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Novo presidente da ASSERPE participa de reuniões de transição

Por Nill Júnior

Do site ASSERPE 

Nesta quinta-feira (04), a ASSERPE recebeu Edmilson Boaviagem, que assumirá a presidência da Associação no próximo dia 11 de dezembro. Ele esteve ao lado do atual presidente Nill Júnior, que fecha seu ciclo após pouco mais de seis anos à frente da entidade.

O encontro foi fundamental para o alinhamento das demandas com a equipe, o fortalecimento dos processos internos e a continuidade das ações da entidade.

Durante a visita, Edmilson também se reuniu com as parceiras do Escritório de Mídia, braço comercial da entidade, Andrea Canto e Gorete Vieira, reforçando a parceria institucional e planejando novas iniciativas para 2025.

Nas reuniões foram apresentados o processo administrativo e seu funcionamento, as colaboradoras e suas funções administrativas e a arrumação representativa e comercial da entidade.

“Encontro uma associação organizada, equilibrada e pronta para os desafios futuros, fortalecendo o rádio e a TV do Estado”, destacou Boaviagem.

A posse acontecerá em um almoço oferecido para os associados no Sal e Brasa Jardins, no Bairro das Graças. Haverá ainda a aprovação do Plano de Atividades e Previsão Orçamentária para o próximo ano.

Outras Notícias

‘Bolsonarizada’, PRF adota perfil mais violento nos últimos anos

No centro de uma crise política por suspeitas de atuar para dificultar o voto de eleitores e de ter sido omissa em relação aos bloqueios nas estradas por manifestantes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mudou seu perfil operacional ao longo dos últimos anos. A corporação enfraqueceu a vigilância nas rodovias e aumentou a participação em […]

No centro de uma crise política por suspeitas de atuar para dificultar o voto de eleitores e de ter sido omissa em relação aos bloqueios nas estradas por manifestantes, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mudou seu perfil operacional ao longo dos últimos anos.

A corporação enfraqueceu a vigilância nas rodovias e aumentou a participação em ações que terminaram com mortes violentas. É o que apontam dados sobre operações da PRF e pesquisadores ouvidos pelo O Globo.

Nos últimos quatro anos a PRF foi abandonando sua função original de patrulhar estradas e combater crimes relacionados ao sistema viário. A primeira transformação foi em outubro de 2019, quando foi autorizada pelo Ministério da Justiça a atuar em operações ostensivas, investigativas e de inteligência. 

Dois anos depois, essa norma foi revogada e substituída por outra que permitia ao órgão fazer operações com outras polícias. Essas medidas possibilitaram que a PRF protagonizasse ações com desfechos violentos longe das estradas.

Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, por exemplo, um levantamento do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni), da Universidade Federal Fluminense (UFF), apontou uma disparada da letalidade da PRF sob o governo Bolsonaro. 

Entre 2007 e 2018 ocorreram cinco mortes em operações da corporação. Já entre 2019 e 2022, esse número saltou para 58 mortes.

“Fica claro que a PRF tem atuado de forma menos qualificada do que em seu histórico, considerado de excelência, quando é deslocada para atribuições que não são do seu perfil”, analisa o coordenador do Geni, Daniel Hirata.

Ele cita duas operações recentes da PRF que terminaram em chacinas: o massacre de Varginha (MG), com 26 mortos; e o da Vila Cruzeiro, favela na capital do Rio, que resultou em 23 óbitos.

Especialistas destacam que o presidente Jair Bolsonaro sempre criticou a “indústria das multas” — em suas palavras — nas rodovias, enquanto celebrava operações policiais com suspeitos mortos. Esse discurso teria funcionado como mensagem para guiar a mudança de comportamento da tropa da PRF.

Rodolfo Rizzotto, coordenador da ONG SOS Estradas, destaca que a bolsonarização da PRF também produziu efeitos desastrosos nas rodovias. Em 2019, Bolsonaro chegou a dar ordem para tirar todos os radares das estradas e, em quatro meses, o número de mortos nas rodovias aumentou 15%. 

Diante da alta da mortalidade, a Justiça mandou acionar novamente os equipamentos. Porém, segundo Rizzotto, a fiscalização não voltou ao mesmo patamar.

Atuação política

Desde a votação do segundo turno, a corporação se tornou alvo de acusações de atuação eleitoral e instrumentalização política por parte de Bolsonaro. Contrariando ordens judiciais, a PRF promoveu blitzes sobretudo nos estados do Nordeste, reduto eleitoral do presidente eleito Lula (PT), que dificultaram o deslocamento de eleitores na região.

Além disso, ao longo da semana, agentes do órgão foram flagrados apoiando bloqueios feitos por bolsonaristas em rodovias federais. 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, afirmou que a PRF foi “omissa” e “inerte” e ameaçou prender o diretor da corporação, Silvinei Vasques, caso ele não adotasse medidas necessárias para a desobstrução de vias. 

Na quarta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) ainda pediu que a Polícia Federal investigue possíveis crimes cometidos por Vasques.

Em vídeo publicado na noite de sexta-feira nas redes sociais, o diretor da PRF se defendeu.

“Nós abrimos mais de mil pontos no Brasil. Isso nunca ocorreu numa greve de caminhoneiros. Esta é a maior operação da história da PRF. O maior efetivo da História”, afirmou.

Paulo Jucá e Gilson Bento tem agenda na Casa Civil

O pré-candidato a Deputado Estadual, Paulo Jucá (PSB), esteve ontem (13), no Palácio do Campo das Princesas, em companhia do prefeito de Brejinho, Gilson Bento, do Republicanos. Foram recebidos pelo Secretário da Casa Civil, José Neto. Segundo Paulo em conversa com o blogueiro Júnior Finfa, entre vários assuntos pontuados na reunião, houve solicitação do apoio […]

O pré-candidato a Deputado Estadual, Paulo Jucá (PSB), esteve ontem (13), no Palácio do Campo das Princesas, em companhia do prefeito de Brejinho, Gilson Bento, do Republicanos.

Foram recebidos pelo Secretário da Casa Civil, José Neto. Segundo Paulo em conversa com o blogueiro Júnior Finfa, entre vários assuntos pontuados na reunião, houve solicitação do apoio para V FENESJE – Feira de Negócios de São José do Egito.

Já o prefeito Gilson Bento solicitou o abastecimento de água da região do Ambó, no seu município. “O Secretário sinalizou positivamente para nossos pleitos. Nos resta agora aguardar o trâmite burocrático”, pontuou Jucá.

Cimpajeú terá bate chapa

Uma segunda chapa para disputar a gestão do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (Cimpajeú) já está definida, com Diógenes Patriota, prefeito de Tuparetama, o candidato à presidência, contando com Gilberto Ribeiro, prefeito de Flores, como vice-presidente, e Pollyanna Abreu, prefeita de Sertânia como primeira secretária. “A chapa busca unir forças em prol do […]

Uma segunda chapa para disputar a gestão do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (Cimpajeú) já está definida, com Diógenes Patriota, prefeito de Tuparetama, o candidato à presidência, contando com Gilberto Ribeiro, prefeito de Flores, como vice-presidente, e Pollyanna Abreu, prefeita de Sertânia como primeira secretária.

“A chapa busca unir forças em prol do fortalecimento regional e da promoção de políticas públicas integradas, visando enfrentar desafios comuns dos municípios do Pajeú”, diz o bloco em nota.

Diógenes Patriota destacou a importância do Cimpajeú como ferramenta de transformação regional. “A união dos municípios é a chave para superarmos as dificuldades e construirmos um futuro de oportunidades para nossa gente. Nossa candidatura representa o diálogo e a busca por soluções inovadoras para as cidades do Pajeú”, disse.

Já o Blog do Finfa foi informado da definição da chapa para a reeleição do prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, à presidência do Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú (CIMPAJEÚ) para o biênio 2025/2026.

A composição traz Luciano como candidato à reeleição como presidente, além da prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado e o prefeito de Iguaracy, Pedro Alves.

A eleição será realizada na próxima segunda-feira, 23 de dezembro, na sede da entidade, em Afogados da Ingazeira.

Luciano é prefeito de ingazeira pela quarta vez e já presidiu a AMUPE, Associação Municipalista de Pernambuco. Márcia Conrado é filiada ao PT e também já presidiou a AMUPE. Já Pedro Alves será prefeito de Iguaracy pela segunda vez.

 

Coluna do Domingão

Para nunca mais Paixões a parte, ninguém deveria comemorar a prisão de um ex-presidente. No caso de Jair Bolsonaro,  ela levanta uma reflexão importante: ensina como não fazer, o que se evitar, que caminhos evitar se quiser respeitar a democracia. Bolsonaro perdeu as eleições de 2022 e não se conteve. Quis criar com seu entorno um […]

Para nunca mais

Paixões a parte, ninguém deveria comemorar a prisão de um ex-presidente. No caso de Jair Bolsonaro,  ela levanta uma reflexão importante: ensina como não fazer, o que se evitar, que caminhos evitar se quiser respeitar a democracia.

Bolsonaro perdeu as eleições de 2022 e não se conteve. Quis criar com seu entorno um ambiente para a virada de mesa, para romper com as instituições democráticas e manter-se no poder. Tivesse feito oposição programática,  orientado seus fanáticos a ficarem em casa, ter aceito o resultado e andado o país,  provavelmente estaria favorito a voltar ao Planalto. Seria terrível,  mas seria uma possibilidade.

Ao contrário,  com seus filhos, tomados pelo esquisofrenismo político, tomaram passos na direção contrária. Quiser tocar fogo no país como vimos no 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro buscou descredenciar as instituições,  atacou a justiça,  a eleição,  os adversários,  a Câmara,  o Senado, se acovardou diante de Alexandre de Moraes.

Seus filhos, especialmente Eduardo Bolsonaro,  atacaram recentemente a soberania nacional,  gerando um sentimento de nacionalismo que só fortaleceu a quem queriam derrubar. Agora,  Flávio Bolsonaro convoca aliados para uma vigília política travestida de “corrente de oração”, numa tentativa desesperada de mobilizar apoiadores. A PF alertou o Supremo,  Alexandre de Moraes determinou a prisão de Jair na PF.

Como diz Alexandre de Moraes na histórica decisão,  a Democracia brasileira atingiu a maturidade suficiente para afastar e responsabilizar patéticas iniciativas ilegais em defesa de organização criminosa responsável por tentativa de golpe de Estado no Brasil.

“Primeiro, um dos filhos do líder da organização criminosa, Eduardo Bolsonaro, articula criminosamente e de maneira traiçoeira contra o próprio País, inclusive abandonando seu mandato parlamentar. Na sequência, o outro filho do líder da organização criminosa, Flávio Bolsonaro, insultando a Justiça de seu País, pretende reeditar acampamentos golpistas e causar caos social no Brasil, ignorando sua
responsabilidade como Senador da República”.

Um irmão de Bolsonaro disse que o ex-presidente foi preso por afrontar o “sistema”. Bolsonaro no poder implementou um sistema perverso, com negligência à pandemia, desmonte das instituições, da pauta ambiental,  negativa de direitos,  negativismo.

Ele diz uma única verdade: de fato afrontou o sistema. Chamamos ele de democracia. Fica a lição: não se brinca com ela. Não se ameaça. Se respeita.

Virada

A participação do ex-secretário da Fazenda da gestão Nicinha Melo e aliado de Dinca Brandino,  Gleydson Rodrigues, em um ato da gestão Flávio Marques em Tabira, enchendo o petista de elogios, foi o maior duplo twist carpado da história da Cidade das Tradições. Mais que isso,  só se Nicinha pulasse para o barco petista…

Criticada

Arcoverdenses em contato com o blog lembraram os R$ 130 milhões anunciados essa semana pro Hospital Regional do Agreste,  em sua terra natal,  Caruaru.  Com 10% desse valor, já faria uma significativa melhoria no Hospital Ruy de Barros, alvo de muitos questionamentos da população do município,  pelos problemas de atendimento e resolutividade.

Reações

No Pajeú,  foram tímidas as reações de agentes públicos pela prisão de Jair Bolsonaro. O vereador Edson do Cosmético disse em um post com o título “Força Capitão” que “prenderam um homem inocente, julgado por pessoas que não tinham competência para tal e com base em fatos forjados”. E concluiu: “hoje, estão calando a voz inocente de um, amanhã será de todos, se não resgatarmos urgentemente a democracia brasileira. Deus tenha misericórdia do Brasil!”

Reação 2

Coordenador da Ciretran do governo Raquel Lyra por indicação do pai, Sávio Torres,  Vinicius Torres reclamou do post sobre a retirada da tornozeleira do ex-presidente. “As besteiras tão as mesmas. É o povo sendo expulso de suas casas, aposentados sendo roubados, político defendendo traficante, mas parece que a ideologia política é maior que defender a sociedade. Dó vê Lula e Bolsonaro, não tá nem aí pra o que o povo realmente passa, as notícias só importam se envolver política”, disse.

Silêncio

Políticos mais à esquerda no Sertão,  como Márcia Conrado,  Adelmo Moura, Marcones Sá e Sandrinho Palmeira,  não se manifestaram nas redes. Anchieta Patriota e Ângelo Ferreira,  também não. No plano das grandes lideranças,  Raquel Lyra e João Campos mantiveram silêncio. Mais à direita,  Gilson Machado,  Anderson Ferreira e Mendonça Filho defenderam Jair. Liana Cirne,  João Paulo e Rosa Amorim, comemoraram.

Deseducando

De fato,  há de se ter uma reflexão sobre a influência de músicas com letras pornográficas em escolas da rede pública. Há alguns dias, o Deputado Pedro Campos foi criticado por dançar no seu aulão do Enem dancinha com conteúdo impróprio. O irmão,  João,  é chegado do Neiff, cujos conteúdos são questionáveis. Há poucos dias,  Raquel Lyra publicou um vídeo de um aluno a chamando para o “passinho do Jamal”. Por milagre,  ela conseguiu publicar um único trecho de 3 segundos em que não falava palavrão. Um trecho diz “prepara essa b… que tú vai levar botada”.

Azedou

O clima não é bom entre o presidente da Câmara de Carnaíba,  Alex Mendes, e o prefeito Berg Gomes. Alex reclamou na justiça um repasse a mais do duodécimo da Câmara.  Teve uma liminar a favor, mas perdeu no mérito. O prefeito Berg avisou que vai descontar o que fora pago a mais. E Alex achou ruim. A aprovação do projeto de emendas impositivas da Câmara foi reação à decisão do gestor,  segundo fonte à Coluna.

Reapareceu

O vereador Claudelino Costa,  investigado por peculato e com um processo de cassação em curso, reapareceu nas redes. Ao lado de colegas como Luciano Pacheco,  Célia Galindo,  Rodrigo Roa, Eriberto do Sacolão,  Paulinho Galindo e João Marcos,  esteve em ato com Zeca e Nerianny Cavalcanti na Secretaria de Assistência Social. A batata do vereador,  acusado de oferta de cargos em troca de dívida com o empresário Micael Lopes,  está assando.

Sangria

O prefeito Maycon da Farmácia e o líder Djalma Alves não estão conseguindo segurar todos os vereadores da base no apoio a João Campos.  Nos últimos dias,  Adriana de Agenor, Edileuza Godê e Adriana do Hospital migraram para o palanque de Raquel Lyra,  fruto de uma construção articulada regionalmente por Edson Henrique.

Primeiro ato

Esta semana, a prefeita Aline Karina,  o vice Chico de Laura,  o presidente da Câmara Junio Moreira,  o ex-prefeito Adelmo Moura e aliados receberam em um ato o pré-candidato a deputado estadual Romerinho Jatobá, que decidiram apoiar. “Romerinho é um parceiro que tem trabalho prestado, um homem público experiente, presidente da Câmara do Recife, com quatro mandatos de vereador, além de ter atuado na gestão do ex-governador Eduardo Campos e exercido a função de secretário na Prefeitura do Recife. É uma pessoa que conhece a vida pública, sabe enfrentar desafios e tem compromisso verdadeiro com o povo”, defendeu Adelmo.

Modo ataque 

Ao defender os reparos do DER na PE 275, a prefeita de Sertânia, Pollyana Abreu deu uma cutucada no ciclo socialista. “Essa PE foi feita em três anos. Era pra estar em garantia. Foi feita pela gestão passada do PSB. Só que o serviço foi de má qualidade”, reclamou. “Meu agradecimento à governadora Raquel Lyra e ao secretário André Teixeira por mais essa parceria”, completou.

Frase da semana:

“Hoje tá bom pra fazer churrasco”.

De um morador do Condomínio Solar Brasília,  onde morava Bolsonaro,  no grupo dos moradores,  após a prisão do vizinho famoso.

Porque não cola criticar a Lei Seca. Não é “fábrica de multas”, salva vidas

Foi só a Operação Lei Seca vir novamente a cidades do Pajeú, para críticas de pessoas contrárias e até de políticos como vereadores que atuam na região. É a mesma ótica que trava a iniciativa de prefeituras como as de Afogados da Ingazeira a iniciar um processo de municipalização do trânsito. O medo de perde […]

Ação traz sequelados de acidentes e visa reduzir mistura de álcool e volante nas estradas e área urbana

Foi só a Operação Lei Seca vir novamente a cidades do Pajeú, para críticas de pessoas contrárias e até de políticos como vereadores que atuam na região. É a mesma ótica que trava a iniciativa de prefeituras como as de Afogados da Ingazeira a iniciar um processo de municipalização do trânsito. O medo de perde votos é maior que o meno de organizar o trânsito e consequentemente, salvar vidas. Para nossa sorte, é um pensamento minoritário.

O discurso raso é de que é “uma fábrica de multas instaurada por Paulo Câmara”. Uma discussão descabida, já que é obrigação do estado, esteja a frente Paulo, Maria, Jarbas, Armando, João, fiscalizar e fazer cumprir as normas do CONTRAN. A Lei Seca é uma das mais bem sucedidas experiências do gênero no país, não porque arrecada impostos, mas porque salva vidas. E não são poucas. Em Recife, graças ao trabalho da operação, caíram os acidentes fruto de álcool sobre duas ou quatro rodas. Quem quer beber vai de Taxi ou Uber. E vidas são poupadas.

O mesmo aconteceu quando,  a pedido do MP, o Detran esteve em Carnaíba. “Quando assumi a titularidade da Promotoria de Justiça de Carnaíba, percebi que a cidade, estava precisando de alguns ajustes e melhorias em setores importantes, entre eles o trânsito, disse o promotor Ariano Tércio à época. Mas não faltou quem questionasse. Só que nos últimos anos, muitos jovens perderam a vida muito cedo  na região em acidentes de trânsito. Em todos eles, algo em comum: ou foram vítimas da imprudência de quem fez uso de álcool e saiu para dirigir ou, causaram a própria morte, somando-se situações como o uso de cinquentinhas em rodovias onde não há permissão, falta do uso de equipamentos de segurança, dentre outros fatores.

A Operação Lei Seca em Pernambuco (OLS), sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desde o dia 1º de dezembro de 2011, tornou-se uma das mais bem sucedidas políticas públicas de redução de acidentes de trânsito por embriaguez do país. Com foco na prevenção e no enfrentamento aos acidentes de transporte terrestre, considerado uma epidemia mundial, o programa traz a educação e a orientação aos condutores, por meio de deficientes vitimados pela combinação de álcool e trânsito, como um eixo principal, além da fiscalização diária realizada por nove equipes que atuam de forma permanente em todo o Estado.

As ações são realizadas todos os dias da semana, em horários variados e de forma itinerante com o uso de vans informatizadas para realização dos testes de alcoolemia. O projeto mantém o título de ser, proporcionalmente, a maior operação de alcoolemia do Brasil e possui uma frota de nove vans informatizadas, nove guinchos, quatro motos e nove viaturas de apoio. Cada van possui dois etilômetros eletrônicos, totalizando 18 equipamentos só para as equipes de fiscalização.

O trabalho da Operação Lei Seca em Pernambuco envolve cerca de 210 profissionais. Por blitz, atuam aproximadamente 13 agentes de três órgãos de Estado: Secretaria Estadual de Saúde (SES), Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), sendo quatro militares, quatro agentes do Detran e três técnicos da SES, além de motoristas para van e guincho.

Na distribuição das tarefas, os PMs fazem a triagem e abordagem aos veículos e a busca pessoal aos condutores, consultando junto a Central de Operações da OLS a existência de qualquer pendencia junto a sistema judiciário; os agentes do Detran aplicam o teste de alcoolemia, checam a carteira de habilitação do condutor (CNH) e o documento do veículo (CRLV), preenchendo o auto de infração, se houver irregularidade; e, simultaneamente aos procedimentos padrões.

Já os técnicos da SES acompanham os procedimentos e preenchem formulários com dados da fiscalização, como quantidade de veículos, testes realizados, informações do condutor e reboques realizados – as estatísticas servem para reforçar barreiras em locais e municípios de grande incidência de acidentes. As barreiras também contam com reboque, balões de identificação e materiais educativos para os motoristas e caronas.

No trabalho de orientação, a operação conta com quatro equipes educativas. Cada uma é composta por quatro pessoas com deficiência, cadeirantes ou muletantes, e dois auxiliares, que ajudam na condução dos deficientes e na entrega de panfletos e folders educativos. A ação ocorre em bares e pontos de aglomeração, como forma de evitar que os condutores dirijam após o consumo de álcool. As ações também acontecem em escolas, universidades, empresas e associações por meio de seminários e palestras e no interior do Estado.

Dirigir sob a influência de álcool continua sendo infração gravíssima, com a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quem se dispõe a adquirir carro ou moto deve saber disso. Quem legisla muito mais. O cidadão comum, também.