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Rachas e disputas ameaçam base e desafiam poder de Lula em 2026 no Nordeste

Por Nill Júnior

A leitura é de Carlos Madeiro, Colunista do UOL: o ano de 2026 começa com uma série de pendências e divergências a serem resolvidas na base do presidente Lula no Nordeste, região onde historicamente tem melhor desempenho eleitoral. Em 2022, Lula conseguiu emplacar seu candidato em quase todos os estados. Faltou Pernambuco, onde a vencedora Raquel Lyra (PSD) escondeu o voto, mas hoje é vista como aliada.

Na Bahia, o problema é a formação da chapa ao Senado: há três candidatos para duas vagas. Jerônimo Rodrigues (PT) é candidato natural à reeleição ao governo da Bahiae deve enfrentar ACM Neto (União), reeditando a disputa de 2022. O PT governa o estado há 15 anos, prazo mais longevo do país.

Os atuais senadores, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), já anunciaram interesse na reeleição. Mas o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), um dos homens mais fortes do governo Lula, também quer disputar o Senado. “Temos um bom problema, mas eu posso garantir que o grupo não vai rachar”, disse Jaques ao fim de outubro.

Em Sergipe, o PT não deve ter força para disputar o governo estadual, mas o atual governador Fábio Mitidieri (PSD) é eleitor de Lula. Ele já anunciou sua chapa com Jeferson Andrade (PSD), candidato a vice-governador, e Alessandro Vieira (MDB), que vai para a reeleição ao Senado, e André Moura (União Brasil), para deputado federal.

É nesse cenário pouco favorável que Rogério Carvalho (PT) também vai tentar a reeleição ao Senado, com apoio de Lula, mas sem compor com o governador.

Em Alagoas, o cenário parece bem definido: Lula vai apoiar seu atual ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), ao governo alagoano e o pai dele, Renan Calheiros (MDB), à reeleição no Senado.

No estado, um outro nome que pode contar com apoio (mesmo que não explícito) do presidente é o do deputado federal Arthur Lira (PP).

Em Pernambuco, a tendência é que Lula apoie o prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa ao governo. Mas existe ainda uma possibilidade (considerada remota) de um palanque duplo, que incluiria a governadora Raquel Lyra.

Em março, a atual chefe do executivo pernambucano saiu do PSDB para o PSD num gesto de aproximação a Lula, além de fazer discursos sempre elogiosos ao presidente. Além disso, sua aliança estadual têm partidos ligados ao governo federal.

O maior nó no estado é o Senado, pois há muitos pré-candidatos. Apenas um deles tem certeza de que terá apoio de Lula: Humberto Costa (PT), que tentará mais uma reeleição.

Mas há pelo menos outros três nomes fortes ligados a Lula e a João Campos que postulam a outra vaga: Marília Arraes (SOL), Miguel Coelho (União Brasil) e Silvio Costa Filho (Republicanos).

O cenário na Paraíba se assemelha ao de Alagoas. Há dois nomes que votam em Lula e devem ser candidatos ao governo: o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB).

Também há nomes demais ao Senado. Três deles aparecem com destaque na busca pelo apoio de Lula: o governador João Azevedo (PSB); o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), histórico aliado de Lula no estado; e o prefeito de Patos, Nabor Bulhões (Republicanos), pai do presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos).

É no Rio Grande do Norte que o PT deve ter a maior dificuldade em eleger seu sucessor. A atual governadora, Fátima Bezerra (PT), já reeleita, deve renunciar para concorrer ao Senado, mas não há um nome forte para sucedê-la. O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), aparece na faixa de 10% das intenções de voto.

Além disso, um dos nomes mais fortes nas pesquisas ao governo é o do senador Rogério Marinho (PL), que pode se tornar o primeiro bolsonarista declarado a vencer para um governo no Nordeste. O outro nome forte que surge é o do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União). Ambos aparecem com mais de 30% de intenções de voto.

O cenário no Ceará promete uma das disputas mais acirradas do Nordeste, caso se confirme a candidatura do ex-governador Ciro Gomes (PSDB). As pesquisas feitas até aqui apontam uma pequena liderança dele contra o governador Elmano de Freitas (PT).

Por conta do risco de perda do estado, há pressão de nomes da esquerda para que, em vez do atual governador, o candidato seja o ministro da Educação, Camilo Santana —algo que ele refuta.

Para o Senado, há pelo menos quatro nomes que podem concorrer: Cid Gomes (PSB), José Guimarães (PT), Junior Mano (PSB) e Eunício Oliveira (MDB).

Salvo uma mudança radical no cenário, Rafael Fonteles (PT) deve ser reeleito no Piauí. As pesquisas indicam que ele tem mais de 80% das intenções de voto. A chapa ainda deve ter, na corrida ao Senado, os nomes de Marcelo Castro (MDB) e Júlio Cesar (PSD).

O Maranhão é sem dúvida, o estado que mais preocupa o presidente. A base lulista no Maranhão rachou após a saída da política de Flávio Dino, e não há mais diálogo entre os dois grupos fraturados. Pior: eles trocam farpas públicas, gerando um tensionamento evidente na base.

Dois aliados de Dino lançaram nomes ao governo: o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o secretário estadual Orleans Brandão (PSB), sobrinho do governador Carlos Brandão (PSB).

Lula falou publicamente sobre o tema e tenta agir. Tentou-se chegar ao um nome de consenso, mas não houve acordo —e a tendência é que não haja até junho. Enquanto isso, quem observa feliz a divisão é o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que lidera as pesquisas de intenção de voto até aqui.

 

Outras Notícias

Flávio ficou na Argentina enquanto aliados plantavam notícia de que já estava nos EUA. Agora, está a caminho da Bolivia e vai a América

Rede de mentiras O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família chegaram ao Equador na manhã desta quarta-feira (28), em voo que partiu da Argentina e que tem destino a Miami. Segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, o voo LV-JQW pousou em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília e não cruzou espaço aéreo […]

Rede de mentiras

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e sua família chegaram ao Equador na manhã desta quarta-feira (28), em voo que partiu da Argentina e que tem destino a Miami.

Segundo o site de monitoramento aéreo FlightAware, o voo LV-JQW pousou em Guayaquil às 5h46 no horário de Brasília e não cruzou espaço aéreo brasileiro —sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru.

Flávio Bolsonaro (PL) e três familiares entraram na Argentina na noite de terça-feira (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves (anteriormente conhecida como Ponte da Fraternidade), na província de Misiones (em Foz do Iguaçu, pelo lado do Brasil), segundo informou a Direção Nacional de Migrações da Argentina. Como não entregou o passaporte à PF, estava com documentação legal.

De acordo com o plano de voo informado pelas autoridades argentinas, o destino da aeronave era Guayaquil, no Equador.

Detalhe: Daniel Noboa, presidente do Equador, está alinhado politicamente à direita, a Trump, e tem afinidade ideológica com Flávio Bolsonaro.

A jogada

Agora, conclui-se que aliados de Flávio plantaram na imprensa a informação de que ele já estava em solo americano e desviaram as atenções, enquanto outra frente trabalhava a ida para os EUA.

Flávio não era condenado, mas tinha três inquéritos em andamento. O STF pediu seus passaportes para que ele pudesse responder aos crimes no Brasil, principalmente porque tem foro privilegiado e iria perdê-lo pela primeira vez em janeiro.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). O primeiro apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O dinheiro teria servido para manter o irmão Eduardo nos EUA.

Outro investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo operações com plataformas de apostas on-line (bets) e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, envolvido em escândalos como do INSS.

Flávio ainda é acusado de ligação com milicianos, escapou por decurso de prazo do caso das rachadinhas e teve aumento do patrimônio incompatível com a renda de senador.

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Mendonça Filho anuncia ação judicial contra Lula da Fonte após troca de acusações nas redes sociais

O deputado federal Mendonça Filho (PL) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o também deputado federal Lula da Fonte (PP), após uma troca de acusações nas redes sociais. O parlamentar afirmou, nessa terça-feira (27), que ingressará com uma ação por calúnia e difamação, alegando que declarações do adversário atingiram sua honra e apresentaram informações […]

O deputado federal Mendonça Filho (PL) anunciou que pretende acionar a Justiça contra o também deputado federal Lula da Fonte (PP), após uma troca de acusações nas redes sociais. O parlamentar afirmou, nessa terça-feira (27), que ingressará com uma ação por calúnia e difamação, alegando que declarações do adversário atingiram sua honra e apresentaram informações falsas sobre sua trajetória política.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mendonça reagiu a acusações de que teria sido preso por infração eleitoral, indiciado por suspeita de recebimento de propina e favorecido instituições privadas durante sua passagem pelo Ministério da Educação, no governo Michel Temer.

“Vou te acionar na justiça para mostrar que você está mentindo a respeito da minha biografia”, declarou Mendonça.

O deputado afirmou que nunca respondeu a processos judiciais e relacionou o conflito à derrota eleitoral de Eduardo da Fonte (PP), pai de Lula da Fonte, que terminou em quarto lugar na disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado nas eleições deste ano.

A discussão mais recente começou depois que Lula da Fonte publicou uma montagem classificando Mendonça como o maior perdedor da história política de Pernambuco. O ex-ministro respondeu destacando os cargos que ocupou e fazendo críticas à trajetória política de Eduardo da Fonte.

Na sequência, Lula da Fonte mencionou episódios envolvendo Mendonça e a Justiça, incluindo uma ocorrência registrada durante as eleições de 2010.

Naquele ano, Mendonça Filho foi detido pela Polícia Federal após realizar uma carreata no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife, no dia da votação. Ele prestou depoimento na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e foi liberado.

Outro episódio citado no embate envolve informações que chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante a Operação Lava Jato. Um documento encaminhado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mencionava uma suspeita de recebimento indevido de R$ 100 mil na campanha de 2014.

A defesa de Mendonça contestou as informações. Posteriormente, o ministro Teori Zavascki determinou a retirada das referências ao parlamentar do processo, diante da inconsistência dos elementos apresentados.

A detenção em 2010 e a menção no documento da Lava Jato não equivalem, por si só, a condenações criminais.

Os atritos entre Mendonça Filho e a família Da Fonte se intensificaram durante a campanha eleitoral deste ano.

Eduardo da Fonte chegou a recorrer à Justiça Eleitoral para impedir que Mendonça utilizasse o nome da governadora Raquel Lyra (PSD) em sua propaganda. O episódio provocou novas críticas públicas entre os dois grupos.

Com o anúncio da ação judicial, a divergência entre Mendonça Filho e Lula da Fonte poderá chegar à Justiça. Até a divulgação da reportagem, não havia confirmação de que o processo tivesse sido protocolado.

Procurada pelo Diário de Pernambuco, a assessoria de Lula da Fonte não respondeu aos questionamentos sobre a iniciativa anunciada por Mendonça até o fechamento da matéria.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro diz ter sido surpreendido com saída do senador do Brasil

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que não sabia da saída do aliado do Brasil com destino aos Estados Unidos. A declaração foi feita nessa terça-feira (27), após uma reunião com parlamentares e dirigentes do Partido Liberal (PL), em Brasília, para discutir os desdobramentos políticos da viagem. Segundo […]

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmou que não sabia da saída do aliado do Brasil com destino aos Estados Unidos. A declaração foi feita nessa terça-feira (27), após uma reunião com parlamentares e dirigentes do Partido Liberal (PL), em Brasília, para discutir os desdobramentos políticos da viagem.

Segundo Marinho, os dois haviam conversado na segunda-feira (26) sobre a necessidade de Flávio assumir uma posição de liderança da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a derrota no segundo turno das eleições.

“Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição”, declarou o senador.

Marinho também revelou que recebeu uma mensagem de Flávio por volta das 8h da manhã de terça-feira. No texto, o ex-candidato teria informado que iria “dar um tempo” e que voltaria a conversar com os aliados posteriormente.

Apesar do contato, o coordenador da campanha afirmou que não tinha informações sobre o paradeiro do parlamentar.

A saída de Flávio foi noticiada menos de 48 horas depois da derrota para Lula. Segundo a Agência Brasil, a viagem foi confirmada à agência Reuters por um aliado próximo do senador e por uma fonte do governo dos Estados Unidos.

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) também comentou o caso nas redes sociais. Ele afirmou que Flávio teria viajado para evitar ser utilizado em negociações políticas envolvendo um eventual processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A alegação foi apresentada por Jordy, sem comprovação de que essa tenha sido a motivação da viagem.

Até a publicação da reportagem, nenhuma autoridade brasileira ou norte-americana havia se pronunciado oficialmente sobre a saída do parlamentar.

A viagem ocorreu depois de Alexandre de Moraes determinar, na segunda-feira (26), que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal.

A ordem judicial foi expedida no âmbito de uma investigação que tramita sob sigilo no STF e apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Flávio não entregou os documentos dentro do prazo estabelecido. Diante do descumprimento, a Polícia Federal realizou o cancelamento dos passaportes brasileiros do parlamentar em seus sistemas.

Em vídeo divulgado na segunda-feira, antes das notícias sobre sua saída, Flávio havia afirmado que não pretendia deixar o Brasil e que cumpriria a determinação judicial.

O senador também é investigado em outros procedimentos relacionados a suspeitas de irregularidades financeiras. As investigações não representam condenação.

A Agência Brasil informou que procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para comentar o caso, mas não recebeu resposta até a publicação.

Fonte: Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

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Sem apresentar provas, Trump volta a questionar eleições no Brasil e afirma que não tomou partido

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a legitimidade das eleições presidenciais brasileiras, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25). Durante um comício no Texas, nessa terça-feira (27), o republicano insinuou a existência de irregularidades no processo eleitoral, mas não apresentou provas. Ele também reiterou que não apoiou […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a legitimidade das eleições presidenciais brasileiras, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25). Durante um comício no Texas, nessa terça-feira (27), o republicano insinuou a existência de irregularidades no processo eleitoral, mas não apresentou provas. Ele também reiterou que não apoiou nenhum dos candidatos na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

A manifestação ocorreu enquanto Trump criticava o sistema eleitoral norte-americano e acusava, novamente sem apresentar evidências, o Partido Democrata de cometer fraudes. Ao estabelecer uma comparação com o Brasil, o presidente americano demonstrou insatisfação com a eleição brasileira.

“Eles democratas trapaceiam tão bem, achei que não precisavam fazer isso nas eleições. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho, não é? Isso não foi legal. Quero dizer, eu não tomei partido, mas não gostei, não pareceu muito bom”, declarou Trump.

Foi a segunda manifestação do presidente americano sobre o resultado das eleições brasileiras em dois dias. Na segunda-feira (26), Trump já havia afirmado que a votação parecia ter sido fraudada e questionado a prorrogação do horário de votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, o republicano também afirmou que gosta de Lula e mantém uma boa relação com o presidente brasileiro, embora tenha criticado a condução do processo eleitoral.

As declarações ocorrem após a reeleição de Lula para um quarto mandato presidencial. O petista venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do candidato do PL.

Apesar da proximidade política com a família Bolsonaro, Trump não declarou apoio formal a Flávio durante a campanha presidencial. No primeiro turno, chegou a elogiar o desempenho eleitoral do senador e afirmou que acompanhava a disputa brasileira.

As críticas do presidente americano, entretanto, não foram acompanhadas de documentos ou evidências que sustentem as suspeitas levantadas. A vitória de Lula foi confirmada pela Justiça Eleitoral brasileira.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Brendan Smialowski/AFP

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“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso”, diz Lula sobre Flávio Bolsonaro

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante discurso para apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula classificou a decisão como “vergonhosa” e afirmou que o adversário deveria permanecer no país para responder […]

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil após a derrota nas eleições presidenciais. Durante discurso para apoiadores no Palácio da Alvorada, em Brasília, Lula classificou a decisão como “vergonhosa” e afirmou que o adversário deveria permanecer no país para responder às acusações que enfrenta.

“Eu lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações que estão na imprensa não são verdadeiras”, declarou.

O presidente também retomou críticas feitas durante a campanha eleitoral. Lula afirmou que tentou desafiar Flávio a apresentar documentos relacionados à sua situação patrimonial e à de seus familiares, mas que o senador não teria aceitado.

Na sequência, questionou a postura do adversário diante da determinação judicial para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. É vergonhoso. Quando pediram para eu entregar o meu passaporte, eu entreguei”, afirmou Lula.

O presidente também criticou a relação política da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Ao comentar a viagem atribuída a Flávio, utilizou a expressão “lamber botas dos EUA”.

As declarações ocorreram no dia em que Lula completou 81 anos, durante uma manifestação diante de apoiadores na residência oficial da Presidência da República.

A fala acontece após reportagens apontarem que Flávio Bolsonaro teria viajado aos Estados Unidos, apesar da proibição de deixar o território brasileiro imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiros do senador depois que ele deixou de entregá-los no prazo determinado pela Justiça. A viagem foi relatada por aliados de Flávio à imprensa, mas o trajeto utilizado não havia sido esclarecido.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Lula sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Vídeo: Reprodução

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