Lula terá que escolher entre insistir em Messias para o STF e preservar apoio de Alcolumbre no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um impasse político nas articulações para indicar Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção de apresentar novamente o nome do advogado-geral da União encontra resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que avalia os possíveis efeitos da escolha sobre sua tentativa de permanecer no comando da Casa em 2027.
Segundo informações de bastidores divulgadas neste domingo (8), Alcolumbre tem afirmado a aliados que uma nova indicação de Messias poderia comprometer suas chances de reeleição à Presidência do Senado. O senador teme que a insistência de Lula provoque divisões entre parlamentares e favoreça a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), ligado à oposição bolsonarista.
A avaliação coloca o Palácio do Planalto diante de uma escolha política. De um lado, Lula pretende manter sua preferência por Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. De outro, precisa considerar a importância de Alcolumbre na articulação com o Congresso durante o próximo mandato.
O nome de Jorge Messias já havia sido submetido ao Senado neste ano. Em 29 de abril, após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a indicação foi rejeitada pelo plenário, com 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção.
Mesmo depois da derrota, Lula manteve o interesse em indicar novamente o advogado-geral da União. A possibilidade voltou a ser discutida após sua reeleição, mas integrantes da base governista avaliam que uma nova tentativa poderá encontrar resistência semelhante à registrada em abril.
Há também uma limitação regimental. Embora o presidente possa reapresentar o mesmo nome, uma indicação rejeitada não pode ser novamente votada na mesma sessão legislativa. Assim, uma nova votação sobre Messias somente poderá ocorrer a partir de 2027.
O cenário ganha importância diante da composição do Senado no próximo ano, quando a oposição bolsonarista terá uma bancada numerosa. Para interlocutores de Alcolumbre, um eventual rompimento com Lula poderia dificultar a construção de uma maioria para sua recondução ao comando da Casa.
Enquanto as articulações continuam, Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e nome anteriormente defendido por Alcolumbre para o STF, acompanha as negociações. Pacheco tomou posse como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) em 30 de setembro.
Até o momento, Lula não anunciou uma nova indicação para a vaga no Supremo. A definição dependerá das negociações políticas e da avaliação do governo sobre as condições de aprovação do escolhido no Senado.
Fonte: O Globo
Foto: Reprodução
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O prefeito de São José do Egito, Fredson Britto, não se manifesta, mas considera plantadas pela oposição as notícias de que estaria a fim de disputar o CIMPAJEÚ. Credita à oposição, revoltada com sua articulação para fazer Luiz de Raimundo presidente da Câmara da Capital da Poesia.
Na Festa de Zé Dantas, é engraçado ver a distância entre Anchieta Patriota e Berg Gomes na festa. Um na mesa, outro nos quiosques. Não costumam ficar juntos. Claro, haja especulação. Os dois publicamente dizem ser estilo de um e do outro. Sobre 2028, vaza a notícia de que Berg não disputará reeleição, abrindo portas para o Anchieta 5.0, mas publicamente ninguém assume nada.
Segundo o PE Notícias, o próximo presidente do CIMPAJEÚ será mesmo Flávio Marques, diante do volume de apoios de outras cidades e da falta de condições legais e de suporte da candidatura de Pollyana Abreu, de Sertânia, que quer passar o rodo em qualquer movimento que tenha apoio ou participação de socialistas e petistas da região.
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