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PF e PM cumprem ação de desocupação na reitoria da UFPE

Por Nill Júnior

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Do DP

O Batalhão de Choque retirou à força os cerca de 40 estudantes que estavam acampados no prédio da reitoria da Universidade Federal de Pernambuco. A ação aconteceu por volta das 7h40 desta quinta-feira. Houve confronto, os PMs usaram spray de pimenta em direção aos manifestantes e o clima ficou tenso no local. Além dos estudantes retirados da reitoria, dezenas de universitários se aglomeraram do lado de fora, no campus da UFPE, gritando palavras de ordem, protestando contra a ação policial e prometendo reocupar o prédio. A polícia bloqueou a entrada da reitoria e também a BR-101, no sentido Caxangá.

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Dois estudantes foram encaminhados à sede da Polícia Federal, no Cais do Apolo, para serem ouvidos. De acordo com a assessoria de comunicação da PF, será averiguado se houve resistência ou desacato à autoridade policial. Enquanto isso, peritos entraram no prédio para verificar se houve registro de dano ao patrimônio público federal. Até o momento, foram encontrados no local apenas roupas e alimentos.

Por volta das 6h30, a Polícia Federal e a Polícia Militar iniciaram as negociações para a retirada dos estudantes que, há seis dias, ocupavam a reitoria da UFPE. A ação de desocupação aconteceu em cumprimento à ordem de reintegração de posse, expedida na sexta-feira passada, primeiro dia da ocupação. No início da manhã, os estudantes pediram um prazo de 30 minutos e depois de 10 minutos para a retirada pacífica. A assessoria da PF entrou em contato com a reitoria para que os manifestantes entregassem suas reivindicações, encerrando o protesto, o que não aconteceu.

No final da tarde dessa quarta-feira, foram realizadas novas tentativas de negociação para a desocupação pacífica da reitoria. O deputado estadual Edilson Silva, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e membros da Comissão de Ética da UFPE tentaram acordo com os estudantes, mas não tiveram êxito.

Prestes a completar uma semana da ocupação, o reitor Anísio Brasileiro e o vice-reitor Silvio Romero divulgaram uma carta aberta à população para esclarecer as causas do movimento nesta quarta-feira. O acampamento na sede da gestão da unidade de ensino foi motivado pela não aprovação do novo Estatuto da Universidade por parte do Conselho Universitário. O documento começou a ser elaborado em 2013 seguindo critérios democráticos com a participação de mais de mil pessoas distribuídas de forma equivalente entre docentes, técnicos e estudantes. Durante dois anos, foram feitas audiências e debates para estabelecer as normas que regem todas as atividades da instituição, desde a criação de currículo até o material de logística.

A polêmica gira em torno da paridade das decisões de gestão. Os estudantes pedem a participação de docentes, estudantes e técnicos de forma igualitária. Atualmente, a comissão é composta em 70% por docentes, 15% por técnicos e 15% por alunos. O Conselho Universitário rejeitou o texto correspondente à paridade porque, segundo a UFPE, ela não encontra amparo, do ponto de vista legal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que determina que o corpo docente responda por 70% dos órgãos colegiados. O Estatuto da Universidade em vigor na UFPE, atualmente, foi homologado em 1979 e, desde então, já sofreu mais de 300 modificações.

Ainda nesta quarta-feira, a UFPE emitiu nota informando que a ocupação compromete a realização de atividades administrativas, como a implantação de benefícios, incentivo à qualificação, progressão docente e auxílios na folha de pagamento de outubro dos servidores técnicos administrativos e docentes, ativos e inativos, bem como dos pensionistas. No documento, a gestão adianta que, caso estas informações não sejam lançadas em tempo hábil, as vantagens não serão implantadas no contracheque de outubro. Até o momento, já teriam sido afetados os pagamentos dos contratos de terceirização, obras, fornecimento de bens e serviços, repasse de recursos para financiamento de pesquisas, bem como parte das bolsas estudantis.

A assessoria da Polícia Federal informou que os dois detidos durante a confusão na desocupação são Robério Siqueira Pinto, 25 anos, natural de Paulista, professor; e Thaís Cavalcanti Bezerra, 20 anos, estudante do Cabo de Santo Agostinho. Ambos foram autuados através de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime contido no artigo 329 do Código Penal, “por terem se oposto a execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo”.

Outras Notícias

Após demora de mais de duas horas do TSE, PT recorre ao STF e Zanin determina prorrogação da votação

A demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decidir sobre os pedidos de prorrogação da votação levou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (25). O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário até as 19h, mas a medida acabou restrita às […]

A demora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decidir sobre os pedidos de prorrogação da votação levou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (25). O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário até as 19h, mas a medida acabou restrita às seções eleitorais que ainda estavam abertas às 17h.

O pedido foi motivado por denúncias de dificuldades no transporte público em diferentes cidades brasileiras, especialmente em municípios onde a redução da circulação de ônibus teria prejudicado o deslocamento dos eleitores.

Segundo reportagem do Diário de Pernambuco, o primeiro pedido da coligação de Lula foi protocolado no TSE às 13h22 e distribuído ao presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, às 13h54.

Apesar da solicitação de urgência, Nunes Marques só se manifestou às 16h12, duas horas e 18 minutos depois de receber o processo. Em vez de decidir imediatamente sobre a prorrogação, determinou que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) apresentassem informações sobre as dificuldades relatadas.

Os tribunais regionais receberam prazo de 30 minutos para responder, o que aproximou a análise do horário previsto para o encerramento da votação, às 17h.

Antes disso, às 15h42, a campanha petista havia apresentado outro pedido ao TSE, incluindo municípios de Pernambuco, Alagoas, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo.

Diante da ausência de uma decisão definitiva, o PT acionou o STF às 16h22. O processo foi distribuído ao ministro Cristiano Zanin, que determinou a extensão do horário eleitoral por duas horas, considerando a gravidade das denúncias e a urgência da situação.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado ao TSE a ampliação da votação. O pedido foi protocolado às 15h27 e envolvia municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde a defesa alegou problemas provocados por condições climáticas e dificuldades de deslocamento.

A decisão de Zanin provocou uma situação excepcional na Justiça Eleitoral. A apuração dos votos chegou a ser iniciada após as 17h, mas foi interrompida em razão da determinação do STF.

O principal impasse ocorreu porque parte das seções eleitorais já havia encerrado os trabalhos, desligado as urnas e emitido os boletins de votação quando a decisão foi comunicada.

Diante dessa situação, Zanin esclareceu que a prorrogação deveria ser aplicada somente às seções que ainda estavam abertas às 17h. O presidente do TSE encaminhou orientação aos tribunais regionais para cumprimento da medida.

Em nota divulgada às 18h44 e atualizada às 19h02, o TSE confirmou que a votação continuaria apenas nos locais onde o encerramento não havia ocorrido no horário original.

A Corte também informou a retomada do recebimento dos boletins de urna, da totalização dos votos e da divulgação dos resultados após as 19h.

O episódio ocorreu em meio às denúncias apresentadas pelas duas campanhas sobre obstáculos enfrentados por eleitores no segundo turno da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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TRE-PE determina prorrogação do transporte público gratuito até as 21h30 na Região Metropolitana do Recife

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite deste domingo (25), a ampliação da gratuidade do transporte público coletivo na Região Metropolitana do Recife até as 21h30. A medida acompanha a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais […]

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite deste domingo (25), a ampliação da gratuidade do transporte público coletivo na Região Metropolitana do Recife até as 21h30. A medida acompanha a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais até as 19h.

A determinação foi assinada pela desembargadora eleitoral Roberta Viana Jardim, no âmbito da Petição Cível nº 0603425-95.2026.6.17.0000, e estabelece a obrigação de manter o benefício por mais tempo para atender aos eleitores.

A decisão é direcionada ao Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), e ao Grande Recife Consórcio de Transporte, responsáveis por assegurar o cumprimento da gratuidade até o novo horário.

O TRE-PE também determinou que os órgãos estaduais comuniquem imediatamente a decisão às empresas responsáveis pela operação do transporte coletivo. A prorrogação deverá ser divulgada nos canais institucionais para informar a população sobre a continuidade do serviço gratuito.

O descumprimento da ordem poderá resultar na aplicação de multa, conforme estabelecido pela Justiça Eleitoral.

A ampliação ocorre após a decisão do STF que estendeu o período de votação por duas horas em todo o país, em resposta a denúncias de dificuldades de deslocamento de eleitores relacionadas à oferta de transporte público.

A determinação do TRE-PE trata especificamente do transporte coletivo da Região Metropolitana do Recife. O comunicado oficial não estabelece a extensão da gratuidade até as 21h30 para todas as linhas intermunicipais do interior pernambucano.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Foto: Reprodução

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TSE retoma apuração dos votos após suspensão provocada pela prorrogação da votação até as 19h

A apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 é retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (25), após a interrupção provocada pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h. A suspensão ocorreu pouco depois das 17h, […]

A apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 é retomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite deste domingo (25), após a interrupção provocada pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação até as 19h.

A suspensão ocorreu pouco depois das 17h, quando o sistema da Justiça Eleitoral registrava 0,25% das urnas apuradas. Na primeira parcial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 57,66% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 42,34%.

A decisão de Zanin foi motivada por denúncias de dificuldades no deslocamento de eleitores, especialmente em municípios onde houve redução da circulação de ônibus durante o dia de votação.

Posteriormente, o ministro esclareceu que a prorrogação valeria apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado os trabalhos, sem determinar a reabertura das urnas já fechadas.

Com a retomada da totalização, os resultados passam a ser atualizados conforme os boletins de urna são processados pela Justiça Eleitoral. Os números iniciais não indicam necessariamente uma tendência para o resultado final da disputa presidencial.

Fonte: O Globo.

Foto: Reprodução

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Procon-BA encontra 944 ônibus parados em garagens de Salvador durante votação do segundo turno

O Procon da Bahia identificou 944 ônibus parados em nove garagens de Salvador durante o segundo turno presidencial deste domingo (25). O número foi divulgado no início da noite pelo Governo da Bahia e atualiza o balanço anterior de 544 veículos encontrados em cinco garagens. A fiscalização começou após denúncias de eleitores que relataram demora […]

O Procon da Bahia identificou 944 ônibus parados em nove garagens de Salvador durante o segundo turno presidencial deste domingo (25). O número foi divulgado no início da noite pelo Governo da Bahia e atualiza o balanço anterior de 544 veículos encontrados em cinco garagens.

A fiscalização começou após denúncias de eleitores que relataram demora e dificuldades para chegar aos locais de votação. Segundo o órgão, em uma unidade da OT Trans havia 55 ônibus aptos a circular, mas mantidos no pátio. As inspeções foram ampliadas para outras garagens, elevando o total de veículos identificados.

Diante dos problemas, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a circulação de toda a frota, com frequência de dias úteis e transporte gratuito. O presidente da Corte também ordenou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. A ordem judicial não significa que a prisão tenha sido executada.

A Prefeitura de Salvador negou ter orientado a redução do serviço. O prefeito Bruno Reis afirmou que a saída de ônibus atrasou porque empresas retiravam adesivos de propaganda eleitoral colocados nos veículos. Segundo a gestão municipal, a circulação foi normalizada. As responsabilidades ainda dependem de apuração.

O Governo da Bahia informou ter colocado equipes de segurança à disposição para auxiliar na retomada do serviço. O total de 944 corresponde aos ônibus encontrados nas garagens durante as vistorias, não necessariamente a veículos parados durante todo o dia.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Agência Brasil

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Zanin esclarece que prorrogação da votação até as 19h vale apenas para urnas ainda abertas

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) que a decisão de prorrogar o segundo turno das eleições até as 19h, pelo horário de Brasília, aplica-se às urnas que ainda não haviam sido encerradas. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo após dúvidas sobre a execução da medida, anunciada […]

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu neste domingo (25) que a decisão de prorrogar o segundo turno das eleições até as 19h, pelo horário de Brasília, aplica-se às urnas que ainda não haviam sido encerradas. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo após dúvidas sobre a execução da medida, anunciada quando parte das seções eleitorais já havia concluído a votação.

O esclarecimento estabelece uma limitação prática à determinação inicial, que previa a ampliação do horário em todo o território nacional. As seções que já haviam encerrado formalmente seus trabalhos não precisariam reabrir as urnas, enquanto aquelas que permaneciam em funcionamento poderiam continuar recebendo eleitores até o novo horário.

A decisão original de Zanin foi divulgada pouco depois das 17h, horário previsto para o término da votação. Nesse momento, mesários de diferentes estados já haviam iniciado os procedimentos de encerramento, incluindo a emissão dos boletins de urna.

A situação provocou dúvidas sobre a possibilidade de retomada da votação. Uma vez encerrada formalmente, a urna eletrônica não permite o recebimento de novos votos pelos procedimentos normais de operação. Relatos publicados pela imprensa apontaram dificuldades de orientação em seções eleitorais de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

A prorrogação foi determinada após uma reclamação da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação denunciou dificuldades no transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia, que poderiam comprometer o deslocamento de eleitores.

Ao analisar o pedido, Zanin considerou urgente a situação e determinou a ampliação do horário por duas horas, atribuindo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilidade de executar a medida.

A decisão levou o TSE a interromper temporariamente a apuração, que já havia começado. No momento da suspensão, 1.225 das 499.248 seções haviam sido contabilizadas, o equivalente a aproximadamente 0,25% do total nacional.

O esclarecimento sobre as urnas já encerradas busca delimitar os efeitos da prorrogação e orientar a continuidade dos procedimentos eleitorais nas seções que ainda estavam em funcionamento.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução

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