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Paulo Câmara volta a reclamar do governo Bolsonaro. “As coisas não andam”

Por Nill Júnior

Participando de agenda em Afogados da Ingazeira, por ocasião dos 110 anos do município, o governador Paulo Câmara falou em entrevista à Rádio Pajeú 104,9 FM de temas na área administrativa e política. O maior alvo da entrevista, o governo do presidente Jair Bolsonaro. Leia o que disse Câmara:

Seis meses da segunda gestão

Pernambuco tem buscado não se deixar contaminar por essas confusões que o Brasil vive hoje. Infelizmente o Governo Federal está paralisado, as coisas não andam. Temos pautas importantes em todas as áreas que a gente não vê  nenhum avanço. São raras exceções. A gente vê um ministério como o da Educação onde os retrocessos são muito claros. A Saúde sem nenhum plano com seis meses de governo, sendo hoje o maior desfio. Nessa área de segurança,   os estados tendo que fazer o dever de casa. Estamos atingindo o 19º mês de redução da violência em Pernambuco e não tem uma politica integrada. A gente tem que ter muito pé no chão. Não podemos deixar essa crise federal contaminar Pernambuco. Estamos lançando programas importantes como o 13º do Bolsa Família, o Criança Alfabetizada, o Caminhos de Pernambuco. Estamos buscando os municípios para fazer as parcerias porque no âmbito do Governo Federal se continuar assim a gente vai ter  muito problema nos próximos anos e o país vai continuar numa crise sem precedentes.

Busca por operações de crédito e recursos do Governo Bolsonaro

Estamos aguardando. Temos pautas federativas, mas infelizmente o Governo Federal reduz isso à Reforma da Previdência e quer fazer isso sem Estado e municípios. Isso é muito ruim para o futuro da previdência. Estamos preocupados, mas trabalhando atrás das operações de crédito e convênios. Pernambuco apesar dessa crise tem suas contas equilibradas, tá cumprindo seus compromissos, mas se não tiver uma federação pensando no país como um todo vamos ter vários problemas como estão tendo Rio, Minas, Rio Grande do Sul. Há uma ausência de interlocução federal que possa pensar o futuro. Pela via do Congresso é que a gente vê que pode haver uma discussão mais seria em relação ao federalismo no Brasil.

Estradas

Lançamos o Caminhos de Pernambuco  que envolve um diagnóstico muito preciso das nossas estradas. Pernambuco teve a felicidade de crescer muito na última década com geração de emprego e empreendimentos. Mas isso aumentou a quantidade de caminhões, mais gente circulando, isso trouxe dificuldades na conservação. Esse programa já está em andamento com intervenções para recuperar trechos que estão mais prejudicados. Vamos priorizar muito a recuperação do que já existe, o olhar principal nesse momento, mas não vãos deixar de fazer os projetos, para que tão logo a situação melhore, a gente possa começar obras que ainda não iniciaram. Recuperar o que existe, finalizar o que estava parado e faze os projetos para tão logo que a situação fiscal melhore ter condições de dar ordens de serviço e fazer novas estradas. São R$ 500 milhões  garantidos no programa.

Duplicação do acesso a Afogados

Na última quinta fizemos uma liberação importante para que esse projeto possa avançar e esperamos que agora a gente possa finalizar sem nenhum contratempo, até porque o planejamento está muito mais acertado para que não falte recursos para essa obra de duplicação.

Aeroporto de Serra Talhada

Já investimos muito nele, basta ver que está quase tudo pronto. Realmente ficou faltando o que foi uma exigência posterior da cerca e da drenagem. Isso  fez com que   tivéssemos que fazer novos projetos. Se licitou para fazer os projetos, vai se licitar para fazer as obras. O dinheiro já está garantindo. Houve no final do ano passado ainda uma intervenção do Deputado Sebastião Oliveira  com a possibilidade do repasse de R$ 20 milhões. Temos toda a  condição de deixar pronto ainda esse ano se não aparecer novas exigências. Essa área é muito técnica e muito precisa mas vamos continuar a fazer dentro do nosso planejamento. A Secretária Fernandha está tomando as providências necessárias para tudo. Vamos voltar muitas vezes ao Sertão para inaugurar o e dar condição ao Aeroporto, como inaugurar o Hospital Geral do Sertão Governador Eduardo Campos que fica pronto no início de 2020.

Eleições no Recife e para governador

A população não quer saber agora de eleição, quer saber agora de trabalho, de ajudar os município para superar essa crise. Temos que fazer o discurso necessário para enfrentar o que a gente está vendo ocorrer no Governo Federal. É tanta coisa desnecessária, tanto debate pequeno o Brasil tá fazendo enquanto temas importantes não estão sendo discutidos. Daqui a um ano vamos ter o início de um novo processo eleitoral. A população quer discutir isso lá pra julho e agosto de 2020. Quem quer discutir e antecipar debate eleitoral é a oposição. A população, não. Ela quer que a gente discuta no momento certo. Importante é priorizar o trabalho, finalizar as obras, realizar parcerias com os municípios, para Pernambuco não ser contaminado por essa paralisia que está o Brasil, essa forma de governar que se não for mudada vamos ter problemas no futuro.

Vazamentos do The Intercept

A gente vê com muitas preocupação fatos que se noticiavam lá atrás e hoje tem embasamento de gravações que estão sendo reveladas e mostram a parcialidade de muitas instituições que deveriam ser imparciais. É motivo de preocupação, não vamos pré-julgar mas vamos cobrar cada vez mais que seja investigado, esclarecido e que os eventuais danos que esse tipo de conduta, caso tenha ocorrido, seja devidamente corrigido. Precisa de apuração. Ontem os governadores do Nordeste pediram rigor nessa apuração. Fatos estão sendo revelados toda semana e a gente não vê ainda o andamento adequado para investigações necessárias diante da gravidade dos assuntos abordados nessas gravações.

Outras Notícias

Pesquisa Datafolha em Pernambuco: Paulo Câmara, 35%; Armando Monteiro, 31%

Petebista cresceu seis pontos e socialista, um. Candidatos estão empatados no limite da margem de erro Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (20) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco: Paulo Câmara (PSB): 35% Armando Monteiro (PTB): 31% Julio Lossio (Rede): 3% Ana Patrícia Alves (PCO): 2% Maurício Rands (Pros): 2% Dani Portela (PSOL): 1% Simone […]

Petebista cresceu seis pontos e socialista, um. Candidatos estão empatados no limite da margem de erro

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (20) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco:

Paulo Câmara (PSB): 35%

Armando Monteiro (PTB): 31%

Julio Lossio (Rede): 3%

Ana Patrícia Alves (PCO): 2%

Maurício Rands (Pros): 2%

Dani Portela (PSOL): 1%

Simone Fontana (PSTU): 1%

Branco/nulo: 19%

Não sabe: 6%

Os candidatos Paulo Câmara e Armando Monteiro estão empatados tecnicamente.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”. É o terceiro levantamento Datafolha realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito de 4 a 6 de setembro, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes:

Paulo Câmara (PSB): 34%

Armando Monteiro (PTB): 25%

Julio Lossio (Rede): 2%

Maurício Rands (PROS): 2%

Ana Patrícia Alves (PCO): 1%

Simone Fontana (PSTU): 1%

Dani Portela (PSOL): 1%

Branco/nulo: 26%

Não sabe: 6%

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 1.232 eleitores de 50 municípios de Pernambuco, com 16 anos ou mais

Quando a pesquisa foi feita: 18 e 19 de setembro

Registro no TSE: PE-09351/2018

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

Espontânea:

Na modalidade espontânea da pesquisa Datafolha (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

Paulo Câmara (PSB): 19%

Armando Monteiro (PTB): 13%

Outros: 10%

Branco/nulo/nenhum: 19%

Não sabe: 39%

Rejeição: 

A Datafolha também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:

Simone Fontana (PSTU): 33%

Dani Portela (PSOL): 32%

Paulo Câmara (PSB): 31%

Julio Lossio (Rede): 31%

Ana Patrícia Alves (PCO): 30%

Maurício Rands (PROS): 29%

Armando Monteiro (PTB): 23%

Rejeita todos/não votaria em nenhum: 10%

Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 1%

Não sabe: 9%

Simulações de segundo turno:

Paulo Câmara (PSB): 42% x 39% Armando Monteiro (PTB) (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

A Datafolha também ouviu eleitores em Pernambuco a respeito da disputa para o Senado.

Planalto não comenta reprovação recorde de Temer na Datafolha

Do Estadão Conteúdo O Palácio do Planalto decidiu não se manifestar sobre a mais recente Pesquisa Datafolha, divulgada na madrugada deste domingo (10). Dentre os resultados, a pesquisa revela que 82% dos brasileiros consideram o governo de Michel Temer péssimo ou ruim. O índice torna Temer o presidente mais impopular da história do País, no […]

Foto: Alan Santos/Presidência da República

Do Estadão Conteúdo

O Palácio do Planalto decidiu não se manifestar sobre a mais recente Pesquisa Datafolha, divulgada na madrugada deste domingo (10). Dentre os resultados, a pesquisa revela que 82% dos brasileiros consideram o governo de Michel Temer péssimo ou ruim. O índice torna Temer o presidente mais impopular da história do País, no período pós redemocratização, batendo seu próprio recorde de reprovação. “O Planalto não irá comentar”, retornou a assessoria ao ser perguntada sobre esse e outros pontos da pesquisa.

O estudo mostra que a greve dos caminhoneiros e a lenta retomada da economia aumentaram em 12 pontos porcentuais a taxa de reprovação da gestão Temer – a reprovação de 82% de Temer supera a reprovação do presidente na última mostra do instituto, divulgada no dia 15 de abril, que foi registrada em 70%.

Após a paralisação dos caminhoneiros, apenas 3% consideram a gestão de Temer ótima ou boa e 14%, regular. O índice de rejeição de Temer bate o de Dilma Rousseff, que em agosto de 2015 atingia 71% entre os brasileiros.

Um outro dado também sem resposta do Planalto foi o alto índice de rejeição ao eventual candidato indicado por Temer nas eleições de outubro. O Datafolha mostra que uma indicação do presidente Michel Temer levaria 92% dos eleitores a não votarem em um candidato.

As questões enviadas à Presidência pela reportagem perguntavam, em resumo, sobre se a baixíssima popularidade de Temer não fragiliza ainda mais o governo, que precisa adotar várias ações até o fim de sua gestão para poder equilibrar as contas públicas; sobre uma avaliação da percepção da população quanto às ações adotadas pelo governo para conter a paralisação dos caminhoneiros; e sobre o cenário para as eleições, especificamente quanto à viabilidade da candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) à Presidência, que, por ora, tem a marca do governo.

Para o Senado, João Paulo tem 29% e Fernando Bezerra Coelho, 19%

Na corrida pela vaga do Senado, o candidato do PSB, Fernando Bezerra Coelho (PSB) subiu seis pontos percentuais em relação à última pesquisa IPMN – de 13% das intenções de voto para 19%. Enquanto isso, o candidato adversário do PT, João Paulo, caiu um ponto percentual, ficando com 29%. Oscilação está dentro da margem de […]

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Na corrida pela vaga do Senado, o candidato do PSB, Fernando Bezerra Coelho (PSB) subiu seis pontos percentuais em relação à última pesquisa IPMN – de 13% das intenções de voto para 19%. Enquanto isso, o candidato adversário do PT, João Paulo, caiu um ponto percentual, ficando com 29%. Oscilação está dentro da margem de erro – de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Pelos dados, o petista continua como favorito, com dez pontos percentuais de vantagem sobre o socialista.

O cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Adriano Oliveira, um dos coordenadores da pesquisa, avalia como natural esse crescimento de Fernando Bezerra Coelho, uma vez que o seu candidato ao Governo do Estado, Paulo Câmara (PSB), também teve um salto vertiginoso. “Historicamente, esse é um movimento esperado. O governador tende a puxar o candidato ao Senado”, pontuou.

O bom desempenho de Bezerra Coelho, que tem no Sertão pernambucano sua origem e reduto eleitoral, aconteceu justamente no território menos identificado com sua figura. O candidato socialista saltou de 9% para 17% de intenção de votos entre os eleitores do Recife. Na Região Metropolitana, o mesmo resultado. Saiu de 7% para 16%.

No entanto, João Paulo continua a ter folga em regiões como a capital (41%), municípios metropolitanos (36%), Zona da Mata (23%) e Agreste (27%). Em duas delas – Recife e Agreste – o petista, inclusive, cresceu alguns pontos percentuais: quatro e três, respectivamente. A variação, porém, pode ter sido em decorrência da margem de erro.

Para o cientista político Adriano Oliveira, assim como na eleição para governador do Estado, a corrida em direção ao Senado tende a ser definida pelos votos oriundos da Região Metropolitana do Recife. Nesse ponto, João Paulo, por ter sido prefeito do Recife por dois mandatos e deixado a função com alto índice de aprovação, apresenta certa vantagem em relação a Fernando Bezerra Coelho.

Adentrando mais profundamente em Pernambuco, o candidato socialista continua segurando o bastão da liderança. No Sertão e região do São Francisco, Fernando Bezerra Coelho tem 27% e 55%, respectivamente. Nessas regiões, o petista aparece com 17% e 12%, na mesma ordem.

O percentual dos que ainda não se posicionaram na eleição para o Senado continua alto. A soma de branco/nulo/indecisos mais o de não sei/não respondeu chega a 50% do total de entrevistados. Apenas quatro pontos percentuais a menos do que a última pesquisa, publicada no final de julho. “Trata-se de uma margem muito grande para o candidato conquistar nas semanas que se seguem antes da eleição de 5 de outubro”, ressalta Adriano Oliveira.

São José do Egito: Câmara define comissões e vereador se licencia para integrar gestão Romério

A definição aconteceu entre parlamentares da situação e oposição. Presidentes, relatores e membros foram definidos. São quatro comissões permanentes: Legislação, Justiça e Redação Final;Finanças e Orçamento; Educação, Saúde e Assistência; e Obras e Serviços Públicos. Com base no Regimento Interno, não poderiam compor os quadros das comissões o presidente da Casa e os suplentes em […]

A definição aconteceu entre parlamentares da situação e oposição. Presidentes, relatores e membros foram definidos.

São quatro comissões permanentes: Legislação, Justiça e Redação Final;Finanças e Orçamento; Educação, Saúde e Assistência; e Obras e Serviços Públicos.

Com base no Regimento Interno, não poderiam compor os quadros das comissões o presidente da Casa e os suplentes em exercício. Assim, onze parlamentaresestavam aptos para ocupar os cargos. No Poder Legislativo, até o momento da votação,apenas um assento estava sendo ocupado por suplente.

Após votação em plenário, a
Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final ficou com José Albérico Nunes de Brito (presidente), Damião Gomes Leite (relator) e David Teixeira de Deus (membro).

A Comissão de Finanças e Orçamento ficou com a presidência de David Teixeira de Deus, tendo ainda José Albérico Nunes de Brito (relator) e Flávio Roberto de Araújo Jucá (membro).

A Comissão de Educação, Saúde e Assistência foi fechada com Damião Gomes Leite (presidente), Rogaciano Jorge de Souza Leite (relator) e José Ferreira Neto (membro).

Por fim, a Comissão de Obras e Serviços Públicos com Flávio Roberto de Araújo Jucá (presidente), Rogaciano Jorge de Souza Leite (relator) e Damiao Gomes Leite (membro).

O vereador Ed Ek Borja solicitou licença para assumir cargo na gestão Romério Guimarães. Quem assumiu a sua vaga foi Adernal Ned (Bal de Riacho do Meio).

Rejeitados habeas corpus de presos após atos antidemocráticos 

O ministro Lewandowski aplicou jurisprudência de que não cabe HC contra decisões da Corte. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedidos de liberdade em favor de dois invasores dos prédios dos Três Poderes no dia 8 deste mês. O relator negou seguimento aos Habeas Corpus (HCs) 224085 e 224125. As defesas […]

O ministro Lewandowski aplicou jurisprudência de que não cabe HC contra decisões da Corte.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou pedidos de liberdade em favor de dois invasores dos prédios dos Três Poderes no dia 8 deste mês. O relator negou seguimento aos Habeas Corpus (HCs) 224085 e 224125.

As defesas buscavam a revogação de suas prisões sob alegação de lesão à garantia de locomoção e liberdade dos investigados. Os HCs foram impetrados contra decisão do ministro Alexandre de Moraes no Inquérito (INQ) 4879, que apura atos antidemocráticos.

Decisão

O ministro Lewandowski entendeu que o pedido não deve prosseguir. Ele aplicou entendimento consolidado do STF na Súmula 606, e reafirmado pelo Plenário, no sentido da impossibilidade da tramitação de habeas corpus contra ato de órgão colegiado da Corte ou de qualquer ministro. Leia a íntegra da decisão no HC 224085 e no HC 224125.