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Paulo destaca rejeição do Congresso Nacional à privatização da Eletrobrás

Por Nill Júnior

O governador Paulo Câmara comemorou hoje (01/12) o levantamento da agência de notícias Reuters comprovando que a maioria dos integrantes do Congresso Nacional é contra a proposta de privatizar o Sistema Eletrobrás, como quer o Ministério de Minas e Energia.

De acordo com a Reuters, três frentes parlamentares contra a a privatização somam, até o momento, 406 deputados e quatro senadores em suas composições, ou cerca de 70 por cento dos integrantes Congresso Nacional.

“Os parlamentares estão conscientes de que essa mudança será prejudicial à população com o aumento da conta de luz e também ao desenvolvimento regional. No caso da Chesf, por exemplo, vamos entregar a gestão das águas do Rio São Francisco a uma empresa privada. Isso é inaceitável”, afirmou Paulo.

De acordo com o governador de Pernambuco, está claro que deputados e senadores vão barrar essa proposta na origem. “Contamos com a sensibilidade dos parlamentares para que essa questão não tenha futuro. Os governadores do Nordeste fizeram a sua parte. E, em toda a região, surgem movimentos parlamentares e da sociedade civil em defesa do Rio São Francisco e da Chesf”.

Outras Notícias

Centrão tenta reduzir espaço do PT na articulação política de Lula e emplacar aliados em ministério e lideranças

Partidos do Centrão articulam a ampliação de sua participação no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tentam reduzir a influência do PT na condução das negociações políticas. Além de ministérios, as legendas buscam espaço em funções de liderança responsáveis pela relação entre o Executivo e o Congresso Nacional. As movimentações […]

Partidos do Centrão articulam a ampliação de sua participação no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tentam reduzir a influência do PT na condução das negociações políticas. Além de ministérios, as legendas buscam espaço em funções de liderança responsáveis pela relação entre o Executivo e o Congresso Nacional.

As movimentações ocorrem em meio às discussões sobre a composição do governo que terá início em janeiro de 2027. Um dos principais interesses do grupo é a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação do Palácio do Planalto com deputados e senadores.

Atualmente comandada pelo ministro José Guimarães (PT-CE), a secretaria participa diretamente das negociações de projetos legislativos e da interlocução sobre emendas parlamentares, o que torna seu comando estratégico para os partidos.

Entre as legendas interessadas na pasta está o Republicanos, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Um dos nomes mencionados para assumir a função é o deputado federal pernambucano Silvio Costa Filho, que comandou o Ministério de Portos e Aeroportos durante o terceiro mandato de Lula.

A possibilidade, entretanto, enfrenta resistência entre integrantes do Palácio do Planalto. Auxiliares do presidente avaliam que transferir a Secretaria de Relações Institucionais ao Centrão ampliaria o controle dessas legendas sobre uma área considerada estratégica para o funcionamento do governo.

Durante o terceiro mandato, a articulação política permaneceu sob responsabilidade de integrantes do PT. Antes de José Guimarães, a pasta foi comandada por Alexandre Padilha e Gleisi Hoffmann.

Além da disputa pela secretaria, representantes de partidos de centro procuram ampliar sua participação na Esplanada dos Ministérios e nas funções de liderança política. A movimentação ocorre diante da necessidade de Lula construir uma base parlamentar para enfrentar uma oposição numericamente fortalecida após as eleições.

As negociações também envolvem o MDB, o PSD e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Parte dessas legendas ocupou ministérios no atual governo, embora tenha adotado posições divergentes em votações do Congresso e durante a disputa presidencial.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi escolhido para iniciar as conversas com as direções partidárias a partir desta terça-feira (3). A orientação do Planalto é ouvir as propostas das legendas antes de definir os espaços que poderão ocupar no próximo mandato.

Do lado governista, a intenção é condicionar a distribuição de cargos a compromissos mais claros de apoio às propostas do Executivo. Lula pretende exigir dos partidos uma estimativa dos votos que poderão assegurar nas principais votações da Câmara e do Senado.

O ministro José Guimarães já defendeu que a participação das legendas no governo seja acompanhada de maior fidelidade parlamentar. A avaliação é que a ocupação de ministérios não deve ocorrer sem compromisso com as pautas da administração federal.

As negociações ainda estão em fase inicial. Não existe decisão anunciada sobre a substituição de Guimarães, a transferência da articulação política para o Centrão ou a distribuição das funções de liderança no próximo governo.

Fonte: O Globo
Foto: Juan Barreto

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Douglas Ruas, que sequer assumiu como governador, quer tirar site crítico do ar

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), tenta retirar do ar um site com conteúdo crítico à sua atuação política antes mesmo de assumir o comando do estado. A informação foi divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna no jornal O Globo. A iniciativa coloca novamente em discussão os limites entre […]

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), tenta retirar do ar um site com conteúdo crítico à sua atuação política antes mesmo de assumir o comando do estado. A informação foi divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna no jornal O Globo.

A iniciativa coloca novamente em discussão os limites entre a proteção da imagem de agentes públicos e o direito à crítica política. A reportagem informa a tentativa de retirada da página, mas não foi possível confirmar, a partir das informações acessíveis, os detalhes do novo pedido ou a existência de uma decisão judicial sobre ele.

Durante a campanha eleitoral, Ruas já havia recorrido à Justiça Eleitoral contra publicações críticas. Em outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) determinou a retirada de um site divulgado durante a disputa pelo governo estadual. Na ocasião, a decisão considerou a existência de propaganda eleitoral negativa e irregularidade na hospedagem da página no exterior.

O episódio anterior, entretanto, não permite concluir que a atual tentativa de retirada tenha os mesmos fundamentos ou envolva o mesmo endereço eletrônico.

Douglas Ruas foi declarado governador eleito do Rio de Janeiro após a retotalização dos votos do primeiro turno, realizada pela Justiça Eleitoral em outubro. A mudança ocorreu depois da anulação dos votos atribuídos ao ex-governador Anthony Garotinho, permitindo que o candidato do PL ultrapassasse 50% dos votos válidos.

Ruas ainda não assumiu o governo estadual. A tentativa de retirada do site, relatada pela coluna, ocorre antes do início de seu mandato.

Fonte: O Globo, coluna de Ancelmo Gois
Foto: Reprodução

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Janones se reúne com Cristina Kirchner na Argentina para discutir apoio à oposição a Milei

O deputado federal André Janones (Rede-MG) se reuniu nesta segunda-feira (2), em Buenos Aires, com a ex-presidente argentina Cristina Kirchner para discutir o apoio à oposição ao presidente Javier Milei nas eleições de 2027. O parlamentar brasileiro participou de encontros com lideranças peronistas para apresentar estratégias de mobilização digital utilizadas na campanha de reeleição do […]

O deputado federal André Janones (Rede-MG) se reuniu nesta segunda-feira (2), em Buenos Aires, com a ex-presidente argentina Cristina Kirchner para discutir o apoio à oposição ao presidente Javier Milei nas eleições de 2027. O parlamentar brasileiro participou de encontros com lideranças peronistas para apresentar estratégias de mobilização digital utilizadas na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Antes da conversa com Cristina Kirchner, Janones se encontrou com o ex-ministro da Fazenda Sergio Massa, derrotado por Milei nas eleições presidenciais de 2023. Massa pretende disputar novamente a Presidência argentina, mas enfrenta a concorrência interna de Axel Kicillof, atual governador da província de Buenos Aires, que também busca representar a oposição.

As eleições presidenciais argentinas estão previstas para outubro de 2027.

Participaram da reunião com Massa os publicitários Rafael Marroquim e Chico Kertesz, que integraram a equipe de comunicação da campanha de Lula em 2026. Os dois também já foram sócios do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira.

Durante o encontro, os participantes discutiram a possibilidade de adaptar à realidade argentina o modelo de mobilização digital utilizado na eleição brasileira, especialmente a atuação organizada de apoiadores nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

Janones ganhou projeção com a criação do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, que reuniu mais de 10,5 milhões de seguidores durante a disputa presidencial. A ferramenta foi utilizada para distribuir conteúdos e coordenar a participação de apoiadores nas plataformas digitais.

A experiência brasileira passou a despertar interesse de grupos políticos de outros países, incluindo movimentos de oposição ao governo argentino. O objetivo das conversas é avaliar como esse modelo poderia ser utilizado nas eleições de 2027.

Apesar das articulações, ainda não há confirmação de que Janones ou os publicitários brasileiros integrarão oficialmente a campanha presidencial argentina.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Divulgação

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Câmara deixa eleitor fora do debate sobre mudança no sistema eleitoral, aponta Dora Kramer

A proposta de mudança no sistema eleitoral brasileiro voltou à pauta da Câmara dos Deputados, mas sem a participação direta dos eleitores nas discussões. A ausência de um debate público mais amplo é criticada pela jornalista Dora Kramer, em coluna publicada nesta segunda-feira (2), na Folha de S.Paulo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), […]

A proposta de mudança no sistema eleitoral brasileiro voltou à pauta da Câmara dos Deputados, mas sem a participação direta dos eleitores nas discussões. A ausência de um debate público mais amplo é criticada pela jornalista Dora Kramer, em coluna publicada nesta segunda-feira (2), na Folha de S.Paulo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pretende avançar ainda neste ano na discussão sobre a adoção do voto distrital misto, modelo que modificaria a forma de eleição de deputados e vereadores. A proposta vem sendo negociada com dirigentes partidários e enfrenta divergências entre as bancadas.

Na avaliação de Dora Kramer, a discussão é necessária para aperfeiçoar o sistema político brasileiro, mas não deveria ocorrer de maneira apressada ou ficar restrita às lideranças do Congresso.

A jornalista questiona a intenção de aprovar uma alteração de grande alcance em menos de dois meses, antes do encerramento dos trabalhos legislativos deste ano. Para ela, o prazo reduzido indica a possibilidade de um acordo entre as cúpulas partidárias, sem que a população compreenda adequadamente as consequências da mudança.

Atualmente, o Brasil utiliza o sistema proporcional de lista aberta para eleger deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. Nesse modelo, os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas influenciam a distribuição das vagas entre os partidos.

O voto distrital misto combina duas formas de escolha. Uma parte dos parlamentares seria eleita diretamente em distritos geográficos, enquanto as demais vagas seriam preenchidas conforme a votação dos partidos, por meio de listas.

Hugo Motta defende que o novo sistema seja implementado em 2034, com uma etapa de transição nas eleições de 2030. A proposta ainda depende de negociações e não existe consenso sobre todos os detalhes de sua aplicação.

A discussão ganhou força depois das eleições de outubro, quando candidatos com votações expressivas contribuíram para ampliar as bancadas de seus partidos. A mudança poderia alterar esse mecanismo de distribuição de cadeiras.

Segundo Dora Kramer, a reação ao desempenho eleitoral de determinados candidatos levanta dúvidas sobre as motivações da reforma. A jornalista considera que a pressa para modificar as regras pode indicar uma tentativa de adequar o sistema aos interesses políticos das legendas.

A proposta também encontra resistência entre parlamentares de diferentes partidos, incluindo PL e PT. As divergências envolvem o modelo de votação, o peso das listas partidárias e os possíveis efeitos sobre a representação política.

Entre os argumentos favoráveis ao voto distrital misto está a possibilidade de aproximar deputados e eleitores, permitindo uma relação mais direta entre representantes e comunidades. Por outro lado, existem preocupações sobre a concentração de poder nas direções partidárias e a representação de grupos que não possuem eleitorado concentrado em determinadas regiões.

Dora Kramer chama atenção para o fato de que as mudanças atingirão diretamente a maneira como os brasileiros escolherão seus representantes, embora não haja, nas articulações apresentadas, uma proposta de participação da população no debate.

A jornalista defende que uma reforma dessa dimensão seja discutida com tempo suficiente, transparência e participação dos eleitores, antes de qualquer decisão definitiva.

Fonte: Folha de S.Paulo, coluna de Dora Kramer
Foto: Reprodução

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Morre Adalberto Farias Cabral, pai de Danilo Cabral e ex-presidente do TCE-PE

Morreu nesta segunda-feira (2), aos 91 anos, Adalberto Farias Cabral, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e pai do ex-deputado federal Danilo Cabral. O falecimento foi lamentado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que divulgou uma nota de pesar. Natural de Surubim, no Agreste pernambucano, Adalberto nasceu em 15 de fevereiro […]

Morreu nesta segunda-feira (2), aos 91 anos, Adalberto Farias Cabral, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) e pai do ex-deputado federal Danilo Cabral. O falecimento foi lamentado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que divulgou uma nota de pesar.

Natural de Surubim, no Agreste pernambucano, Adalberto nasceu em 15 de fevereiro de 1935. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), construiu sua trajetória profissional na política e na administração pública.

Foi deputado estadual a partir de 1979 e ocupou cargos na Prefeitura do Recife, incluindo as secretarias de Serviços Públicos e de Abastecimento. Também presidiu a Companhia de Transportes Urbanos (CTU).

Em agosto de 1988, ingressou no Tribunal de Contas de Pernambuco como conselheiro, após nomeação pelo então governador Miguel Arraes.

Presidiu o TCE-PE em dois períodos, de 1992 a 1993 e de 2000 a 2001. Também exerceu as funções de vice-presidente, corregedor-geral, ouvidor-geral e presidente da Primeira Câmara. Sua aposentadoria ocorreu em fevereiro de 2005.

Adalberto era pai de Danilo Cabral, ex-deputado federal e ex-superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Alepe divulga nota de pesar

A Assembleia Legislativa de Pernambuco divulgou uma nota assinada pelo presidente da Casa, deputado Álvaro Porto, lamentando o falecimento de Adalberto Farias Cabral.

No comunicado, a Alepe destacou a trajetória do ex-parlamentar, sua passagem pelo Tribunal de Contas e os cargos que ocupou na administração municipal do Recife.

A Assembleia também manifestou condolências e solidariedade aos familiares e amigos neste momento de despedida.

O velório e o sepultamento serão realizados no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, entre as 9h e 11h da manhã desta terça feira (3).

O Blog manifesta pesar pelo falecimento de Adalberto Farias Cabral e se solidariza com seus familiares e amigos.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução

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