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Partidos rejeitam proposta do PT de aliança de esquerda

Por André Luis
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Do Estadão Conteúdo

O PCdoB, o PDT e o PSOL, que manifestaram apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula no julgamento do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), afirmam que não vão aderir à proposta do PT de uma “ampla” aliança de esquerda na eleição presidencial deste ano. Apesar de defender o direito de Lula se candidatar novamente ao Planalto, os dirigentes partidários ouvidos pelo Estado disseram que não vão desistir das candidaturas próprias, o que deve pulverizar o campo ideológico na disputa.

Ao insistir na candidatura de Lula, a Executiva Nacional do PT aprovou resolução que defende “uma ampla e sólida aliança” da esquerda em torno do líder petista. O documento foi divulgado na quinta-feira passada, um dia depois de a 8.ª Turma do TRF-4 confirmar a condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e ampliar a pena imposta a Lula para 12 anos e 1 mês de prisão. Com a condenação pelo colegiado, a tendência é de que Lula – líder nas pesquisas de intenção de voto – seja enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fique inelegível.

O PT promete levar a candidatura do ex-presidente até às últimas consequências, mas os antigos aliados PCdoB e PDT não aceitam abrir mão das pré-candidaturas presidenciais da deputada gaúcha Manuela D’Ávila e do ex-ministro Ciro Gomes, respectivamente.

O PSOL convidou para ser candidato à Presidência o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, nome ligado a Lula. Se aceitar, Boulos repetirá a estratégia de voo solo que o PSOL adota desde sua fundação, em 2004, fruto de uma dissidência da legenda petista.

“O PT é um partido que sempre buscou hegemonia. Nunca tive a ilusão de que eles poderiam apoiar o Ciro. Se não for o Lula, eles vão lançar outro candidato”, disse Cid Gomes, ex-ministro da Educação no governo Dilma Rousseff e irmão de Ciro. “O PT quer lançar uma frente contando que o candidato seja deles. Tem sido a prática nos últimos anos”, afirmou o vice-presidente do PDT e líder da bancada na Câmara, André Figueiredo (CE).

Na avaliação de dirigentes desses partidos, a decisão judicial na segunda instância da Operação Lava Jato piorou as condições para Lula se candidatar sem questionamentos na Justiça Eleitoral Com isso, acreditam que o eleitor em busca de nomes de oposição ao governo Temer tende a encontrar alternativas em outros partidos.

Bancadas

Ao lançar um candidato próprio, essas siglas buscam, fora da órbita petista e sem espaço no governo federal, manter suas bancadas na Câmara dos Deputados, o que lhes garante acesso a recursos públicos.

“Nossa pré-candidatura está consolidada. A Manuela vai expressar nossos pontos de vista. Temos a estratégia de afirmar a identidade do PCdoB”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ex-ministro do Esporte nos governos Lula e Dilma. “Torcemos para que Lula tenha o direito de concorrer, mas, independentemente de ele ser candidato ou não, nós teremos a Manuela”, disse o deputado.

PSOL e PDT planejam oficializar seus pré-candidatos no início de março. Boulos tem até o dia 11 de março para responder ao convite do PSOL, mas o partido afirma que terá um nome próprio, mesmo que o líder do MTST decida não entrar na disputa. “Nossa mobilização pelo direito de Lula ser candidato não redundará numa aliança eleitoral. Guardamos diferenças profundas programáticas e de princípios com o PT”, disse o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros.

“A candidatura caminha celeremente para ser a do Boulos. A tendência é ele se candidatar de qualquer forma. Uma coisa foi a luta contra o impeachment e contra a condenação do Lula, porque achamos que não havia provas. Outra coisa é termos um programa político e ideológico alternativo”, afirmou o deputado Ivan Valente (SP).

Ciro se recupera de uma cirurgia de septo nasal e deve ser aclamado como futuro candidato do PDT em evento programado para o dia 8 de março. Ele tem intensificado a participação em eventos políticos, como vem fazendo a deputada Manuela D’Ávila – que participou de encontro com sindicalistas e políticos em Belo Horizonte (MG) na sexta-feira passada e deve cumprir agenda em São Paulo após o carnaval.

Fora do espectro de alianças imaginado pelo PT, a Rede já lançou a pré-candidatura de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula. Marina é apontada por pesquisas de intenção de voto como potencial beneficiária da ausência do ex-presidente nas urnas, apesar de manter distância do PT e ter sido adversária de Dilma nas duas últimas eleições presidenciais, pelo PV e pelo PSB.

Marina e seu partido não aderiram à defesa pública de Lula. Ao contrário, divulgaram uma nota “exortando o avanço de todas as denúncias de corrupção apresentadas pelo Ministério Público, sem nenhuma distinção partidária e ideológica”.

Outras Notícias

Ministério aciona Anac após cancelamentos de voos às vésperas do segundo turno das eleições

O Ministério de Portos e Aeroportos acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste domingo (25), após relatos de cancelamentos de voos que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A pasta também solicitou esclarecimentos às companhias aéreas e determinou o acompanhamento da situação nos aeroportos ao longo […]

O Ministério de Portos e Aeroportos acionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste domingo (25), após relatos de cancelamentos de voos que poderiam prejudicar o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A pasta também solicitou esclarecimentos às companhias aéreas e determinou o acompanhamento da situação nos aeroportos ao longo do dia.

Em comunicado divulgado pela manhã, o ministério informou que três decolagens haviam sido canceladas por motivos operacionais, segundo informações prestadas pelas empresas responsáveis. Os passageiros teriam sido reacomodados em outras aeronaves.

Posteriormente, a Anac informou a identificação de quatro cancelamentos de voos com destino ao Nordeste entre sábado (24) e domingo (25). As ocorrências envolveram as companhias Gol, Azul e Latam.

Entre os voos afetados estão uma ligação entre Porto Alegre e Salvador, duas operações da Azul com destino ao Recife, partindo de Brasília e Maceió, e um voo da Latam entre Guarulhos e Maceió.

De acordo com a agência reguladora, as ocorrências estão dentro dos padrões habituais da aviação comercial. A Anac afirmou não ter identificado anormalidades no funcionamento da malha aérea nacional.

Diante da repercussão dos cancelamentos, a agência encaminhou, às 8h50 deste domingo, ofícios às três companhias solicitando informações urgentes sobre as providências adotadas para a reacomodação dos passageiros.

O Ministério de Portos e Aeroportos informou que a estrutura aeroportuária brasileira dispõe de condições para manter as operações regulares durante o processo eleitoral. Segundo a pasta, mais de 3 mil decolagens são realizadas diariamente no país.

O governo federal afirmou que continuará acompanhando a movimentação nos aeroportos para identificar eventuais problemas e cobrar medidas que permitam o deslocamento dos eleitores.

Até a atualização divulgada pela Anac, não havia indicação de cancelamentos fora da normalidade operacional nem comprovação de que as suspensões tivessem motivação eleitoral.

Fonte: Diário de Pernambuco

Foto: Reprodução

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Fachin vota em Brasília e defende respeito à vontade popular no segundo turno das eleições

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou na manhã deste domingo (25), em Brasília, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Após registrar seu voto, o magistrado destacou a importância da participação popular e defendeu o respeito ao resultado das urnas. Fachin chegou por volta das 11h ao Centro de Ensino […]

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou na manhã deste domingo (25), em Brasília, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Após registrar seu voto, o magistrado destacou a importância da participação popular e defendeu o respeito ao resultado das urnas.

Fachin chegou por volta das 11h ao Centro de Ensino Fundamental 214 Sul, na Asa Sul da capital federal, acompanhado da esposa, Rosana Fachin. O ministro conversou com jornalistas e ressaltou que a escolha dos representantes políticos deve refletir a vontade dos eleitores.

Em sua declaração, o presidente do STF lembrou que a autoridade dos governantes tem origem na soberania popular e que as decisões tomadas nas urnas devem ser respeitadas pelas instituições.

O magistrado também destacou a atuação da Justiça Eleitoral na organização do pleito, elogiando a segurança, a transparência e a condução dos procedimentos de votação em todo o país.

Fachin agradeceu o trabalho dos mesários, presidentes de seção, juízes e demais profissionais envolvidos na realização das eleições. Segundo ele, esses trabalhadores desempenham uma função essencial para assegurar o exercício do voto.

O presidente do Supremo fez ainda uma referência aos eleitores que comparecem voluntariamente às urnas, especialmente jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

Ao comentar o encerramento do processo eleitoral, Fachin afirmou que o próximo presidente terá responsabilidades constitucionais a cumprir a partir do resultado da votação.

“Portanto, a eleição e o segundo turno terminam hoje, e isso significa que, a partir de amanhã, os desafios aguardam os escolhidos”, declarou.

O segundo turno deste domingo define a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A votação ocorre até as 17h, pelo horário de Brasília, quando terá início a divulgação dos resultados.

Fonte: O Globo
Foto: Bernardo Lima

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“Vitória de Lula será construída voto a voto”, afirma Humberto Costa após votar no Recife

O senador reeleito por Pernambuco, Humberto Costa (PT), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Após participar da votação do segundo turno das eleições presidenciais, o parlamentar manifestou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a […]

O senador reeleito por Pernambuco, Humberto Costa (PT), votou na manhã deste domingo (25), na Escola Brigadeiro Eduardo Gomes, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Após participar da votação do segundo turno das eleições presidenciais, o parlamentar manifestou confiança na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a Presidência com Flávio Bolsonaro (PL).

Humberto chegou ao local de votação por volta das 10h. Ao comentar a campanha do segundo turno, destacou a mobilização dos apoiadores de Lula nas últimas semanas e afirmou acreditar que o trabalho realizado poderá influenciar o resultado das urnas.

“O povo brasileiro sabe o que está em jogo. Rodamos muito, conversamos com as pessoas, e o que a gente sente nas ruas é que o Brasil quer seguir avançando”, declarou o senador.

Humberto também afirmou estar confiante em uma vitória do presidente, que busca mais um mandato no Palácio do Planalto. Segundo ele, o comparecimento dos eleitores será decisivo para o resultado da disputa.

“Hoje, o povo vai às urnas para garantir a continuidade do trabalho do presidente Lula, e a vitória vai ser construída voto a voto. Eu tenho certeza de que nós vamos vencer esta eleição”, acrescentou.

O parlamentar também projetou uma votação expressiva para Lula em Pernambuco, estado onde o presidente conta com o apoio de lideranças do PT e de partidos aliados.

Após votar no Recife, Humberto Costa segue para São Paulo, onde deverá acompanhar a apuração dos votos ao lado do presidente Lula e de integrantes de sua campanha.

Fonte: Diário de Pernambuco.

Foto: Ilana Costa

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Líder do governo no Senado, Teresa Leitão vota em Olinda e destaca defesa da democracia e da soberania nacional

A senadora por Pernambuco e líder do governo Lula no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), votou neste domingo (25), em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na ocasião, a parlamentar destacou a importância da soberania nacional, da democracia e das políticas públicas no debate eleitoral. Aliada […]

A senadora por Pernambuco e líder do governo Lula no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), votou neste domingo (25), em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Na ocasião, a parlamentar destacou a importância da soberania nacional, da democracia e das políticas públicas no debate eleitoral.

Aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição contra Flávio Bolsonaro (PL), Teresa tem participado das mobilizações políticas em defesa da continuidade do atual governo federal.

No sábado (24), a parlamentar esteve em uma carreata de apoio a Lula em Olinda, ao lado de outros representantes do PT e de partidos aliados. A mobilização percorreu bairros como Bairro Novo, Casa Caiada, Rio Doce e Jardim Atlântico, com encerramento no Largo do Amparo.

Teresa Leitão assumiu a liderança do governo no Senado em junho deste ano, após a saída de Jaques Wagner (PT-BA). Desde então, passou a atuar na articulação de propostas consideradas prioritárias pelo Palácio do Planalto, incluindo mudanças na jornada de trabalho e medidas relacionadas à segurança pública.

Primeira mulher eleita para representar Pernambuco no Senado Federal, Teresa também tem atuação política ligada à educação, aos direitos sociais e à participação feminina nos espaços de poder.

Fonte: Blog do Mário Flávio

Foto: Reprodução

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Eleições 2026: primeiros resultados no exterior mostram vantagem de Lula na Oceania e em parte da Ásia; Flávio Bolsonaro vence no Japão e na Tailândia

Os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no exterior, divulgados neste domingo (25), mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em países como Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura. O candidato do PL, por sua vez, registra ampla vantagem no […]

Os primeiros resultados do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 no exterior, divulgados neste domingo (25), mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL) em países como Austrália, Nova Zelândia, China, Coreia do Sul e Singapura. O candidato do PL, por sua vez, registra ampla vantagem no Japão e também aparece à frente em outras localidades asiáticas.

Os números foram obtidos a partir dos boletins de urna disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a votação já terminou em parte da Ásia e da Oceania, devido à diferença de fuso horário, os resultados dessas seções começaram a ser conhecidos ainda durante a madrugada no Brasil.

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos, o equivalente a 80,54% dos votos válidos, contra 101 votos (19,46%) de Flávio Bolsonaro. Na Austrália, o petista também ficou à frente, com 6.017 votos, enquanto o adversário somou 3.465.

Na Coreia do Sul, Lula alcançou 148 votos (64,35%), contra 82 (35,65%) de Flávio. Em Singapura, o presidente recebeu 213 votos, diante de 121 do candidato do PL.

O Japão apresenta o cenário oposto. Flávio Bolsonaro conquistou 28.538 votos (80,08%) nos boletins inicialmente contabilizados, enquanto Lula recebeu 7.098 (19,92%). O candidato do PL também ficou à frente nas Filipinas, com 39 votos contra 27, e na Tailândia, com 60 contra 56.

Na Malásia, a diferença foi pequena: Flávio recebeu 44 votos, enquanto Lula obteve 41, segundo um dos levantamentos dos boletins eleitorais.

Os dados também mostram diferenças importantes no tamanho do eleitorado de cada país. A votação japonesa, por exemplo, tem peso muito maior na soma dos votos do exterior do que os resultados registrados em países com poucas dezenas ou centenas de eleitores.

Ao todo, 918.876 brasileiros estão aptos a votar fora do país, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo o TSE. A votação no exterior é organizada pela Justiça Eleitoral brasileira, com a participação do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e do Ministério das Relações Exteriores.

Os resultados conhecidos até o momento são parciais e não representam a totalização oficial da eleição. A divulgação consolidada pelo TSE está prevista para depois das 17h, horário de Brasília, quando termina a votação em território nacional.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução

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