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Internauta Repórter: pouco depois de importante encontro em defesa da Caatinga, mais madeira levada do Sertão

Por Nill Júnior

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Horas depois do importante encontro entre a Diocese de Afogados da Ingazeira e representantes do Governo do Estado, prefeituras e ONGs, o repórter popular Márcio Gustavo enviou ao blog mais um flagrante de transporte ilegal de madeira nativa. Observe pela foto a altura da carga.

Segundo o  Grupo de Trabalho Fé e Política, formado por organizações não governamentais e movimentos sociais na luta pela preservação e conservação da caatinga na região do Pajeú, é grave retirada ilegal de madeiras de plantas nativas para a comercialização na Região. Em alguns casos, chegam a carregar 25 caminhões por semana.

Dentre os encaminhamentos, o Bispo Dom Egídio Bisol reforçou a necessidade de que a Secretaria de Meio Ambiente utilize “todos recursos humanos e financeiros” para combater o desmatamento.

Outras Notícias

Nova virose ou dengue? Afinal, o que as pessoas têm?

Secretaria Estadual de Saúde diz que trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco Do Diário de Pernambuco Mesmo diante da epidemia que atinge oito municípios (incluindo o Recife) de Pernambuco, vem crescendo o número de pessoas se queixando de sintomas semelhantes aos da dengue, mas que não foram diagnosticados […]

Secretaria Estadual de Saúde diz que trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco

Do Diário de Pernambuco

Mesmo diante da epidemia que atinge oito municípios (incluindo o Recife) de Pernambuco, vem crescendo o número de pessoas se queixando de sintomas semelhantes aos da dengue, mas que não foram diagnosticados com ela. Ciente da questão, a Secretarial Estadual de Saúde (SES) orientou seus profissionais a relatarem novas ocorrências, enquanto se debruça sobre os dados coletados, tentando definir as causas. Especialistas, por sua vez, não enxergam motivos para acreditar numa onda de casos de uma nova doença.

Casos
A assessora de imprensa Izabela Fabrício percebeu os primeiros sintomas durante uma festa, no fim de fevereiro. Ao notar as manchas vermelhas em seus braços, associou ao ardor nos olhos e procurou a emergência. “Quando cheguei lá, me deparei com outras três pessoas, de uma mesma família, com os mesmos sintomas. Na triagem, a enfermeira disse que provavelmente era um surto de rubéola”, contou Izabela. “No outro dia, amanheci vermelha dos pés à cabeça e em estado febril”, acrescentou. O exame laboratorial, entretanto, descartou esta possibilidade.

Ao procurar outro médico, Izabela foi orientada a realizar novo hemograma, sob suspeita de que estivesse com dengue. Voltando ao hospital, se deparou com a emergência repleta de casos semelhantes. “Da segunda vez, a sala de espera estava ainda mais cheia. Mas o exame deu negativo também. Aí, falaram que era uma virose pós-carnaval e me recomendaram repouso e muita hidratação”, lembrou. Mas, apesar de ter se recuperado dias depois, o problema não abandonou a família da assessora. “Minha mãe e meus dois irmãos também apresentaram os mesmos sintomas recentemente. Como no meu caso, todos os exames deram negativos para dengue e foram tratados como virose também.”

O produtor cultural Bruno Loja teve inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos, manchas pelo corpo e febre. Foto: Arquivo Pessoal
O produtor cultural Bruno Loja teve inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos, manchas pelo corpo e febre. Foto: Arquivo Pessoal

O produtor cultural Bruno Loja também viveu algo semelhante, há três semanas. Em seu caso, porém, o primeiro sintoma foi um inchaço súbito das articulações dos dedos das mãos. “No dia seguinte, amanheci todo pintado e com febre alta”, contou. Depois de procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e realizar um hemograma a única confirmação que teve é de que não se tratava de um caso de dengue hemorrágica. “Quando perguntei o que seria, ele disse que provavelmente era dengue. Perguntei da virose, ele disse que era dengue. Perguntei da chikungunya, ele disse que era dengue”, lembrou.

Secretaria descarta chikungunya
Acima de tudo, a SES descarta a hipótese de estar lidando com casos de chikungunya, mas também não relaciona o problema a uma nova doença, como destaca a gerente de prevenção e controle de doenças imunopreveníveis da secretaria, Ana Antunes. “Trata-se de uma virose cujos sintomas ainda não haviam sido observados em Pernambuco”, pontuou. “Ainda não temos a definição da etiologia dessa doença. Pode ser uma única doença, como pode ser mais de um evento. Pelas características, em princípio, parece ser viral. Se fosse chikungunya, os sintomas – principalmente as dores nas articulações – seriam mais prolongados, enquanto essa virose surge de repente e vai embora rápido.” Enquanto a SES tenta sistematizar a investigação, a orientação para a população ao se deparar com os sintomas é a de praxe: “Procurar um médico. Mas repousar e tomar bastante líquido é fundamental”, instruiu a gerente.

Professor de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, o médico Demócrito Miranda também afasta a hipótese de o estado estar lidando com alguma doença nova. “A impressão da própria secretaria é que a maioria dos casos é de dengue. Não vejo muita razão para se pensar em outra coisa. Clinicamente e laboratorialmente, muitos têm sido confirmados como dengue”, analisou. “Acredito que os rumores sobre uma nova epidemia não passam disso. Rumores”, acrescentou. Miranda, entretanto, ressalta a importância de a população se manter alerta com a questão da dengue. “Nesta época do ano, as pessoas começam a precisar reservar água por conta do racionamento e os ovos começam a eclodir. Aqui (em Pernambuco), a epidemia é de dengue”, concluiu.

SINAIS DE ALARME NA DENGUE
– dor abdominal intensa e contínua;
– vômitos persistentes;
– fraqueza ao levantar, podendo levar a desmaios;
– dor localizada abaixo do peito direito;
– sangramentos de nariz e gengiva;
– sonolência e/ou irritabilidade;
– diminuição da quantidade de urina;
– diminuição repentina da temperatura corpórea;
– falta de ar

obs.: é importante ressaltar que estes sintomas devem ser avaliados em associação a um contexto de febre, manchas no corpo e dores nas articulações.

Brejinho: Prefeitura e Sisar visitam obras de abastecimento de água na zona rural

A Prefeitura Municipal de Brejinho e a Secretaria de Agricultura estiveram visitando juntamente com o SISAR Alto Pajeú a execução da obra de abastecimento de água em comunidades rurais. A obra está sendo realizada por meio de recursos estaduais e municipais, beneficiando a população das comunidades de Tamboril, Grigório e Logradouro, onde vai ajudar quase […]

A Prefeitura Municipal de Brejinho e a Secretaria de Agricultura estiveram visitando juntamente com o SISAR Alto Pajeú a execução da obra de abastecimento de água em comunidades rurais.

A obra está sendo realizada por meio de recursos estaduais e municipais, beneficiando a população das comunidades de Tamboril, Grigório e Logradouro, onde vai ajudar quase duzentas famílias.

Quaest governo de PE: João Campos tem 42% e Raquel Lyra, 34%

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 42% das intenções de voto e e a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) com 34% no 1º turno da disputa pelo governo de Pernambuco. Esta é a 1ª pesquisa da Quaest com candidatos ao Palácio do Campo das Princesas. João Campos (PSB): 42% Raquel Lyra (PSD): […]

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 42% das intenções de voto e e a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) com 34% no 1º turno da disputa pelo governo de Pernambuco. Esta é a 1ª pesquisa da Quaest com candidatos ao Palácio do Campo das Princesas.

  • João Campos (PSB): 42%
  • Raquel Lyra (PSD): 34%
  • Eduardo Moura (Novo): 3%
  • Ivan Moraes (PSol): 1%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 9%

Grau de definição de voto

A pesquisa também perguntou se a escolha do eleitor para o governo de Pernambuco era definitiva. Veja os resultados:

  • É definitiva: 56%
  • Pode mudar caso algo aconteça: 41%
  • Não sabe/não respondeu: 3%

Rejeição

A Quaest também mediu o conhecimento do eleitor sobre os pré-candidatos, o potencial de voto em cada um deles e a rejeição.

Os números mostram que João Campos é o mais conhecido entre todos os eleitores, mas tem a segunda maior rejeição (perde para Raquel Lyra): 86% o conhecem, sendo que 58% votariam nele, e 28% não votariam. Só 14% disseram que não o conhecem.

Os dados mostram que Ivan Moraes é pouco conhecido do eleitor: 86% não o conhecem, 11% conhecem e votariam e 3% conhecem e não votariam,

2º turno

A Quaest também simulou um 2º turno entre o ex-prefeito do Recife e a governadora de Pernambuco. João Campos aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra tem 38%.

Cenário Campos x Lyra:

  • João Campos (PSB): 46%
  • Raquel Lyra (PSD): 38%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não vai votar: 8%

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores pernambucanos entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança das estimativas é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-08904/2026.

Agricultores comemoram os oito anos da Feira Agroecológica de Santa Cruz da Baixa Verde‏

Colaborou Juliana LIma Aconteceu na manhã desta segunda-feira (21) o oitavo aniversário da Feira Agroecológica de Santa Cruz da Baixa Verde, Sertão do Pajeú. O evento foi marcado pela presença de agricultores familiares, consumidores, representantes de organizações de fomento à Agroecologia na região e população em geral. Fundada em 2006 com incentivo do Centro de […]

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Colaborou Juliana LIma

Aconteceu na manhã desta segunda-feira (21) o oitavo aniversário da Feira Agroecológica de Santa Cruz da Baixa Verde, Sertão do Pajeú. O evento foi marcado pela presença de agricultores familiares, consumidores, representantes de organizações de fomento à Agroecologia na região e população em geral.

Fundada em 2006 com incentivo do Centro de Educação Comunitária Rural (CECOR), Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e Movimento da Mulher Trabalhadora Rural (MMTR) a feira conta atualmente com seis famílias comercializando seus produtos e o objetivo da coordenação é ampliar o número de agricultoras no espaço, que fica ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no centro da cidade.

“Por causa da seca, algumas famílias deixaram de produzir, mas com a volta das chuvas elas já estão começando novamente a plantar seus canteiros e a gente espera que daqui pra frente aumente o número de feirantes”, disse Maria de Lourdes Alves, coordenadora da feira.

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A programação começou bem cedinho, às 06h, com a montagem das barracas e exposição dos produtos naturais como hortaliças, legumes, frutas, bolos, doces e compotas, além de artesanatos feitos pelas mulheres da Associação Municipal Mulher Flor do Campo.

A animação ficou por conta da Quadrilha Junina do Sítio São Paulo, município de Santa Cruz, da dupla de repentistas, Zé Carlos do Pajeú e Edezel Pereira, da banda de música da terceira idade do município, Voz da Experiência e do trio de forró pé de serra local, Os Cabrinhas de Lampião.

 Após as apresentações culturais, representantes das organizações parceiras falaram sobre os desafios e a importância da produção agroecológica. “O compromisso do Cecor é continuar apoiando esta feira por muitos anos, pois juntos assumimos o desafio de produzir e ofertar à população de Santa Cruz alimentos de qualidade, os novos desafios agora são a ampliação de tecnologias sociais de armazenamento de água para a produção de alimentos e como garantirmos assistência técnica para as famílias ampliarem e fortalecerem esta feira”, disse Espedito Brito, coordenador geral do Cecor.

A presidente do STR, Claudecir Araújo, destacou a importância do trabalho em parceria realizado junto às comunidades no fortalecimento da Agricultura Familiar. “A gente busca trabalhar em conjunto com as demais organizações, como o Cecor, Sabiá, Adessu, IPA, governo e demais parceiros, porque assim é possível fortalecer as comunidades rurais e o município como um todo, que necessita da agricultura para sobreviver”, afirmou.

A programação ainda teve o tradicional corte do bolo, parabéns, rifa e sorteio de brindes, e foi encerrada com uma missa de ação de graças na Igreja Matriz. A feira acontece toda segunda, das 06h às 11h.

DNOCS e MPPE pactua soluções para imbróglio sobre gargalos gerados pela Barragem de Ingazeira

Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) se reuniram com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na terça-feira (19), no Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Tuparetama, para tratar das questões relativas às obras de recuperação e construção das estradas que dão acesso às comunidades e garantir a livre circulação […]

Servidores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) se reuniram com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), na terça-feira (19), no Plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Tuparetama, para tratar das questões relativas às obras de recuperação e construção das estradas que dão acesso às comunidades e garantir a livre circulação dos cidadãos da zona rural de Ingazeira. A discussão abordou o acesso das crianças e adolescentes aos serviços públicos essenciais, sobretudo de saúde e educação, devido à elevação do nível da água da Barragem de Ingazeira.

O promotor de Justiça Aurinilton Leão Carlos Sobrinho salientou inicialmente que a elevação do nível das águas da Barragem de Ingazeira tem potencial para atingir parte das zonas rurais, não só de Ingazeira, como também de São José do Egito, Tabira e Tuparetama, o que denota a importância e urgência de construir as vias de acesso às comunidades situadas nas proximidades da barragem. O DNOCS comunicou oficialmente que foi feita a opção por um processo à parte para a construção de 51km de estradas como modo de evitar que haja solução de continuidade e que a elevação do nível das águas prejudique as comunidades.

Atualmente, o DNOCS providencia a elaboração dos termos de referência de um Regime Diferenciado de Contratações Públicas). Estima-se que seja concluído em dois meses e que a conclusão das estradas ocorra em seis meses. Ou seja, um total de oito meses.

Também foi ressaltada a urgência de se realocar a rede de distribuição de energia elétrica na zona rural e desviá-la inteiramente da área de alagamento da barragem. O DNOCS comunicou que fez o primeiro contato com a Celpe em junho de 2016. A primeira resposta dada pela Celpe é datada de 13 de março de 2019 e sem um cronograma ou informação específica. O MPPE solicitará à Celpe a adoção das providências cabíveis.

Desapropriações – o DNOCS alega atuar em três frentes:

a) nas desapropriações daquelas pessoas que possuem os imóveis rurais registrados regularmente, a maioria já teve as indenizações pagas, restando uma minoria, cujos encaminhamentos e providências vêm sendo adotadas pelo DNOCS para sanar as últimas pendências, sobretudo as documentais.

b) no caso das pessoas que não possuem os registros dos imóveis rurais, a Advocacia Geral da União ajuizou as desapropriações judiciais e os pagamentos são efetuados também judicialmente por meio de contas vinculadas aos respectivos processos. Mas há problemas de registros das propriedades, inventários inexistentes, identificação de proprietários, etc.

c) para atenuar o impacto das retiradas das famílias das adjacências da Barragem da Ingazeira, verificou-se que o projeto inicial precisava ser corrigido. Contratou-se a empresa para a elaboração do projeto e demarcação da nova área, cujos mapas já foram concluídos. No entanto, o Decreto de Desapropriação ainda não foi publicado e o DNOCS aguarda essa publicação e demais atos administrativos do Ministério do Desenvolvimento Regional para poder dar prosseguimento à desapropriação nessa nova área e efetuar os pagamentos.

O DNOCS comprometeu-se a disponibilizar ao Ministério Público a tabela de preços para divulgação pública, os mapas dos traçados das estradas e da nova área a ser desapropriada, bem como os números dos processos judiciais e a relação atualizada dos pagamentos efetuados e dos andamentos das desapropriações judiciais.

Outro tema tratado foi o reassentamento dos beneficiários com áreas de terra para reforma agrária situadas na circunvizinhança da barragem, inclusive mediante o planejamento de atividades produtivas e agroecológicas, tais como projeto de piscicultura intensivo e irrigação para produção orgânica de alimentos (sem o uso de defensivos agrícolas e agrotóxicos). Neste caso, o DNOCS estudará a implantação de um projeto público de irrigação da ordem de 500Ha para os pequenos produtores familiares atingidos pela obra.

O DNOCS ainda comunicou que os moradores do Sítio Riacho dos Bois não serão desalojados. O que ocorrerá é a avaliação, em cada unidade, se houve diminuição da capacidade produtiva, a fim de que as famílias não sejam prejudicadas e recebam as devidas compensações conforme o Projeto de Reassentamento dos Expropriados da Barragem de Ingazeira com Implantação de Projeto Público de Irrigação.