Prefeito que disse “morra quem morrer” tem mandato extinto pela Justiça
Por André Luis
O prefeito de Itabuna (BA), Fernando Gomes (PTC), teve o mandato extinto e os direitos políticos suspensos por três anos a partir de uma decisão do juiz Ulysses Maynard Salgado, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna. A informação é do Congresso em Foco.
A decisão atende ao pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA) por improbidade administrativa. O presidente da Câmara Municipal tem 15 dias para declarar a extinção do mandato do prefeito e empossar seu vice, Fernando Vita (MDB). A Câmara diz que ainda não foi notificada da decisão.
“Diante das notícias veiculadas na imprensa, mais uma vez antes mesmo da notificação do Prefeito Fernando Gomes, esclarecemos que o Prefeito recebe com tranquilidade a notícia, confiante de que demonstrará a sua improcedência, uma vez que concedida liminarmente e pautada em fundamentos equivocados”, diz a nota da prefeitura.
Em julho, Fernando Gomes anunciou que a reabertura do comércio em Itabuna, mesmo diante dos casos de covid-19, aconteceria “morra quem morrer”.
“Primeiro lutar pela vida, a vida é uma só. Morrer acabou. Não tem fortuna, não tem pobreza, não tem falência, não tem nada. Não posso abrir uma coisa que não tenho cobertura. Na dúvida, com os nossos morrendo por causa de um leito em Itabuna, vou transferir essa abertura. No dia 8, mandei já fazer o decreto, que no dia 9 abre morra quem morrer”, disse o prefeito em vídeo que circulou nas redes sociais.
A União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) realizará desta quinta-feira (21) até o próximo domingo (24), o seu mais recente Congresso de Vereadores, e receberá representantes de diversas câmaras e prefeituras de Pernambuco. O evento será realizado no Hotel Brotas, em Afagados da Ingazeira, Sertão do Pajeú. A informação é do PE Notícias. São esperados vereadores […]
A União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) realizará desta quinta-feira (21) até o próximo domingo (24), o seu mais recente Congresso de Vereadores, e receberá representantes de diversas câmaras e prefeituras de Pernambuco. O evento será realizado no Hotel Brotas, em Afagados da Ingazeira, Sertão do Pajeú. A informação é do PE Notícias.
São esperados vereadores de mais de 130 câmaras afiliadas da UVP, além de servidores de câmaras e prefeituras não afiliadas.
O Congresso deve aquecer a economia de Afogados da Ingazeira, pois além do hotel onde o evento será realizado, outras pousadas e hotéis da cidade e de cidades vizinhas, como Carnaíba, Tabira e Iguaracy, estão com reservas esgotadas.
O presidente da UVP, Léo do Ar, confirmou que mais de 1.500 testes rápidos para detecção da Covid-19 serão disponibilizados para todos os participantes do Congresso.
Além disso, serão entregues máscaras e álcool em gel.
Para controlar a entrada ao Centro de Convenções do Hotel, uma equipe fará aferição da temperatura dos congressistas. Uma parceria firmada com a Secretaria Municipal de Saúde, disponibilizará dois técnicos de enfermagem, que ficarão a postos para acompanhar a realização dos testes.
O governador Paulo Câmara participou, na manhã desta segunda-feira (12.03), do evento Logística e Inovação – uma estratégia para Pernambuco. Realizada no Teatro do shopping RioMar, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, a iniciativa propôs um debate sobre a vocação logística e estratégica de Pernambuco, analisando maneiras de aliar novas tecnologias para geração […]
O governador Paulo Câmara participou, na manhã desta segunda-feira (12.03), do evento Logística e Inovação – uma estratégia para Pernambuco. Realizada no Teatro do shopping RioMar, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, a iniciativa propôs um debate sobre a vocação logística e estratégica de Pernambuco, analisando maneiras de aliar novas tecnologias para geração de vetores de crescimento que resultem na melhoria do ambiente de negócios.
O evento foi promovido pela empresa Cone S/A e contou com o apoio do Governo de Pernambuco. Na oportunidade, foram debatidas também novas formas de estímulo à ampliação das demandas do Complexo Portuário de Suape, atrelado às estratégias de inovação e tecnologia do Porto Digital. =
Paulo aproveitou a ocasião para parabenizar a iniciativa e colocou o Estado à disposição do setor para parcerias que ajudem Pernambuco a se desenvolver econômica e socialmente.
“É um debate importante e fundamental. Pernambuco tem essa vocação de logística que vem crescendo nos últimos anos. O mundo agora é da economia do conhecimento, da economia criativa, e a logística está no centro disso. Então, a gente quer debater, ver quais são as oportunidades para o futuro, ver o que e como é que o Estado pode incrementar o seu planejamento, o foco e as ações para que a gente possa cada vez mais atrair empreendimentos, atrair emprego, atrair renda”, defendeu o governador.
O chefe do Executivo estadual também destacou a importância de uma infraestrutura adequada para a atração de novas oportunidades. Para o anfitrião do evento, Marcos Dubeux, diretor presidente da Cone S/A, o evento pode oportunizar novas possibilidades de negócios, tanto para o setor público quanto para o privado.
Entre os temas abordados no seminário estiveram: Como Suape pode se tornar um cluster logístico de referência na América Latina, os conceitos de logística e os benefícios, e como a população, em geral, pode entender a importância da logística no dia a dia das pessoas. Palestraram no evento Jorge L. Quirino, CEO do Canal do Panamá, e Yossi Sheffi, líder e diretor do Centro de Transportes e Logística do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Por Heitor Scalambrini* O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros” Antonio Gramsci (político italiano, filósofo, escritor, jornalista, crítico literário, historiador) O debate sobre os “inimigos do povo” no contexto atual, tem se concentrado na resistência empresarial, de políticos de extrema direita, e de corporações de comunicação, à redução […]
O velho mundo está morrendo. O novo demora a nascer. Nesse claro-escuro, surgem os monstros”
Antonio Gramsci (político italiano, filósofo, escritor, jornalista, crítico literário, historiador)
O debate sobre os “inimigos do povo” no contexto atual, tem se concentrado na resistência empresarial, de políticos de extrema direita, e de corporações de comunicação, à redução da jornada de trabalho, especificamente o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho por um de descanso) em direção a uma escala 5×2 ou 4×3.
Movimentos sociais, sindicalistas, cidadãos, trabalhadores acusam parlamentares fisiológicos e clientelistas do Centrão (formado por membros dos partidos: PL, União Brasil, PSD, PMDB, PP, Republicanos, Solidariedade, Podemos e Avante) e da extrema-direita de agirem como “inimigos do povo” ao dificultarem aprovação de projetos que beneficiam os trabalhadores, os mais vulneráveis, no caso do fim da escala 6×1, e da redução da carga horária laboral, sem redução salarial. Além de apoiarem ao longo desta última legislatura, temas que mais interessam à extrema direita, ao capital e ao “mercado”, em detrimento das proposições que levem em conta a qualidade de vida dos trabalhadores, a valorização da classe trabalhadora.
Ao tomar a decisão histórica de propor a redução da carga horária semanal de trabalho, o presidente Lula encaminhou no dia 13 de abril uma mensagem presidencial ao Congresso Nacional com o Projeto de Lei 1838/2026, em regime de urgência, para acabar com a escala 6×1, reduzindo a carga horária máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário. Assim, alterar diretamente a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislação específica, com aplicação imediata das mudanças sem regras de transição, logo após a sanção presidencial. Atendendo assim o clamor da maioria absoluta da população que apoia a jornada com dois dias de descanso remunerados.
Na disputa com o Planalto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, decidiu ignorar o PL do governo. Como já existiam duas propostas de emenda à constituição (PEC) na Câmara para abolir a escala 6×1, foram “resgatadas” e colocadas em votação se estavam ou não de acordo com a Constituição, sua admissibilidade. Por unanimidade foi aprovada no dia 22 de abril, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), as PEC 221/2019 e PEC 8/2025, associadas aos deputados Reginaldo Lopes (PT/MG) e a Erika Hilton (PSOL/SP).
Foi então criada pela presidência da Câmara uma Comissão Especial para analisar o mérito das propostas. Correndo contra o tempo, antes que vença o prazo regimental de votação do PL do governo federal, que ao ser encaminhado em regime de urgência obriga ser votado em dois turnos pela Câmara e 2 turnos pelo Senado, no prazo de 45 dias. Caso contrário bloqueia o funcionamento parcial e impede votações no plenário.
Audiências públicas estão ocorrendo na Comissão Especial recebendo integrantes das associações patronais, acadêmicos, pesquisadores, representantes dos sindicatos, e do governo, para discutir, ouvir, e apresentar proposições que atendam os segmentos interessados. É esperado que até o final do mês de maio a PEC seja votada.
Os arautos do apocalipse e do caos, empresários da indústria e suas entidades representativas, setores do comércio e serviços, parlamentares da extrema direita criticam, e são contra a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, profetizando “quebradeira” geral do país, caso ocorra. O céu é o limite para as mentiras, fake news, propagandas enganosas, falaciosas, cujo objetivo é criar pânico, medo, dúvidas junto à população em geral.
Contrariamente ao que se propaga, o governo federal se alinhou a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976, ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada. Juntamente com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.
Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e de toda sociedade, cujos efeitos, caso implementada a proposta governamental, serão extremamente benéficas, em particular, para as mulheres, trabalhadores de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social.
Vale a pena deixar registrado algumas propostas ignóbeis encaminhadas pelas forças do atraso, da extrema direita e de grande parcela do empresariado, permitindo conhecer o pensamento conservador, retrógrado e reacionário de uma parte da sociedade: 1) manter permanentemente as 44 horas semanais para serviços essenciais (saúde, segurança pública, mobilidade, abastecimento e a ordem pública), 2) prever para outras empresas prazo de transição de até 10 anos para que as empresas se adequem a esta nova situação, passando a valer de forma integral após este período, em todo território nacional, 3) para redução da carga de trabalho é necessário redução de salário, 4) contrapartida financeira e fiscal para as empresas, com flexibilizações e diminuição dos encargos trabalhistas e tributários (“bolsa patrão”), 5) criar brechas na legislação para jornadas de 52 horas semanais, 6) condicionar reduzir a carga de trabalho semanal ao aumento da produtividade, 7) propostas de flexibilização das leis trabalhistas com a adoção da modalidade do trabalho intermitente (criado na reforma trabalhista de 2017), que permite que o empregado seja convocado apenas quando o empregador precisar, hora trabalhada, hora recebida.
Tais sugestões infames, caso aprovadas, desfiguram completamente a proposta do governo apoiada majoritariamente pelo mundo do trabalho, pela sociedade brasileira; modificando integralmente o PL 1838/2026, e contrariando os debates em curso na Comissão Especial.
Uma atitude inesperada do presidente Hugo Motta (Republicanos/PB) aconteceu no dia 13/5, ao anunciar que vai votar o PL 1838/2026 enviado pelo governo Lula sobre a redução da jornada de trabalho, junto com a proposta de emenda à Constituição (PEC) que tramita na Casa legislativa. Houve um acordo sobre os próximos encaminhamentos. O que resta saber é como será este parecer do relator, e a decisão final no plenário, precisando para aprovação de 3/5 dos 513 deputados federais, ou seja 308 do total.
Ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada, o governo se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976. Juntamente com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.
Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e a toda sociedade, cujas consequências dos efeitos serão extremamente benéficas, em particular, para as mulheres, as pessoas de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social. Deverão ocorrer mudanças na organização das empresas, com formatos de trabalho mais flexíveis.
A luta pela jornada de 40 horas semanais, ao eliminar jornadas exaustivas, é vista como uma demanda para a dignidade e saúde mental/física dos trabalhadores, mas que muitas vezes são obstruídas por interesses patronais. É no parlamento que os políticos de extrema direita, representando os interesses patronais, votam contra os reais interesses da sociedade, da classe trabalhadora, que neste caso, é contrária na sua maioria à escala 6×1. Como não chamar estes parlamentares que se posicionam contra a redução da carga de trabalho semanal, sem redução salarial, como “inimigos do povo”? Foram eleitos com o voto popular e serão extirpados do Parlamento, também pelo voto popular.
A redução da jornada de trabalho deve ser compreendida como uma política de sustentabilidade econômica e social. O trabalhador saudável é ativo por mais tempo, podendo ser considerada como uma medida de proteção simultânea ao indivíduo e a saúde fiscal do Estado. Proteger a saúde do trabalhador é proteger a sustentabilidade do próprio Estado.
É hora de organizar, mobilizar, pressionar e conquistar. As eleições estão chegando e o voto é uma das armas dos trabalhadores. Vamos escolher melhor nossos representantes, e expulsar do Congresso Nacional os “inimigos do povo”.
* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França.
Serra Talhada foi um dos 25 primeiros municípios brasileiros contemplados pelo programa O prefeito Luciano Duque e a Secretária Municipal de Educação, Marta Cristina, participaram do II Seminário Educar Pra Valer, realizado de 06 a 08 de fevereiro, no município de Sobral – CE, onde foi assinado o termo de cooperação para implementação do programa, […]
Serra Talhada foi um dos 25 primeiros municípios brasileiros contemplados pelo programa
O prefeito Luciano Duque e a Secretária Municipal de Educação, Marta Cristina, participaram do II Seminário Educar Pra Valer, realizado de 06 a 08 de fevereiro, no município de Sobral – CE, onde foi assinado o termo de cooperação para implementação do programa, que é coordenado pela Associação Bem Comum.
Além da comitiva de Serra Talhada, que contou ainda com a participação da equipe da Secretaria de Educação, também estiveram presentes no encontro, prefeitos, secretários municipais e outras autoridades, a exemplo do senador Cid Gomes e do ex-ministro da Educação Mendonça Filho.
O Projeto tem o financiamento assegurado pela Fundação Lemann e vai ser desenvolvido durante quatro anos, respeitando as particularidades de cada um dos municípios selecionados.
Segundo a secretária Marta Cristina, o objetivo da implantação desse projeto nos municípios não é levar uma fórmula pronta para ser aplicada nos mesmos, mas orientar, com base nas experiências vividas no município modelo, que é Sobral. “Nós contaremos com todo apoio e orientação do coordenador do programa nos municípios, Júlio Cavalcante. Ele vai nos ajudar, respeitando as nossas características para fazer da educação de Serra Talhada uma referência cada vez mais abrangente”, afirmou.
O Projeto Educar pra Valer será dividido em duas etapas. No total, serão atendidos 50 municípios de 10 estados diferentes e Serra Talhada está entre os 25 primeiros municípios contemplados que participaram do evento em Sobral.
O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque, também falou da importância do projeto para a Capital do Xaxado e avaliou o momento como proveitoso na troca de experiências, destacando que agora a responsabilidade dos municípios exigirá, ainda mais, o compromisso de todos.
“Foi um momento enriquecedor que nos mostrou os índices do município de Sobral que hoje conta com o melhor desempenho em índices educacionais do Brasil, servindo de referência neste projeto coordenado pela Associação Bem Comum e financiado pela Fundação Lemman. Sem dúvidas é uma satisfação muito grande para Serra Talhada”, declarou o prefeito.
Vereador de Afogados da Ingazeira atribuiu mudança de apoio ao afastamento, à falta de diálogo e a divergências internas envolvendo a candidatura de Danilo Simões. O vereador Zé Negão explicou os motivos que levaram seu grupo político, em Afogados da Ingazeira, a deixar o apoio à candidatura de Danilo Simões para deputado federal e anunciar […]
Vereador de Afogados da Ingazeira atribuiu mudança de apoio ao afastamento, à falta de diálogo e a divergências internas envolvendo a candidatura de Danilo Simões.
O vereador Zé Negão explicou os motivos que levaram seu grupo político, em Afogados da Ingazeira, a deixar o apoio à candidatura de Danilo Simões para deputado federal e anunciar adesão a Fernando Monteiro.
Em entrevista à jornalista Juliana Lima, Zé afirmou que a decisão foi resultado de um processo de desgaste interno e atribuiu a Danilo falta de diálogo com lideranças que vinham participando da articulação política do grupo.
Segundo o vereador, ele havia retirado sua própria candidatura dois anos atrás para apoiar Danilo e permaneceu ao lado dele durante o processo eleitoral seguinte. A relação, porém, teria começado a se desgastar após divergências envolvendo integrantes da oposição local.
Zé citou um episódio entre Edson Henrique e um assessor de Romero Sales. Depois da divergência, segundo ele, parte do grupo decidiu não acompanhar Romero, enquanto Danilo manteve sua relação política com o candidato.
“Danilo se distanciou do nosso grupo. Tem gente aqui do grupo e, se você quiser, eu trago cem lideranças para dizer que foi abandonado”, afirmou.
O vereador disse que procurou Danilo em diferentes momentos para alertá-lo sobre a insatisfação entre aliados.
“Eu conversei com ele várias vezes: ‘Danilo, vamos ver tudo isso aí, porque as lideranças já estão insatisfeitas, isso não vai dar certo’”, relatou.
Segundo Zé, atividades realizadas na zona rural também passaram a ocorrer sem a participação de integrantes que anteriormente atuavam em conjunto com Danilo.
Na avaliação do vereador, a maneira como a campanha estava sendo conduzida provocou afastamentos dentro do grupo.
“Ele não teve a preocupação de unir o grupo. Faltou diálogo, faltou procurar”, declarou.
Zé afirmou ainda que defendia uma atuação mais intensa da candidatura nas ruas e uma aproximação maior com as lideranças locais.
“Eu disse: ‘Danilo, a campanha tem que ir para a rua, a campanha tem que ser trabalhada’. […] Eu disse: ‘se não arrumar a casa, vai começar a esfacelar’. E começou”, afirmou.
O vereador também relatou episódios envolvendo a organização de atividades de campanha que, segundo sua versão, aumentaram a insatisfação de integrantes do grupo.
O processo terminou com a decisão de Zé Negão e seus aliados de apoiar Fernando Monteiro para deputado federal.
As declarações representam a versão apresentada pelo vereador sobre o rompimento com Danilo Simões e os motivos que levaram à mudança de apoio.
Confira abaixo, em nosso Instagram, a entrevista. Ative o áudio para ouvir a explicação completa de Zé Negão.
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