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Mais um no apoio a Felipe Carreras

Por Nill Júnior

Tendo o Partido Socialista Brasileiro como única legenda da minha trajetória política, não poderia me esquivar em um momento como este, em que os parlamentares que votaram a favor da Reforma da Previdência estão sob a possibilidade de expulsão. Assim como eu, o deputado federal pernambucano Felipe Carreras, em todo seu histórico político, pertenceu aos quadros do PSB.

Neste cenário, é preciso que o PSB Nacional faça uma avaliação ponderada sobre o caso. É certo que o partido fechou questão contra a Reforma da Previdência, mas não se deve jogar ignorar uma trajetória de décadas, como é o caso da vida pública de Felipe Carreras, que ainda muito jovem participou de importantes campanhas do PSB em Pernambuco, tendo assumido importantes funções como a de chefe de gabinete do ex-governador Miguel Arraes, secretário de Turismo na Prefeitura do Recife, no Governo do Estado e, ainda, sido eleito duas vezes deputado federal com expressiva votação em Pernambuco.

Vale salientar que o meu posicionamento sobre a Reforma, como tenho falado há meses, é totalmente contra o projeto apresentado pelo atual governo. Assim como o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, defendo que o caso de Felipe Carreras, com quem tive a responsabilidade de fazer parcerias exitosas na cidade do Recife, seja melhor avaliado. O PSB não pode perder um quadro histórico e importante como Felipe por uma votação. É preciso considerar toda sua história de lealdade e serviços prestados ao partido e, sobretudo, ao povo pernambucano. Neste contexto, vale lembrar que divergências sobre temas importantes como a Reforma da Previdência fazem parte da democracia. Como socialista, acredito que deve-se buscar diálogo e equilíbrio sobre este tema.

Diogo Moraes
Deputado estadual e vice-líder do Governo na Alepe

Outras Notícias

Primeiro ato de campanha reúne candidatos e militantes da Frente Popular

Cerca de cinco mil pessoas lotaram, segundo nota de Assessoria, na noite desta segunda-feira  (07), o salão do Arcádia, no Paço Alfândega, no Recife Antigo, para o primeiro grande ato de campanha em apoio ao candidato ao governo Paulo Câmara (PSB), que encabeça a chapa majoritária da Frente Popular, composta ainda por Raul Henry (PMDB), […]

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Cerca de cinco mil pessoas lotaram, segundo nota de Assessoria, na noite desta segunda-feira  (07), o salão do Arcádia, no Paço Alfândega, no Recife Antigo, para o primeiro grande ato de campanha em apoio ao candidato ao governo Paulo Câmara (PSB), que encabeça a chapa majoritária da Frente Popular, composta ainda por Raul Henry (PMDB), postulante a vice-governador, e Fernando Bezerra Coelho (PSB), que concorre ao Senado.

O evento, intitulado “Amigos de Paulo”, contou também com a presença do ex-governador e candidato a presidente Eduardo Campos, o prefeito do Recife, Geraldo Júlio, do governador João Lyra Neto, além dos candidatos na chapa proporcional, lideranças e militantes da Frente.

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Em sua fala, Fernando Bezerra Coelho discorreu sobre a história de luta dos pernambucanos, e como este momento é simbólico.  “Pernambuco tem um filho seu postulando liderar o Brasil. É um dos nossos maiores momentos de luta. O que está aí já deu o que tinha que dar. O Brasil cansou dessa polarização entre PT e PSDB. Eduardo (Campos) carrega nossos melhores sentimentos e esperanças. Pernambuco vai fazer a diferença. Vamos incendiar essa campanha, contagiar o Nordeste e o Brasil, com Eduardo no Palácio do Planalto e Paulo no Palácio do Campo das Princesas”, discursou.

Fechando a noite, Eduardo Campos contou sobre suas andanças pelo Brasil, nos últimos 100 dias, seu início na política, como militante, e ressaltou o desejo da população brasileira de acabar com um sistema político calcado no patrimonialismo e no fisiologismo. “Para mudar, é preciso coragem. E coragem Deus deu a mim e a Marina (Silva). Teremos uma votação expressiva, no Estado e no Brasil, e eu volto aqui, no dia primeiro de janeiro, como presidente da República”, finalizou, empolgando a militância.

Atividades de esporte e de cidadania marcam início da programação dos 125 anos de Flores

Um aulão de aeróbica na Academia das Cidades iniciou as atividades da programação desta sexta-feira 1 dentro das comemorações dos 125 anos de emancipação política Flores, celebrados oficialmente dia 11 de setembro. Logo após a atividade, que aconteceu na Academia das Cidades, professores de Educação Física da cidade se deslocaram ao comércio local onde praticaram […]

Um aulão de aeróbica na Academia das Cidades iniciou as atividades da programação desta sexta-feira 1 dentro das comemorações dos 125 anos de emancipação política Flores, celebrados oficialmente dia 11 de setembro.

Logo após a atividade, que aconteceu na Academia das Cidades, professores de Educação Física da cidade se deslocaram ao comércio local onde praticaram um momento de lazer, oferecido pela Secretaria de Esportes, com a preocupação de melhorar a qualidade de vida do trabalhador  – ginástica laboral.

Orientados por profissionais, os colaboradores fizeram alongamento, exercícios de coordenação, além da interação, num momento de lazer e descontração.

No mesmo dia, a população teve acesso à segunda via de 300 identidades e segunda via de 50 registros de nascimento.

O mutirão ainda disponibilizou serviços em saúde com teste rápido de HIV, sífilis e Hepatite; aferição de pressão e glicemia em jejum e emissão do Cartão do SUS – Sistema único de Saúde.

Houve serviços na área de assistência social com atendimento ao cadastro único do Bolsa Família, curso de biscuit e curso de crochê (barramento em pano de prato).

Além de emissão da carteira do idoso, corte de cabelo, sobrancelhas, escova, maquiagem, manicure e limpeza de pele estarão disponíveis à população.

Aposta do Blog: São José do Egito terá disputa mais emocionante do Pajeú

Quem cravar vitória de Romério ou Evandro antes de domingo está mentindo: eleição será acirradíssima até último voto A eleição em São José do Egito será a mais disputada da região do Pajeú. É o que acreditam analistas políticos que cobrem a eleição na região e no que também aposta o blog, ao analisar a […]

Romério e Evandro no Debate da Pajeú: impossível cravar um vencedor do pleito
Romério e Evandro no Debate da Pajeú: impossível cravar um vencedor do pleito

Quem cravar vitória de Romério ou Evandro antes de domingo está mentindo: eleição será acirradíssima até último voto

A eleição em São José do Egito será a mais disputada da região do Pajeú. É o que acreditam analistas políticos que cobrem a eleição na região e no que também aposta o blog, ao analisar a movimentação das campanhas de Romério Guimarães (candidato a reeleição) e Evandro Valadares (PSB).

Se antes da confirmação da aliança de Zé Marcos e Romério ser cravada, socialistas cantavam favoritismo, o cenário mostrou-se equilibradíssimo a partir da confirmação de que o gordo  mais uma vez estaria ao lado do candidato do PT deu outro status ao processo. Da mesma forma, quem apostou em desgaste de material do projeto do socialista também deu tiro errado: mesmo afastado a quatro anos, Evandro mostrou ser competitivo.

Multidões nos eventos de Romério (acima) e Evandro (abaixo): disputa voto a voto
Multidões nos eventos de Romério (acima) e Evandro (abaixo): disputa voto a voto

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Resultado: uma eleição de sair faísca, de arrancar cabelos, de fazer o coração balançar. Não duvidem se o resultado para um ou para outro não passar dos 300 votos. Improvável uma vitória folgada de um ou outro, que pode acontecer só se um dos dois tiver um  sprint difícil de aferir até pelos institutos.

Pegue qualquer indicativo que afira força dos dois nomes e vai ver que em todos eles há pleno equilíbrio: nas carreatas e comícios, um volume enorme de pessoas de branco ou vermelho nas ruas da Terra da Poesia. Esses dias até um print dos amigos de um e outro no Facebook um leitor mandou:  lá os dois tem “empate técnico”, com mais de 4.900 cada um.

São muitos os leitores do blog que perguntam principalmente depois que tiveram a expectativa de divulgação da última pesquisa Múltipla, cuja publicação foi interrompida por força de liminar, totalmente respeitada. Provavelmente, a pesquisa indicaria esse equilíbrio, o que só poderemos confirmar ou não com sua liberação. Mesmo que não, o faro jornalístico, experiência e olhar global e bilateral dos fatos nos faz assegurar: será a eleição mais emocionante do Pajeú!

Para Humberto, cassação de Cunha mostra que afastamento de Dilma deveria ser anulado‏

A aprovação do parecer pela cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente suspenso da Câmara dos Deputados, no Conselho de Ética da Casa foi comemorada pelo líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que acompanhou atentamente o trâmite do processo desde o seu início, há mais de 220 dias – recorde de demora no […]

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A aprovação do parecer pela cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente suspenso da Câmara dos Deputados, no Conselho de Ética da Casa foi comemorada pelo líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que acompanhou atentamente o trâmite do processo desde o seu início, há mais de 220 dias – recorde de demora no Legislativo.

Para Humberto, a derrota de Cunha, nesta terça-feira (14), reforça a tese de que o processo contra a presidenta está ferido de morte, pois é viciado desde a sua origem, e deveria ser anulado.

“O processo que resultou no afastamento da presidenta estava maculado desde o início, irremediavelmente viciado, fruto de uma clara vendeta desse delinquente com o qual jamais aceitamos negociar, ao contrário do PSDB, do DEM e do próprio Michel Temer, que o utilizaram como um idiota-funcional para a consecução dos seus objetivos de derrubar Dilma do cargo”, afirmou.

O senador ressaltou que Cunha é um dos principais aliados de Michel Temer (PMDB) e o grande responsável por articular o impeachment de Dilma Rousseff – processo admitido pelo então presidente da Câmara no mesmo dia em que o PT anunciou que votaria a favor de sua cassação no Conselho de Ética.

Cunha é réu em processo no STF por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por acusação de ter recebido US$ 5 milhões em propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato. Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão dele. A Suprema Corte analisa o pedido.

“Ao longo da apreciação da denúncia contra Dilma na Câmara e no Senado, desmontamos de forma técnica, ponto a ponto, esse grosseiro processo e mostramos, sob o viés político, o quanto esse impeachment está maculado pelo jogo sujo e pelo sentimento de vingança daquele facínora”, disse.

Na opinião de Humberto, Cunha fez de tudo para se manter no poder, incluindo chantagens a ameaças, e conseguiu atrasar absurdamente a análise do parecer que recomendou a sua cassação. “Ele começou a perder força quando o STF o afastou do mandato parlamentar e da presidência da Câmara por utilizar a posição de presidente da Câmara para obstruir investigações contra ele”, observou.

O deputado Marcos Rogério (DEM-RO) recomendou a cassação do mandato de Eduardo Cunha por quebra de decoro por ter mentido à CPI da Petrobras ao declarar que não possuía contas no exterior. Segundo o relatório, a partir de documentos do STF e do Banco Central, “os trustes instituídos pelo deputado Eduardo Cunha representam instrumentos para tornar viável a prática de fraudes”.

O parecer pela cassação de Cunha no Conselho de Ética foi aprovado por 11 votos a 9 e será votado, agora, no plenário da Câmara.

Presidente afirma que privatização não faz parte do vocabulário da Compesa

Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco No comando da Compesa há pouco mais de um mês, o novo presidente da estatal pernambucana, Alex Campos, afirma, nesta entrevista exclusiva à Folha, que a palavra privatização não faz parte do vocabulário da Companhia Pernambucana de Saneamento. Segundo Alex, a Compesa opera um serviço em […]

Magno Martins – exclusivo para a Folha de Pernambuco

No comando da Compesa há pouco mais de um mês, o novo presidente da estatal pernambucana, Alex Campos, afirma, nesta entrevista exclusiva à Folha, que a palavra privatização não faz parte do vocabulário da Companhia Pernambucana de Saneamento.

Segundo Alex, a Compesa opera um serviço em três etapas: produção de água, carregamento por adutora e tratamento e, em terceiro, a distribuição.

“Essas duas primeiras etapas são tão caras, que não há nenhum interesse da iniciativa privada de entrar nesse negócio. O que está sendo discutido é a concessão dessa terceira etapa, a de distribuição da água, inclusive, com um estudo em desenvolvimento pelo BNDES, para iniciativa privada”, revela o presidente da Compesa.

Ele complementa dizendo que a Compesa é uma empresa de 50 anos, que conhece do negócio e vai continuar a ter a mão forte do Estado para continuar fazendo com que a água seja produzida.

“Ao se imaginar ser viável a concessão dessa etapa de distribuição para iniciativa privada, o que se pretende é que muitos recursos se somem aos que o poder estadual e federal tem mobilizado para ir de encontro ao grande desafio proposto na edição do Marco Legal do Saneamento”, afirma Alex.

Promulgada em julho de 2020, a Lei nº14.026, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento, visa alavancar até R$700 bilhões em investimentos para melhorar os serviços de saneamento básico e a sua distribuição para a população, por meio de empresas privadas, pelos próximos dez anos no Brasil.  Em Pernambuco, de acordo com Alex, pela concessão da etapa de distribuição da água para iniciativa privada, devem ser mobilizados algo em torno de R$20 bilhões.

Questionado se há algum modelo em andamento que vai servir de referência para ser aplicado em Pernambuco, Alex Campos adianta que sim. De acordo com ele, desde a edição do Novo Marco Legal, algumas cidades do Brasil já estão adotando modelos de concessão para iniciativa privada da etapa de distribuição de água.

“Acredito que a Compesa por ter aguardado algumas etapas de amadurecimento de iniciativas que já aconteceram no Brasil vai ter a chance, inclusive, de conhecer o que aconteceu com modelagens aproximadas com aquilo que a gente imagina para ser adotado aqui. Já temos experiência em Alagoas, no Rio de Janeiro, no Amapá, justamente nesse caminho de imaginar a ocupação da iniciativa privada no campo do serviço de concessão no serviço de distribuição”.

Para Alex, essa concessão é extremamente importante porque vai aumentar a disponibilidade de água, diminuir o rodízio, que em algumas cidades de Pernambuco chega a 30 dias, por isso, é possível especular que a iniciativa privada terá grande interesse de assegurar faturamento e ofertar o serviço de maneira eficiente e em cumprimento das exigências pré-estabelecidas pelo Governo para concessão.

“Evidentemente que o grande desafio ao desenhar essa modelagem é estabelecer preços justos, a modicidade tarifária. Pernambuco, por tá assistindo o que está acontecendo em outros estados, pode importar um modelo que venha de encontro aos interesses dos pernambucanos, que é ter água, com um preço justo”, conclui o gestor.