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Os novos planos de lançamento de ‘Dark Horse’, o polêmico filme sobre Jair Bolsonaro

Por Michael Andrade

“Dark Horse”, filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, só deve chegar aos cinemas brasileiros em 2027. Apesar de já ter obtido um registro inicial na Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção ainda precisa concluir etapas para exploração comercial, passar pela classificação indicativa e ser dublada antes do lançamento no país.

A nova previsão foi apresentada pela Europa Filmes, responsável pela distribuição do longa no Brasil. Segundo o diretor-geral da empresa, Wilson Feitosa, o filme está finalizado, mas o processo necessário para colocá-lo comercialmente nas salas de cinema ainda não foi concluído.

“Dark Horse” já obteve o Registro de Obra Estrangeira (ROE) na Ancine. O documento, entretanto, funciona como uma etapa inicial e não representa autorização definitiva para exibição comercial.

A produção ainda precisa obter o Certificado de Registro de Título (CRT), também emitido pela Ancine, e passar pela classificação indicativa do Ministério da Justiça antes de chegar ao circuito brasileiro.

Outro fator que interfere no cronograma é a dublagem. O filme tem aproximadamente 1 hora e 40 minutos, diálogos em inglês e elenco predominantemente estrangeiro. A Europa Filmes pretende disponibilizar cópias dubladas em português para a exibição nacional.

Segundo a coluna de Malu Gaspar, de O Globo, um trailer destinado ao mercado brasileiro já foi editado e dublado, mas a previsão é de que ele seja divulgado somente depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.

A estratégia busca afastar a produção da reta final da campanha eleitoral e reduzir o risco de questionamentos na Justiça Eleitoral. O filme retrata principalmente a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018 e tem o ator norte-americano Jim Caviezel no papel do ex-presidente.

Além das questões comerciais e burocráticas, “Dark Horse” está no centro de investigações sobre seu financiamento.

Um relatório da Polícia Federal tornado público por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, revelou que o plano de negócios apresentado para o longa trabalhava com projeções consideradas elevadas pelos investigadores.

O documento previa três cenários para a arrecadação nas bilheterias: US$ 45 milhões no cenário pessimista, US$ 70 milhões no conservador e US$ 100 milhões no otimista.

A própria Polícia Federal comparou as projeções ao desempenho de “Minha Mãe é uma Peça 3”, que arrecadou aproximadamente R$ 120 milhões, equivalentes à época a cerca de US$ 30 milhões, e é apontado como o maior resultado de bilheteria do cinema nacional.

Na avaliação registrada pela PF, o cenário mais otimista projetado para “Dark Horse” superaria em mais de três vezes esse resultado. Os investigadores apontaram que o descompasso entre as projeções e os parâmetros do mercado justificava o aprofundamento da apuração sobre a viabilidade econômica e a destinação dos recursos. A avaliação, por si só, não representa constatação de crime.

Outro ponto analisado pelas investigações é a distribuição das despesas do filme. Uma perícia privada contratada pela própria Go Up Entertainment, produtora responsável pela obra, calculou um custo total de aproximadamente R$ 75 milhões.

Desse montante, cerca de R$ 54,2 milhões, correspondentes a 72% das despesas declaradas, teriam sido gastos nos Estados Unidos. Os outros R$ 20,9 milhões foram atribuídos à produção no Brasil.

Os gastos no exterior incluem desenvolvimento do projeto, pré-produção, filmagens e pós-produção. A documentação financeira das despesas realizadas nos Estados Unidos, contudo, tornou-se um dos pontos de interesse da Polícia Federal.

A produtora americana informou que não autorizaria a entrega de sua documentação contábil e bancária diretamente às autoridades brasileiras sem um procedimento formal de cooperação internacional ou determinação da Justiça dos Estados Unidos.

A perícia privada sustenta que os recursos analisados têm origem privada e afirma não ter identificado utilização de dinheiro público no material examinado. O laudo, porém, foi contratado pela própria produtora, limitou suas conclusões à documentação disponibilizada e não identificou individualmente todos os investidores responsáveis pelos aportes.

As investigações ganharam força depois da divulgação de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sobre recursos destinados à produção.

Flávio já confirmou que participou da busca de financiamento privado para o filme e nega irregularidades ou qualquer contrapartida relacionada aos recursos. A Polícia Federal segue apurando a origem, o caminho e a destinação do dinheiro.

Com a estreia agora projetada para 2027, a Europa Filmes ainda não definiu uma data específica para o lançamento nacional.

Fonte: O Globo/Malu Gaspar
Foto: Foto: Marcelo Camargo | Reprodução

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Outras Notícias

Serra: prefeitura entrega sete novos veículos e ensiladeira

O prefeito Luciano Duque entregou na manhã desta segunda-feira (18) sete novos veículos para reforçar a frota da Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, além de uma máquina ensiladeira à Secretaria de Agricultura Familiar e Recursos Hídricos. Foram entregues um ônibus escolar adquirido através do Programa Caminhos da Escola; […]

O prefeito Luciano Duque entregou na manhã desta segunda-feira (18) sete novos veículos para reforçar a frota da Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, além de uma máquina ensiladeira à Secretaria de Agricultura Familiar e Recursos Hídricos.

Foram entregues um ônibus escolar adquirido através do Programa Caminhos da Escola; um Fiat Strada adquirido com recursos próprios para apoio às creches e escolas da zona urbana,  uma Sprinter através do programa Parceiro do Idoso, via Banco Santander.

Ainda uma Sprinter para o Centro de Atendimento a Usuários de Drogas (CAUD), através de financiamento do Programa Amigo de Valor do Banco Santander, um carro Fiat para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), financiada pelo Itaú Social e dois carros Fiat adquiridos com recursos do Governo Federal para atender o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Na oportunidade, além dos sete veículos entregues, a máquina ensiladeira adquirida através do Projeto Proinf foi repassada pela Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos para o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano de Serra Talhada.

“Estamos entregando mais um ônibus para que nossas crianças possam ir e vir em veículos adequados, porque esse é o nosso desejo e compromisso, e desde que assumimos a gestão passamos a adotar o fim do pau de arara, oferecendo transporte de qualidade para os estudantes”, disse o prefeito Luciano Duque destacando a entrega de mais um ônibus escolar.

Luciano Duque segue pré-campanha a deputado pelo Recife

O ex-prefeito de Serra Talhada, no Sertão do Estado, e pré-candidato a deputado estadual Luciano Duque (PT) anunciou, nesta terça-feira (17), o apoio que recebeu de um importante grupo do segmento cultural: a Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambuco (Artepe). Segundo Duque, o atual e ex-presidente da entidade, Taveira Junior e Feliciano Félix, respectivamente, […]

O ex-prefeito de Serra Talhada, no Sertão do Estado, e pré-candidato a deputado estadual Luciano Duque (PT) anunciou, nesta terça-feira (17), o apoio que recebeu de um importante grupo do segmento cultural: a Associação dos Realizadores de Teatro de Pernambuco (Artepe).

Segundo Duque, o atual e ex-presidente da entidade, Taveira Junior e Feliciano Félix, respectivamente, o receberam em Recife e declararam o apoio da ARTEPE ao projeto político que o pré-candidato vem construindo em Pernambuco com vistas às eleições 2022.

“Receber o apoio deste importante segmento cultural aumenta ainda mais a nossa responsabilidade, mas ao mesmo tempo mostra que tudo o que construímos nos dá credibilidade para empunharmos a bandeira da cultura pernambucana”, afirmou o petista em postagem nas redes sociais.

O fato e a foto: chuva e verde dão contornos únicos à Catedral de Afogados

O fisioterapeuta e leitor do blog Marcel Nogueira nos brinda com essa bela imagem da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, brindada pela chuva que caiu essa tarde. O ângulo com uma árvore a frente criou um efeito especial fantástico, somado á vegetação que circunda a Praça Arruda Câmara. A […]

O fisioterapeuta e leitor do blog Marcel Nogueira nos brinda com essa bela imagem da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, brindada pela chuva que caiu essa tarde.

O ângulo com uma árvore a frente criou um efeito especial fantástico, somado á vegetação que circunda a Praça Arruda Câmara.

A Catedral foi construída a partir do Padre Carlos Cottart, que também era arquiteto. O altar-mor em etilo gótico da Catedral foi construída por artistas de Carnaíba, os mestres Elípio e Agrício.

Em 1012, há 106 anos, o padre registrou no livro de tombo da Paróquia que a construção deu um trabalho excessivo. “Os recursos são fracos, a generosidade pouca, explicável mais por falta de dinheiro do que por má vontade. Quando cheguei encontrei a Igreja em estágio inicial em 1910”, disse.

Os trabalhos começaram em maio de 1911. “Demolimos a capela velha por partes e se elevaram os pilares”, disse Padre Carlos. Depois de anos, o templo foi finalmente entregue. A Catedral é reconhecida como uma das mais belas de Pernambuco e do interior do Nordeste, sempre elogiada por turistas e visitantes dos mais diversos cantos do país.

“Não venham cobrar em dois anos e meio o que não fizeram quando tiveram a chance”, diz Raquel Lyra

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), divulgou nesta quinta-feira (10) um vídeo em suas redes sociais em que faz um balanço das ações de sua gestão, rebate críticas da oposição e defende a importância da aprovação do empréstimo de R$ 3 bilhões para investimentos no estado. “Não venham aqui querer cobrar da gente em […]

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), divulgou nesta quinta-feira (10) um vídeo em suas redes sociais em que faz um balanço das ações de sua gestão, rebate críticas da oposição e defende a importância da aprovação do empréstimo de R$ 3 bilhões para investimentos no estado.

“Não venham aqui querer cobrar da gente em dois anos e meio aquilo que tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram. Muito pelo contrário, roubaram a nossa esperança, prometeram muito e não fizeram”, afirmou Raquel.

Sem citar nomes diretamente, a governadora criticou adversários que, segundo ela, tentam barrar avanços por interesses políticos.

“Enquanto a gente está aqui falando sobre futuro, sobre trabalho e entrega, tem gente que pensa em voto todo dia, quer colocar Pernambuco para trás e impedir o desenvolvimento do nosso estado, pensando que quanto pior, melhor.”

Raquel Lyra defendeu a obtenção de recursos via empréstimo para aplicar em áreas prioritárias como saúde, segurança, infraestrutura e abastecimento de água.

“Aqueles que não querem que a gente tome o empréstimo, porque são R$ 3 bilhões na nossa mão e a gente sabe fazer obra, digam para eles que vai dar certo”, declarou, ao lado de aliados políticos.

A governadora destacou obras e ações executadas nos dois anos e meio de gestão, citando o uso das águas do Rio São Francisco, recuperação de estradas, construção de creches, cozinhas comunitárias, maternidades, barragens e novas escolas.

“A mudança já começou”, disse, reforçando que não permitirá que o governo se desvie de seus objetivos: “Nada vai desviar a gente do nosso foco, da nossa missão, do nosso propósito de fazer o pernambucano poder ser mais feliz no seu chão.”

Ao final do vídeo, Raquel também mencionou o crescimento político do seu partido, destacando a filiação de 69 prefeitos e projetando ampliar essa base para 80 com a articulação do prefeito de Caruaru Rodrigo Pinheiro que se filiou ao partido.

A fala da governadora acontece em meio a debates na Assembleia Legislativa sobre o projeto de empréstimo de R$ 3 bilhões proposto pelo Executivo estadual. A proposta enfrenta resistência de parte da oposição, que cobra maior detalhamento sobre a destinação dos recursos.

TCE e MPCO orientam Poder Público sobre retomada de atividades

O Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas expediram no último dia 28 de setembro, a Recomendação Conjunta TCE/MPCO nº 10/2020, com a finalidade de atualizar publicações anteriores e de viabilizar a retomada de algumas atividades públicas interrompidas pela pandemia da Covid-19, mantendo-as em harmonia com as orientações das autoridades de saúde do Estado de Pernambuco. […]

Edificio sede Tribunal Contas

O Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas expediram no último dia 28 de setembro, a Recomendação Conjunta TCE/MPCO nº 10/2020, com a finalidade de atualizar publicações anteriores e de viabilizar a retomada de algumas atividades públicas interrompidas pela pandemia da Covid-19, mantendo-as em harmonia com as orientações das autoridades de saúde do Estado de Pernambuco.

A primeira delas diz respeito a não realização de licitações, dispensas e inexigibilidades destinadas a festividades, comemorações, shows e eventos esportivos, ou que sejam voltadas à propaganda e marketing, exceto se relacionadas à publicidade legal dos órgãos e entidades ou essenciais à área de saúde.

Os processos licitatórios não relacionados ao enfrentamento do novo coronavírus e de seus efeitos poderão ocorrer, desde que observada a motivação e avaliada a oportunidade e o cenário econômico. Em todos os casos, devem ser obedecidos os limites e as vedações contidas na Lei Complementar nº 173/2020, na legislação eleitoral e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O pregão eletrônico deve ser usado como regra para licitações destinadas a aquisições de bens e a contratações de serviços comuns, incluindo os de engenharia, sendo adotada a forma presencial apenas em casos excepcionais e devidamente justificados.

As contratações de obras ou serviços não comuns, inclusive os de engenharia – ressalvadas as hipóteses previstas na Lei nº 13.979/2020 sobre as medidas de enfrentamento à pandemia – devem acontecer mediante licitação, preferencialmente na modalidade Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC Eletrônico). A regra deve seguir o que diz a Medida Provisória nº 961/2020, que trata do assunto.

LICITAÇÕES PRESENCIAIS – Nos casos excepcionais, devem ser adotadas medidas de prevenção e proteção à saúde dos seus servidores e dos particulares envolvidos no processo, preparando-os e instrumentalizando-os com ferramentas para auxiliar no desempenho das suas funções dentro das restrições impostas pelo distanciamento social.

Para isso, ao menos deve ser observada a preparação de ambiente presencial adequado para o número de participantes, atendendo às diretrizes sanitárias e de saúde pública e aos decretos estaduais e municipais que impõem restrições e requisitos à aglomeração e aos trabalhos presenciais.

As licitações presenciais devem acontecer mediante transmissão virtual, em sala aberta ao público, garantindo-se a publicidade e transparência do ato. Os documentos apresentados deverão ser digitalizados e disponibilizados pela internet, garantindo o direito ao contraditório e ampla defesa por parte de interessados e licitantes.

Em todas as situações devem ser cumpridos os protocolos de segurança e prevenção, assim como as determinações das autoridades sanitárias competentes, devendo as normas municipais prevalecer sobre as estaduais apenas nos casos em que forem mais restritivas.

Provas de concursos públicos podem ser realizadas desde que atendidas as hipóteses de admissão permitidas pela Lei Complementar nº 173/2020, ou seja, para reposições decorrentes de vacâncias de cargos efetivos ou vitalícios; ou relacionadas às medidas de combate à pandemia e cuja vigência e efeitos não ultrapassem a sua duração. No edital devem estar especificadas todas as medidas para atendimento dos protocolos de segurança, previstas na Recomendação Conjunta.

As novas orientações do TCE e do MPCO revogam ainda as Recomendações Conjuntas TCE/MPCO nº 03/2020, TCE/MPCO nº 07/2020 e a TCE/PGJ nº 01/2020.