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São João 2025 recebeu o total de R$ 40 milhões em investimentos do governo do estado

Por Nill Júnior

As festividades juninas movimentaram mais de R$ 1,1 bilhão de reais durante as comemorações

O Governo de Pernambuco divulgou os números do São João de 2025 em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (3), na sede da Secretaria de Turismo e Lazer do estado, em Olinda. As festividades juninas atraíram mais 1,6 milhão de visitantes que movimentaram mais de R$ 1,1 bilhão na economia do estado, número 25,8% superior ao registrado em 2024.

Os secretários estaduais de Turismo, Kaio Maniçoba (PP), de Cultura, Cacau de Paula, e a presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Renata Borba, anunciaram a contabilização de R$ 40 milhões em investimento das duas pastas nos festejos juninos deste ano.

 Com o incremento de 15,88% no número de turistas, comparado ao ano anterior, o Observatório do Turismo de Pernambuco, vinculado à Secretaria de Turismo e Lazer e à Empetur, registrou uma ocupação hoteleira de 100% em 15 cidades do estado onde acontecem grandes festas de São João, como Caruaru, Gravatpá, Arcoverde e Petrolina.

Nas menores cidades, a ocupação variou de 86% a 94%. A permanência média dos turistas no estado foi de dois a três dias e a maior parte dos visitantes vieram da Bahia, São Paulo Alagoas, Paraíba e Ceará. De acordo com o secretário Kaio Maniçoba, a chegada de novos visitantes é resultado dos investimentos do governo estadual na infraestrutura e segurança.

“O grande sucesso do São João de Pernambuco é que a gente conseguiu misturar as grandes atrações, que agradam a boa parte do público e às atrações culturais. Caruaru, que tem tradição muito forte nisso, Arcoverde, por exemplo. E as festas descentralizadas, vindo para municípios menores com vários pólos de animação. A gente conseguiu apoiar as cidades, que melhoraram a qualidade do São João, isso se deve à capacidade de investimento do Estado, das pessoas saberem que Pernambuco é um estado seguro, que tem estradas e acesso para as chegar com conforto e qualidade”, afirmou.

Uma pesquisa de satisfação registrou uma satisfação maior que 95% dos participantes, ainda de acordo com Maniçoba. A Secretaria de Turismo também mediu o gasto médio dos excursionistas durante as festas juninas e registrou um aumento de 55,48% do gasto médio desse público, estimado em R$ 725,21 por pessoa.

Dentre as 800 contratações de apresentações feitas de forma conjunta pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, 95% foram firmadas por meio de edital, privilegiando as tradições do período, como o forró pé de serra, quadrilhas juninas, banda de pífanos, bacamarteiros, entre outros. Mesmo nas contratações feitas sem edital, os pernambucanos foram a maior parte dos contratados.

“O governo do estado apoiou mais de 100 municípios que realizaram esses eventos.  A gente pode falar que 95% foram só de artistas pernambucanos, via edital. E nos outros 5%, entre 2% e 3% também foram artistas pernambucanos. Então, a gente teve uma média de 97%, 98% de contratações de artistas pernambucanos. São os pernambucanos fazendo o São João de Pernambuco, que é o maior e o melhor do mundo”, explicou a secretária de Cultura, Cacau de Paula.

Outras Notícias

TCE aprova com ressalvas contas de 2019 da gestão Evandro Valadares

O Tribunal de Contas de Pernambuco analisou na 13ª Sessão Ordinária da Segunda Câmara a prestação de contas da gestão Evandro Valadares do ano de 2019. O relator foi o Conselheiro Marcos Loreto. A decisão foi seguida por unanimidade. O TCE analisou os termos do Relatório de Auditoria e da Defesa apresentada pela gestão Evandro […]

O Tribunal de Contas de Pernambuco analisou na 13ª Sessão Ordinária da Segunda Câmara a prestação de contas da gestão Evandro Valadares do ano de 2019.

O relator foi o Conselheiro Marcos Loreto. A decisão foi seguida por unanimidade.

O TCE analisou os termos do Relatório de Auditoria e da Defesa apresentada pela gestão Evandro e emitiu Parecer Prévio recomendando à Câmara Municipal de São José do Egito a aprovação com ressalvas das contas do gestor.

Marcones Sá rebate Fabinho e diz que prefeito “não desceu do palanque”

O ex-prefeito de Salgueiro,  Marcones Sá, usou suas redes sociais para rebater o prefeito Fabinho Lisandro,  que o acusou de deixar um rombo de R$ 23 milhões para a atual gestão. “Em 40 dias, a única coisa que o novo governo fez foi perseguir o servidor público de forma cruel, implacável,  com a reforma previdenciária […]

O ex-prefeito de Salgueiro,  Marcones Sá, usou suas redes sociais para rebater o prefeito Fabinho Lisandro,  que o acusou de deixar um rombo de R$ 23 milhões para a atual gestão.

“Em 40 dias, a única coisa que o novo governo fez foi perseguir o servidor público de forma cruel, implacável,  com a reforma previdenciária típica do governo Bolsonaro”. Disse ainda que dará mais tempo ao governo.

Marcones disse que o orçamento aprovado pelo legislativo para esse ano é da ordem de R$ 300 milhões. “Numa linha reta de quatro anos o atual governo vai ter R$ 1,2 bilhão para tratar e trabalhar”.

“Nos deixamos garantidos por emendas parlamentares,  pelo PAC, pelo próprio convênio com o governo estadual quase R$ 30 milhões em recursos para obras. E aí,  o governo,  depois de 40 dias e uma reforma previdenciária que vai lhe dar quase R$ 100 milhões às custas do servidor, vem dizer que está em calamidade financeira e que foi deixado um rombo de R$ 23 milhões”, disse.

Marcones disse que daria um conselho ao novo gestor: “muito foi feito, mas ainda há uma dívida social com Salgueiro.  Que ele ponha em prática tantas promessas que ele fez ao invés de querer se vitimizar e criar fatos”.

Disse ainda que Fabinho foi Secretário de Finanças e conhece as dificuldades de receita e gestão. Mas que ainda assim, ela saltou de R$ 148 milhões no último ano da gestão Clebel para mais de R$ 240 milhões em seu último ano de gestão. Mas que as demandas do serviço público representam uma dívida muito maior.

“O que eu desejo pro próximo governo é sair do palanque. Desça do palanque e bom trabalho. E não vamos polemizar porque Salgueiro é o mais importante”, concluiu.

Julho das Pretas: OAB Petrolina discute a importância da mulher negra nos espaços de poder

Entre lágrimas e sorrisos, mulheres pretas de Petrolina do Vale do São Francisco e representantes do Estado compartilharam suas histórias de luta e superação durante o seminário com o tema: “Mulheres Negras nos Espaços de Poder (Mulheres Negras que Inspiram)”, realizado nesta segunda-feira (11), pela OAB/PE Subseção Petrolina em conjunto com a Comissão de Igualdade […]

Entre lágrimas e sorrisos, mulheres pretas de Petrolina do Vale do São Francisco e representantes do Estado compartilharam suas histórias de luta e superação durante o seminário com o tema: “Mulheres Negras nos Espaços de Poder (Mulheres Negras que Inspiram)”, realizado nesta segunda-feira (11), pela OAB/PE Subseção Petrolina em conjunto com a Comissão de Igualdade Racial. 

O encontro marcou as comemorações do mês Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha.

O evento realizado no auditório da Subseccional de Petrolina-PE, discutiu a importância histórica do dia 25 de julho, data oficial das comemorações. 

Durante o encontro, painéis temáticos deram visibilidade às trajetórias de notáveis mulheres negras que ocupam espaços de poder em diferentes cargos e profissões, contando suas histórias e vivências rumo à ascensão social. 

A programação contou ainda com apresentações culturais e diálogos com o público presente.  

A presidente da Comissão de Igualdade Racial de Petrolina, a advogada Bruna Santos ressalta a alegria de contribuir para a realização do evento. 

“Ver tantas mulheres se emocionando, se acolhendo, se apoiando, compartilhando suas trajetórias e vitórias foi muito gratificante e inspirador”, pontua.

O evento contou também com o apoio da Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (CAAPE) e Escola Superior de Advocacia (ESA). As informações são da Ascom – OAB Petrolina.

Sertânia: mais quatro casos de Covid-19

A Secretaria de Saúde de Sertânia informa, nesta sexta-feira (22), que mais quatro casos foram confirmados para Covid-19 no município, após realização de testes rápidos. Dois desses pacientes testaram no Hospital Municipal Maria Alice Gomes Lafayette. Outros dois testes foram realizados em laboratório privado. Mais 18 casos foram descartados também com realização de testes rápidos. […]

A Secretaria de Saúde de Sertânia informa, nesta sexta-feira (22), que mais quatro casos foram confirmados para Covid-19 no município, após realização de testes rápidos.

Dois desses pacientes testaram no Hospital Municipal Maria Alice Gomes Lafayette. Outros dois testes foram realizados em laboratório privado.

Mais 18 casos foram descartados também com realização de testes rápidos. Além disso, 17 pacientes testaram no Hospital Municipal Maria Alice Gomes Lafayette, um outro em laboratório privado.

Um dos testes negativos estava em investigação.

“Reforçamos que os resultados de testes rápidos podem ser informados diretamente sem a necessidade de passar pela situação de Investigado, tendo em vista que esses resultados são obtidos em um curto espaço de tempo, cerca de 15 minutos”, conclui a nota.

A história do casal de mais de 100 anos, junto há 8 décadas

Do Curiosamente – Ed Wanderley e Rafael Martins –  Diário de Pernambuco Do ano em que houve o primeiro voo em avião comercial da história e o mundo enfrentava sua primeira grande guerra, José Miguel Lucio só lembra de ter nascido. Era 1914 e uma das últimas testemunhas ainda vivas do tempo em que Venceslau […]

1i

Do Curiosamente – Ed Wanderley e Rafael Martins –  Diário de Pernambuco

Do ano em que houve o primeiro voo em avião comercial da história e o mundo enfrentava sua primeira grande guerra, José Miguel Lucio só lembra de ter nascido. Era 1914 e uma das últimas testemunhas ainda vivas do tempo em que Venceslau Braz sucedia ao Marechal Hermes da Fonseca na presidência do Brasil começava a desmamar, numa pequena casa do Centro de Belo Jardim, no Agreste pernambucano.

José Miguel Lucio faz parte de um grupo raro: aos 101 anos, integra uma demografia que se resume a 0,07% da população. Na casa de alvenaria, coberta por madeira, no meio do barro da caatinga que castiga a zona rural de Iguaracy, a 365km do Recife, ainda reside outra improbabilidade: Rita Josefa de Jesus, que acaba de completar seu centenário.

Por poucos meses, o casal, junto há 80 anos, não foi contemporâneo do naufrágio do Titanic, ainda que o ambiente de mar nunca lhe tenha sido familiar. No meio tempo, foram oito filhos, 38 netos, 56 bisnetos e um trineto.

2i

Os dois se conheceram na Paraíba, depois de Seu Lúcio fugir de casa, ainda com 12 anos. Bateu na porta da mãe de Rita, então criança, para pedir abrigo, depois de quase se afogar num rio durante uma enxurrada. O menino se fez homem na enxada. E, nos anos seguintes, trabalharia de carpinteiro a professor. Ela, filha de um agricultor dono de sítio, ia, sem sucesso, se dedicando a possíveis paixões e ao terço, de quem não desgruda desde os primeiros anos de vida.

“Era pra ser. Ninguém que aparecia agradava minha família. Mas, desde sempre, todo mundo gostava dele, mesmo quando eu nem pensava nada”, diz.

Apenas anos de convivência depois foi que a possibilidade se desenhou. Foi numa novena do município do Congo, na Paraíba, que “se engraçaram”. Do namoro ao casamento, um ano. Ele, que lembra de ter sido professor de português e matemática, não conseguiu ensiná-la a ler. Ela, que ensinava o terço, até hoje se ajoelha sozinha em sua devoção a São Sebastião.

Desde 1966, se mudaram para Iguaracy, na mesma casa onde estão desde então. Ao atingirem cem anos e quase cem descendentes, são a definição do que seria complementaridade. Lúcio, de pernas frágeis, passa a maior parte dos dias na cama ou em cadeiras reclinadas, contando longas histórias sobre a própria vida e, do quarto, ouve cada cômodo da residência.

3i

Rita teve os olhos visitados pela neblina do tempo e só ouve o que é importante o bastante para lhe ser quase gritado e, no entanto, se desloca a passos pequenos pela casa até a pequena sala, onde ajoelha diante das imagens de seus protetores.

Questionados sobre o tempo que desejariam viver, dizem apenas seguir vivendo. Sem planos, sem expectativas, sem preocupações. Com a simplicidade de quem viveu mais que a maioria, sem, no entanto, se importar com ela.

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