das Vítimas do Comunismo.

Bartolomeu Rodrigues comunicou a demissão em carta aberta nas redes sociais. No texto, publicado ontem, o secretário chama a lei de “abjecta” e fala em “tentativa de revisionismo que nega nossa história”. O governador Ibaneis Rocha ainda não se manifestou sobre a demissão.

O agora ex-secretário afirmou que a legislação ignora “cadáveres reais”. Ele citou o caso do líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido em 1973, e o do jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto pela ditadura militar, O assassinato de Herzog completa hoje 50 anos.

“(A demissão) Não é apenas um ato político – é um imperativo ético ante a sanção de uma lei abjecta que institui uma data para celebrar a ‘memória das vítimas do comunismo’ no DF”, disse.

“Esta tentativa de revisionismo nega nossa história, reabre feridas e cria fantasmas onde não existem, enquanto ignora cadáveres reais. (…) Há 50 anos, ele (Vladimir Herzog) foi uma das milhares de vítimas de uma ditadura militar que, em nome do anticomunismo, institucionalizou a tortura como política de Estado”, acrescenta.

Serra-talhadense

Bartolomeu Rodrigues tem 62 anos e é jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Natural de Serra Talhada, no sertão pernambucano, Bartô veio morar na capital federal em 1977, quando tinha 19 anos –”Brasília era uma cidade pequena, não tinha 300 mil habitantes”, lembra.

Nas redações, ele passou pelo Jornal de Brasília, o Diário da Manhã sob a direção de Pompeu de Sousa, O Globo e encerrou a carreira no Estado de S. Paulo, onde trabalhou 21 anos como repórter, chefe de redação e diretor.

Bartolomeu Rodrigues também foi vice-presidente e presidente do Sindicato dos Jornalistas de Brasília entre 1986 e 1991. Em 1999, ele montou a própria assessoria de comunicação com a qual trabalhou na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2017, aos 60 anos, Bartô se aposentou por tempo de contribuição, mas continuou trabalhando. Uma das atividades recentes desenvolvidas pelo jornalista foi a campanha de Ibaneis Rocha (MDB) para o governo do Distrito Federal.

Outras Notícias

Matrículas para rede estadual abertas até 30 de dezembro

A Secretaria Estadual de Educação, através da Gerência Regional Sertão do Alto Pajeú, informa aos pais ou responsáveis que as inscrições para matrícula dos estudantes nas escolas da Rede Estadual, encontram-se abertas. Elas serão realizadas pelo site: www.matricularapida.pe.gov.br ou www.educacao.pe.gov.br até as  23:59 do dia 30/12/2020. Lembrando que: não será necessária a realização do cadastro escolar […]

A Secretaria Estadual de Educação, através da Gerência Regional Sertão do Alto Pajeú, informa aos pais ou responsáveis que as inscrições para matrícula dos estudantes nas escolas da Rede Estadual, encontram-se abertas.

Elas serão realizadas pelo site: www.matricularapida.pe.gov.br ou www.educacao.pe.gov.br até as  23:59 do dia 30/12/2020.

Lembrando que: não será necessária a realização do cadastro escolar pelos estudantes já matriculados na Rede Estadual de Ensino ou egressos de Escolas Estaduais que estejam cursando 5° ou 9° ano do Ensino Fundamental e os módulos IV e VIII da EJA no ano de 2020.

Depois de romper com Marília, Álvaro Porto afaga a irmã, Maria Arraes. “Futura deputada”

Quem diz que o clima não é bom entre Marília Arraes (PDT), candidata ao Senado, e a irmã, Maria Arraes, Deputada Federal que busca vaga na Assembleia Legislativa, tem mais um motivo para manter a afirmação. Hoje, o presidente da ALEPE, Álvaro Porto, o mesmo que semana passada anunciou rompimento com a candidata ao Senado […]

Quem diz que o clima não é bom entre Marília Arraes (PDT), candidata ao Senado, e a irmã, Maria Arraes, Deputada Federal que busca vaga na Assembleia Legislativa, tem mais um motivo para manter a afirmação.

Hoje, o presidente da ALEPE, Álvaro Porto, o mesmo que semana passada anunciou rompimento com a candidata ao Senado alegando quebra de palavra, se encontrou com a irmã, a quem tratou de “futura deputada”.

“Grande satisfação por ter recebido a visita institucional da deputada federal Maria Arraes, nossa futura colega na Assembleia Legislativa”, disse.

“Tratamos de questões relacionadas a Pernambuco e ao país. Tivemos uma conversa agradável e proveitosa. Muito bom poder trocar ideias com quem tanto contribui e tem capacidade para contribuir cada vez mais com o nosso estado”, seguiu.

Buíque: vereador diz que o que chegar de professor, vota contra. “Bicho ruim de dar voto”

Para agradar prefeito Arquimedes Valença, que nega direito à categoria, vereador diz que “não quer voto de professor”. Fala revoltou educadores e população. Os professores e professoras da rede municipal de Buíque reclamam que continuam agredidos pelos poderes legislativo e executivo da cidade. Enquanto na maioria dos municípios, os educadores tiveram aumento do piso, em […]

Para agradar prefeito Arquimedes Valença, que nega direito à categoria, vereador diz que “não quer voto de professor”. Fala revoltou educadores e população.

Os professores e professoras da rede municipal de Buíque reclamam que continuam agredidos pelos poderes legislativo e executivo da cidade. Enquanto na maioria dos municípios, os educadores tiveram aumento do piso, em Buíque, há perda de direitos. O prefeito Arquimedes tem todos os 15 vereadores em sua base na Câmara. Não há oposição.

Na verdade,  a gestão deu como uma mão e tirou com a outra. Dia 11 de maio fez uma sessão na surdina dando um aumento de 34%, mas  tirou a gratificação do pó de giz de 30% que os educadores conseguiram com muita luta e às duras penas. Em suma, o aumento real foi de 4%.

A situação das escolas é tida como precária, a merenda só começou a ser distribuída em abril, falta material e suporte para os educadores.

Após a votação polêmica do projeto de lei que retira direitos da categoria, reduzindo drasticamente a gratificação de exercício do magistério, os vereadores da cidade permanecem ameaçando os profissionais. E os agredindo. É difícil acreditar se não tiver acesso ao vídeo e sua legitimidade.

Em pronunciamento, na última sessão da Câmara de Vereadores, o vereador Leonardo de Gilberto (MDB) chega a dizer que “professor não dá voto” e ridiculariza a categoria. “Tem um ex-vereador que era defensor dos professores. O pobre fez uma reunião a portas fechadas com professores. Quando abriu as urnas teve 400 votos e porque Arquimedes porque senão só tinha tido 30”.

E atira: “Eu não quero voto do professor não. Nem mãe que é professora vota em mim que eu não não acredito em voto da senhora não. Vou mostrar que tenho de mil e quinhentos a dois mil votos na outra eleição. Professor é bicho ruim de dar voto. Onde professor vota o cabra perde. O que chegar de professor eu sou contra”.   Nenhum vereador reage ao absurdo.

“Os legisladores escolheram a categoria como seu maior inimigo, por estarem defendendo seus direitos e o piso salarial do magistério. É lastimável que professores e professoras sejam tratados com profundo desprezo por gestores municipais. Perseguem uma categoria que tem como propósito fazer dos filhos e filhas dos trabalhadores e trabalhadoras alcançarem o mínimo do conhecimento e desvendar a prática da leitura dos números”, diz a categoria em nota.

Flávio Bolsonaro relembra facada do pai e convoca apoiadores para atos de 7 de Setembro

Candidato à Presidência afirmou que episódio de 2018 permanece como um marco para a família e chamou apoiadores para manifestações nesta segunda-feira (7). O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) relembrou, neste domingo (6), os oito anos da facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de […]

Candidato à Presidência afirmou que episódio de 2018 permanece como um marco para a família e chamou apoiadores para manifestações nesta segunda-feira (7).

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) relembrou, neste domingo (6), os oito anos da facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Em transmissão pelas redes sociais, Flávio afirmou que o episódio permanece marcado na memória da família.

“Hoje faz oito anos da facada do meu pai, que aconteceu lá em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro de 2018. Foi um dia muito difícil”, declarou.

O candidato também recordou que, no dia seguinte ao ataque, permaneceu no hospital e relacionou o episódio às manifestações do Dia da Independência.

“No 7 de setembro de 2018, um dia depois de o meu pai tomar a facada, eu estava dentro do hospital. Eu não tive nenhuma oportunidade de ir para a rua, de defender a independência do meu Brasil, de defender a liberdade do nosso país”, afirmou.

Flávio aproveitou a transmissão para convocar apoiadores para os atos previstos para esta segunda-feira (7). Em São Paulo, segundo ele, a concentração está marcada para as 15h, na Avenida Paulista.

O senador também informou que estará em Juiz de Fora na quarta-feira (9), acompanhado de aliados e candidatos do PL.

Durante a transmissão, Flávio mencionou ainda as restrições atualmente impostas ao pai e disse esperar poder reencontrá-lo.

“Assim que eu puder reencontrá-lo, pode ter certeza que eu vou dar esse abraço”, afirmou.

Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado por Santa Catarina, também publicou mensagem nas redes sociais sobre os oito anos do ataque.

“6 de setembro ainda dói. Para muita gente, é apenas mais uma data no calendário. Para mim e para minha família, nunca mais foi”, escreveu.

Carlos também voltou a classificar os processos e decisões judiciais envolvendo o pai como perseguição política.

A facada ocorreu em 6 de setembro de 2018, durante um ato da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em Juiz de Fora. Adélio Bispo de Oliveira foi preso pelo ataque e posteriormente considerado inimputável pela Justiça.

Fonte: Diario de Pernambuco
Imagem: Reprodução/YouTube/Flávio Bolsonaro

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Bolsonaro tira de MP artigo que previa 4 meses sem salário para trabalhador

UOL O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou hoje no Twitter que ordenou a retirada do artigo 18 da Medida Provisória (MP) 927, que previa a suspensão de quatro meses de salário do trabalhador durante a pandemia de coronavírus. “Determinei a revogação do art. 18 da MP 927, que permitia a suspensão do contrato de […]

Foto: TV/Brasil/Reprodução

UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou hoje no Twitter que ordenou a retirada do artigo 18 da Medida Provisória (MP) 927, que previa a suspensão de quatro meses de salário do trabalhador durante a pandemia de coronavírus.

“Determinei a revogação do art. 18 da MP 927, que permitia a suspensão do contrato de trabalho por até 4 meses sem salário”, escreveu o presidente na rede social.

Desde a publicação da MP, que determina a flexibilização das regras trabalhistas durante a crise, o artigo que indicava a possibilidade dos empregadores dispensarem do trabalho os funcionários por quatro meses, sem o pagamento de salários, vinha sendo criticado.

Segundo o texto, o trabalhador poderia fazer um acordo com o empregador e estaria “livre” para fazer cursos de qualificação durante a suspensão do trabalho. O patrão poderia pagar uma “ajuda compensatória mensal” que não teria relação com o salário, cujo valor também seria acordado entre as partes. Essa compensação, no entanto, não era obrigatória.

A MP, que já começou a valer, mas precisa ser aprovada pelo Congresso para se tornar lei e não perder a validade, não definia nenhuma ajuda a ser praticada pelo governo federal.

Além de suspender os contratos de trabalho, a medida também permite outros modelos de trabalho, como teletrabalho (home office), antecipação de férias individuais e uso do banco de horas. Ela também prevê que o recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) também fica suspenso nos meses de março e abril.

Parlamentares não apoiam MP

Foi grande o incômodo entre lideranças do centrão — grupo majoritário e informal formado por PP, DEM, Republicanos, Solidariedade, MDB e PSD — pelo governo não ter cumprido o que havia sido discutido.

De acordo com o apurado pelo UOL, a negociação entre Congresso e governo previa a edição de uma MP que suspendesse contratos de trabalho, mas pagasse seguro-desemprego e permitisse a livre negociação de sindicatos com empresas para manter parte da renda dos trabalhadores. O seguro-desemprego, por exemplo, não entrou na MP editada ontem pelo Planalto.

Hoje, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já criticou o texto. “Estou até perguntando se não sumiu em algum lugar parte da Medida Provisória. Da forma como ficou é apenas uma insegurança nas relações de trabalho”, afirmou.

O entendimento de parlamentares do centrão e da oposição é de que a medida do governo vai na contramão do que os países europeus têm feito: usar a máquina pública para sustentar a renda dos trabalhadores durante a crise sanitária.

Na visão do presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), só o trabalhador sai prejudicado. Ele entende que é “praticamente impossível organizar cursos para 45 milhões de empregados”, como propõe a medida.

Já o líder da minoria no Senado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pediu aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que devolvam a MP ao governo federal.