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Médico cubano se apaixonou no Sertão

Por Nill Júnior

Miguel e Jessika [detalhe] têm uma filha de dois anos. Eles devem se mudar para Cuba
Montagem/Divulgação e redes sociais
LeiaJá

Itapetim é uma pequena cidade de 13 mil habitantes do Sertão de Pernambuco.

Em dezembro de 2013, nessa cidade, chegava o ortopedista Miguel Lopez Valdes, através da segunda etapa do Programa Mais Médicos (PMM). Mal imaginava o cubano que, quando finalmente tivesse que deixar o país, sairia acompanhado de esposa e filha. Até a próxima quinta-feira (6), Miguel continuará atendendo no posto médico do município. Sua saída iminente tem deixado triste uma população não acostumada a ver um médico se manter tanto tempo no mesmo cargo.

Miguel, com média de atender 30 pessoas por dia, tem recebido cerca de 60 pacientes nos últimos dias. São pessoas querendo saber se o cubano está mesmo deixando a cidade, pedindo para que ele fique, trazendo presentes ou querendo um último atendimento com o doutor que eles aprovaram. “Eu me sinto grato. É uma situação difícil, muita preocupação dos pacientes. Mas de forma geral, me sinto feliz”, diz Miguel ao LeiaJá. Ainda em dezembro, o médico deve viajar de volta para Cuba, mas não decidiu se continuará vivendo na terra natal. “É complicado ficar sem emprego. Acho que não dá para ficar aqui, infelizmente”, acrescenta.

Apesar da esposa de Lopez ser da área de saúde, eles não se conheceram por isso. A auxiliar de saúde bucal Jessika Elaine Amorim Vieira, 29, é filha da dona da pousada na qual o estrangeiro ficou alojado. “Quando Miguel veio para Itapetim, foi algo que se criou muita expectativa. Muita gente esperando. Da minha parte não houve expectativa, agi normalmente. Médicos por aqui, os que conheci, querem ser um rei. O paciente vai para a consulta com medo, não sabe o que falar. Mas minha mãe ficou muito surpresa com a simplicidade dele”, recorda Jessika. Um almoço não programado em um bar da cidade foi a ocasião em que os dois se conheceram. “Acho que foi amor à primeira vista”, sorri um Miguel nervoso, envergonhado com o clichê da frase. “A gente se identificou na hora. A gente fica falando sobre isso, ‘nossa, como foi naquela vez que a gente se conheceu?’, e a gente concorda que houve uma identificação”, completa o cubano.

Eles continuaram mantendo contato. Um namoro teve início. E depois veio Emily Vanessa, agora com dois anos e seis meses. Jessika, no início do relacionamento, já era mãe de um garoto de dois anos. “Meu filho hoje chama ele de pai”, diz ela, orgulhosa. “Eu nunca imaginei” continua Miguel, “Eu estive em vários países e isso nunca passou pela minha cabeça, de casar fora de Cuba”.

Uma estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) aponta que 1,4 mil cubanos do Mais Médicos se casaram no Brasil. Miguel tem garantia de permanência no Brasil, não havendo risco de ficar em situação irregular no país. Temendo o desemprego, entretanto, Lopez deve voltar para Cuba. Uma viagem com a família já está sendo programada para dezembro e janeiro. Após isso, o destino deles deve ser selado.

“Minha mãe está doidinha para conhecer minha família”, ele brinca.   Miguel tem recebido grande apoio da esposa, que está disposta a abandonar a carreira na sua cidade e seguir com o companheiro para Cuba. “Não me assusto em deixar minha cidade. A base é a família. Minha família é minha filha e meu marido. Onde a base da minha família for eu vou e o que der pra eu fazer por ele eu faço. Eu não opino em nada. A decisão que ele tomar está tomada”, diz a auxiliar com firmeza.

Enquanto eles não deixam o Sertão, não param de receber visitas. Jessika diz não ter conseguido fazer a faxina porque a todo momento chegam pessoas, até aos prantos, querendo saber de Miguel e trazer presentes. Ela cita alguns dos presentes oferecidos ao companheiro: galinha, peru, passarinho, cachorro, feijão, banana, maçã, queijo, uva e morango.

O prefeito de Itapetim, Adelmo Moura (PSB), esteve no posto médico para cumprimentar o cubano e constatou o aumento de pacientes querendo ser atendidos por ele. “Eu recebi a notícia da saída dos cubanos com muita tristeza, eles são muito bons. Atendem a população muito bem. São treinados para fazer atenção básica. Tem gente que vem de outra cidade para ser atendido pelo Miguel”, afirma o prefeito.

Para Adelmo, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deveria ter recuado e negociado com mais calma a saída dos cubanos.   Apesar de uma médica já ter sido selecionada para assumir a vaga de Miguel a partir do dia 7 de dezembro, o prefeito já vê a saúde do município piorar.

Um médico do programa Estratégia Saúde da Família (ESF) saiu de Itapetim para trabalhar no Mais Médicos de uma cidade vizinha. Segundo o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), um terço dos brasileiros inscritos para substituir os cubanos deixou vagas em seus postos de saúde. Foi criado um déficit de 2.844 profissionais.

Os dados do conselho apontam que das 8,3 mil vagas preenchidas pelo edital do Ministério da Saúde, 34% foram ocupadas por médicos que já atuavam no ESF. O Mais Médicos oferece bolsas de R$ 11,8 mil, valor superior à média do Norte e Nordeste ofertada aos profissionais do ESF, além de uma ajuda de custo paga pelo município variando entre mil e três mil por profissional.  O médico vinculado ao Programa tem carga horária semanal de 32 horas de trabalho e oito horas dedicadas às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Lopez diz não gostar de falar sobre política, mas avalia que a saída dos cubanos é fruto de discriminação. Ele também afasta a versão de Bolsonaro de que os médicos seriam escravos no Brasil. “Existe um contrato que foi firmado e todo cubano sabia. Ninguém foi obrigado a vir para o Brasil nem foi enganado. Todo mundo sabia o salário e o que aconteceria no programa desde o princípio”, explica. “Houve um momento em que Cuba quebrou o contrato porque se falou para os cubanos fazerem um teste de conhecimento. Veja, os médicos cubanos trabalham em 62 países, por que o Brasil tem que fazer esse teste? Passei por exames em Cuba e no acolhimento quando cheguei no Brasil”.

Questionado sobre o governo de Cuba, o ortopedista nega que seu país viva em uma ditadura. “Quem tiver interesse em saber se Cuba é uma ditadura, que viaje e fale com a população cubana. Eu não considero que a gente viva em uma ditadura. É um socialismo que quer igualdade, mas ditadura é uma palavra muito forte. Ditadura é a Coreia do Norte. Lá em Cuba está minha mãe e meu pai, ninguém é obrigado a nada. Se existe tanta carência, tantos problemas e dificuldades no Brasil, não seria bom criticar outros países”, opina.

A esposa do médico diz ideia semelhante. “As pessoas mais carentes serão as mais prejudicadas. O presidente [eleito] se incomoda tanto com o que Cuba faz e aqui no Nordeste ainda morre criança com diarreia. É uma ingratidão. Como nós brasileiros vamos falar de Cuba se a nossa saúde e educação são precárias? Não nos dá o direito”, avalia Jessika.

Perto de se despedir da cidade onde conheceu a esposa e teve sua primeira filha, o cubano diz que sentirá saudades. Ele percebeu uma mudança no comportamento da população nos últimos anos. “Quando comecei aqui, a saúde era diferente. Hoje em dia tem melhorado muito, mas não só pelo meu atendimento”, afirma, compartilhando os louros. “Itapetim agora tem uma infraestrutura melhor. A população também mudou muito, a forma de pensar tem mudado. Hoje em dia a maioria sabe se expressar, está atenta e participa de palestras”.

Outras Notícias

Ricardo Nunes enfrenta pedido de impeachment após redução de ônibus no segundo turno em SP

A Câmara Municipal de São Paulo inicia, nesta quinta-feira (29), a análise de um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A primeira reunião da comissão especial está marcada para as 16h30 e discutirá acusações de interferência no segundo turno das eleições presidenciais. A denúncia foi apresentada pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal […]

A Câmara Municipal de São Paulo inicia, nesta quinta-feira (29), a análise de um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A primeira reunião da comissão especial está marcada para as 16h30 e discutirá acusações de interferência no segundo turno das eleições presidenciais.

A denúncia foi apresentada pelos vereadores Celso Giannazi, Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista, todos do PSol. Eles acusam a administração municipal de descumprir uma determinação da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de 100% da frota operacional de ônibus na capital paulista durante a votação.

Segundo a Agência Brasil, apenas cerca de 60% da frota foi mantida em circulação durante grande parte do domingo (25). A situação provocou reclamações de passageiros que enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação.

A Prefeitura de São Paulo afirma que determinou às concessionárias a disponibilização integral da frota. Segundo a administração municipal, a ordem judicial foi comunicada às empresas no sábado (24), mas o prazo reduzido dificultou a reorganização das operações. A gestão informou ainda que eventuais descumprimentos por parte das concessionárias poderão resultar em sanções contratuais.

O pedido também menciona denúncias de suposto assédio eleitoral contra servidores comissionados da prefeitura, que teriam sido pressionados a participar de atividades da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). As acusações ainda dependem de apuração.

A comissão especial é formada por sete vereadores: Hélio Rodrigues (PT), Luana Alves (PSol), Rubinho Nunes (União Brasil), Major Palumbo (PP), Kenji Ito (Podemos), Sandra Santana (MDB) e Sandra Tadeu (PL).

O colegiado terá até dez dias para emitir parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Caso o pedido seja considerado admissível, ainda precisará passar por votação no plenário da Câmara para que o processo avance.

A instalação da comissão não significa que o impeachment tenha sido aprovado nem que o prefeito tenha cometido as infrações apontadas.

O caso também motivou manifestações contra Ricardo Nunes. Novos protestos estão previstos para sexta-feira (30), na Praça Roosevelt, e sábado (31), no Largo da Batata, em São Paulo.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Reprodução

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Aliado de Flávio Bolsonaro atribui ao ChatGPT erros em carta que o apresentava como presidente eleito

O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo atribuiu ao ChatGPT os erros identificados na carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, nesta quinta-feira (29), ele afirmou que a ferramenta teria inserido um brasão antigo do Brasil e recuperado uma versão anterior do documento, na qual […]

O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo atribuiu ao ChatGPT os erros identificados na carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL) após sua chegada aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, nesta quinta-feira (29), ele afirmou que a ferramenta teria inserido um brasão antigo do Brasil e recuperado uma versão anterior do documento, na qual o senador se apresentava como o verdadeiro presidente eleito.

Segundo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro ficou responsável pela preparação do material e solicitou à inteligência artificial que acrescentasse o brasão da República. O arquivo, entretanto, apareceu com um símbolo antigo, que utilizava a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a grafia anterior à reforma ortográfica.

O segundo problema, conforme a explicação apresentada, ocorreu na geração do documento. A ferramenta teria recuperado uma versão preliminar do texto, que continha a expressão “verdadeiro presidente eleito”, posteriormente retirada.

Figueiredo afirmou que a carta passou por diferentes versões e recebeu contribuições de mais de uma pessoa antes de ser divulgada. Ele também relatou que pediu autorização para encaminhar o material à imprensa e recebeu sinal positivo da equipe.

Após a repercussão, os responsáveis pelo documento realizaram duas correções. Primeiro, substituíram o brasão. Depois, alteraram o texto para apresentar Flávio como “verdadeiro líder”, expressão que, segundo Figueiredo, representaria melhor a condição jurídica e a posição política pretendida pelo senador.

O aliado argumentou que a escolha da nova expressão também buscava reafirmar a liderança de Flávio dentro do grupo político. Ele classificou como exageradas as especulações sobre as mudanças e minimizou os erros encontrados nas primeiras versões.

Apesar das correções, Figueiredo reiterou que Flávio Bolsonaro não reconhece o resultado das eleições presidenciais e pretende continuar contestando a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Reprodução

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Aliado de Flávio, Trump diz que eleição no Brasil foi uma “desgraça”, mas diz que vai conversar com Lula

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas voltou a questionar as eleições presidenciais brasileiras. Durante uma conversa com jornalistas, o republicano classificou a votação como uma “desgraça”. O candidato de Trump era Flávio Bolsonaro. A declaração ocorreu quando Trump foi […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas voltou a questionar as eleições presidenciais brasileiras. Durante uma conversa com jornalistas, o republicano classificou a votação como uma “desgraça”. O candidato de Trump era Flávio Bolsonaro.

A declaração ocorreu quando Trump foi questionado se pretendia telefonar para Lula e parabenizá-lo pela reeleição. O presidente norte-americano confirmou a intenção de conversar com o brasileiro, mas aproveitou a resposta para criticar o processo eleitoral.

“Eu vou falar com ele. Eu acho que a eleição foi uma desgraça no Brasil”, afirmou.

Em seguida, um jornalista perguntou quem Trump considerava o vencedor legítimo da disputa presidencial. O republicano não respondeu diretamente e voltou a manifestar sua insatisfação com a eleição.

“Não quero comentar agora, mas achei que a eleição foi uma grande desgraça para a população do Brasil”, declarou.

Trump também afirmou que acompanhou a votação brasileira e alegou ter recebido um pedido do próprio Lula para não tomar partido na disputa. Segundo ele, a solicitação teria sido respeitada.

O presidente americano utilizou ainda a reação negativa do mercado financeiro brasileiro após a reeleição de Lula como argumento para suas críticas. Ele mencionou a queda da Bolsa de Valores, classificando o movimento como um sinal de insatisfação com o resultado eleitoral.

Apesar das declarações, Trump não apresentou provas de irregularidades na votação e tampouco indicou quem considera o legítimo vencedor das eleições. Também não informou quando pretende conversar com Lula.

Até o momento das declarações, a Casa Branca não havia divulgado uma manifestação formal de reconhecimento ou felicitação ao presidente brasileiro pela reeleição.

Clique no link abaixo e confira, em nosso Instagram, o vídeo com as declarações de Donald Trump aos jornalistas.

Vídeo: Reprodução/Metrópoles

 

Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem publicam fotos com Flávio nos EUA após saída do Brasil

Os ex-deputados divulgaram imagens ao lado de Flávio Bolsonaro após a chegada do senador aos Estados Unidos. Eduardo e Ramagem vivem no país desde 2025 e têm ordens de prisão expedidas pelo STF. Os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL) e Alexandre Ramagem (PL) publicaram, na noite dessa quarta-feira (28), fotografias ao lado do senador Flávio […]

Os ex-deputados divulgaram imagens ao lado de Flávio Bolsonaro após a chegada do senador aos Estados Unidos. Eduardo e Ramagem vivem no país desde 2025 e têm ordens de prisão expedidas pelo STF.

Os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL) e Alexandre Ramagem (PL) publicaram, na noite dessa quarta-feira (28), fotografias ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que chegou a Miami acompanhado da família após deixar o Brasil descumprindo uma determinação judicial.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais dos dois aliados. Eduardo afirmou que a fotografia foi registrada após reencontrar o irmão e comentou as circunstâncias da viagem.

“Ontem foi um dia longo, talvez o mais longo da minha vida. Mas prevalecemos. Mesmo aqui de fora não desistiremos do Brasil”, escreveu.

Alexandre Ramagem também publicou uma fotografia com Flávio, acompanhada de uma mensagem em defesa da atuação política do senador a partir do território norte-americano.

“Livre da perseguição para ser a voz do Brasil por liberdade, segurança e prosperidade”, afirmou o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Eduardo Bolsonaro e Ramagem permanecem nos Estados Unidos desde 2025. Ambos tiveram a prisão determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), embora respondam a processos distintos.

Eduardo foi condenado por coação no curso do processo, em razão de sua atuação junto a autoridades norte-americanas para pressionar instituições brasileiras durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. No início de outubro, o ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento de sua pena.

Ramagem, por sua vez, foi condenado por participação na tentativa de golpe de Estado e deixou o Brasil mesmo estando proibido judicialmente de sair do país. Sua prisão preventiva foi decretada em novembro de 2025.

O encontro ocorre após Flávio Bolsonaro deixar o território brasileiro, apesar de uma ordem judicial que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do país.

Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, Flávio divulgou uma carta na qual questionou o resultado sem apresentar provas de fraude e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Reprodução/Redes sociais

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Direita já escolheu Tarcísio de Freitas para substituir Flávio Bolsonaro

No meu comentário das 12h desta quinta-feira (29),  faço uma analise sobre o impacto da carta de Flávio Bolsonaro e como a direita brasileira tem se movimentado para escolher um novo líder. Destaco que a publicação da carta especulada até como tendo sido feita com ajuda de inteligência artificial tornou-se uma “aberração política” sem respaldo […]

No meu comentário das 12h desta quinta-feira (29),  faço uma analise sobre o impacto da carta de Flávio Bolsonaro e como a direita brasileira tem se movimentado para escolher um novo líder.

Destaco que a publicação da carta especulada até como tendo sido feita com ajuda de inteligência artificial tornou-se uma “aberração política” sem respaldo no próprio campo conservador. Ao se autoproclamar presidente dos “Estados Unidos do Brasil”, Flávio criou uma situação sem base na realidade, além de gerar problemas para a imagem de Donald Trump nos EUA.

A movimentação atual sinaliza que o cenário político da direita não gira mais exclusivamente em torno da família Bolsonaro, marcando o início de um novo ciclo de liderança.

Acompanhe o comentário completo clicando no link abaixo: