Raquel e Priscila pedem investigação sobre perfil “Raquel Bolada” e atuação de responsável apontado em processos

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e a candidata a vice, Priscila Krause (PSD), apresentaram novos pedidos de investigação envolvendo Eduardo da Silva Souza, apontado em processos eleitorais como responsável pelo perfil “Raquel Bolada”.
As medidas dão continuidade a uma série de ações relacionadas a publicações feitas durante a campanha. Em petição encaminhada à Polícia Federal, Raquel e Priscila sustentam que Eduardo manteria perfis digitais utilizados para divulgar conteúdos contra a governadora e pedem que a atuação seja investigada.
Segundo a representação, as publicações teriam continuado mesmo depois de decisões judiciais que determinaram a retirada de conteúdos e a suspensão temporária de contas. Essa alegação ainda depende de apuração pelas autoridades.
Na Justiça Eleitoral, Raquel e a coligação Pernambuco de Coração também apresentaram notícia-crime reunindo postagens divulgadas ao longo de setembro. O pedido solicita apuração sobre possíveis crimes eleitorais e contra a honra.
Entre os episódios citados estão montagens consideradas ofensivas pela campanha, uma publicação que convocava eleitores a “recepcionarem” Raquel em uma agenda acompanhada de um emoji de ovo e conteúdos relacionados à controvérsia sobre laqueaduras sem consentimento.
O perfil já havia sido alvo de decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. Em 12 de setembro, o desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo determinou a retirada de uma publicação, proibiu a divulgação de conteúdo equivalente e suspendeu a página por sete dias.
Na decisão preliminar, o magistrado considerou que a publicação poderia estimular comportamento fisicamente hostil contra a candidata e determinou o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para análise de eventuais crimes.
No pedido encaminhado à Polícia Federal, Raquel e Priscila também requerem que seja avaliada a necessidade de busca e apreensão de equipamentos e realização de perícia para identificar os responsáveis pela produção e administração dos conteúdos, além de verificar se houve orientação externa, encomenda ou financiamento.
As representantes solicitaram ainda informações à Prefeitura do Recife sobre eventual vínculo direto ou terceirizado de Eduardo da Silva Souza com a administração municipal.
Todos esses pontos integram pedidos de investigação e, até o momento, não representam conclusões sobre a existência de crimes, financiamento ou coordenação política das publicações.
Foto: Reprodução
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