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Morre Sílvio Santos

Por Nill Júnior

O empresário e apresentador Silvio Santos morreu aos 93 anos neste sábado (17). A informação foi confirmada pelo SBT nas redes sociais. Silvio estava internado em um hospital particular na capital desde o início do mês.

O apresentador foi um dos maiores nomes da televisão brasileira, em especial à frente do Programa Silvio Santos, que comandava desde 1963, e do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT, que entrou no ar em 1981.

Em 18 de julho de 2024, o comunicador foi internado no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, para se recuperar de H1N1. Teve alta dois dias depois. Em 1º de agosto do mesmo ano, voltou a ser hospitalizado, segundo a assessoria de imprensa da emissora, para passar por exames de imagem.

Silvio Santos nasceu com o nome de batismo Senor Abravanel, em 12 de dezembro de 1930, no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Seus pais, Alberto e Rebeca, eram imigrantes de origem judia, e ele foi o mais velho de cinco irmãos.

Em 1954, Silvio assinou o primeiro contrato fixo como locutor, na Rádio Nacional de São Paulo. Depois, foi chamado pelo empresário Manuel de Nóbrega para ser animador de seu programa na Rádio Nacional.

Ele assumiu em 1958 a empresa Baú da Felicidade, que era antes de Manuel de Nóbrega. No ano seguinte, passou a fazer shows em circos para vender os carnês da empresa.

No mesmo ano, no dia 7 de fevereiro, ele estreou seu primeiro programa televisivo, o “Hit Parade”, na TV Paulista.

Em 1962, passou a ser apresentador do “Vamos brincar de forca”, na TV Paulista (canal 5, que no ano seguinte foi comprado pela TV Globo). Em seguida, começou a ser exibido o seu Programa Silvio Santos, na TV Globo.

Em 1965, ele passou a ser apresentador também na TV Tupi. Os programas tiveram vários nomes: “Festa dos Sinos”, “Sua Majestade: o Ibope”, “Cidade contra Cidade” e “Silvio Santos Diferente”.

Em 1975 ele venceu a concorrência para adquirir o Canal 11, do Rio de Janeiro, e no ano seguinte, inaugurou a TVS. Em 1976, ele saiu da TV Globo. Seu programa passou a ser transmitido nas TVs Tupi e TVS do Rio.

Silvio ganhou outras concessões e, em 1981, entrou no ar o SBT, uma das várias empresas do seu grupo, onde o Programa Silvio Santos viraria a principal atração, com quadros inesquecíveis como “Domingo no parque”, “Qual é a música”, “Show de calouros” e “Porta da esperança”.

A capacidade de segurar o público no programa de variedades que chegou a durar mais de dez horas, o domínio da plateia e da audiência com bordões como “Vem pra cá, vem pra cá” e “Quem quer dinheiro?” atestavam o carisma do apresentador.

Silvio também fez sucesso cantando marchinhas de carnaval, como “Coração Corintiano” e “A pipa do vovô”, registradas em álbuns entre os anos 70 e 90.

Em 1989, Silvio Santos anunciou que seria candidato a Presidente do Brasil duas semanas antes do primeiro turno da eleição, mas a candidatura foi indeferida pelo TSE uma semana depois.

Em fevereiro 2001, Silvio Santos foi homenageado no Carnaval do Rio pela escola de samba Tradição.

Silvio Santos deixa a viúva Íris Abravanel, com quem era casado desde 1978 e teve as filhas Daniela Patrícia, Rebeca e Renata. Também deixa as filhas Cíntia e Silvia, do primeiro casamento, com Cidinha, que morreu em 1977.

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Direita já escolheu Tarcísio de Freitas para substituir Flávio Bolsonaro

No meu comentário das 12h desta quinta-feira (29),  faço uma analise sobre o impacto da carta de Flávio Bolsonaro e como a direita brasileira tem se movimentado para escolher um novo líder. Destaco que a publicação da carta especulada até como tendo sido feita com ajuda de inteligência artificial tornou-se uma “aberração política” sem respaldo […]

No meu comentário das 12h desta quinta-feira (29),  faço uma analise sobre o impacto da carta de Flávio Bolsonaro e como a direita brasileira tem se movimentado para escolher um novo líder.

Destaco que a publicação da carta especulada até como tendo sido feita com ajuda de inteligência artificial tornou-se uma “aberração política” sem respaldo no próprio campo conservador. Ao se autoproclamar presidente dos “Estados Unidos do Brasil”, Flávio criou uma situação sem base na realidade, além de gerar problemas para a imagem de Donald Trump nos EUA.

A movimentação atual sinaliza que o cenário político da direita não gira mais exclusivamente em torno da família Bolsonaro, marcando o início de um novo ciclo de liderança.

Acompanhe o comentário completo clicando no link abaixo:

 

Médico sertanejo critica intolerância política. “A fome não tem partido”

O médico ginecologista e obstetra Lourival Rodrigues, de Floresta, no Sertão de Pernambuco, publicou uma reflexão sobre manifestações de intolerância após as eleições. No texto, ele critica a ideia de retirar benefícios sociais de pessoas pobres por suas escolhas políticas. Em artigo intitulado “A fome não tem partido”, Lourival Rodrigues questiona a postura de pessoas […]

O médico ginecologista e obstetra Lourival Rodrigues, de Floresta, no Sertão de Pernambuco, publicou uma reflexão sobre manifestações de intolerância após as eleições. No texto, ele critica a ideia de retirar benefícios sociais de pessoas pobres por suas escolhas políticas.

Em artigo intitulado “A fome não tem partido”, Lourival Rodrigues questiona a postura de pessoas que defendem a suspensão da assistência social a eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). O médico argumenta que divergências políticas não podem servir de justificativa para negar direitos básicos e defende que o debate público seja conduzido com respeito à dignidade humana.

O autor também ressalta a importância da educação, do trabalho e da autonomia financeira como caminhos para reduzir a dependência de programas assistenciais, sem abandonar quem ainda necessita do apoio do Estado.

Confira o artigo na íntegra:

A fome não tem partido

Nos últimos dias, após as eleições, tenho observado manifestações que me causam mais tristeza do que qualquer resultado eleitoral. Algumas pessoas chegam a defender que os mais pobres deveriam perder a assistência social simplesmente porque votaram no Partido dos Trabalhadores.

Não sou de direita nem de esquerda. Tenho minhas convicções, discordo de muitas ideias do partido vencedor e me identifico com algumas propostas de seus adversários. Mas não acredito que seja necessário abraçar uma ideologia por inteiro, muito menos transformar divergências políticas em intolerância.

O que me incomoda profundamente é perceber a facilidade com que alguns, vivendo uma realidade financeira confortável, julgam as escolhas de quem enfrenta diariamente a pobreza.

É fácil discutir política diante de uma mesa farta. É fácil condenar o voto de alguém quando não sabemos o que significa abrir a geladeira e não encontrar alimento para os filhos. Para quem vive na necessidade, um benefício social não é uma discussão ideológica. Muitas vezes, é a diferença entre comer e passar fome.

Isso não significa defender a dependência permanente do Estado. Pelo contrário, acredito que o verdadeiro progresso acontece quando as pessoas conquistam educação, trabalho, autonomia e condições de viver com dignidade, sem depender de auxílio para sobreviver.

Mas enquanto essa realidade não chega, negar assistência a alguém por sua escolha eleitoral não é defender princípios. É abandonar a humanidade.

Podemos criticar governos, combater a corrupção, discordar de políticas públicas e exigir responsabilidade com o dinheiro público. O que não podemos é transformar o sofrimento dos mais vulneráveis em uma espécie de punição por terem pensado diferente de nós.

A democracia nos dá o direito de escolher nossos governantes. Não nos dá o direito de decidir quem merece comer.

Talvez esteja faltando ao nosso país algo que nenhuma eleição, por si só, será capaz de oferecer: a capacidade de discordar sem odiar, de defender nossas ideias sem desprezar o próximo e de reconhecer que a dignidade humana está acima de qualquer bandeira partidária.

Porque a fome não tem partido, a dignidade não tem ideologia e a compaixão não deveria ter lado.

E, antes de sermos de direita ou de esquerda, seria bom lembrarmos que somos, acima de tudo, seres humanos.

Lourival Rodrigues – Médico

Foto: Divulgação

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STF vai decidir se haverá segundo turno para governador do Rio após vitória de Douglas Ruas

O PSD, partido de Eduardo Paes, tenta reverter no Supremo a decisão que garantiu a eleição de Douglas Ruas no primeiro turno. A disputa envolve a anulação de mais de 274 mil votos recebidos por Anthony Garotinho. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator da ação apresentada pelo PSD para […]

O PSD, partido de Eduardo Paes, tenta reverter no Supremo a decisão que garantiu a eleição de Douglas Ruas no primeiro turno. A disputa envolve a anulação de mais de 274 mil votos recebidos por Anthony Garotinho.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o relator da ação apresentada pelo PSD para questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou Douglas Ruas (PL) eleito governador do Rio de Janeiro. O processo ainda aguarda uma definição sobre a possibilidade de realização de uma nova votação entre Ruas e Eduardo Paes (PSD).

A controvérsia começou após o TSE confirmar, em 8 de outubro, o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), que recebeu 274.411 votos no primeiro turno das eleições, realizado no dia 4.

Por cinco votos a dois, o tribunal determinou a anulação dos votos atribuídos a Garotinho e uma nova totalização do resultado. Com a exclusão desses votos, Douglas Ruas passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para garantir sua eleição sem a necessidade de segundo turno.

O PSD contesta esse entendimento na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.362. O partido argumenta que os votos recebidos por Garotinho, embora posteriormente anulados pela Justiça, deveriam permanecer na base de cálculo utilizada para definir a necessidade de uma segunda votação.

Segundo a legenda, retirar esses votos depois da eleição altera a proporção necessária para que um candidato alcance a maioria absoluta. O partido sustenta que a decisão compromete princípios como a soberania popular, a segurança jurídica e o direito ao voto.

Zanin solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Advocacia-Geral da União (AGU) e do próprio TSE antes de analisar o pedido. O tribunal eleitoral encaminhou informações ao Supremo na terça-feira (27).

Na manifestação enviada ao STF, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, apontou dificuldades técnicas que impediam a realização do segundo turno para governador do Rio na data originalmente prevista, 25 de outubro, devido aos procedimentos de preparação, configuração e lacração das urnas eletrônicas.

Com a votação daquela data já encerrada, o PSD busca uma solução judicial que permita realizar uma nova disputa antes da diplomação ou da posse do próximo governador. A possibilidade de votação em dezembro está entre as alternativas mencionadas na ação.

Em uma tentativa anterior, Zanin havia rejeitado um pedido da campanha de Eduardo Paes para suspender os efeitos da decisão do TSE. Na ocasião, o ministro apontou questões processuais, sem decidir definitivamente o mérito da controvérsia.

Até o momento, permanece válida a decisão da Justiça Eleitoral que declarou Douglas Ruas eleito no primeiro turno. Uma eventual mudança dependerá de novo pronunciamento do Supremo.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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Pix MEI de até R$ 5 mil deve ser disponibilizado por aplicativo a partir de 2027, anuncia ministro

Programa do governo federal prevê repasse de até R$ 5 mil para investimentos de microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres. As regras ainda estão sendo definidas e não há inscrições abertas. O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, informou nesta quinta-feira (29) que o Pix MEI deverá ser […]

Programa do governo federal prevê repasse de até R$ 5 mil para investimentos de microempreendedores individuais, com prioridade para mulheres. As regras ainda estão sendo definidas e não há inscrições abertas.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, informou nesta quinta-feira (29) que o Pix MEI deverá ser disponibilizado por meio de um aplicativo, com o objetivo de facilitar o acesso de microempreendedores individuais aos recursos previstos pelo governo federal.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Pereira explicou que a proposta é simplificar a solicitação do benefício e permitir que os empreendedores comprovem a utilização do dinheiro por meio de notas fiscais.

O programa prevê a transferência de até R$ 5 mil para investimentos em pequenos negócios, sem necessidade de devolução dos recursos.

O dinheiro deverá ser destinado à melhoria das atividades profissionais, incluindo a compra de máquinas, equipamentos, ferramentas e outras estruturas que contribuam para aumentar a capacidade produtiva dos empreendimentos.

Segundo o ministro, a intenção é criar um mecanismo de acesso direto aos microempreendedores, reduzindo procedimentos burocráticos. O formato por aplicativo, entretanto, ainda está em estudo e não foi oficialmente definido.

A iniciativa deverá priorizar mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento anual de até R$ 40.500. A previsão do governo é atender aproximadamente 1 milhão de beneficiários entre 2027 e 2030, mediante critérios de seleção que ainda serão divulgados.

O ministro também fez um alerta sobre tentativas de golpes envolvendo o benefício. Apesar de já ter sido anunciado, o Pix MEI não terá pagamentos em 2026 e ainda não possui sistema de cadastramento ativo.

Pereira orientou que os microempreendedores desconsiderem mensagens oferecendo inscrições antecipadas ou solicitando informações pessoais e bancárias para liberar o dinheiro.

As regras definitivas, os procedimentos de inscrição e o calendário de pagamentos ainda serão estabelecidos pelo Ministério do Empreendedorismo. Até lá, nenhuma transferência está autorizada pelo programa.

Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução

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Aliados do Centrão classificam carta de Flávio Bolsonaro como “delirante” e apontam isolamento político

Parlamentares avaliam que a tentativa de Flávio Bolsonaro de contestar o resultado das eleições não terá apoio institucional, nem mesmo dentro do PL. A manifestação também provocou preocupação entre aliados. A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nessa quarta-feira (28), na qual se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, provocou críticas […]

Parlamentares avaliam que a tentativa de Flávio Bolsonaro de contestar o resultado das eleições não terá apoio institucional, nem mesmo dentro do PL. A manifestação também provocou preocupação entre aliados.

A carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) nessa quarta-feira (28), na qual se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, provocou críticas entre integrantes do Centrão e aliados do próprio partido. Segundo reportagem do Estadão Conteúdo, parlamentares ouvidos reservadamente classificaram a iniciativa como “delirante” e demonstraram preocupação com seus possíveis desdobramentos políticos.

Os interlocutores avaliam que o senador poderá ficar isolado ao insistir na narrativa de fraude eleitoral, apresentada sem provas. Na avaliação desses parlamentares, nem mesmo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, deverá apoiar a tentativa de contestação do resultado.

Um dos integrantes do grupo afirmou que Flávio “ficará falando para as paredes”, em referência à falta de apoio institucional à sua posição. Procurado pela reportagem, o PL preferiu não comentar o documento.

Entre os políticos ouvidos, existe preocupação com a possibilidade de o senador mobilizar manifestações de rua para questionar a eleição, o que poderia ampliar as tensões políticas no país.

Parlamentares também criticaram as comparações históricas feitas por Flávio na carta, incluindo referências ao jurista Ruy Barbosa. Para alguns deles, a postura poderá produzir um efeito contrário ao pretendido, fortalecendo politicamente o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não quis comentar o documento. Ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os aliados que se distanciaram da contestação está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em entrevista ao Estadão, ele afirmou compreender a insatisfação de Flávio, mas defendeu o respeito à decisão das urnas.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente”, declarou o governador, acrescentando que o caminho é reconhecer o resultado eleitoral.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também evitou apoiar a declaração de Flávio. Questionado sobre o assunto, respondeu: “Não comentarei sobre o assunto. Não vou me envolver”.

As reações ocorrem após o senador alterar o documento original, substituindo a expressão “verdadeiro presidente eleito do Brasil” por “líder do Brasil”, mantendo os questionamentos à legitimidade da votação.

Fonte: Diario de Pernambuco/Estadão Conteúdo
Foto: Charles Vieira

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