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O fato e a foto: há 50 anos, cheia do Rio Pajeú assustou sertanejos

Por Nill Júnior

Por Iedo Ferraz Lima*, com fotos do professor Dierson Ribeiro

As fotografias são da grande cheia registrada no Rio Pajeú no mês de abril de 1967. Por meio delas, podemos visualizar algumas ruas de Serra Talhada que foram alagadas devido ao aumento das águas.

Naquele dia, os moradores serra-talhadenses ficaram amedrontados o transbordamento. Cinquenta anos se passaram e, alguns habitantes mais velhos da cidade presenciaram aquela grande cheia, que jamais será esquecida.

O Rio Pajeú nasce na Serra da Balança, Município de Brejinho, próximo à divisa entre os estados da Paraíba e Pernambuco.

Ele percorre um longo trecho de 347 km até desaguar no Velho Chico. É a maior bacia hidrográfica do estado de Pernambuco, abrangendo os municípios de Afogados da Ingazeira, Carnaíba, Calumbi, Flores, Floresta e outros municípios sertanejos.

*Iedo Ferraz Lima é triunfense e reside em Paulo Afonso -BA. É servidor do MP baiano.

Outras Notícias

Política e organização sociocultural na contemporaneidade

Por Augusto César Acioly* Hoje mais do que nunca, vivemos num mundo interconectado, na qual as sociabilidades e a Cultura Política, ao que tange à maneira de relacionar-se com o exercício da cidadania e do jogo político sofreu mudanças sensíveis. Acho que tal percepção relaciona-se diretamente, com um processo que se encontra em movimento na sociedade […]

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Print da resolução. Fonte: Movimento Fiscaliza Afogados

Por Augusto César Acioly*

Hoje mais do que nunca, vivemos num mundo interconectado, na qual as sociabilidades e a Cultura Política, ao que tange à maneira de relacionar-se com o exercício da cidadania e do jogo político sofreu mudanças sensíveis.

Acho que tal percepção relaciona-se diretamente, com um processo que se encontra em movimento na sociedade afogadense e foi irradiado após a polêmica da elevação do subsidio dos vereadores, para além da legalidade da aprovação da matéria, o que muito dos cidadãos que questionam esta matéria, está a legitimidade que encerra tal ação do nosso legislativo municipal.

O que percebemos como uma das novidades de todo este processo é a organização-movimento que tal questão acabou suscitando, respondendo de certa maneira as novas estratégias de organização que vem caracterizando outra sensibilidade e cultura política de mobilização da comunidade que transpõe as instancias clássicas de agremiação seja partidos, sindicados ou qualquer outro tipo de entidade representativa de segmento social. Fórmula que pelo menos do ponto de vista histórico forjou-se naquilo, que podemos conceituar como modernidade (a partir do século XIX).

A lógica que influenciou este coletivo liga-se a uma forma de ordenação em rede ou teia, onde os indivíduos lançando mão de toda a parafernália tecnológica existente podem exercer diretamente sem supostos representantes, de uma atitude cidadã, congregando e construindo um conjunto de demandas que envolva a maior quantidade de pessoas, isto de alguma forma tem tirado o sono dos nossos políticos tradicionais, que parece não ter ainda compreendido esta nova maneira de fazer política.

Exemplos, de como este processo se propagam na sociedade pode ser vislumbrado, a partir de grupos como a Raiz, aqui no Brasil movimento cidadanista e o Podemos na Espanha, que acabam conformando e influenciando uma nova forma de experimentar e praticar a política, sem as hierarquizações clássicas dos partidos e dentro de uma lógica de relação sócio-política mais horizontalizada.

Onde existe o coletivo e não exclusivamente lideres tanto os cientistas políticos, sociais e historiadores, compreende este fenômeno como algo ligado à própria lógica do mundo pós-moderno e de avanço da Democracia enquanto, um valor e ideal onde os espaços decisivos devem de alguma maneira passar pela ação direta, o que com certeza além de proporcionar um revigoramento do processo de buscas coletivas para as demandas que aflige a sociedade, contribuindo decisivamente no exercício de uma educação e prática cidadã efetivas postulados irrevogáveis de qualquer sociedade democrática.

Neste caso, o fiscaliza Afogados esta sintonizado, pelo menos ao que parece com os anseios que produzem tais movimentos. Aliado a este despertar de cidadania, num contexto de questionamento da atividade política tradicional, a novidade encontra-se na forma como eles veem se organizando, ao mesmo tempo em que lançam questões sobre a maneira como os políticos devem se portar.

O movimento para que continue a ter vitalidade não deve pontuar só à questão do aumento ou não do subsidio, mas deve orientar-se na compreensão de que a atividade politica e cidadã, como o próprio nome do coletivo traz, devem exercer o papel da fiscalização permanente e colaboração tanto na promoção de novas maneiras de compreender o processo político, como também, colaborar na condução dos destinos da cidade, debate que deve ser estabelecido dentro de uma orientação radicalmente democrática.

O dinamismo do movimento não se encerra como podemos perceber na articulação na esfera do debate politico, pois a discussão pública já promoveu a produção de dois curtas-metragens, capitaneado pelo agitador cultural e cineasta, William Tenório, que através de uma linguagem estética e cinematográfica profusa, aliado a captação da realidade e o uso do recurso da ironia, têm de alguma maneira desaguado num elemento condensador na ativação de uma militância conectada com estas novas formas de compreender o papel político na comunidade.

O fiscaliza Afogados tem uma grande responsabilidade política e sociocultural, uma vez que contribuir para trazer uma mentalidade que pense a associação e a vida nas cidades com algo democrático e plural, elementos essenciais em momentos históricos como estes em que vivemos uma crise institucional, e por tal motivo não podemos nos dá ao luxo de regredimos em alguns avanços que amealhamos nas últimas décadas.

*Augusto César Acioly é Doutor em História e professor universitário

Ministério Público arquiva impugnação da candidatura de Rogério Leão

do Farol de Notícias Nessa sexta-feira (25) o pedido de impugnação de candidatura do ex-prefeito de São José do Belmonte foi arquivado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE),  e encaminhou o registro ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). O pedido de impugnação foi feito por um candidato a deputado estadual do PTB que em seguida retirou a […]

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do Farol de Notícias

Nessa sexta-feira (25) o pedido de impugnação de candidatura do ex-prefeito de São José do Belmonte foi arquivado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE),  e encaminhou o registro ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). O pedido de impugnação foi feito por um candidato a deputado estadual do PTB que em seguida retirou a ação.  

“Recebi esta informação dos meus advogados e fiquei muito feliz porque se restabelece a verdade dos fatos. Eu vinha repetindo que não tenho nenhuma decisão colegiada que impede minha candidatura. Vinha repetindo que as minhas contas como gestor não apresentam dolo, apenas erros formai. Vinha repetindo que não tinha 11 processos como foi propagado porque cada vez que recorria gerava um outro processo. Alguns não quiseram enxergar isso. Portanto, o Ministério Público Eleitoral agiu conforme a lei e vou seguir coma minha campanha mais aliviado”, disse Rogério Leão.

Segundo ele, até agora não foi possível entender as razões que levaram o candidato petebista, Álvaro Porto, a pedir o indeferimento da sua candidatura e depois recuar. “Devia esta satisfação ao povo de Pernambuco. Agora tudo está esclarecido”, declarou Rogério Leão.

Prefeitura de Afogados da Ingazeira vai criar abrigo público para idosos após acordo com o MPPE

PRIMEIRA MÃO O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Prefeitura de Afogados da Ingazeira assinaram um acordo para que o município crie um abrigo público para idosos, chamado oficialmente de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Esse abrigo vai substituir o que era administrado pela Associação de Saúde Vale do Pajeú (ASAVAP), que […]

PRIMEIRA MÃO

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Prefeitura de Afogados da Ingazeira assinaram um acordo para que o município crie um abrigo público para idosos, chamado oficialmente de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI).

Esse abrigo vai substituir o que era administrado pela Associação de Saúde Vale do Pajeú (ASAVAP), que estava passando por problemas graves de administração e estrutura. Por causa disso, a Justiça colocou a Prefeitura como responsável temporária pelo local, até que a situação fosse resolvida.

Pelo acordo, a Prefeitura precisa:

Iniciar em até 30 dias o processo para desapropriar o imóvel onde hoje funciona o abrigo (ou seja, torná-lo oficialmente da Prefeitura);

Concluir essa desapropriação em até 90 dias;

E, depois disso, criar e colocar para funcionar o novo abrigo público em até 180 dias (seis meses).

Enquanto o novo abrigo não fica pronto, o município deve continuar cuidando normalmente dos idosos, garantindo alimentação, higiene, remédios e acompanhamento psicológico, sem interromper o serviço.

O Ministério Público vai acompanhar de perto o cumprimento do acordo e pode até acionar a Justiça se a Prefeitura não cumprir o que prometeu.

O promotor de Justiça Thiago Barbosa Bernardo e o prefeito Alessandro Palmeira assinaram o documento nesta quarta-feira (6). O acordo foi publicado no Diário Oficial do MPPE desta sexta-feira (7).

Iguaracy: Posto de atendimento Bradesco deixa clientes na mão, diz blog

A equipe de reportagem do Blog Tv Web Sertão esteve na Rua Hercílio de Carvalho Veras, as margens da PE-292 que corta a cidade de Iguaracy, onde ouviu a população sobre os inúmeros transtornos causados pela má operacionalidade do posto de atendimento Bradesco na cidade. Com o fechamento da Agência do Banco do Brasil que […]

A equipe de reportagem do Blog Tv Web Sertão esteve na Rua Hercílio de Carvalho Veras, as margens da PE-292 que corta a cidade de Iguaracy, onde ouviu a população sobre os inúmeros transtornos causados pela má operacionalidade do posto de atendimento Bradesco na cidade.

Com o fechamento da Agência do Banco do Brasil que deixou os clientes a “ver navios”, o Bradesco aproveitou o ensejo para ganhar espaço na cidade. Ao instalar o Posto de Atendimento com caixa eletrônico, a população acreditou que transferindo seus vencimentos para o Bradesco, os problemas com os saques seriam resolvidos.

Porém, o que se tem registrado, é que quando se tem dinheiro, o caixa está quebrado, quando o caixa está operante, não tem dinheiro, o que obriga os clientes a buscarem a agência que fica no município vizinho de Afogados da Ingazeira.

Os clientes além de pagar caro para locomoção, consequentemente acabam realizando suas compras no município vizinho, o que acaba prejudicando o comércio local, porque o dinheiro deixa de circular no município de Iguaracy.

Uma opção que vem “salvando a lavoura”, como diz o ditado popular e também reforçado pelo comerciante Júnior Pierre, é a existência de um correspondente Bradesco que fica localizado na loja Lara Confecções bem ao lado do posto de atendimento.

Porém, como a movimentação financeira deste correspondente é pequena, para se conseguir realizar um saque é preciso madrugar na porta da loja, chegando ao ponto de muitos terem que amanhecer na fila.

Quando o dinheiro acaba, é preciso esperar alguém realizar um pagamento para novamente voltar ao atendimento. “Fazem milagre (…) se o cidadão tiver paciência de esperar a menina aqui fazer uma mágica, beleza, se não tiver, vai ter que ir para Afogados receber o dinheiro e gastar por lá mesmo”, disse Pierre que é um dos comerciantes locais prejudicado pelo mau atendimento Bradesco na cidade.

Pernambuco de Todas as Paixões: Governo divulga espetáculos que receberão recursos após Edital

Sertão emplacou apoio para espetáculos em Custódia, Floresta Petrolina e Orobó. Grupos de Sertânia e Santa Maria tiveram pendências  O Governo do Estado, através da Secult-PE e Fundarpe, torna público o resultado da primeira fase (análise preliminar) do 7º Edital Pernambuco de Todas as Paixões, que, neste ano, destinará até R$ 460 mil para a […]

Fruto da luta do ator custodiense Humberto Guerra, O Cristo da Paixão será encenado mais uma  vez
Fruto da luta do ator custodiense Humberto Guerra, O Cristo da Paixão será encenado mais uma vez

Sertão emplacou apoio para espetáculos em Custódia, Floresta Petrolina e Orobó. Grupos de Sertânia e Santa Maria tiveram pendências 

O Governo do Estado, através da Secult-PE e Fundarpe, torna público o resultado da primeira fase (análise preliminar) do 7º Edital Pernambuco de Todas as Paixões, que, neste ano, destinará até R$ 460 mil para a realização de espetáculos cênicos que retratam aspectos da vida de Jesus Cristo com encenações durante a Semana Santa.

Um total de 28 propostas, oriundas de várias regiões do Estado, foram protocoladas. Destas, 16 foram habilitadas e seguem no processo de seleção.

Dentre as habilitadas, algumas sertanejas.  A Associação e Movimento Comunitário Aliança, coordenado pelo ator Humberto Guerra conseguiu emplacar mais um ano de apoio ao espetáculo “O Cristo da Paixão – ano VI, em Custódia.

Em Floresta, a Caroá e CIA encenará a VI Paixão de Cristo “Prova de Amor”. Em Petrolina o GUTERIMA – Grupo de Teatro Imaginativo encenará A Crucificação. E em Orobó, a Associação Recreativa Cultural Adrenalina encenará “Paixão de Cristo – Um espetáculo de Fé”.

Não conseguiram habilitação segundo a Fundarpe a Associação Cultural de Sertânia, com o “Acordes Paixão do Sertão 2015”, por Inscrição em categoria não existente no edital e o Centro de Atividades Rio Pontal, com “Paixão de Cristo do São Francisco”, de Santa Maria da Boa Vista, por descumprir a exigência do subitem 3.2 no Edital.

Há ainda os que tem tradição em apresentar a Paixão de Cristo mas sequer enviaram projetos. Há anos, o espetáculo Paixão de Cristo Paixão de Todos é encenado em Afogados da Ingazeira, mas a coordenação não criou sequer CNPJ para captar recursos do Estado para sua interpretação. Ficam dependendo de incentivo privado e prefeitura.