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Pernambuco registra redução de 19,3% nos homicídios em novembro

Por André Luis

O ano de 2024 registrou o melhor mês de novembro dos últimos 21 anos no quesito Mortes Violentas Intencionais (MVIs)

Pernambuco alcançou, em novembro, o sétimo mês consecutivo de redução nos índices de Mortes Violentas Intencionais (MVIs). Comprovando os avanços no combate à violência no Estado através do programa Juntos pela Segurança, o mês teve uma redução de 19,3% nos casos de MVIs em relação ao mesmo período do ano passado.

Com 239 registros, esse foi o melhor mês de novembro dos últimos 21 anos. Em termos de registros, foram 57 casos a menos na comparação com novembro de 2023.

Os dados foram detalhados durante a reunião de monitoramento do programa, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, nesta segunda-feira (16), na sede da Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, no Recife.

“Estamos trabalhando constantemente para a redução da violência no nosso Estado. O acompanhamento semanal nos orienta a construir as estratégias e ações importantes para o enfrentamento aos crimes. Conseguimos alcançar o sétimo mês de redução nos homicídios e todas as Forças de Segurança continuarão a se dedicar para uma diminuição ainda maior. Esse somatório de iniciativas, juntamente com a parceria do Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública, é o que está nos guiando para buscar a paz social em Pernambuco”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A retração de homicídios em Pernambuco também é registrada no acumulado do ano. Entre janeiro e novembro foram – 4,4% de homicídios em relação ao mesmo período de 2023, saindo de 3.295 (2023) para 3.150 (2024) MVIs. No balanço mensal, os homicídios tiveram uma queda de 0,4% em outubro, 19,3% em setembro, 10,3% em agosto, 12,6% em julho, 6,7% em junho e 11,6% em maio, na comparação, em todos os casos, com os mesmos meses do ano passado.

Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), o esforço integrado entre as forças de segurança e as ações preventivas e ostensivas têm sido fundamentais para a continuidade dessa trajetória de redução. “Investimos em equipamentos, inteligência, integração entre as polícias e na atuação das patrulhas Maria da Penha e Escolar, por exemplo, com ações que colaboram na prevenção da violência. Essa redução significativa é fruto do empenho coletivo e da confiança que a sociedade tem depositado em nossas ações”, ressaltou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

CRIMES PATRIMONIAIS – Pernambuco também obteve resultados positivos nos índices de Crimes Contra o Patrimônio (CVPs): com 3.560 ocorrências, houve uma diminuição de 7,3% em relação ao mês de novembro do ano passado, que registrou 3.842 casos. Como destaques, a Zona da Mata atingiu uma redução de 12,6%, e o Agreste, uma diminuição de 11,2%. Quando é analisado o acumulado do ano, os crimes patrimoniais diminuíram 3,1%, saindo de 42.044 (2023) para 40.757 (2024) ocorrências, entre janeiro e novembro.

CELULARES – Outro significativo avanço foi registrado no número de celulares subtraídos, com uma redução de 11,1%. Em novembro de 2023, foram contabilizados 3.968 casos, enquanto no mesmo mês de 2024 o número caiu para 3.328, uma diferença de mais de 400 ocorrências.

ROUBO A COLETIVOS – Também houve uma importante redução nos casos de roubo a coletivos, que diminuíram quase 12%, passando de 59 registros em novembro de 2023 para 52 em novembro de 2024.

A reunião de monitoramento do Juntos pela Segurança desta segunda foi a última de 2024 a contar com a presença de outros Poderes e instituições com atuação na Segurança Pública. Para o desembargador Mauro Alencar, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a integração entre os atores presentes no encontro foi fundamental para que o Estado alcançasse os resultados positivos dos últimos meses no setor. “Como resultado dessa integração entre Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria, Polícia Civil, Polícia Militar e Executivo nós vimos, agora no mês de novembro, mês nacional do júri, Pernambuco realizando 541 sessões de julgamento. Ainda não temos o resultado oficial, mas é possível que sejamos o estado que realizou o maior número de júris nesse período. E nós só chegamos a esse resultado devido à parceria que firmamos com todos os Poderes”, observou o magistrado.

“Hoje pudemos avaliar todos os avanços alcançados ao longo do ano de 2024 e no mês do júri, em novembro. No próximo ano seguiremos assim, todos os Poderes unidos, trabalhando para reduzir ainda mais a criminalidade no Estado de Pernambuco”, pontuou Henrique Seixas, defensor público-geral de Pernambuco.

Para o procurador-geral de Justiça do Ministério Público, Marcos Carvalho, o melhor caminho é a união dos Poderes para o combate à criminalidade. “Nós identificamos gargalos, trabalhamos para afastá-los e temos uma prestação de serviço de todos os que estão envolvidos aqui no Juntos pela Segurança. Então nós saímos daqui hoje muito felizes, agora sabendo que este é um trabalho contínuo e que a gente tem muito mais a melhorar”, destacou o procurador-geral.

Estiveram presentes no encontro os secretários Paulo Paes (Administração Penitenciária e Ressocialização), Carlos Braga (Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas), Juliana Gouveia (Mulher), Simone Nunes (Desenvolvimento Urbano e Habitação) e Joana Figueiredo (Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência). Também participaram o chefe da Polícia Civil, delegado Renato Leite; o comandante da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Ivanildo Torres; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Francisco Cantarelli, e o executivo da Defesa Civil, Clóvis Ramalho.

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Cadê a Michelle Bolsonaro? Senadora eleita “desaparece” da campanha de Flávio no segundo turno

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial sem participar de atos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter declarado apoio à candidatura, Michelle concentrou suas atividades em Brasília e em cidades próximas, priorizando também a campanha de Celina […]

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, chegou à véspera do segundo turno da eleição presidencial sem participar de atos de campanha ao lado do enteado, Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de ter declarado apoio à candidatura, Michelle concentrou suas atividades em Brasília e em cidades próximas, priorizando também a campanha de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal.

Segundo reportagem de O Globo, publicada neste sábado (24), a ausência chamou a atenção de aliados que esperavam uma participação mais ativa da ex-primeira-dama na reta final da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A expectativa era de que Michelle percorresse quatro ou cinco capitais brasileiras para participar de atos em apoio ao enteado, especialmente em regiões consideradas importantes para a mobilização do eleitorado feminino e evangélico. Manaus, Salvador e João Pessoa estavam entre os destinos cogitados, mas o roteiro não foi executado conforme o planejamento inicial.

Até mesmo a presença de Michelle no último debate presidencial, realizado pela TV Globo nessa sexta-feira (23), chegou a ser articulada por aliados. A proposta era que ela acompanhasse Flávio na chegada à emissora e assistisse ao confronto na plateia. A participação, entretanto, não ocorreu.

Nas redes sociais, a presença do candidato presidencial também foi limitada. A última publicação feita diretamente por Michelle no Instagram pedindo votos para Flávio ocorreu em 7 de outubro, três dias depois do primeiro turno.

Levantamento citado por O Globo aponta que, entre 23 de julho, quando houve a reconciliação entre os dois, e 15 de outubro, Michelle realizou 107 publicações em seu perfil. Desse total, apenas cinco deram maior destaque ao senador, o equivalente a 4,7% das postagens.

A relação entre Michelle e Flávio passou por desentendimentos durante a pré-campanha. Meses antes, a ex-primeira-dama havia divulgado vídeos nos quais acusava o enteado de desrespeitá-la e de desconsiderar suas posições políticas. Após a repercussão, Flávio pediu desculpas publicamente, e os dois retomaram a aproximação em julho.

Em agosto, chegaram a gravar material de campanha juntos, utilizado na propaganda eleitoral. No início do segundo turno, Michelle também sinalizou que ampliaria sua participação e defendeu o envolvimento das mulheres nas atividades eleitorais do PL.

Apesar da ausência nos principais eventos ao lado do enteado, Michelle participou de compromissos de apoio à candidatura presidencial em Palmas, no Tocantins, acompanhada da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), e na Cidade de Goiás (GO).

No Distrito Federal, esteve presente em carreatas realizadas em Brasília, Ceilândia e Taguatinga. Também se dedicou à campanha de Celina Leão, candidata ao governo local e aliada política da ex-primeira-dama.

Um dos fatores apontados para a permanência de Michelle na capital federal é a situação do marido, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. De acordo com a reportagem, a condição do ex-presidente dificulta ausências prolongadas da esposa.

A previsão é de que Michelle acompanhe a apuração dos votos neste domingo (25) em casa, ao lado de Jair Bolsonaro.

Com a participação mais restrita da ex-primeira-dama, outras lideranças bolsonaristas assumiram maior presença na mobilização nacional. Entre elas está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu diferentes regiões do país realizando atos de apoio a Flávio, incluindo compromissos no Nordeste.

Uma aliada de Michelle ouvida por O Globo avaliou que a atuação de Nikolas e de outras lideranças femininas ajudou a compensar a ausência de uma agenda nacional conduzida pela ex-primeira-dama.

A maior participação de Michelle havia sido incentivada pelo próprio Jair Bolsonaro, que, impossibilitado de comparecer aos eventos eleitorais, estimulou familiares e aliados a reforçarem a campanha do filho.

Fonte: O Globo
Foto:  Brenno Carvalo

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Live de Janones em apoio a Lula supera 600 mil aparelhos conectados após 13 horas de transmissão

A transmissão ao vivo organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a marca de 600 mil aparelhos conectados no início da tarde deste sábado (24). A audiência foi registrada após mais de 13 horas de programação ininterrupta no YouTube. Intitulada “Live da […]

A transmissão ao vivo organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou a marca de 600 mil aparelhos conectados no início da tarde deste sábado (24). A audiência foi registrada após mais de 13 horas de programação ininterrupta no YouTube.

Intitulada “Live da Virada”, a transmissão começou na madrugada deste sábado, após o último debate presidencial realizado pela TV Globo, e tem duração prevista de 24 horas. A programação é exibida no canal oficial de Lula na plataforma.

Depois que a transmissão atingiu a marca de 500 mil aparelhos conectados, Janones telefonou para o presidente, que cumpria compromissos de campanha na região Sudeste. Durante a conversa, Lula pediu que os apoiadores convidassem outras pessoas para participar do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

O canal, administrado por Janones e utilizado para mobilização digital em favor da candidatura petista, já reunia quase 11 milhões de seguidores, segundo as informações divulgadas durante a transmissão.

Na ligação, Lula brincou ao se referir ao deputado como “general Janones” e afirmou que a mobilização deveria ocorrer de maneira pacífica. O presidente também pediu a ampliação da participação dos apoiadores nas atividades digitais da campanha.

Outro número registrado neste sábado foi o crescimento do canal oficial de Lula no YouTube, que alcançou a marca de 3 milhões de inscritos durante a programação.

A transmissão acontece na véspera do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), quando Lula enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução

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Toffoli defende novas regras para evitar ataques pessoais em debates e propagandas eleitorais

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste sábado (24) que a Justiça Eleitoral estabeleça novas regras para reduzir ataques pessoais durante debates e propagandas políticas. Segundo ele, a polarização tem afastado as campanhas da discussão de propostas e políticas públicas, substituídas por confrontos entre candidatos. […]

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu neste sábado (24) que a Justiça Eleitoral estabeleça novas regras para reduzir ataques pessoais durante debates e propagandas políticas. Segundo ele, a polarização tem afastado as campanhas da discussão de propostas e políticas públicas, substituídas por confrontos entre candidatos.

A declaração foi feita durante um encontro com representantes e observadores internacionais, realizado na sede do TSE, em Brasília, na véspera do segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Para Toffoli, a Justiça Eleitoral precisa enfrentar o desafio de fazer com que o debate político volte a tratar de questões relacionadas à administração pública, ao funcionamento do Estado e às propostas apresentadas pelos candidatos.

“Nós temos que fazer com que a política volte a discutir política, e esse é um grande desafio, eu penso não só no Brasil, mas para grande parte do mundo democrático”, afirmou.

O ministro criticou especialmente a utilização do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para ataques entre adversários. Ele lembrou que as emissoras recebem compensações fiscais pela cessão do espaço, o que representa um custo indireto para a sociedade.

“Não pode ser pago pelo cidadão brasileiro para ouvir ofensas entre candidatos”, declarou.

Toffoli também chamou atenção para o ambiente digital. Segundo o magistrado, é necessário estabelecer critérios capazes de distinguir a atuação política legítima de práticas que envolvam impulsionamento irregular de conteúdos, uso de robôs e outras formas de interferência tecnológica na comunicação eleitoral.

Apesar de defender mudanças, o ministro não apresentou uma proposta específica de regulamentação nem anunciou a edição imediata de novas normas pelo TSE. A discussão foi apresentada como um desafio para as próximas eleições.

As declarações ocorrem depois de uma campanha presidencial marcada por acusações entre as candidaturas, disputas judiciais envolvendo conteúdos nas redes sociais e questionamentos sobre a atuação das plataformas digitais.

Na quinta-feira (22), durante sessão do TSE, Toffoli já havia criticado campanhas centradas em acusações pessoais e na associação de adversários e aliados a atividades criminosas. Na ocasião, classificou esse tipo de estratégia como vergonhoso.

Durante o encontro deste sábado, o ministro também elogiou a atuação do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na interlocução com empresas de tecnologia, entre elas Meta, X e TikTok, para o cumprimento das regras eleitorais.

Outro tema abordado foi a participação das mulheres na política. Toffoli defendeu a manutenção da cota mínima de 30% de candidaturas femininas e a criação de uma reserva de cadeiras para mulheres no Congresso Nacional.

Kassio Nunes Marques também participou do encontro e informou que os relatórios preliminares das missões de observação eleitoral não identificaram irregularidades graves nos locais acompanhados durante o primeiro turno.

Fonte: O Globo
Foto:  Cristiano Mariz

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TSE registra recorde de ações na eleição presidencial, com acusações de desinformação e favorecimento digital

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou à véspera do segundo turno das eleições de 2026 com um volume recorde de ações relacionadas à disputa presidencial. Os processos incluem acusações de favorecimento de candidatos por plataformas digitais, supostas redes de desinformação, uso irregular de inteligência artificial e pedidos de cassação das chapas de Lula (PT) e […]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou à véspera do segundo turno das eleições de 2026 com um volume recorde de ações relacionadas à disputa presidencial. Os processos incluem acusações de favorecimento de candidatos por plataformas digitais, supostas redes de desinformação, uso irregular de inteligência artificial e pedidos de cassação das chapas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Até a noite da última quarta-feira (21), o tribunal havia recebido pelo menos 804 ações relacionadas à eleição presidencial. O número representa um aumento de 147% em comparação com os 325 processos registrados no mesmo período de 2022. Em 2018, haviam sido contabilizadas 388 ações até a etapa equivalente da disputa.

O crescimento das demandas ocorre em meio à intensificação dos conflitos entre as campanhas presidenciais, que recorreram à Justiça Eleitoral para questionar publicações, estratégias de comunicação digital e possíveis irregularidades cometidas pelos adversários.

Uma das principais controvérsias envolve a atuação da Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp. A campanha de Lula apresentou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra Flávio Bolsonaro e seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, alegando abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.

Segundo a coligação petista, os mecanismos de distribuição de conteúdo das plataformas teriam favorecido o candidato do PL e prejudicado publicações ligadas ao presidente. A campanha também aponta falhas no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e restrições ao alcance de conteúdos eleitorais.

A Meta nega favorecimento político e atribui os problemas identificados a falhas técnicas. As acusações ainda dependem de apuração e julgamento.

Na quinta-feira (22), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que a Meta e a rede social X apresentassem esclarecimentos técnicos sobre a distribuição de publicações políticas, anúncios eleitorais, uso de inteligência artificial e remoção de conteúdos.

O ministro estabeleceu prazo de 24 horas para as respostas, sob pena de multa diária de R$ 500 mil por empresa em caso de descumprimento injustificado. Cueva ressaltou que os elementos apresentados justificavam a investigação, mas ainda não comprovavam as irregularidades denunciadas.

Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro também acionou o TSE contra Lula e seu vice, Geraldo Alckmin, sob a acusação de utilização de uma suposta rede coordenada de perfis digitais para divulgar informações falsas ou descontextualizadas contra o candidato do PL.

A ação questiona publicações no Instagram e pede providências contra contas apontadas pela campanha como integrantes de uma estrutura organizada de desinformação. Entre as medidas solicitadas estão a remoção de conteúdos e a cassação da chapa adversária. As alegações também precisam ser examinadas pela Justiça Eleitoral.

Outro episódio que provocou decisões conflitantes envolveu o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones. A campanha de Flávio questionou a utilização do espaço, alegando irregularidades na distribuição de conteúdos políticos. O caso passou por decisões de suspensão e restabelecimento do canal.

O crescimento dos processos levou o TSE a ampliar sua estrutura de julgamentos. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, aumentou para três por semana as sessões virtuais destinadas à análise de processos de propaganda eleitoral até o segundo turno.

Segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil, a Justiça Eleitoral brasileira já recebeu mais de 100 mil processos relacionados às eleições de 2026. Desse conjunto, 3.591 foram autuados diretamente no TSE ou chegaram ao tribunal por meio de recursos.

No TSE, irregularidades na propaganda, pedidos de direito de resposta e desinformação representam aproximadamente 80% dos processos autuados neste ano.

As ações de investigação judicial eleitoral podem ter consequências que vão além da retirada de publicações. Dependendo das provas e das decisões definitivas, processos dessa natureza podem resultar em sanções eleitorais, incluindo cassação de registro ou diploma e declaração de inelegibilidade, quando presentes os requisitos legais.

Os pedidos apresentados pelas campanhas, entretanto, não significam que as irregularidades tenham sido comprovadas. Mesmo após a votação de domingo (25), processos ainda pendentes poderão continuar em tramitação na Justiça Eleitoral.

Fonte: O Globo
Foto:  Cristiano Mariz

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Brazil Economy|Colectta: Lula tem 50,3% e Flávio 49,7% dos votos válidos; candidatos estão empatados tecnicamente

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, […]

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Lula registra 46,5% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 46%. Outros 4,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Já 3,1% não souberam ou preferiram não responder.

Apesar da pequena vantagem numérica de Lula nas intenções de voto, a pesquisa identificou uma percepção diferente sobre o resultado da eleição. Para 50,3% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro será o vencedor do segundo turno. Outros 39,7% acreditam na vitória de Lula, enquanto 9,7% não souberam responder.

O levantamento também mediu o grau de definição do eleitorado. Entre os entrevistados que declararam preferência por um dos candidatos, 94,8% afirmaram que não pretendem mudar de voto até domingo (25). Outros 4,9% admitiram a possibilidade de alterar a escolha.

Os índices são semelhantes entre os apoiadores dos dois concorrentes. Entre os eleitores de Lula, 94,8% consideram o voto definitivo. No grupo de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 94,9%.

A pesquisa também investigou a transferência de votos do primeiro turno. Entre os entrevistados que votaram em Lula naquela etapa, 97,1% pretendem manter a escolha. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 96,4% afirmaram que votarão novamente no senador.

O comportamento dos eleitores que não compareceram ao primeiro turno apresenta diferenças. Nesse segmento, Lula registra 51,8% das intenções de voto, contra 34,3% de Flávio. O grupo representa 7,4% da amostra ponderada.

Sobre as motivações do voto, 64,7% dos entrevistados afirmaram escolher o candidato principalmente por identificação com ele. Outros 22,1% disseram votar prioritariamente para impedir a vitória do adversário, enquanto 12,2% atribuíram o voto aos dois fatores.

O levantamento também avaliou o governo federal. A maneira como Lula governa é aprovada por 47% dos entrevistados e desaprovada por 49,7%. Na avaliação qualitativa da administração, 40,6% classificaram o governo como ruim ou péssimo.

Entre os principais problemas do Brasil apontados espontaneamente pelos entrevistados, segurança pública e violência aparecem com 17,9%, seguidos pela saúde, com 16,6%, corrupção, com 12,5%, e economia, com 9,4%.

Quando questionados sobre a primeira medida que deveria ser adotada pelo próximo presidente, 16,2% mencionaram melhorias na saúde pública, enquanto 12,7% citaram o combate à violência.

A pesquisa Brazil Economy/Colectta ouviu presencialmente 3 mil eleitores em 101 municípios das 27 unidades da Federação, na sexta-feira (23). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Editora Brazil Economy e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05601/2026.

Fonte: Brazil Economy/Colectta
Foto: Reprodução

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