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Na contramão da Mata Sul, chuva alegra moradores no Sertão do Estado

Por Nill Júnior

No último final de semana, uma forte chuva castigou a Mata Sul de Pernambuco, deixando cerca de 137 famílias desalojadas. Contudo, a chuva registrada no Sertão pernambucano, foi considerada um presente para os moradores, já que beneficiou as barragens de Ingazeira, que está em fase de construção, e a de Brotas,  distante 386 quilômetros do Recife.

No Sertão, entre a última sexta-feira (16) e esse domingo (18), choveu 69 milímetros em Afogados da Ingazeira e 121 em Carnaíba. A chuva inundou a rodovia PE-390, que liga as cidades de Serra Talhada e Floresta. No trecho entre a Serra do Bravo e a Serrinha, a água invadiu a rodovia.

Já em Barreiros, na mata sul, as chuvas acumularam 103 mm de precipitação, o que elevou o nível dos rios que cortam a cidade. Segundo as autoridades do município, o Rio Carimã subiu 3.70 mm e o Rio Una 3 mm. Em Cortês, também na Mata Sul, dez deslizamentos foram responsáveis por desalojar 85 famílias. Ninguém ficou ferido.

Outras Notícias

Justiça manda prefeitura de São José do Egito retirar placas publicitárias em obras públicas

O Partido Progressista em São José do Egito representou judicialmente o prefeito Evandro Valadares e o vice Eclériston Ramos por propaganda institucional em conduta vedada. Desde 15 de agosto, justamente três meses antes das Eleições 2020, é proibido aos agentes públicos autorizar publicidade institucional, exceto em casos graves e urgentes. Trata-se do pedido de retirada […]

O Partido Progressista em São José do Egito representou judicialmente o prefeito Evandro Valadares e o vice Eclériston Ramos por propaganda institucional em conduta vedada.

Desde 15 de agosto, justamente três meses antes das Eleições 2020, é proibido aos agentes públicos autorizar publicidade institucional, exceto em casos graves e urgentes. Trata-se do pedido de retirada de placas publicitárias que normalmente ficam fixadas na frente de obras públicas.

A Justiça Eleitoral (68ª Zona Eleitoral) atendeu a solicitação do PP entendendo que o pedido se amolda à natureza cautelar, buscando assegurar a eficácia de um direito. Do documento consta que “é inegável que a divulgação de obras realizadas pelo Executivo neste período que antecede as Eleições interfere no equilíbrio da corrida eleitoral”.

A decisão atende tutela provisória de urgência cautelar, e determina que os representados (Evandro e Eclériston) promovam a remoção, no prazo de 24 horas, de placas que o documento menciona.

O não cumprimento da presente ordem ensejará a aplicação de multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento.
Representaram a Comissão Provisória do PP nessa ação os advogados Herica Nunes, Marcela Oliveira, Gilberto Costa e Alberto Santos.

Precisamos vencer o dragão do ódio e da mentira, diz arcebispo de Aparecida

Durante a homilia na principal missa celebrada do dia de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida (interior de São Paulo), o arcebispo da Arquidiocese, Dom Orlando Brandes, disse que é preciso combater o “dragão do ódio”, da mentira, do desemprego, da fome e da incredulidade.  O religioso não citou nomes de candidatos, mas também […]

Durante a homilia na principal missa celebrada do dia de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida (interior de São Paulo), o arcebispo da Arquidiocese, Dom Orlando Brandes, disse que é preciso combater o “dragão do ódio”, da mentira, do desemprego, da fome e da incredulidade. 

O religioso não citou nomes de candidatos, mas também falou aos fiéis sobre a importância do voto como exercício de cidadania.

“Maria venceu o dragão. Temos muitos dragões que ela vai vencer. O dragão, que é o tentador. O dragão, que já foi vencido, a pandemia, mas temos o dragão do ódio, que faz tanto mal, e o dragão da mentira. E a mentira não é de Deus, é do maligno. E o dragão do desemprego, o dragão da fome, o dragão da incredulidade. Com Maria, vamos vencer o mal e vamos dar prioridade ao bem, à verdade e à justiça, que o povo merece, porque tem fé e ama Nossa Senhora Aparecida”, destacou o arcebispo.

As declarações do arcebispo acontecem no dia em que o presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, visita o santuário. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não ir. Bolsonaro chegou ao santuário com um misto de aplausos e vaias. Leia a íntegra da reportagem de Isabela Aleixo, Felipe Pereira e Stella Borges no UOL.

Paulo: Falecimento de Ariano é uma perda irreparável

Após ser informado no final da tarde desta quarta-feira (23) do falecimento do escritor Ariano Suassuna, o candidato da Frente Popular ao Governo, Paulo Câmara (PSB), acompanhado de sua esposa, Ana Luiza Câmara, foi ao Hospital Português, onde o paraibano estava internado desde a última segunda-feira. “Viemos trazer nossa solidariedade à família de Ariano, que […]

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Após ser informado no final da tarde desta quarta-feira (23) do falecimento do escritor Ariano Suassuna, o candidato da Frente Popular ao Governo, Paulo Câmara (PSB), acompanhado de sua esposa, Ana Luiza Câmara, foi ao Hospital Português, onde o paraibano estava internado desde a última segunda-feira. “Viemos trazer nossa solidariedade à família de Ariano, que num momento de dor como esse merece todo o nosso apoio; por tudo o que ele representa para todos nós, para o Brasil, para Pernambuco, para a nossa cultura”, afirmou.

Ariano era presidente de Honra do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e foi secretário na gestão do ex-governador Eduardo Campos, seu correligionário, assim como Paulo, que comandou três pastas no Governo Estadual. “No campo político, Ariano sempre esteve junto com as forças populares. Com Pelópidas Silveira, Miguel Arraes e Eduardo. Eu tive o privilégio de conviver mais intensamente com ele nos últimos anos e levo comigo muitas mensagens positivas, de bem, de uma pessoa que queria sempre ajudar ao próximo”, lembrou Paulo, que classificou o falecimento do escritor como “uma perda irreparável”.

Em luto e em respeito à importância de Ariano Suassuna, não apenas para Pernambuco, mas para o Brasil e o mundo, Paulo tomou a decisão de suspender todas as atividades de rua programadas para essa quinta-feira (24), em sua campanha. O candidato acompanhará o velório e o enterro de Ariano.

Zeca escolhe Arcoverde para atos no pré feriado

O Deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB) esteve na sua cidade, Arcoverde, em ato de campanha. Ele percorreu ruas e avenidas dos bairros do São Cristóvão e São Geraldo, os mais populosos da cidade. Na quarta-feira (05), o candidato foi até o bairro do São Cristóvão, aonde promoveu caminhada até a rua Corália de Siqueira, aonde […]

O Deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB) esteve na sua cidade, Arcoverde, em ato de campanha. Ele percorreu ruas e avenidas dos bairros do São Cristóvão e São Geraldo, os mais populosos da cidade.

Na quarta-feira (05), o candidato foi até o bairro do São Cristóvão, aonde promoveu caminhada até a rua Corália de Siqueira, aonde discursaram vereadores, a presidente do PTB, Nerianny Cavalcanti, e o deputado trabalhista.

No discurso, Zeca destacou seu trabalho na região, agormando que promoveu o calçamento de mais de 150 ruas no bairro.

Já na quinta-feira, o deputado e candidato percorreu as ruas do populoso bairro do São Geraldo, saindo em caminhada da rua Sinuca Mulatinho.

Estava acompanhado do deputado estadual Júlio Cavalcanti, que defendeu a reeleição de Zeca. Na caminhada também estavam a presidente do PTB, Nerianny Cavalcanti; os vereadores Heriberto do Sacolão e Zirleide Monteiro; suplentes de vereadores e lideranças comunitárias.

“Somos desta terra que está prestes a completar 90 anos e que está sempre de portas abertas para todos. Vamos seguir em frente para mudar Pernambuco”, disse Zeca Cavalcanti.

Senadores avaliam semana da CPI da Pandemia como positiva

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Os senadores avaliaram de forma positiva a primeira semana de oitivas da CPI da Pandemia. Foram ouvidos os ex-ministros da Saúde Henrique Mandetta e Nelson Teich, na terça (4) e na quarta-feira (5), respectivamente. O titular da pasta, Marcelo Queiroga, também foi ouvido pela CPI na quinta-feira (6), em uma audiência […]

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Os senadores avaliaram de forma positiva a primeira semana de oitivas da CPI da Pandemia. Foram ouvidos os ex-ministros da Saúde Henrique Mandetta e Nelson Teich, na terça (4) e na quarta-feira (5), respectivamente. O titular da pasta, Marcelo Queiroga, também foi ouvido pela CPI na quinta-feira (6), em uma audiência que durou cerca de 10 horas.  

Na visão do vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), os depoimentos dos ex-ministros Mandetta e Teich deixaram clara a existência de um comando paralelo para tratar dos assuntos da pandemia, com atores que não tinham relação com a Saúde. Para o senador, a existência desse comando paralelo colaborou com a saída de Mandetta e Teich.

Randolfe lembrou que a CPI ainda não ouviu o ex-ministro Eduardo Pazuello, também da Saúde. De acordo com o senador, porém, tudo indica que esse comando paralelo se efetivou durante a gestão de Pazuello e terminou por agravar a pandemia no país. Com o ministro Marcelo Queiroga, ressaltou o senador, tenta-se voltar à condução sanitária devida, mas ainda sob fortes resistências — que seriam impostas pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.

“É possível perceber que tem uma coisa na cabeça do presidente e outra na cabeça de qualquer médico ou técnico que vá para o Ministério da Saúde”, destacou Randolfe, lembrando que a CPI poderá fazer uma diligência sobre um possível estoque de cloroquina no governo.

Neutralidade

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) definiu a semana da CPI como “intensa”, com depoimentos importantes. Para ele, é necessário ouvir tanto os anteriores como o atual ministro da Saúde, como forma de coletar fatos, impressões e provas. Para Marcos Rogério, a oposição tem narrativa pronta e está preocupada em criar uma peça acusatória. O senador também criticou as conduções dos depoimentos, que estariam “forçando a barra e intimidando os depoentes”.  

“Uma CPI tem que partir de um pressuposto de neutralidade. Espero que a gente possa avançar e, daqui a pouco, ir para os estados e municípios, e entregar a verdade ao Brasil”, disse o senador.

Na opinião de Marcos Rogério, a CPI precisa ter uma “visão ampla”, recolher informações com a maior amplitude possível e não preencher “um rascunho do relatório já previamente elaborado”. Ele disse que é fundamental que as testemunhas tenham liberdade para dizer o que sabem e não o que o relator, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), quer que elas digam.

Na mesma linha, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) disse que a CPI da Pandemia “já começa parcializada e mirando apenas as ações do governo federal”. Para Girão, é importante a população acompanhar os trabalhos da CPI para evitar que as investigações se limitem às ações do governo federal e, com isso, ocorra a “blindagem” de agentes públicos estaduais e municipais. Ele afirmou que não pode prosperar a tese de que as apurações só devem alcançar estados e municípios quando houver a participação de algum agente federal numa irregularidade.

“Estamos tentando evitar que a CPI vire palanque para 2022. A gente está querendo fazer o trabalho mais justo e independente possível”, declarou Girão.

Bolsonaro

Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a primeira semana de oitivas da CPI da Pandemia permitiu ter uma ideia da participação de Jair Bolsonaro na expansão da pandemia. O senador sublinhou que o presidente defendeu remédios sem eficácia, incentivou aglomerações, vetou o uso de máscaras para proteção contra o vírus e não buscou as vacinas para imunizar a população. 

Rogério Carvalho acrescentou que Bolsonaro continua a atrapalhar a entrega de insumos ao país por conta de acusações à China e segue a combater o isolamento social, necessário para conter a pandemia.

Na opinião do senador Humberto Costa (PT-PE), a primeira semana de CPI foi “muito boa”. Para ele, os depoimentos dos ex-ministros da Saúde mostraram que, na prática, Bolsonaro tentava mudar as orientações técnicas de enfrentamento à pandemia, ignorando princípios científicos adotados ao redor do mundo.

“O tempo inteiro os depoentes corroboraram a visão de que Bolsonaro atuou intencionalmente para que houvesse uma transmissão ampla do vírus, para que fosse atingida o que se chama de imunidade coletiva de rebanho. Isso, na pratica, é um grande crime, se for verdade, pois ele assumiu o risco de muita gente morrer, o que efetivamente aconteceu”, lamentou.  

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) definiu a semana como “produtiva”. Ele disse que ficou clara a responsabilidade direta de Bolsonaro na definição da política de saúde. Ele ressaltou que os ex-ministros Mandetta e Teich deixaram a pasta por não concordarem com as interferências do presidente. 

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que o depoimento de Mandetta deixou claro que sua saída se deu por tentar alertar o governo dos perigos da pandemia. Ela disse que é muito grave a informação de que o governo ventilou mudar a bula da cloroquina para que o remédio fosse considerado indicado para a covid-19.

“Esta CPI vai buscar a verdade dos fatos. Houve omissão? De quem? Quem são os responsáveis? Essa pandemia não caiu do céu. Alguma coisa aconteceu e alguém tem que ser responsabilizado por isso”, declarou a senadora.

Relações Exteriores

Quanto aos próximos convocados, Humberto Costa disse que o depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo se justifica pelo fato de ele ter tido um papel importante na criação de dificuldades para a negociação de vacinas contra a covid-19. Rogério Carvalho também destacou a convocação do ex-chanceler. 

De acordo com o senador, Araújo tem muito a esclarecer sobre o que não fez e porque não se mobilizou para salvar vidas, com parcerias internacionais e busca de tecnologia, fechando as portas em várias partes do mundo que poderiam estar ajudando o país neste momento.

“Se a CPI focar no crime contra a vida que vem sendo cometido, a gente vai chegar à responsabilização de agentes públicos da República, que agiram para garantir a expansão da pandemia e não pelo seu controle”, afirmou o senador.

Para o senador Alessandro Vieira, a oitiva de Araújo é relevante. Ele disse que é importante ouvir o ex-ministro para entender o relacionamento do Brasil com outros países que são grandes fornecedores de insumos ou de vacinas já prontas. 

Segundo Vieira, as decisões da pasta tiveram um impacto claro na baixa disponibilidade de vacinas para os brasileiros. Também para Randolfe Rodrigues, o ex-ministro Ernesto Araújo tem responsabilidade direta na política de aquisição internacional de vacinas.

“Hoje temos apenas 7% dos brasileiros vacinados. Esse atraso me parece ter uma responsabilidade direta do MRE durante a gestão do ex-chanceler”, apontou o senador.

Anvisa

Randolfe confirmou que a audiência com diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, que também seria realizada nesta quinta, foi transferida para a próxima terça-feira (11). Na quarta-feira (12), será ouvido o advogado Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo. A CPI ouvirá na quinta-feira (13) o ex-chanceler Ernesto Araújo e representantes do laboratório Pfizer.

De acordo com Randolfe, CPI vai avaliar a realização de uma reunião na sexta (14). Representantes de Butantan, Fiocruz, Sputnik, e o ex-ministro Eduardo Pazuello devem ficar para a semana seguinte. O senador confirmou a intenção de protocolar um pedido de teste de coronavírus para o ex-ministro — que alegou ter tido contato com pessoas com covid para não comparecer esta semana à CPI. Randolfe lembrou que a possível convocação de Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro (RJ) e filho do presidente Bolsonaro, ainda será decidida.

“Não faremos investigação para saciar nosso fígado, mas para responder aos milhões de brasileiros”, declarou o senador.

Fonte: Agência Senado