Notícias

Raquel Lyra entrega quatro poços e garante abastecimento diário de água para 10 mil pessoas no Alto José Bonifácio, na Zona Norte do Recife

Por Nill Júnior

Estado investiu R$ 13,3 milhões na iniciativa que integra o Programa de Perfuração de Poços na Região Metropolitana do Recife (RMR), vinculado ao Programa Águas de Pernambuco

“Ultimamente, a gente só fazia comprar água no Alto José Bonifácio. Começaram a vender a R$ 30 o litro, mas, como a gente estava sem água, o preço chegou a R$ 80. Chegou a um ponto em que eu precisava escolher: ou a carne ou a água. Eu escolhi a água. É uma riqueza ter água na torneira, não tem igual. Antes, eu nem dormia esperando a água chegar. Agora, vou ter água todo dia”, relatou Mônica Maria Gomes, de 58 anos, moradora do Alto José Bonifácio, na Zona Norte do Recife, durante a inauguração de quatro poços para abastecimento de água no bairro. Realizada nesta terça-feira (13) pela governadora Raquel Lyra, a entrega beneficia cerca de 10 mil pessoas e garante o abastecimento diário, inclusive em áreas que antes não eram atendidas pelo sistema. Com investimento de R$ 13,3 milhões do Governo de Pernambuco, a iniciativa amplia a oferta de água na comunidade e integra o Programa de Perfuração de Poços na Região Metropolitana do Recife (RMR), vinculado ao Programa Águas de Pernambuco.

“Eu não descanso enquanto eu não garantir água na casa do povo pernambucano. Aqui na Zona Norte do Recife, a gente vem anunciar que o Alto José Bonifácio terá água todos os dias. Essa entrega corresponde a um investimento de mais de R$ 13 milhões. Ao mesmo tempo, no Córrego do Deodato, nós estamos com R$ 45 milhões de investimento. Já garantimos água todo dia no Morro da Conceição. Esse é um trabalho que tem começo, meio e não tem fim. A gente não pode aceitar que, no século 21, a população não tenha direito à água na torneira”, destacou a governadora Raquel Lyra.

Na Região Metropolitana do Recife, o programa prevê um investimento total de R$ 186,72 milhões para a implantação de 56 poços de abastecimento. Além dos quatro entregues no Alto José Bonifácio, outros cinco estão concluídos, 22 seguem em execução e 25 estão em fase de elaboração. Presente na entrega, a vice-governadora Priscila Krause afirmou que “Raquel é responsável por colocar a água como prioridade em Pernambuco” e completou: “A nossa gestão teve determinação e coragem. Agora estamos levando água para a população do Alto José Bonifácio”.  

O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, destacou a importância da entrega para a região. “No começo desta gestão, a governadora subiu os morros para ver a situação dramática de muitas áreas que recebiam água uma vez por semana. Com esforço, foi possível começar a reverter esse quadro. Hoje é uma grande felicidade para a população do Alto José Bonifácio ter água todos os dias da semana. É vida, é saúde e é mudança na qualidade de vida”, ressaltou.

A entrega representa um avanço para os moradores da região, que antes conviviam com um calendário de abastecimento de um dia com água e três dias sem fornecimento. Segundo o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Douglas Nóbrega, o Governo de Pernambuco retomou e concluiu as obras, que estavam paralisadas. “São quatro poços, sistema de tubulação, adutora, bombeamento para o reservatório e distribuição de água para a população da comunidade”, explicou.

Também presente na entrega, o vereador do Recife Agora é Rubem afirmou que a espera por água acabou. “Em nome do povo do Recife, do povo da Zona Norte, agradeço ao Governo de Pernambuco por essa entrega de hoje. A gestão estadual começa as obras e conclui”, disse.

Acompanharam a agenda a deputada estadual eleita Lara Santana; a diretora-presidente do IASSEPE, Flávia de Nadegi; e o presidente da Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe), Paulo André Rebêlo.

Outras Notícias

Desertificação na Caatinga preocupa especialistas

Bioma que só existe no Brasil, a Caatinga está em risco. Especialistas temem a desertificação, um processo já iniciado em decorrência de questões naturais agravadas pela ação humana. Nesta terça-feira (28), o assunto foi tema de uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, por requerimento da senadora Teresa Leitão (PT-PE). Com a […]

Bioma que só existe no Brasil, a Caatinga está em risco. Especialistas temem a desertificação, um processo já iniciado em decorrência de questões naturais agravadas pela ação humana. Nesta terça-feira (28), o assunto foi tema de uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, por requerimento da senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Com a participação de senadores, estudiosos e militantes da causa ambiental no país, a conclusão a que se chegou é de que a desertificação da caatinga é resultado do uso inadequado do solo e dos recursos hídricos, além do desmatamento e das mudanças climáticas. 

“Ela é presente no agreste e no sertão pernambucanos, que contam com uma centena de municípios, 135 para ser mais precisa, e que hoje sofrem com o risco da desertificação. A Região Nordeste do nosso país vem sendo afetada com o fenômeno da desertificação, que, entre outros fatores, decorre do desmatamento dessas áreas, quando sabemos, mais do que nunca, o quanto a vegetação consiste em fator protetivo para evitar danos ambientais”, contextualizou a senadora Teresa Leitão.

Principal bioma do semiárido brasileiro – que, aliás, é o bioma semiárido mais biodiverso do mundo -, a Caatinga ocupa uma área 11% do território nacional. É o ecossistema mais desmatado do país, principalmente pela pecuária e agricultura de subsistência, segundo o Instituto Nacional do Semiárido.

O representante do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Alexandre Henrique Pires, informou que o segundo Plano Brasileiro de Combate à Desertificação está em elaboração. “A elaboração do plano é uma estratégia de pensar, nos próximos 20 anos, que medidas e iniciativas nós devemos tratar para conservar a nossa Caatinga e a nossa biodiversidade, recuperar aquilo que foi degradado. Ao mesmo tempo, pensarmos em estratégias também de combate à desertificação.”

Filmado recebendo mala de dinheiro, deputado Rocha Loures chega ao Brasil

Parlamentar paranaense, indicado por Temer para resolver questão entre Petrobras e JBS, segundo reportagem de “O Globo”, desembarcou em Guarulhos na manhã desta sexta. Do G1 deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que foi filmado recebendo uma mala de dinheiro da JBS, segundo o jornal “O Globo”, chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (19). Loures é […]

Loures desembarca no Aeroporto de Guarulhos (Foto: Reprodução/GloboNews)

Parlamentar paranaense, indicado por Temer para resolver questão entre Petrobras e JBS, segundo reportagem de “O Globo”, desembarcou em Guarulhos na manhã desta sexta.

Do G1

deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que foi filmado recebendo uma mala de dinheiro da JBS, segundo o jornal “O Globo”, chegou ao Brasil na manhã desta sexta-feira (19). Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo.

Loures estava em Nova York, nos Estados Unidos, acompanhando o evento Person of The Year (personalidade do ano), no qual o prefeito de São Paulo João Doria foi premiado. O deputado afastado desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, às 7h35, uma hora depois de o avião pousar, às 6h25.

No saguão do aeroporto, Loures foi chamado de “ladrão”, “bandido” e algumas pessoas pediram “cadeia”. Ele não quis gravar entrevista, entrou em um táxi branco e não respondeu para qual cidade vai.

Após a delação de Joesley Batista, da JBS, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou o afastamento de Loures do mandato de deputado federal.

Entenda as suspeitas contra Rodrigo Rocha Loures:

Na quarta-feira (17), o jornal “O Globo” divulgou reportagem que aponta que o presidente Michel Temer indicou Rocha Loures para resolver uma disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica do grupo JBS.

A reportagem relata que o dono da JBS marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou sobre sua demanda no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Pelo serviço, segundo “O Globo”, Joesley ofereceu propina de 5%, e o deputado deu o aval.

De acordo com documentos da investigação obtidos pela TV Globo, o deputado afastado foi filmado pela PF recebendo uma bolsa com R$ 500 mil enviados por Joesley, após combinar pagamento semanal no mesmo valor pelo período de 20 anos. Conforme o relatório, o valor semanal poderia chegar a R$ 1 milhão se o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), valor fixado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em R$/MWh , para a comercialização da energia, ultrapassasse R$ 400.

De acordo com “O Globo”, Loures teria telefonado para o presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, para interceder pelo grupo. O Cade informou, em nota, que a área técnica da Superintendência Geral recomendou a instauração, inicialmente, de Procedimento Preparatório e, posteriormente, de Inquérito Administrativo, procedimentos padrão para apurar denúncias anticoncorrenciais.

A entrega de R$ 500 mil para Rocha Loures, feita por Ricardo Saud, diretor da JBS, ocorreu em São Paulo. Depois de passar por três endereços em um mesmo encontro (um café em um shopping, um restaurante e uma pizzaria), Loures deixa a pizzaria levando uma mala preta com o dinheiro.

Conversas entre Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS, revelam qual era o entendimento do parlamentar sobre o impacto das denúncias e das investigações no STF contra ministros do governo Michel Temer.

Em uma das conversas, o deputado concorda em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público, para o diretor da JBS. Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Esquadrão anti-bombas e IC examinam agência arrombada em Itapetim

Homens do esquadrão anti-bombas da PMPE e do Instituto de Criminalística estiveram em Itapetim, na agência do Sicoob, alvo de criminosos esta madrugada. O primeiro grupo,  para verificar se de fato os criminosos deixaram um ou mais artefatos que não foram detonados.  O segundo grupo para buscar pistas e elementos que ajudem a elucidar o […]

Marcelo Patriota

Homens do esquadrão anti-bombas da PMPE e do Instituto de Criminalística estiveram em Itapetim, na agência do Sicoob, alvo de criminosos esta madrugada.

O primeiro grupo,  para verificar se de fato os criminosos deixaram um ou mais artefatos que não foram detonados.  O segundo grupo para buscar pistas e elementos que ajudem a elucidar o caso.

A agência foi arrombada na madrugada deste sábado . Houve disparos efetuados pelos criminosos que fugiram em seguida. Ainda não se sabe quantos homens participaram da ação e se conseguiram levar algum valor.

Uma informação que circula é a de que teria havido uma tentativa frustrada de explosão ou por falha técnica ou por conta da demora na execuçãoda operação criminosa.

Segundo informações, os suspeitos jogaram grampo na PE 263 que liga Itapetim ao Ambó para dificultar o trabalho da polícia.

A agência já foi alvo de bandidos. A última investida aconteceu em setembro de 2017, onde um segurança de uma empresa de transporte de valores foi morto em troca de tiros com os suspeitos

Sertão reprovado em isolamento social

Ingazeira hoje caiu para última posição no ranking no Sertão Como divulgado, Pernambuco registrou 46,2% da população em isolamento social na quinta-feira (7). Na última segunda-feira (4), o índice era de 50%. Os dados são de um painel lançado esta semana pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em parceria com o instituto inLoco. O levantamento usa dados […]

Ingazeira hoje caiu para última posição no ranking no Sertão

Como divulgado, Pernambuco registrou 46,2% da população em isolamento social na quinta-feira (7).

Na última segunda-feira (4), o índice era de 50%. Os dados são de um painel lançado esta semana pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em parceria com o instituto inLoco.

O levantamento usa dados de geolocalização dos celulares da população e contabiliza os 184 municípios pernambucanos e o distrito de Fernando de Noronha.

Só que o dado tem piorado. Nesta manhã de sábado, o índice chegou a 40% em média. Veja em algumas cidades sertanejas como caiu o índice:

CidadePercentual de Isolamento
Santa Filomena45,5%
Brejinho42,9%
Serrita42,3%
Santa Terezinha41,8%
Parnamirim41,1%
Santa Cruz40,9%
Solidão40,3%
Inajá40,2%
Cedro39,6%
Ibimirim39%
Ouricuri38,9%
Triunfo38,6%
Bodocó38,4%
Iguaracy38,4%
Manari38,3%
Exu38%
Verdejante37,2%
Quixaba37,1%
Santa Cruz da Baixa Verde37%
Ipubi36,7%
Itapetim36,7%
Arcoverde36,5%
Araripina35,7%
Granito35,5%
São José do Egito35,5%
Salgueiro35,4%
Calumbi35,3%
São José do Belmonte35,2%
Flores34,7%
Sertânia34,6%
Custódia34,6%
Serra Talhada33,8%
Afogados da Ingazeira33,8%
Mirandiba33,5%
Trindade32,7%
Carnaíba32,4%
Betânia32,4%
Tabira30,3%
Tuparetama29%
Ingazeira28,8%
Câmara já gastou R$ 3,3 milhões com deputados presos ou fora do Brasil

A Câmara dos Deputados já gastou R$ 3,3 milhões para bancar os gabinetes de parlamentares presos ou fora do Brasil, sem registro de presença em sessões. O levantamento, divulgado pelo Estadão, mostra que o ex-deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), cassado em abril após um ano preso, e os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli […]

A Câmara dos Deputados já gastou R$ 3,3 milhões para bancar os gabinetes de parlamentares presos ou fora do Brasil, sem registro de presença em sessões. O levantamento, divulgado pelo Estadão, mostra que o ex-deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), cassado em abril após um ano preso, e os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP), ambos impedidos de receber salário por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), continuam com gabinetes ativos, servidores e despesas pagas pela Casa.

O caso provocou indignação entre parlamentares e reacendeu o debate sobre a blindagem e os privilégios dentro da Câmara, em meio a uma crise de credibilidade do Legislativo. As informações são do portal Congresso em Foco.

Três gabinetes, milhões em gastos e nenhum trabalho

Em menos de dois anos, os gabinetes dos três deputados consumiram R$ 3,3 milhões dos cofres públicos — R$ 1,9 milhão de Chiquinho Brazão, R$ 900 mil de Eduardo Bolsonaro e R$ 300 mil de Carla Zambelli.

Mesmo presos ou ausentes do país, os parlamentares mantêm equipes numerosas:

Zambelli possui 12 assessores, que custam cerca de R$ 103 mil por mês;

Eduardo Bolsonaro, nove servidores, com R$ 132 mil mensais;

Chiquinho Brazão manteve 24 funcionários, somando R$ 120 mil por mês, até ser cassado por excesso de faltas.

Carla está presa na Itália, enquanto Eduardo articula sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, alegando que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, é perseguido judicial e politicamente.

Mesmo com os parlamentares sem desempenhar o mandato, os gabinetes continuaram operando sob justificativas burocráticas. Em nota, a equipe de Zambelli afirmou que segue “desempenhando suas funções legislativas e administrativas”, mesmo com a deputada presa na Itália após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela foi condenada a mais de cinco anos de prisão por perseguição com arma de fogo a um jornalista.

“Deputado home office” e acordões no Congresso

A manutenção das estruturas levou o vice-líder do governo, Alencar Santana (PT-SP), a apresentar um projeto que proíbe o “deputado home office”, aquele que, mesmo afastado do país, mantém gabinete e equipe pagos com recursos públicos.

“É ilógico ser eleito para exercer função na Câmara e ficar em outro país”, afirmou Santana ao Estadão. “Deputados que não exercem o mandato plenamente não podem custar milhões aos cofres públicos.”

Mas o descontentamento na base governista foi além. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), classificou a situação como “um absurdo e um escárnio”, afirmando que há “um acordão para blindar os bolsonaristas”.

Cassações paradas

Os processos contra Zambelli e Eduardo Bolsonaro seguem travados. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda não julgou o pedido de perda de mandato da deputada, e o Conselho de Ética avalia o caso de Eduardo, cujo relator, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), pediu o arquivamento.

Mesmo assim, Eduardo poderá perder o mandato em 2026 por excesso de faltas, caso continue sem registrar presença. De acordo com Lindbergh, há um “acordão” na Câmara para que Eduardo perca o mandato por ausências, em vez de ter seu processo analisado pelos colegas. Com a cassação por faltar a mais de um terço das sessões sem justificativa, ele continua elegível para o próximo ano e poderá se candidatar novamente, o que não ocorreria com o julgamento no Plenário.