O fato e a foto: tempo fechado pinta cenário em Serra Talhada
Por Nill Júnior
A imagem foi cedida por Gilva Godoy ao blog e mostra a Praça Sérgio Magalhães, com a Matriz de Nossa Senhora da Penha ao fundo contornadas por nuvens carregadas de chuva.
Além das belas imagens que o período proporciona, a volta das chuvas em áreas sertanejas confirma uma previsão do ano passado. Algumas cidades no Sertão do São Francisco, por exemplo, tiveram chuvas muito fortes esses dias. No Pajeú, eles devem aumentar de intensidade.
Meteorologistas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), como Roni Guedes, afirmaram que o primeiro trimestre de 2020 seria de chuva no Sertão do São Francisco.
“A previsão climática para janeiro, fevereiro e março é que nós teremos chuva acima da média na região do Sertão, após vários anos secos. Então, a tendência é que haja um pouco de recuperação da seca que vem assolando a região nos último anos”, disse o especialista.
Para as demais regiões sertanejas, o cenário também é otimista em todos os estudos apresentados. Que se confirmem. Deixa a chuva cair!
O jornalista Reinaldo Azevedo revelou na noite desta segunda (15) que o procurador Deltan Dallagnol pediu R$ 38 mil para o ex-juiz Sergio Moro. O dinheiro, que seria de propriedade da 13ª Vara Federal em Curitiba, então conduzida por Moro, seria destinado ao pagamento de um vídeo de promoção do pacote conhecido por “10 medidas […]
O jornalista Reinaldo Azevedo revelou na noite desta segunda (15) que o procurador Deltan Dallagnol pediu R$ 38 mil para o ex-juiz Sergio Moro.
O dinheiro, que seria de propriedade da 13ª Vara Federal em Curitiba, então conduzida por Moro, seria destinado ao pagamento de um vídeo de promoção do pacote conhecido por “10 medidas anticorrupção”, que seria veiculado na Rede Globo.
Segundo o jornalista, que fez a reportagem em parceria com Leandro Demori, do Intercept Brasil, em 16 de janeiro de 2016, Deltan enviou a seguinte mensagem a Moro:
“Você acha que seria possível a destinação de valores da Vara, daqueles mais antigos, se estiverem disponíveis, para um vídeo contra a corrupção, para as 10 medidas, que será veiculado na Globo. A produtora está cobrando apenas custos de terceiro, que dariam uns R$ 38 mil.”
Em outra mensagem, Deltan acrescentou: “Seguem o roteiro e orçamento, caso queira olhar. O roteiro vai sofrer alteração ainda. Avalie de maneira livre e se achar que vai arranhar a imagem da Lava Jato de alguma forma, nem nós queremos.” Moro respondeu em 17 de janeiro de 2016: “Se for os 38 mil, acho que é possível. Deixe ver na terça e te respondo.”
“Ilegal, imoral e indecente”, avaliou Azevedo. “Não importa se o dinheiro foi dado ou não. Ele aceitou dar. Corrupção passiva e corrupção ativa. Basta a expectativa de vantagem para que a pessoa seja considerada criminosa, desde que esteja usando o bem público ou para comprar alguém ou para se vender.”
Azevedo explicou ainda que a 13ª Vara de Curitiba dispõe de dois tipos de recursos: um enviado pelo Conselho Nacional de Justiça, que envia o dinheiro para tribunais regionais que, por sua vez, distribuem para as varas. O outro tipo de recurso são de depósitos judiciais e multa provenientes das condenações.
“Juiz concordar em dar dinheiro público para financiar publicidade [autopromoção] é ilegal”, disse Azevedo. E escancara, continuou o jornalista, “mais uma vez as relações impróprias entre procurador e juiz na Lava Jato.” A produtora era privada.
O historiador Frederico Pernambucano de Mello, da Academia Pernambucana da Letras, especialista em conflito rural e cangaço, apresentará em Serra Talhada dia 15 de dezembro, às 19h, no Auditório do CDL, palestra original intitulada A Serra e o Tigre, falando do combate da Serra Grande, situada entre os atuais municípios de Serra Talhada e Calumbi. […]
O historiador Frederico Pernambucano de Mello, da Academia Pernambucana da Letras, especialista em conflito rural e cangaço, apresentará em Serra Talhada dia 15 de dezembro, às 19h, no Auditório do CDL, palestra original intitulada A Serra e o Tigre, falando do combate da Serra Grande, situada entre os atuais municípios de Serra Talhada e Calumbi.
O combate aconteceu em 26 de novembro de 1926, envolvendo um contingente da então Força Pública de Pernambuco e o bando do cangaceiro Lampião, combate considerado o maior em todos os tempos do ciclo histórico do cangaço e que acaba de completar 90 anos.
Haverá projeção de imagens históricas e o início das discussões tendentes à criação do futuro Parque Histórico Estadual da Serra Grande do Pajeú. Haverá provocação para que lideranças locais e também a plateia se manifestem sobre a proposta, que começou a ser idealizada.
Frederico é tido como um adas maiores autoridades sobre a história do cangaço no Brasil. Tem várias publicações sobre o período histórico e participações em inúmeros documentários e programas de TV. Informações e inscrições no Senac ou CDL Serra Talhada. Fones : (87) 3831-1389 ou (87) 3831-2367.
Estadão O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi vaiado e xingado de “bandido” e “ladrão” por passageiros do voo da Gol que o trouxe de Curitiba para o Rio nesta sexta-feira, dia 24. Cerveró estava preso havia um ano e meio na capital do Paraná por conta da operação Lava Jato. Ele ficará de […]
O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró foi vaiado e xingado de “bandido” e “ladrão” por passageiros do voo da Gol que o trouxe de Curitiba para o Rio nesta sexta-feira, dia 24.
Cerveró estava preso havia um ano e meio na capital do Paraná por conta da operação Lava Jato. Ele ficará de tornozeleira eletrônica em uma residência em Petrópolis, na Região Serrana do Estado do Rio, como parte do seu acordo de delação.
O ex-diretor aterrissou no Aeroporto Internacional do Galeão por volta das 12h e deixou a pista de pouso num veículo da Polícia Federal que o esperava. Ele será escoltado até Petrópolis. Cerveró não passou, portanto, pela área de desembarque do aeroporto, onde era aguardado por diversas equipes de reportagem.
A professora Benely dos Santos, de 56 anos, que estava no mesmo voo, contou que os passageiros tomaram conhecimento da presença de Cerveró na aeronave ainda em Curitiba por conta da movimentação de jornalistas no aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana da capital do Paraná.
Os passageiros se mantiveram em silêncio até a aterrissagem no Rio. “Quando pousamos o pessoal não se conteve. Começou a fotografar e a gritar ‘bandido!’, “ladrão!’. É uma revolta com a impunidade. Ele fez o que fez e volta ao Rio com privilégios. Tinha que encarar a sociedade e devolver tudo o que roubou”, disse.
Vereadores não ajudam a melhorar imagem no Pajeú É impressionante como nos últimos dias, vereadores fizeram força para piorar sua imagem já tão desgastada junto à opinião pública. Pra todo lado na região, há exemplos que justificam a revolta de boa parte da população com o legislativo, reforçando o discurso, em parte equivocado, de que […]
É impressionante como nos últimos dias, vereadores fizeram força para piorar sua imagem já tão desgastada junto à opinião pública. Pra todo lado na região, há exemplos que justificam a revolta de boa parte da população com o legislativo, reforçando o discurso, em parte equivocado, de que “vereador não serve pra nada”.
Em tese, quando se vota em um vereador, o eleitor está depositando nele a certeza de que o representará, a partir dos princípios e propostas defendidos em campanha, nas inúmeras pautas que norteiam o debate legislativo, na obrigação de fiscalizar o executivo, acompanhar e votar leis, fazer proposições, muito, mas muito além do mero artifício dos requerimentos, votos de aplauso e de pesar, que dominam parte das casas.
Ora, se o eleitor vota num projeto, o que dirá o votante tabirense depois do deplorável episódio que teve como símbolo o vereador Dicinha do Calçamento? Se, a partir das palavras de uma familiar amplamente divulgada nas redes, não honra nem a própria palavra, como poderá representar um dos 1.017 eleitores – foi o segundo mais votado – no parlamento?
Na Cidade das Tradições, também ficou faltando Didi de Heleno explicar como foi o “voto do coração” em Nelly, já que o valor supostamente pago a Dicinha envolvia a volta do vereador, depois de garantir apoio a Aldo Santana.
Em Iguaracy, o vereador Simão fincou o pé em um acordo para eleger Odete Baião, contra o vereador de seu bloco, Fábio Torres. Fidelidade zero por fidelidade nenhuma, os governistas pescaram o vereador Manoel Olímpio, que há pouco mais de uma semana havia dito a esse blogueiro que a oposição venceria as eleições e que Zeinha Torres “não respeitava os vereadores”.
Em São José do Egito, vazou um áudio com a voz do vereador Albérico Thiago (PR) onde chama Tadeu do Hospital de “vendável”, inclusive citando que ele teria recebido dinheiro das mãos do atual Presidente Antônio Andrade, prometendo votar em Albérico Thiago. Revelou ainda que Tadeu teria recebido um automóvel Golf mesmo dizendo que não vende o voto.
Nessas negociatas região afora, chegou ao blog o caso de um vereador que justificou quando cobrado pelos vereadores sobre a quebra de acordo: “vou mudar porque todo mundo tem carro baixo aqui menos eu”, antes de morder R$ 20 mil….
O problema é que, a levar em contas o que sempre se especulou, esse toma lá dá cá imoral e nada republicano sempre existiu. A diferença é que agora perdeu-se totalmente a vergonha de expor isso. Os acordos estão escancarados, sem nenhum pudor, muito menos respeito com o eleitor. Tem prefeito que se ver na antessala o capeta e um vereador, chama primeiro o coisa ruim pra despachar no gabinete.
E não para por aí. Se for pra trás, tem a recente polêmica protagonizada por Zé Negão e Wellington JK em Afogados, na história do pagamento dos contratados da campanha, a história divulgada nessa mesma coluna do “valor de tabela “ de um vereador para apoiar candidatos e até do carnaibano Preguinho, flagrado com a moto da Câmara indo para um jogo de futebol, sem carteira e ainda dizendo que não poderia ser punido porque era vereador.
Tá na hora de entidades da classe como UVP e COPAP chamarem atenção desses parlamentares. Chamar na catraca, numa expressão mais direta e alertar os parlamentares para o mal que isso tem causado à categoria, nivelada por baixo por conta desse tipo de comportamento.
Outro apelo é para os próprios órgãos de controle. A compra de votos continua desenfreada, favorecendo acordos escusos depois. Quem comprou, quer receber com esse tipo de expediente. Isso também afugenta potenciais candidatos, que não entram para não jogar seu nome na vala comum.
No mais, o MP deve estar atento, vereador que vende o voto e o que compra estão cometendo crimes. O que compra, corrupção ativa; já o que solicita e recebe, corrupção passiva. Não importa a origem do dinheiro, caracteriza-se corrupção pelo fato de ser em razão do cargo.
Ao menos, já há sinais de que a PF começará averiguar corrupção no interior, olhando também para o legislativo.
Claro, há muito vereador decente, honesto, coerente. Mas a proporção desses episódios e a exposição na mídia está engolindo a repercussão da agenda legislativa positiva. Ou acaba esse expediente ou a imagem do vereador se acaba…
Prefeitos que fizeram Presidente
No Pajeú, dentre os prefeitos que estão vendo ou verão aliados na Presidência das Câmaras da região, Evandro Valadares (Rogaciano Jorge), Tânia Maria (Rosinei), Zeinha Torres (Manoel Olímpio), Luciano Duque (Manoel Enfermeiro), José Patriota (Igor Mariano), Djalma Alves (Bujão) e Tião de Gaudêncio (Lau).
Não emplacaram
Sebastião Dias é aliado de Nely (pero no mucho) e queria Aldo Santana. Em Tuparetama, Danilo Augusto continuará a frente da casa contra vontade de Sávio Torres e Gleibson Martins receberá o bastão de Nêudo da Itã, ambos oposição a Anchieta Patriota.
“Mulher macho”
Irmã do vereador Dicinha do Calçamento, Edilene Oliveira garante que não compartilhou por vontade própria o áudio de sua lição moral ao vereador, por sua quebra de palavra e voto em Nely no vira desvira vira. “Alguém pegou meu celular e enviou sem meu consentimento”. Promete apurar. Mas registre-se, no universo machista em que vivemos, não faltou quem saísse com a frase: “ela foi mais macho que ele e muito”.
Respire, inspire
Alessandro Palmeira não mente quando diz que tem protagonismo, espaço e participação na gestão Patriota, da qual é vice. Na última vez em eu esteve na Rádio Pajeú, foi fortemente assessorado por Rodrigo Lima, com dados estatísticos que iam dos projetos em execução à origem do universo. Em dado momento, no intervalo, ainda recebeu um telefonema de aliado dizendo que estava falando muito ofegante. Tem até “personal respiration”. Vixe…
“É pra lá”
Em Carnaíba, veículos do Detran foram flagrados sendo guiados na contramão. O resultado é o que você vê no vídeo: o senhor Gerônimo Andrade se dirige até os fiscais e avisa para onde devem apontar a venta.
Mas eles podem
Alerta leitor que o Artigo 29 inciso 7, do Codigo Nacional de Trânsito permite a carros de fiscalização circular em mão contrária. Então tá.
Quebra corrente
Pela primeira vez em anos, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira não deve pagar os salários de dezembro dentro do mês. A equipe econômica gerida por Ney Quidute conseguiu equacionar o pega, estica e puxa vários meses, mas agora, com um 13º no meio, não deu. Deve sair até dia 6.
Um eito!
Você acha que são muitos os pre candidatos em sua cidade? Em Serra Talhada, são pelo menos 15! Querendo a benção de Luciano Duque, Márcia Conrado, Márcio Oliveira, Faeca Melo, Sinézio Rodrigues, André Maio, Marcos Godoy , Marcos Oliveira, Thehunnas Peixoto, Cristiano Menezes e Zé Raimundo.
Vá contando
Na oposição, Victor Oliveira, Carlos Evandro, Valdemar Oliveira, o próprio Sebá, sem falar em nomes como Marquinhos Dantas, um nome da Direita Serra Talhada e outro que possa aparecer por estar achando pouco. Ô viúva desejada…
Frase da semana: “Eu odeio traidor!”
Do prefeito de Iguaracy, Zeinha Torres, em recado ao vereador Simão, que votou na oposição contra sua vontade na terça, o obrigando a compor com Manoel Olimpio (PTB).
Do site ASSERPE – Entrevista concedida a Léa Renata – Revista Movimentto Criada desde 1987, a Associação de Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe) acompanha e incentiva o desenvolvimento do setor em todo o Estado. Trabalhando em conjunto com seus associados, a entidade oferece uma série de serviços que têm a finalidade de […]
Do site ASSERPE – Entrevista concedida a Léa Renata – Revista Movimentto
Criada desde 1987, a Associação de Empresas de Rádio e Televisão de Pernambuco (Asserpe) acompanha e incentiva o desenvolvimento do setor em todo o Estado. Trabalhando em conjunto com seus associados, a entidade oferece uma série de serviços que têm a finalidade de valorizar e engrandecer a radiodifusão da capital ao Interior, além de defender os interesses das emissoras e dos radiodifusores.
Nesta entrevista, o atual presidente, Nivaldo Alves Galindo Filho, Nill Júnior, que está há dois anos à frente da Asserpe, destaca ações da sua gestão, fala das vantagens de ser um associado, bem como dos desafios diante da pandemia da Covid-19 e quais as perspectivas para o futuro.
O senhor faz dois anos que está à frente da Asserpe. O que destacaria na sua gestão durante esse período?
Eu destacaria a reafirmação do papel da radiodifusão em um momento tão determinante. O nosso ciclo foi afetado diretamente pela pandemia da Covid-19 e, por conta disso, tivemos que reforçar o diálogo virtual. Realizamos grandes encontros. Fizemos um trabalho importante no processo das eleições, orientando e prestando serviço em parceria com as principais instituições, reforçando o papel do rádio e da TV em meio à pandemia. As campanhas institucionais de valorização do rádio e da TV. A criação do Dia do Rádio em Pernambuco, a partir do último 6 de abril, porque o rádio nasceu nessa data em 1919, através da Rádio Clube de Pernambuco. Nós conseguimos, dentro da lei das datas importantes do estado, emplacar a promulgação da Lei 16.241 e a criação do Dia Estadual do Rádio. Destaco também a valorização do meio, maior capacitação. Mesmo diante desse período que estamos vivendo, foram grandes avanços, do ponto de vista institucional. Do ponto de vista administrativo, tivemos a modernização da ASSERPE, em parceria com o Escritório de Mídia, uma construção da Diretoria. Saímos da antiga sede para um empresarial moderno, com capacidade para receber os radiodifusores e as reuniões da diretoria, além dos encontros do CONAR, através de sua 8ª Câmara.
Quais os benefícios de um associado?
Para o associado, o grande benefício é estar antenado com as demandas, as pautas da radiodifusão, além da defesa intransigente dos seus direitos e luta por novas conquistas. A gente, por exemplo, não pode falar em migração da rádio AM, que está se modernizando e indo para a banda FM, sem falar do poder que as associações estaduais e a ABERT tiveram nisso. A flexibilização da Voz do Brasil, principalmente na pandemia. A digitalização da TV e uma melhor relação com o ECAD. Todos esses passos nascem do papel das associações estaduais e ABERT.
Estamos vivendo um momento delicado devido à pandemia da Covid-19. Sabemos que a comunicação impressa, principalmente, vem sofrendo com isso e muitos jornais estão fechando as portas. No caso do rádio e da TV, houve um impacto grande também? Se sim, quais?
De um lado há o reflexo econômico, que toda a atividade sofre. Mas o protagonismo que o rádio e a TV tiveram nessa pandemia também gerou oportunidades. Sou radiodifusor do interior, conheço a estrutura das rádios estado adentro e posso dizer, com toda certeza, que nenhuma emissora fechou na pandemia. Tivemos dificuldades, muitas aderiram aos programas de suporte do Governo Federal. Mas rádio soube sobreviver a isso. Algumas rádios até aproveitaram esse momento para gerar oportunidades na divulgação do delivery, nos serviços que eram prestados remotamente, além do papel sublime de salvar vidas. O Brasil e Pernambuco, especificamente, devem muito à TV e ao rádio. Eu diria que, dadas as circunstâncias, o pior já passou. Os nossos veículos continuam, claro, com suas peculiaridades regionais, mas, em linhas gerais, esse período fortaleceu o rádio, que cresceu em audiência, assim como a TV. E esse crescimento se refletiu, de alguma forma, no mercado publicitário, que passou a valorizar mais essas ferramentas. Ao contrário do impresso, quando a gente já sabia que era, na verdade, um caminho sem volta, diante dos custos de impressão, quando você tem custos reduzidos nas plataformas digitais. O rádio e a TV souberam aproveitar as plataformas digitais, se mantiveram, resistiram e venceram. Em linhas gerais, o protagonismo deles os salvou na pandemia.
A Asserpe pôde ajudar, de alguma forma, para diminuir esse impacto?
A Asserpe foi um canal de diálogo com, por exemplo, o ECAD, que tem a cobrança sobre o direito autoral. Ainda há muito a caminhar, mas demos alguns passos. Também no diálogo com o Governo Federal, na cobrança para que o nosso meio fosse essencial. Como serviço essencial na pandemia temos acesso facilitado a eventuais linhas de crédito, por exemplo. Também lutamos para que a radiodifusão fosse abraçada pelos programas de suporte, bem como promovemos capacitação dos radiodifusores para que eles soubessem como agir e lidar com a pandemia, além da posição política que a Asserpe tomou quando era convocada pelos veículos que sofreram ameaças nesses tempos tão difíceis. Enfim, a Asserpe foi uma parceira presente, direta e constante ao lado da radiodifusão.
Quais as perspectivas para o futuro?
Sou otimista por natureza. Eu confesso que vejo um grande futuro para o rádio e a TV. Esses veículos têm vivido uma metamorfose impressionante. Há emissoras de rádio em Pernambuco que vendem não o espaço comercial na rádio, vendem o espaço na rede social, por exemplo, pelo protagonismo nas outras plataformas. O rádio agrega valor às redes sociais. Então, você tem rádios multiplataformas hoje, que se colocam entre as maiores do país em várias cidades, isso sem perder a essência do rádio, que é o carro-chefe. O brasileiro não desacostumou de ouvir rádio, os pernambucanos estão entre os que mais escutam rádio no país, segundo pesquisa Kantar Ibope. Nunca se ouviu tanto rádio nos últimos anos como agora, em meio a esse tempo. Porque o rádio informa, presta serviço, não tem fake news, dá entretenimento. Eu não tenho dúvidas de que nós já estamos no futuro. O rádio já vive, já alcança essa condição de um veículo do futuro, aliás sempre foi o veículo que mais se adaptou às novas tecnologias. E a TV aumentou seu protagonismo. Juntos, a TV e o rádio salvaram muitas vidas nessa pandemia. Talvez aqui ou acolá, nas cidades mais adentro do Interior, o rádio precise avançar um pouco mais, mas a Asserpe tem sido uma entidade próxima justamente para nivelar esse conhecimento. Tem estado junto desses veículos. Assim, viva a TV e o Rádio de Pernambuco!
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