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Mãe de Jair Bolsonaro morre aos 94 anos no interior de São Paulo

Por André Luis

A mãe do presidente Jair Bolsonaro (PL), Olinda Bonturi Bolsonaro, morreu na madrugada desta sexta-feira (21), aos 94 anos, em Registro, no interior de São Paulo, onde estava internada desde a última segunda-feira (17).

A morte foi confirmada pelo próprio presidente em uma publicação nas redes sociais. “Com pesar o passamento da minha querida mãe. Que Deus a acolha em sua infinita bondade”, escreveu.

Olinda Bolsonaro morava em Eldorado (SP), que fica a aproximadamente 52 quilômetros de distância de Registro e não conta com hospital de referência.

O presidente que está em viagem oficial ao Suriname, para tratar de questões comerciais com o país, anunciou retorno antecipado ao Brasil.

Em agosto do ano passado, quando Bolsonaro fez uma visita a mãe, o presidente disse que Dona Olinda estava doente. “Minha mãe está com 94 anos, por assim dizer, ela não me reconhece mais. Teve um problema grave de sangramento nos últimos dias e eu resolvi visitá-la porque pode ser né, que seja a última vez. É a vida, é o nosso destino e quem tem mãe sabe que, quem tem mãe viva com essa idade, sabe dos problemas e do que nós devemos a ela”, disse na época.

Outras Notícias

O Brasil esqueceu? O crescimento de Flávio Bolsonaro e o perigo da memória curta

Por André Luis – Editor executivo do blog O crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de opinião para a Presidência da República não é apenas um dado eleitoral. É, sobretudo, um alerta. Um daqueles momentos em que um país precisa parar, respirar e perguntar a si mesmo: o que exatamente estamos dispostos a repetir? […]

Por André Luis – Editor executivo do blog

O crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de opinião para a Presidência da República não é apenas um dado eleitoral. É, sobretudo, um alerta. Um daqueles momentos em que um país precisa parar, respirar e perguntar a si mesmo: o que exatamente estamos dispostos a repetir?

A pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no sábado (7) mostra um cenário inquietante. Num eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% contra 43% do senador. Empate técnico. Três pontos que cabem na margem de erro, mas que dizem muito sobre o momento político do país.

Em apenas três meses, Flávio saltou de 36% para 43%. Não é apenas crescimento eleitoral. É a consolidação de um projeto político que muitos imaginaram derrotado em 2022: o bolsonarismo como força organizada e com capacidade de voltar ao poder.

E aqui está o ponto central da reflexão que o Brasil precisa fazer.

O herdeiro de um projeto

A pré-candidatura de Flávio não nasceu espontaneamente. Ela foi cuidadosamente construída dentro de uma estratégia de sobrevivência política da família Bolsonaro. Com Jair Bolsonaro inelegível e enfrentando problemas judiciais, o senador surge como o herdeiro natural de um capital político que ainda mobiliza milhões de brasileiros.

Mas a pergunta inevitável é: herdeiro de quê?

Herdeiro de um governo marcado por ataques às instituições, por uma relação conflituosa com o Supremo Tribunal Federal, por uma retórica constante contra a imprensa e por um ambiente político que flertou abertamente com a ruptura democrática.

É impossível falar da ascensão de Flávio sem lembrar que o bolsonarismo produziu um dos momentos mais graves da democracia brasileira desde o fim da ditadura: o Ataques de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos três poderes foram invadidas por manifestantes inconformados com o resultado das eleições.

Não foi um episódio isolado. Foi o resultado de anos de radicalização.

O passado que insiste em acompanhar o candidato

A tentativa de construir a imagem de um novo líder esbarra, no entanto, em um passado que insiste em acompanhar o senador.

O escândalo das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, revelado a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, continua sendo uma sombra sobre sua trajetória política. O caso envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz e investigações sobre a devolução de salários de funcionários do gabinete.

Há ainda o episódio da mansão milionária em Brasília, adquirida em circunstâncias financeiras que levantaram questionamentos sobre compatibilidade de renda.

E existe, sobretudo, a controversa relação com personagens ligados ao submundo das milícias cariocas, como o ex-capitão do BOPE Adriano da Nóbrega, cuja família chegou a trabalhar em seu gabinete.

São fatos conhecidos. Documentados. Investigados. Debatidos.

Mesmo assim, o senador cresce nas pesquisas.

O anti-petismo como combustível político

Há um fator decisivo para compreender esse fenômeno: o anti-petismo.

Desde a ascensão política de Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores, uma parcela significativa da sociedade brasileira passou a votar menos por convicção e mais por rejeição.

Para muitos eleitores, o voto se tornou uma espécie de instrumento de punição contra o PT — mesmo que isso signifique entregar o país a projetos políticos que demonstraram desprezo pelas instituições democráticas.

É um fenômeno que se repete eleição após eleição.

E que revela algo mais profundo: uma dificuldade do Brasil em aprender com a própria história.

O flerte perigoso com o autoritarismo

Existe no país uma parcela da sociedade que demonstra uma curiosa tolerância — quando não simpatia — por soluções autoritárias.

Não é raro ouvir elogios ao período da Ditadura Militar no Brasil, regime responsável por censura, perseguições políticas, prisões arbitrárias e tortura.

É um revisionismo perigoso.

Porque relativizar a ditadura significa banalizar o sofrimento de milhares de brasileiros que foram perseguidos, exilados ou mortos por pensar diferente.

Quando discursos autoritários voltam ao centro da política, não é apenas a democracia que está em risco. É a memória histórica de um país inteiro.

O risco da normalização

O crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas também revela outro fenômeno preocupante: a normalização do extremismo político.

Ideias que há poucos anos seriam consideradas inaceitáveis passaram a circular com naturalidade no debate público. Ataques ao sistema eleitoral, questionamentos infundados sobre urnas eletrônicas, discursos contra minorias e contra instituições democráticas tornaram-se parte do cotidiano político.

Isso não acontece por acaso.

Projetos de poder baseados na radicalização dependem justamente da erosão gradual dos limites democráticos.

Uma escolha que vai além da eleição

A eleição presidencial de 2026 provavelmente não será apenas uma disputa entre candidatos.

Será uma disputa entre modelos de país.

De um lado, um projeto que, com todos os seus erros e contradições, opera dentro das regras democráticas. Do outro, um movimento político que repetidamente colocou essas mesmas regras em xeque.

O avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas não deve ser ignorado.

Mas, mais do que isso, deve provocar reflexão.

A democracia brasileira já foi interrompida antes. E demorou mais de duas décadas para ser reconstruída.

A pergunta que fica é simples — e incômoda:

Será que o Brasil realmente aprendeu a lição da própria história?

Câmara deve pagar salário de vereador licenciado para ser secretário em Carnaíba, decide TJPE

O TJPE acatou recurso da Prefeitura de Carnaíba e decidiu que o salário do vereador licenciado e Secretário municipal Antônio Venâncio deve ser pago pela Câmara de Vereadores. Antes, o próprio vereador ingressou com Mandado de Segurança ante a recusa do legislativo em pagar seus vencimentos. Antônio Venâncio optou pelo salário de vereador. A decisão […]

O TJPE acatou recurso da Prefeitura de Carnaíba e decidiu que o salário do vereador licenciado e Secretário municipal Antônio Venâncio deve ser pago pela Câmara de Vereadores.

Antes, o próprio vereador ingressou com Mandado de Segurança ante a recusa do legislativo em pagar seus vencimentos. Antônio Venâncio optou pelo salário de vereador.

A decisão é amparada pela Lei Orgânica Municipal, que em seu artigo 23 define que não perderá o mandato de vereador o investido de cargo de Secretário Municipal, Estadual ou Ministro. O vereador assim investido poderá optar pela remuneração do mandato.

O que se discutiu nos autos era a quem competia pagar o vereador secretário: se à Câmara ou à prefeitura.

Entendeu o relator Eric de Souza Dantas Simões que onde há esse dispositivo na Lei Orgânica Municipal, a responsabilidade de pagamento do vereador Secretário é da Câmara de Vereadores.

“O alto gasto com pessoal pela Câmara Municipal, alegação da defesa, não retira o ônus do pagamento dos vencimentos, diante da previsão na Lei Orgânica de que o vereador, afastado para ocupar cargo de Secretário Municipal, pode optar pela remuneração de cargo efetivo”.

A decisão foi seguida pelos pares, por unanimidade.

Serra: Prefeitura antecipa folha por conta da Festa de Setembro

São injetados quase R$ 10 milhões na economia  Em virtude da realização da 232ª Festa de Nossa Senhora da Penha, a Prefeitura de Serra Talhada antecipou o pagamento da folha para servidores efetivos, contratados e comissionados, além dos inativos. No último dia 29 de agosto foi efetivado o pagamento dos servidores da Educação, no valor […]

São injetados quase R$ 10 milhões na economia 

Em virtude da realização da 232ª Festa de Nossa Senhora da Penha, a Prefeitura de Serra Talhada antecipou o pagamento da folha para servidores efetivos, contratados e comissionados, além dos inativos.

No último dia 29 de agosto foi efetivado o pagamento dos servidores da Educação, no valor de R$ 3,3 milhões. Dia 30 de agosto foi a vez dos inativos/aposentados, no valor de R$ 3 milhões.

Os servidores das demais secretarias e órgãos municipais receberam nesta sexta-feira (02/09), somando mais R$ 3,3 milhões.

“A gestão fez todo um planejamento para que pudéssemos antecipar a folha de pagamento de setembro, injetando quase dez milhões na economia do município, que já vive um momento de grande movimentação em virtude da festa da nossa Padroeira”, comentou a prefeita Márcia Conrado.

Funcionário demitido por filmar Fábio Assunção em hospital não disse se vai recorrer

O funcionário que foi demitido do Hospital Memorial Arcoverde, cujo nome não foi informado, ainda não buscou a imprensa ou deu indícios de que irá ou não recorrer à medida da unidade, anunciada ontem. O Hospital demitiu o funcionário que filmou o ator Fábio Assunção. De acordo com o hospital, o funcionário, que divulgou as […]

O funcionário que foi demitido do Hospital Memorial Arcoverde, cujo nome não foi informado, ainda não buscou a imprensa ou deu indícios de que irá ou não recorrer à medida da unidade, anunciada ontem.

O Hospital demitiu o funcionário que filmou o ator Fábio Assunção. De acordo com o hospital, o funcionário, que divulgou as imagens nas redes sociais, “feriu o código de ética, a imagem da instituição e do referido ator”. Fábio foi levado para o local no sábado (24) após se envolver em uma briga durante uma festa junina, segundo a polícia.

Por meio de nota, o hospital ainda destacou que o funcionário realizou a filmagem sem o consentimento e/ou conhecimento da diretoria da unidade de saúde. A direção do Memorial de Arcoverde lamentou “profundamente essa infeliz iniciativa, condenando veementemente tal atitude”.

O ator Fábio Assunção foi detido na madrugada de sábado (24) em uma festa de São João em Arcoverde. Segundo Wanderley de Carvalho, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, o ator agrediu pessoas e desacatou policiais. Ele também teria quebrado um dos vidros da viatura em que foi levado. Após ser ouvido em uma audiência de custódia, ele pagou fiança e foi liberado.

Operação Lei Seca intensifica ações de fiscalização para Semana Santa

Teve inicio nesta sexta-feira (08.04) e segue até o domingo (17.04) a intensificação da Operação Lei Seca (OLS) em Pernambuco com atividades educativas e de fiscalização para o feriado da Semana Santa. Com uma maior circulação de pessoas nas cidades da região do Agreste, polo mais procurado por turistas e visitantes nessa época do ano […]

Teve inicio nesta sexta-feira (08.04) e segue até o domingo (17.04) a intensificação da Operação Lei Seca (OLS) em Pernambuco com atividades educativas e de fiscalização para o feriado da Semana Santa.

Com uma maior circulação de pessoas nas cidades da região do Agreste, polo mais procurado por turistas e visitantes nessa época do ano – por conta das celebrações e encenações dos espetáculos da Paixão de Cristo – a OLS estará presente em locais e rotas estratégicas.

As equipes estarão distribuídas em cidades que terão programação neste mês de abril, em horários diversos, como os municípios de Brejo da Madre de Deus, Caruaru e Gravatá, no Agreste. Os bloqueios também ocorrerão na Região Metropolitana do Recife (RMR), próximos a shows e festivais que já foram anunciados, assim como nas rotas que levam às praias do Litoral Norte e Sul, como Tamandaré, Porto de Galinhas e Ponta de Pedras.

“Com as novas flexibilizações no Plano de Convivência e a retomada de grandes eventos, estaremos realizando bloqueios nos locais que terão um aumento no fluxo de pessoas e veículos. Nossa intenção é evitar acidentes de trânsito por causa de condutores alcoolizados. Todos nós sabemos dos riscos de dirigir depois de ter ingerido bebidas alcoólicas, então, pedimos a colaboração de cada cidadão para que faça sua parte. Infelizmente, nos últimos seis meses, registramos um aumento nas infrações por alcoolemia, seja pela recusa ao teste do bafômetro; pela constatação do uso de álcool pelo motorista ou pelo crime de embriaguez ao volante”, afirma o coordenador da Operação Lei Seca em Pernambuco, Felipe Gondim.

Neste final de semana há ação educativa na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, das 14h às 18h. As equipes educativas, compostas por cadeirantes ou muletantes, vitimadas por acidentes de trânsito, realizam a entrega de material educativo para pedestres e espectadores antes do início do espetáculo. A ação ocorre em parceria com as equipes educativas do Detran-PE e Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PE). Já na sexta-feira da Paixão (15.04) e no sábado (16.04), em Caruaru, das 8h às 12h, haverá blitz educativa com abordagem aos condutores dos veículos.

Todas as blitze contam com profissionais da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE). Diversas ações também serão realizadas em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).