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Pedro Freitas assume Amupe nesta terça-feira

Por André Luis

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realiza, nesta terça-feira (17/03), às 9h, uma assembleia extraordinária na sede da entidade, no Recife, ocasião em que o prefeito de Aliança, Pedro Freitas, assumirá a presidência da instituição, em cerimônia marcada para às 10h30.

Ele sucede o ex-prefeito de Paudalho, Marcelo Gouveia, em cumprimento ao acordo de mandato compartilhado firmado entre os gestores, eleitos por aclamação para a presidência e vice-presidência da entidade.

Freitas ficará à frente da Amupe até fevereiro de 2027, concluindo o atual biênio de gestão.

Serviço:

Assembleia extraordinária da Amupe

Quando: 17 de março (terça-feira)

Horário: Assembleia começa às 09h; Posse começa às 10h30.

Onde: Sede da Amupe (Av. Recife, 6205, Jardim São Paulo, Recife/PE.

Outras Notícias

Afogados: com calçadas ocupadas irregularmente, cadeirantes e doentes são impedidos de circular

Jovem cadeirante fez um desabafo no Facebook por ter tido dificuldades de acessar a Praça de Alimentação Por André Luis Uma postagem publicada na noite de ontem (12), por um cadeirante, traz à tona novamente um assunto que já deu muito o que falar em Afogados da Ingazeira: a ocupação de calçadas por comércios da […]

Jovem cadeirante fez um desabafo no Facebook por ter tido dificuldades de acessar a Praça de Alimentação

Por André Luis

Uma postagem publicada na noite de ontem (12), por um cadeirante, traz à tona novamente um assunto que já deu muito o que falar em Afogados da Ingazeira: a ocupação de calçadas por comércios da cidade, em especial, bares, pizzarias e restaurante.

Um jovem cadeirante publicou um desabafo em seu perfil no Facebook, onde denúncia o descaso de um estabelecimento que interditou a calçada impedindo assim a passagem de pedestres e obrigando a cadeirantes a ter que andar na via de rolamento para conseguir ter acesso à Praça de Alimentação.

Em sua postagem o jovem conta que na noite de ontem se dirigiu com a família para a Praça de Alimentação para assistir um jogo de futebol, mas que teve dificuldades de acessar o local pelo fato da calçada estar interditada pelo estabelecimento.

Pelo que consta na postagem, houve discussão entre o pai do jovem cadeirante e o dono da pizzaria que segundo o jovem não gostou de ter sido chamado a atenção para o fato de estar ocupando espaço público.

No desabafo, o jovem ainda cobra providências da municipalidade com relação à fiscalização de locais que estejam violando a lei.  “Eu tive que arrodear a praça quase toda para subir na Praça de Alimentação me arriscando no meio da passagem dos carros. Afogados da Ingazeira é uma cidade que cada vez mais cresce e isso ainda acontece e não fazem nada. Ninguém toma uma providência”, cobrou o jovem.

Até o momento da postagem desta matéria o desabafo do jovem já contava com dezenas comentários de apoio. A grande maioria cobrando fiscalização das autoridades competentes.

Em um outro episódio, ouvintes da Rádio pajeú denunciaram o espaço ocupado por um outro estabelecimento na Avida Rio Branco, ao lado da Secretaria de Saúde. A ousadia foi tanta que as cadeiras estavam tomando a frente da Secretaria no local onde havia o embarque de doentes que precisam de Tratamento Fora de Domicílio – TFD e usavam o ônibus da Secretaria.

“A poluição sonora era tanta que não conseguíamos nem ouvir o chamado das pessoas para embarcar. O ônibus teve que mudar de local porque não tinha como estacionar lá. Mesmo com a reclamação, o som continuou alto e as mesas ocupando a calçada da prefeitura”, disse uma ouvinte.

O Secretário de Saúde Arthur Amorim informou que os estabelecimentos foram notificados. “Se ocuparem de novo nós vamos apreender todo material”, alertou.

Levy: rebaixamento foi transparente e indica prioridades para administrar dívida

Agência Brasil – O rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Moody’s ocorreu de forma transparente e indica caminhos para o país melhorar a administração da dívida pública, disse, há pouco, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “Acho que a declaração da Moody’s explica exatamente os pontos que ela achou relevante. […]

1Agência Brasil – O rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Moody’s ocorreu de forma transparente e indica caminhos para o país melhorar a administração da dívida pública, disse, há pouco, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

“Acho que a declaração da Moody’s explica exatamente os pontos que ela achou relevante. É uma declaração bastante detalhada, transparente e trata da indicação das prioridades que a gente deve ter em relação a manter a qualidade da dívida pública”, afirmou Levy, ao deixar o Ministério da Fazenda.

Durante duas horas, o ministro participou de reunião com o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, e os presidentes dos principais bancos do país. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda, eles debateram a conjuntura econômica atual. Não foram fornecidos mais detalhes do encontro.

Os banqueiros saíram sem falar com os jornalistas e não comentaram o rebaixamento do Brasil. Além da declaração de Levy, a assessoria de imprensa da Fazenda informou que ainda deve sair uma nota sobre a decisão da Moody’s.

A redução da nota do Brasil foi divulgada há pouco. A Moody’s reduziu a nota de crédito de Baa2 para Baa3. A agência também mudou a perspectiva da nota de negativa para estável. Com a alteração na nota, o país mantém o grau de investimento, conferido a países considerados seguros para investir, mas fica a um degrau de ser rebaixado para o grau especulativo, referente a países com qualidade de crédito questionável.

Segundo nota divulgada pela Moody’s, os motivos para o rebaixamento da nota são a performance econômica abaixo do esperado, a tendência de crescimento dos gastos governamentais e a falta de consenso político sobre as reformas fiscais.

Para a agência, esse conjunto de fatores “impedirá que as autoridades alcancem superávits primários altos o suficiente para reverter a tendência de débito crescente neste ano e no próximo e desafiará sua habilidade de conseguir fazê-lo mais tarde”.

No fim de julho, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) já havia anunciado mudança da perspectiva da nota de crédito brasileira de estável para negativa. Assim como a Moody’s, a redução também deixou o Brasil apenas uma nota acima do grau de investimento.

Águas Belas recebe novas doses da CoronaVac 

Município vai ampliar imunização em trabalhadores da saúde. Águas Belas já conta com novas doses da vacina contra a Covid-19. O município recebeu vacinas suficientes para imunizar mais 90 trabalhadores da saúde com aplicação da primeira e segunda doses, como orienta o protocolo. Enquanto esses trabalhadores aguardam a primeira aplicação, os que atuam na linha […]

Município vai ampliar imunização em trabalhadores da saúde.

Águas Belas já conta com novas doses da vacina contra a Covid-19. O município recebeu vacinas suficientes para imunizar mais 90 trabalhadores da saúde com aplicação da primeira e segunda doses, como orienta o protocolo.

Enquanto esses trabalhadores aguardam a primeira aplicação, os que atuam na linha de frente começaram a receber a segunda dose, assim como os indígenas, idosos e deficientes institucionalizados, primeiros grupos vacinados.

Quem também segue sendo imunizado, mas com a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca, é o grupo dos idosos a partir de 85 anos. Até esta quarta-feira (10), a Secretaria de Saúde havia vacinado mais de 320. No geral, 2.727 pessoas foram imunizadas.

Confira o quadro de vacinados: 144 trabalhadores de saúde da linha de frente no combate à Covid-19; 12 idosos institucionalizados; 7 deficientes institucionalizados; 2.237 indígenas da comunidade Fulni-ô; 327 idosos de 85 anos acima.

Metalúrgicos fecham rodovia de acesso à Suape em protesto por reajuste salarial

O ano começa com luta dos metalúrgicos de Pernambuco ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (Sindmetal-PE), filiado à CUT Pernambuco. Eles realizaram na manhã desta segunda-feira (08/01) uma manifestação de protesto nos dois sentidos da rodovia de acesso à Suape, na Curva do Boi, contra os desmandos do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) que funciona dentro […]

O ano começa com luta dos metalúrgicos de Pernambuco ligados ao Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (Sindmetal-PE), filiado à CUT Pernambuco. Eles realizaram na manhã desta segunda-feira (08/01) uma manifestação de protesto nos dois sentidos da rodovia de acesso à Suape, na Curva do Boi, contra os desmandos do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) que funciona dentro do Complexo Portuário de Suape. Os manifestantes são funcionários do EAS em protesto pelo não pagamento do reajuste acordado desde setembro, durante a Campanha Salarial, que ainda não foi repassado para os trabalhadores e trabalhadoras. Além disso, a prática de assédio moral e os constantes acidentes de trabalho mostram a ineficiência das chefias, bem como as demissões de pessoas doentes e mais velhas mostram a falta de respeito ao trabalhador, asseguram os representantes do Sindmetal e CUT.

“Paralisamos as atividades no Atlântico Sul nessa segunda-feira porque são muitas as demissões, assédio moral e descumprimento de acordos aprovados em mesa de negociação o ano passado. Os patrões travaram a pauta de negociação e não dos dão respostas” explicou o presidente da CUT- Carlos Veras que esteve presente ao protesto em apoio à luta da classe trabalhadora.

Por sua vez, o presidente do Sindmetal-PE, Henrique Gomes, declarou que a luta se faz ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras. Além de não ter dado o reajuste do tiquete acordado na Campanha Salarial desde setembro, a gestão do EAS tem comete assédio moral, faz “vista grossa” para os acidentes de trabalho constantes, entre outros absurdos.” Não vamos permitir que a nossa categoria seja humilhada e desvalorizada. Unidos por nenhum direito a menos”, enfatizou.

País registra 10 estupros coletivos por dia; notificações dobram em 5 anos

Da Folha de São Paulo “Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é tu”, grita um. “Tapa o rosto da novinha”, diz o outro. Em vídeo que circulou nas redes sociais, quatro rapazes estupram uma menina de 12 anos em uma comunidade na Baixada Fluminense, no Rio. A 2.400 km dali, […]

Da Folha de São Paulo

“Cala a boca, se alguém ouvir sua voz vai saber que é tu”, grita um. “Tapa o rosto da novinha”, diz o outro. Em vídeo que circulou nas redes sociais, quatro rapazes estupram uma menina de 12 anos em uma comunidade na Baixada Fluminense, no Rio.

A 2.400 km dali, em Uruçuí (sul do Piauí), uma grávida de 15 anos foi estuprada por três adolescentes, e o namorado, morto na sua frente.

Retirada de sua casa em Presidente Epitácio, no interior paulista, uma mulher de 48 anos foi estuprada por quatro rapazes. Eram seus vizinhos.

Em Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais, uma dona de casa de 31 anos foi atacada, estuprada e morta a caminho de casa. Quatro homens confessaram os crimes.

Em cinco anos, mais do que dobrou o número de registros de estupros coletivos no país feitos por hospitais que atenderam as vítimas.

Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos pela Folha apontam que as notificações pularam de 1.570 em 2011 para 3.526, em 2016. São em média dez casos de estupro coletivo por dia.

Os números são os primeiros a captar a evolução desse tipo de violência sexual no país. Na polícia, os registros do crime praticado por mais de um agressor não são contabilizados em separado dos demais casos de estupro.

Desde 2011, dados sobre violência sexual se tornaram de notificação obrigatória pelos serviços públicos e privados de saúde e são agrupados em um sistema de informações do ministério, o Sinan.

Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas de estupro coletivo por cem mil habitantes –com 4,41, 4,31 e 4,23, respectivamente. Esse tipo de crime representa hoje 15% dos casos de estupro atendidos pelos hospitais –total de 22.804 em 2016.

Os números da saúde, contudo, representam só uma parcela dos casos. Primeiro porque a violência sexual é historicamente subnotificada e nem todas as vítimas procuram hospitais ou a polícia e, em segundo lugar, porque 30% dos municípios ainda não fornecem dados ao Sinan.

“Infelizmente, é só a ponta do iceberg. A violência sexual contra a mulher é um crime invisível, há muito tabu por trás dessa falta de dados. Muitas mulheres estupradas não prestam queixa. Às vezes, nem falam em casa porque existe a cultura de culpá-las mesmo sendo as vítimas”, diz Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

ESTADOS QUE MAIS PIORARAM

Variação de estupros coletivos entre 2011 e 2016, em %*

SUBNOTIFICAÇÃO

Estudos feitos pelo Ipea mostram que apenas 10% do total de estupros são notificados. Considerando que há 50 mil casos registrados por ano (na polícia e nos hospitais), o país teria 450 mil ocorrências ainda “escondidas”.

Segundo a socióloga Wânia Pasinato, assessora do USP Mulheres, os dados da saúde sobre estupro coletivo mostram que o problema existe há muito tempo, mas só agora está vindo à tona a partir de casos que ganharam destaque na imprensa nacional.

Entre eles está o de uma uma jovem de 16 anos do Rio, que foi estuprada por um grupo de homens e teve o vídeo do ataque postado em redes sociais, e outro ocorrido em Castelo do Piauí (PI), em que quatro meninas foram estupradas por quatro adolescentes e um adulto. Danielly, 17, uma das vítimas, morreu.

“O estupro coletivo é um problema muito maior e que permanecia invisível. Há uma dificuldade da polícia e da Justiça de responder a essa violência”, diz Wânia.

Para a antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade de Brasília, o aumento de casos de estupro coletivo é impactante. “É um crime de bando, de um grupo de homens que violenta uma mulher. Essa característica coletiva denuncia o caráter cultural do estupro.”

“É a festa do machismo, de colocar a mulher como objeto. O interesse não é o ato sexual, mas sim ostentar o controle sobre o corpo da mulher”, diz Cerqueira, do Ipea.

O pesquisador é um dos autores de estudo sobre a evolução dos estupros nos registros de saúde. Nele, há breve menção ao crime cometido por dois ou mais homens. Crianças respondiam por 40% das vítimas, 24% eram adolescentes e 36%, adultas.

Em setembro de 2016, J.C., 19, de São Paulo, foi abordada por um homem armado em um ponto de ônibus na zona norte da capital.

Levada até uma favela, foi estuprada por cinco homens durante quatro horas. “Eu chorava e pedia pelo amor de Deus que parassem. Eles me batiam e mandavam eu calar a boca. Fizeram o que quiseram e depois me deixaram numa rua deserta”, contou em relato por e-mail à Folha.

Segundo a psicóloga Daniela Pedroso, do Hospital Pérola Byington (SP), o trauma emocional de uma mulher que sofre estupro coletivo é muito maior, especialmente quando a violência resulta em gravidez –o aborto é legal nessas situações.

“Nesses atos, os criminosos costumam ter práticas concomitantes. O sentimento de vergonha e de humilhação da mulher é muito maior, ela tem dificuldade de falar sobre isso. Às vezes, só relata quando engravida.”

Outro fato que tem chamado a atenção em algumas das ocorrências de estupros coletivos é a gravação e a divulgação de imagens do crime. A Folha pesquisou 51 casos noticiados pela imprensa nos últimos três anos. Em pelo menos 14 foram publicados vídeos em redes sociais.

O caso da menina de 12 anos estuprada no Rio só foi denunciado à polícia quando a tia recebeu as imagens no celular. A garota foi ameaçada para ficar em silêncio.

“É perturbadora essa necessidade que os agressores têm de filmar a violência. É como se fosse um souvenir da conquista”, diz Debora Diniz.

Para Wânia, do USP Mulheres, essa prática parece ter caráter ritualístico. “É o estupro sendo mostrado como troféu”, afirma.