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MPF indica municípios com maior número de irregulares no Bolsa Família em PE

Por Nill Júnior

Beneficiários do Bolsa Família dos municípios Camutanga, Itaquitinga, Macaparana e Timbaúba, todos na Zona da Mata, vão deixar de receber recursos do programa.

Segundo informe do Ministério Público Federal (MPF) em Goiana, as prefeituras dos municípios acataram recomendação para efetivar o bloqueio e/ou cancelamento de benefícios considerados irregulares.

O MPF não informou os valores alcançados pela recomendação em cada município, mas registra que no total a retenção evita um prejuízo anual de mais de R$ 526 mil aos cofres públicos. E acrescenta que esse valor foi apurado a partir de dados enviados pelas prefeituras.

Ainda segundo o informe, a ação é resultado da atuação coordenada do MPF em todo o país em 2016, quando foram expedidas recomendações a 4.703 municípios.

O objetivo era fazer com que as prefeituras realizassem visitas locais às famílias identificadas com suspeitas de irregularidades no cadastro do Programa Bolsa Família.

Dos quatro municípios citados, Itaquitinga figura entre os vinte municípios com maiores percentuais de recursos pagos a perfis suspeitos indicados pelo raioxbolsafamilia.

Os vinte municípíos são: Palmeirina (11,18%); Água Preta (10,76%); Gameleira (10,26%); Carnaubeira da Penha (10,22%); Solidão (9,80%); Fernando de Noronha (9,75%); Ingazeira (9,69%); Itacuruba (9,25%); Orocó (9,03%); Cabrobó (8,98%); Ouricuri (8,95%); Custódia (8,87%); Ilha de Itamaracá (8,68%); Mirandiba (8,41%);Brejinho (8,17%); São Benedito do Sul (7,86%); Trindade (7,75%); Itaquitinga (7,65%); Maraial (7,61%); e Floresta (7,60%).

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Lideranças evangélicas se distanciam do bolsonarismo após derrota nas urnas e carta de Flávio

Lideranças evangélicas que mantiveram proximidade com o bolsonarismo passaram a adotar uma postura de distanciamento do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento ganhou força com a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado contestou o resultado […]

Lideranças evangélicas que mantiveram proximidade com o bolsonarismo passaram a adotar uma postura de distanciamento do grupo político de Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. O movimento ganhou força com a divulgação de uma carta na qual o candidato derrotado contestou o resultado das urnas e se apresentou inicialmente como presidente eleito.

Segundo reportagem de O Globo publicada nesta terça-feira (3), representantes de igrejas como a Universal do Reino de Deus e as Assembleias de Deus têm demonstrado resistência à estratégia adotada por Flávio depois do segundo turno, especialmente diante de sua saída do Brasil para os Estados Unidos.

O posicionamento representa uma mudança em relação à campanha eleitoral. Embora parte dessas lideranças tenha mantido distância da disputa no primeiro turno, houve uma aproximação com Flávio na etapa final da eleição.

Entre os religiosos que se manifestaram está o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal. Em uma pregação realizada no próprio dia 25 de outubro, antes da divulgação do resultado eleitoral, ele criticou o lema “Deus, Pátria e Família”, associado ao bolsonarismo.

“Eu não aprovo aquela teoria ‘Deus, pátria e família’. Primeiro Deus, segundo a família, e terceiro o Estado, ou o que mais que queira ser”, declarou.

A manifestação ganhou repercussão nos dias seguintes à eleição. Diferentemente de 2022, quando apoiou Jair Bolsonaro, a Igreja Universal não declarou apoio oficial a nenhum dos dois candidatos à Presidência em 2026.

Outro sinal de divergência ocorreu com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, um dos principais aliados da família Bolsonaro.

Em mensagens privadas divulgadas pela imprensa, Malafaia criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e a carta publicada por Flávio.

“Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu.

Apesar das críticas, Malafaia não rompeu com o senador. O pastor afirmou que considera correta sua saída do Brasil e manteve a avaliação de que Flávio sofre perseguição política.

Reconhecimento da derrota

Entre outras lideranças religiosas, a reação foi de reconhecimento do resultado das urnas.

O bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações, igreja de Brasília onde Flávio Bolsonaro foi batizado, publicou uma mensagem defendendo o encerramento da disputa eleitoral.

“As eleições terminaram. Não tem terceiro turno. Vida que segue!”, escreveu.

Abner Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, também defendeu maturidade e respeito à decisão dos eleitores. Já César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, pediu que o país superasse a disputa eleitoral e afirmou que seguiria orando pelo Brasil e pelo governo.

As manifestações mostram diferenças entre lideranças que apoiaram Flávio. Parte delas mantém posições políticas conservadoras, mas rejeita a estratégia de contestação do resultado eleitoral.

Carta e fuga para os Estados Unidos

O distanciamento ganhou dimensão após Flávio Bolsonaro divulgar, na quarta-feira (28), uma carta nos Estados Unidos em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

Pouco depois, o senador modificou o documento e passou a se identificar como “líder do Brasil”. Na publicação, também afirmou que pretende comandar a oposição a partir do exterior.

Flávio havia deixado o país após a derrota eleitoral, apesar de uma decisão judicial que determinava a entrega de seus passaportes.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconheceu o resultado da eleição. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, também declarou que não existem provas que sustentem uma acusação de fraude.

As reações das lideranças evangélicas ocorrem em meio à reorganização de partidos e grupos políticos conservadores após a eleição, mas não representam um rompimento generalizado das igrejas com a direita ou com o bolsonarismo.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Após oito dias na Europa, Raquel Lyra reassume Governo de Pernambuco

A governadora Raquel Lyra (PSD) tem retorno ao comando do Governo de Pernambuco previsto para esta terça-feira (3), após uma semana de compromissos oficiais na Espanha e na França. A gestora reassume o Executivo estadual diante de articulações políticas para a composição do secretariado de 2027 e a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia […]

A governadora Raquel Lyra (PSD) tem retorno ao comando do Governo de Pernambuco previsto para esta terça-feira (3), após uma semana de compromissos oficiais na Espanha e na França. A gestora reassume o Executivo estadual diante de articulações políticas para a composição do secretariado de 2027 e a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Raquel transmitiu o cargo à vice-governadora Priscila Krause (PSD) no dia 25 de outubro, antes de embarcar para a missão internacional. Durante sua ausência, Priscila ficou responsável pela administração estadual.

Com a reeleição garantida no primeiro turno, a governadora deverá definir quais integrantes do atual secretariado permanecerão em seus cargos e quais mudanças serão realizadas para o próximo mandato, que começa em janeiro.

Outro ponto da agenda política será a eleição da nova Mesa Diretora da Alepe. O PSD, partido de Raquel, passou a contar com a maior bancada da Assembleia, o que poderá influenciar as negociações para a escolha da presidência da Casa.

A relação entre o Executivo e o Legislativo foi marcada por divergências durante a presidência de Álvaro Porto (PSDB), aliado do prefeito do Recife, João Campos (PSB). A definição do novo comando da Assembleia deverá integrar as articulações políticas da governadora.

Missão internacional

Na Espanha, Raquel Lyra participou de reuniões com representantes da Iberdrola e da Neoenergia para discutir investimentos em infraestrutura elétrica e transição energética.

Entre os temas apresentados estiveram a renovação da concessão da Neoenergia Pernambuco até 2060, com previsão de R$ 9,7 bilhões em investimentos até 2030, e projetos de descarbonização de Fernando de Noronha e modernização da rede elétrica do Bairro do Recife.

As duas iniciativas têm previsão de R$ 350 milhões em investimentos cada. Também foram discutidas adequações na infraestrutura elétrica para permitir a climatização de 1.081 escolas estaduais.

Ainda na Espanha, a governadora assinou um acordo de cooperação técnica com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), voltado à modernização da gestão de 17 equipamentos culturais administrados diretamente pelo Estado.

Na França, Raquel se reuniu com representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em Paris, para tratar de alternativas de financiamento destinadas à modernização e à descarbonização da frota de ônibus da Região Metropolitana do Recife.

O encontro também abordou projetos relacionados à ampliação do abastecimento de água em Pernambuco. O governo estadual solicitou à agência francesa uma proposta de financiamento para iniciativas de mobilidade sustentável.

Os investimentos discutidos durante a missão incluem projetos e previsões de aplicação de recursos, não significando que todos os valores tenham sido efetivamente contratados ou liberados.

Fonte: Jornal do Comercio
Foto: Yacy Ribeiro/Secom

Senado vota PEC da Segurança nesta terça(3) em meio a impasse sobre maioridade penal

O Senado Federal tem votação prevista para esta terça-feira (3) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A análise do texto, uma das prioridades do governo Lula, reacende o impasse entre governistas e oposição sobre a redução da maioridade penal, que pode provocar alterações na proposta e atrasar sua aprovação definitiva. A […]

O Senado Federal tem votação prevista para esta terça-feira (3) da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A análise do texto, uma das prioridades do governo Lula, reacende o impasse entre governistas e oposição sobre a redução da maioridade penal, que pode provocar alterações na proposta e atrasar sua aprovação definitiva.

A votação foi incluída na pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após ter sido adiada antes do segundo turno das eleições presidenciais. O governo pretende aprovar a proposta sem mudanças em relação ao texto da Câmara dos Deputados, permitindo sua promulgação e abrindo caminho para a criação do Ministério da Segurança Pública.

A oposição, que apoiou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), defende uma emenda para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos nos crimes comuns e para 14 anos nos crimes hediondos. A iniciativa conta com o apoio de 37 senadores.

Durante as discussões anteriores à eleição, o então líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), apresentou uma proposta alternativa para permitir a responsabilização penal a partir dos 16 anos exclusivamente em casos de crimes hediondos.

A iniciativa provocou divergências dentro da própria base governista. A senadora pernambucana Teresa Leitão (PT), líder do governo no Senado, defendeu que o assunto seja discutido separadamente e criticou a tentativa de incluir a mudança na PEC da Segurança Pública.

O presidente Lula também se manifestou favoravelmente à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos durante uma sabatina realizada pela TV Globo antes do segundo turno.

Mesmo assim, uma ala do governo considera que a prioridade deve ser a aprovação do texto já votado pela Câmara. O relator no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), manteve a proposta sem alterações de mérito.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que pretende manter o destaque para que a emenda apresentada por Camilo Santana seja analisada separadamente. A medida pode obrigar os senadores a se posicionarem sobre a redução da maioridade penal.

Além das discussões sobre responsabilização criminal de adolescentes, a PEC prevê mudanças na organização da segurança pública brasileira.

Entre os principais pontos estão a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) na Constituição, a ampliação das competências da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no combate às organizações criminosas e regras mais rígidas para lideranças de facções.

A proposta também estabelece que a União distribua 50% dos recursos de determinados fundos de segurança pública a estados e municípios, independentemente da celebração de convênios. Outra medida permite a criação de polícias municipais para atividades de policiamento ostensivo e comunitário.

A redução da maioridade penal havia sido retirada do texto durante a tramitação na Câmara dos Deputados, em março, após um acordo que previa a discussão do assunto em uma proposta separada.

Caso o Senado aprove mudanças no conteúdo da PEC, o texto precisará retornar à Câmara para nova análise. Se for aprovado sem alterações, poderá seguir diretamente para promulgação.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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Eleições nos EUA têm mais de 57 milhões de votos antecipados e temor de contestação dos resultados por Trump

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições legislativas que definirão o controle do Congresso durante os dois últimos anos do segundo mandato do presidente Donald Trump. Mais de 57 milhões de norte-americanos já haviam votado antecipadamente até segunda-feira (2), enquanto democratas manifestam preocupação com a possibilidade de o presidente contestar resultados desfavoráveis ao […]

Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições legislativas que definirão o controle do Congresso durante os dois últimos anos do segundo mandato do presidente Donald Trump. Mais de 57 milhões de norte-americanos já haviam votado antecipadamente até segunda-feira (2), enquanto democratas manifestam preocupação com a possibilidade de o presidente contestar resultados desfavoráveis ao Partido Republicano.

O volume de votos antecipados supera os cerca de 46 milhões registrados nas eleições de meio de mandato de 2022. Os dados são do laboratório eleitoral da Universidade da Flórida e incluem votos presenciais antecipados e cédulas enviadas pelo correio.

A disputa renovará todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e parte do Senado. Os eleitores também escolherão governadores e outros representantes estaduais e locais.

Atualmente, o Partido Republicano controla as duas Casas do Congresso. Uma mudança nessa composição poderá alterar a relação de forças em Washington, com efeitos sobre a aprovação de projetos, o orçamento federal e a fiscalização das ações do governo.

Temor de contestação

A possibilidade de questionamentos sobre o resultado eleitoral tornou-se uma preocupação entre democratas e organizações que acompanham o processo de votação.

O receio está relacionado às declarações de Trump sobre a segurança das eleições e ao histórico de acusações infundadas de fraude feitas pelo presidente após sua derrota para Joe Biden em 2020.

Naquele ano, Trump contestou o resultado da eleição presidencial, embora não tenham sido apresentadas provas de fraude capaz de alterar o resultado. Suas alegações foram rejeitadas em diferentes processos judiciais.

Na atual disputa, declarações do presidente e iniciativas de seu governo relacionadas à administração das eleições voltaram a provocar questionamentos. Nos Estados Unidos, a organização da votação é responsabilidade dos estados, que possuem regras próprias para o registro dos eleitores, a apuração e a certificação dos resultados.

A presença de observadores, a atuação de autoridades federais e eventuais disputas judiciais estão entre os pontos acompanhados pelas organizações responsáveis pelo monitoramento eleitoral.

Participação antecipada

O crescimento da votação antecipada demonstra uma mobilização expressiva dos eleitores antes da abertura das urnas nesta terça-feira.

Até segunda-feira, aproximadamente 32 milhões de pessoas haviam votado presencialmente e mais de 25 milhões tinham encaminhado seus votos pelo correio.

Os números, porém, não permitem identificar antecipadamente qual partido vencerá. Em alguns estados, os registros indicam a filiação partidária dos eleitores, mas essa informação não revela em quem cada cidadão votou.

A apuração poderá se estender além do dia da eleição, especialmente em disputas equilibradas e nos estados que recebem grande quantidade de votos pelo correio.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Centrão tenta reduzir espaço do PT na articulação política de Lula e emplacar aliados em ministério e lideranças

Partidos do Centrão articulam a ampliação de sua participação no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tentam reduzir a influência do PT na condução das negociações políticas. Além de ministérios, as legendas buscam espaço em funções de liderança responsáveis pela relação entre o Executivo e o Congresso Nacional. As movimentações […]

Partidos do Centrão articulam a ampliação de sua participação no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tentam reduzir a influência do PT na condução das negociações políticas. Além de ministérios, as legendas buscam espaço em funções de liderança responsáveis pela relação entre o Executivo e o Congresso Nacional.

As movimentações ocorrem em meio às discussões sobre a composição do governo que terá início em janeiro de 2027. Um dos principais interesses do grupo é a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação do Palácio do Planalto com deputados e senadores.

Atualmente comandada pelo ministro José Guimarães (PT-CE), a secretaria participa diretamente das negociações de projetos legislativos e da interlocução sobre emendas parlamentares, o que torna seu comando estratégico para os partidos.

Entre as legendas interessadas na pasta está o Republicanos, partido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Um dos nomes mencionados para assumir a função é o deputado federal pernambucano Silvio Costa Filho, que comandou o Ministério de Portos e Aeroportos durante o terceiro mandato de Lula.

A possibilidade, entretanto, enfrenta resistência entre integrantes do Palácio do Planalto. Auxiliares do presidente avaliam que transferir a Secretaria de Relações Institucionais ao Centrão ampliaria o controle dessas legendas sobre uma área considerada estratégica para o funcionamento do governo.

Durante o terceiro mandato, a articulação política permaneceu sob responsabilidade de integrantes do PT. Antes de José Guimarães, a pasta foi comandada por Alexandre Padilha e Gleisi Hoffmann.

Além da disputa pela secretaria, representantes de partidos de centro procuram ampliar sua participação na Esplanada dos Ministérios e nas funções de liderança política. A movimentação ocorre diante da necessidade de Lula construir uma base parlamentar para enfrentar uma oposição numericamente fortalecida após as eleições.

As negociações também envolvem o MDB, o PSD e a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Parte dessas legendas ocupou ministérios no atual governo, embora tenha adotado posições divergentes em votações do Congresso e durante a disputa presidencial.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi escolhido para iniciar as conversas com as direções partidárias a partir desta terça-feira (3). A orientação do Planalto é ouvir as propostas das legendas antes de definir os espaços que poderão ocupar no próximo mandato.

Do lado governista, a intenção é condicionar a distribuição de cargos a compromissos mais claros de apoio às propostas do Executivo. Lula pretende exigir dos partidos uma estimativa dos votos que poderão assegurar nas principais votações da Câmara e do Senado.

O ministro José Guimarães já defendeu que a participação das legendas no governo seja acompanhada de maior fidelidade parlamentar. A avaliação é que a ocupação de ministérios não deve ocorrer sem compromisso com as pautas da administração federal.

As negociações ainda estão em fase inicial. Não existe decisão anunciada sobre a substituição de Guimarães, a transferência da articulação política para o Centrão ou a distribuição das funções de liderança no próximo governo.

Fonte: O Globo
Foto: Juan Barreto

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