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“O Brasil do futuro será melhor que o Brasil do presente”, afirma Lula ao anunciar mais de R$ 100 milhões para cursinhos populares

Por André Luis

Ao se dirigir neste sábado, 18 de outubro, a uma plateia formada por estudantes da Rede de Cursinhos Populares (CPOP) que lotaram o Ginásio Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo (SP), durante um aulão de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem que aliou a importância da educação e a fé de cada um para perseguir e trabalhar pela realização de seus sonhos.

“O Brasil do futuro será melhor do que o Brasil do presente. Ninguém na idade de vocês tem o direito de desistir. Por mais que se tenha dificuldade em casa, por mais que se tenha dificuldade financeira, por mais que às vezes as coisas não andem bem, não há possibilidade de vocês, na idade de vocês, desistirem”, incentivou Lula. “O que faz a vida valer a pena de verdade é a gente ter um objetivo. É a gente ter uma causa e a gente perseguir. Não desistam nunca. O destino somos nós quem traçamos. Sejam o que vocês quiserem. E nós estaremos aqui para dar sustentação a vocês”.

Acompanhado dos ministros da Educação, Camilo Santana, e da Fazenda, Fernando Haddad, Lula assinou o termo de compromisso do edital da CPOP para 2026. Com a nova chamada pública, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Educação (MEC), pretende ampliar a rede e fortalecer a estrutura de apoio técnico, garantindo mais oportunidades para estudantes em situação de vulnerabilidade social.

Previsto para ser divulgado em dezembro, o edital prevê apoio a até 500 cursinhos populares em todo o país em 2026, com investimento estimado em R$ 108 milhões. A CPOP tem como objetivos principais fortalecer cursinhos pré-vestibulares, populares e comunitários; elaborar orientações focadas no ENEM; e preparar os estudantes, sobretudo pessoas negras e indígenas, ampliando a possibilidade de acesso à educação superior.

“Este país nunca levou a sério a educação para o povo pobre”, frisou Lula. “O pai e a mãe de vocês, por mais necessidade que tenham, o maior sonho deles não é deixar riqueza para vocês. É deixar uma profissão. É ver o filho ou a filha se formando para que ele possa ter independência na vida. Não existe nenhum país do mundo que se desenvolveu sem antes investir na educação. Nós não queremos ser apenas exportador de soja, exportador de milho, exportador de minério de ferro. A gente quer exportar conhecimento, inteligência. A gente quer exportar valor agregado, produzido pela nossa capacidade”, prosseguiu o presidente.

APOIO DO PODER PÚBLICO – Primeiro a discursar, Camilo Santana lembrou que a proposta do CPOP alcançou um outro patamar nesta gestão. “Essa rede de cursinhos populares já existiu, mas não tinha o apoio do poder público. Foi o presidente Lula que, através de um decreto, criou a Rede de Cursinhos Populares em todo o país, o CPOP, que nós precisamos fortalecer e transformar em uma política de Estado. Hoje, 384 cursinhos populares estão sendo apoiados pelo Ministério da Educação e pelo governo do presidente Lula. Nós íamos começar com 130. Mas já começamos esse ano com 384. E vamos chegar a 500 cursinhos CPOP em todo o Brasil. A educação é o único caminho transformador para a sociedade brasileira e para o povo brasileiro”, afirmou o ministro da Educação.

AÇÃO ARTICULADA – Instituída pelo Decreto nº 12.410/2025, a CPOP está articulada a outros programas e ações do Governo do Brasil, fortalecendo as trajetórias educacionais de jovens em vulnerabilidade socioeconômica — público que também pode ser beneficiado por iniciativas como o Pé-de-Meia, que incentiva a permanência e conclusão do ensino médio. A rede estimula ainda a participação em programas como o Enem, porta de entrada para o ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) – que contempla a Lei de Cotas –, do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), ampliando as possibilidades de inclusão educacional.

12 MIL ESTUDANTES – No primeiro edital, o programa selecionou 384 cursinhos populares, beneficiando mais de 12,1 mil estudantes em todas as regiões do país, com investimento total de R$ 74 milhões. Cada cursinho contemplado recebeu até R$ 163,2 mil para pagamento de professores, coordenadores e equipe técnico-administrativa, além de auxílio-permanência de R$ 200 mensais para até 40 alunos por unidade.

AULÕES – Os aulões de cursinhos populares reúnem estudantes, educadores, coordenadores e convidados, fortalecendo a prática da educação popular e a conexão entre formação escolar e cidadania, em preparação para o ingresso no ensino superior. Em geral, as atividades são realizadas aos sábados, em universidades públicas, considerando que boa parte do público é composta por estudantes trabalhadores.

CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) tem como objetivo oferecer suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública em situação de vulnerabilidade social que buscam ingressar na educação superior por meio do Enem. O programa fortalece cursinhos pré-vestibulares populares e comunitários, fornecendo orientações específicas para o exame, apoiando a estruturação e execução de ações formativas. O propósito é ampliar as oportunidades de acesso ao ensino superior e estimular o interesse dos jovens pelo Enem, contribuindo para o preenchimento de vagas em cursos de graduação em todo o país.

PROUNI – Ao discursar com a experiência de quem comandou o Ministério da Educação por sete anos, entre 2005 e 2012, Fernando Haddad lembrou importantes avanços na educação do país nas últimas duas décadas. “Na comparação com o que esse país era 20 anos atrás, vocês tiveram muitas conquistas. O movimento popular teve muitas conquistas. O movimento negro teve muitas conquistas. O movimento estudantil teve muitas conquistas que a gente não pode deixar de valorizar. Em 2004, nasceu o Prouni, que permitiu acesso às pessoas que não entravam na universidade pública, ou porque não tinha na sua cidade, ou porque o vestibular era muito difícil, era muito caro. No primeiro ano, em 2004, permitimos que 100 mil jovens passassem numa universidade particular sem ter que pagar mensalidade. Já são 4 milhões de brasileiros que foram diplomados pelo Prouni no Brasil, desde 2004”, recordou Haddad.

EXPANSÃO E COTAS – Outros pontos ressaltados pelo ministro da Fazenda foram a expansão da universidade pública e a lei de cotas. “Em 2005, o presidente Lula decidiu fazer a maior expansão da história da universidade pública e dobrar as vagas de ingresso em todo o Brasil, entregando 126 novos campi universitários”, afirmou Haddad.

“Só que isso não bastava, porque se a gente só dobrasse o número de vagas, ainda ia ficar muita gente para fora. E aí nós fizemos algumas coisas que estão sendo celebradas aqui, entre 2007 e 2010. A primeira foi reservar 50% das vagas para alunos de escola pública. Isso equivale a fazer uma reforma agrária no ensino superior brasileiro. É você dividir com justiça. Além de reservar vagas para alunos de escola pública, nós decidimos dividir essas vagas entre brancos e negros na proporção de cada estado brasileiro. Na Bahia é uma proporção, em Santa Catarina é outra proporção, mas o negro ia entrar sim numa universidade pública”, ressaltou o ministro.

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PoderData/AYA: Flávio tem 51% e Lula 49% dos votos válidos; diferença cai pela metade em relação à pesquisa anterior

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual. Na comparação com o […]

Pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta quinta-feira (22) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 49% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de dois pontos percentuais, configurando empate técnico, considerada a margem de erro de 1,6 ponto percentual.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado na segunda-feira (19), Flávio oscilou de 52% para 51%, enquanto Lula passou de 48% para 49%. Com isso, a distância entre os dois candidatos caiu de quatro para dois pontos percentuais.

A pesquisa divulgada na sexta-feira (16), penúltima rodada do instituto, havia registrado empate numérico, com 50% dos votos válidos para cada candidato. Na sequência, Flávio passou a 52% e Lula a 48%, antes de os percentuais chegarem aos atuais 51% e 49%.

A comparação das três pesquisas mostra que a diferença entre os candidatos passou de zero ponto percentual, em 16 de outubro, para quatro pontos, no dia 19, e recuou para dois pontos nesta quinta-feira (22).

As variações de um ponto percentual em relação à rodada imediatamente anterior estão dentro das margens de erro dos levantamentos. Por isso, não é possível afirmar que representem uma mudança estatisticamente significativa nas intenções de voto.

No cenário de votos totais, que considera também as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que ainda não decidiram, Flávio registra 49% e Lula, 48%.

Em relação à pesquisa anterior, Flávio manteve os 49%, enquanto Lula passou de 46% para 48%. Os votos brancos e nulos representam 3%, ante 4% na rodada passada. Os entrevistados que não souberam responder somam 1%, contra 2% anteriormente. As diferenças na soma dos percentuais decorrem de arredondamentos.

O levantamento mais recente ouviu 4 mil eleitores por telefone, em todo o país. A margem de erro é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do PoderData e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07926/2026.

As duas rodadas anteriores ouviram 3 mil eleitores cada, também por telefone, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Os levantamentos foram realizados de 13 a 15 de outubro e de 16 a 18 de outubro, respectivamente.

Fonte: PoderData/AYA
Foto: Charles Vieira e Ricardo Stuckert

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Bispo de Nazaré da Mata defende soberania. “Nada de entregar nosso país aos EUA”

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, […]

O bispo da Diocese de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, defendeu a soberania brasileira e incentivou a participação dos eleitores no segundo turno das eleições durante uma celebração religiosa realizada no domingo (18), em Bom Jardim, no Agreste Setentrional de Pernambuco. A declaração ocorreu durante a Romaria Diocesana das Famílias, sediada na Paróquia de Sant’Ana.

Em sua homilia, o religioso abordou o cenário político nacional e afirmou: “Nada de entregar o nosso país aos Estados Unidos! O nosso país é soberano!”

A declaração foi acompanhada por manifestações de apoio de fiéis presentes à celebração, conforme o relato divulgado sobre o evento. A missa também foi transmitida pelo canal da paróquia no YouTube.

Segundo as informações da organização, a romaria reuniu mais de 3 mil participantes de 35 municípios e representantes de mais de 50 paróquias da Diocese de Nazaré da Mata, que abrange comunidades do Agreste Setentrional e da Zona da Mata Norte.

Além da defesa da soberania nacional, Dom Francisco incentivou os eleitores a comparecerem às urnas no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno da eleição presidencial.

O bispo também mencionou a participação dos idosos e a possibilidade de o comparecimento eleitoral ser utilizado como prova de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A informação é confirmada pelo INSS, que utiliza os registros de comparecimento às urnas no cruzamento de dados para comprovação de vida de aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A ausência na votação, entretanto, não provoca bloqueio automático de benefícios.

Outro ponto abordado na celebração foi a necessidade de melhorar as condições de votação, diante das filas registradas em seções eleitorais durante o primeiro turno. O religioso defendeu maior agilidade no atendimento aos eleitores.

Ao tratar das divergências políticas, Dom Francisco alertou para os conflitos provocados pela polarização e pediu que as diferenças de posicionamento não comprometam as relações familiares.

Na reflexão, o bispo destacou a importância do diálogo e da convivência entre parentes que possuem opiniões políticas distintas, defendendo que disputas eleitorais não sejam motivo para o rompimento de vínculos familiares.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com a fala de Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena durante a Romaria Diocesana das Famílias, em Bom Jardim.

 

Imagem: Frame/Reprodução

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Errata: TSE reconhece erro na informação sobre 4,3 mil seções eleitorais; número atualizado é de 343

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação. […]

A Justiça Eleitoral reconheceu que a informação divulgada no sábado (17), segundo a qual 4.352 seções eleitorais teriam mudado de endereço entre o primeiro e o segundo turno das eleições, estava incorreta. Após a revisão dos dados, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou para 343 o número de seções com alterações de local de votação.

O esclarecimento foi apresentado na quarta-feira (21) pelo presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o magistrado, a informação equivocada surgiu de uma comparação entre os dados das eleições de 2024 e os de 2026, e não entre os dois turnos deste ano.

“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado”, explicou.

A assessoria do TSE também informou que houve falhas na alimentação do sistema da Justiça Eleitoral pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), o que contribuiu para a divulgação dos números incorretos.

A revisão foi realizada ao longo da semana. Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções com mudanças de endereço. Na quarta-feira (21), após uma nova atualização, o total caiu para 343.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, explicou que o sistema utilizado pela Justiça Eleitoral apresentava inicialmente dados acumulados desde 2024. Com a atualização das informações pelos tribunais regionais, o número foi ajustado para refletir as alterações ocorridas especificamente entre os dois turnos de 2026.

A Justiça Eleitoral ressalta que novas mudanças ainda podem ocorrer até domingo (25), data do segundo turno, especialmente em situações excepcionais, como problemas estruturais nos prédios utilizados para votação.

Por isso, a recomendação é que os eleitores consultem seus locais de votação antes de sair de casa. A verificação pode ser feita pelo aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”, ou pelos portais oficiais do TSE e dos TREs.

O Tribunal também alerta para a circulação de links não oficiais em aplicativos de mensagens e redes sociais, orientando que as consultas sejam feitas exclusivamente pelos canais da Justiça Eleitoral.

No sábado (17), o Blog também divulgou a informação sobre as 4.352 seções, com base nos dados inicialmente apresentados pela Justiça Eleitoral, agora corrigidos oficialmente.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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CNBB divulga mensagem em defesa da democracia e pede respeito ao resultado das eleições

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos. A manifestação também reforça a […]

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa quarta-feira (21), uma mensagem em defesa da democracia e do respeito ao resultado das eleições. No texto, a entidade afirma que o voto é livre e secreto e classifica como inadmissíveis ameaças, pressões sobre eleitores e a negociação de votos.

A manifestação também reforça a defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito. Segundo a CNBB, o processo eleitoral exige compromisso com as regras democráticas e com a liberdade de escolha dos eleitores.

Na mensagem, a entidade pede ainda que a população avalie a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população.

O posicionamento foi divulgado a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), em meio ao debate público sobre o respeito ao resultado das urnas.

Fonte: GloboNews
Imagem: Reprodução

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Quaest: Lula avança entre eleitores de Augusto Cury, enquanto Flávio cresce entre os de Caiado e Renan Santos

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostra mudanças nas intenções de voto dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno da eleição presidencial. Lula (PT) passou de 34% para 48% entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) e Renan […]

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) mostra mudanças nas intenções de voto dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno da eleição presidencial.

Lula (PT) passou de 34% para 48% entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou crescimento entre os que votaram em Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

Entre os eleitores de Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno, a intenção de voto em Lula subiu 14 pontos percentuais em relação ao levantamento divulgado em 14 de outubro. Flávio também oscilou positivamente nesse grupo, passando de 30% para 33%.

No mesmo segmento, o percentual de entrevistados que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas caiu de 30% para 16%. Os indecisos passaram de 6% para 3%.

O movimento ocorre apesar de Augusto Cury ter declarado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, que também apoia Flávio, o senador passou de 42% para 57% das intenções de voto. Lula oscilou de 23% para 21%. Já o percentual dos que pretendem votar em branco, anular ou se abster recuou de 33% para 22%.

No grupo que votou em Renan Santos, os dois candidatos registraram crescimento numérico. Flávio passou de 40% para 51%, enquanto Lula avançou de 14% para 25%.

Entre esses eleitores, a parcela que declara intenção de votar em branco, anular ou não comparecer caiu de 43% para 24%. Renan Santos optou pela neutralidade no segundo turno e não declarou apoio a nenhum dos presidenciáveis.

A pesquisa também avaliou o comportamento dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno ou votaram em branco ou nulo. Nesse grupo, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio.

Apesar das variações registradas, os resultados exigem cautela. Como os grupos analisados representam parcelas menores da amostra, suas margens de erro são superiores à margem geral da pesquisa.

Entre os eleitores de Augusto Cury, a margem de erro é de 17 pontos percentuais. No grupo de Ronaldo Caiado, chega a 24 pontos, enquanto entre os eleitores de Renan Santos é de 20 pontos. Todas as variações observadas nesses segmentos estão dentro das respectivas margens de erro, não permitindo afirmar que houve uma mudança estatisticamente significativa.

No cenário geral do segundo turno, a Quaest aponta Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto e Lula com 44%, configurando empate técnico.

O levantamento foi realizado presencialmente com 2.154 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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