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Homicídios em Serra Talhada põe em xeque metas do Pacto Pela Vida

Por Nill Júnior
Serra Talhada 02
População está assustada com índices de criminalidade. Já foram oito homicídios em menos de dois meses. Batalhão admite “cobertor curto”.

As metas do Pacto Pela Vida estão indo para o espaço em Serra Talhada. Depois de um ano de 2013 com uma das maiores reduções nos índices de crimes contra a vida, a Capital do Xaxado assistiu atônita a mais um homicídio, o oitavo do ano, que mal terminou seu segundo mês.

Wellington Rodrigues de Lima foi assassinado com quatro disparos no início da manhã no Distrito de Varzinha. A suspeita é de envolvimento com drogas.

Recentemente, o Coronel Vanderlei Carvalho, que comanda o 14º BPM foi direto e franco ao admitir que a área sofre do mal do cobertor curto: o número de policiais é insuficiente para cobrir uma cidade do tamanho de Serra Talhada. Some-se a isso a quantidade limitada de viaturas, que também não cobrem satisfatoriamente os bairros e a área comercial da maior cidade da região.

Corpo  de Wellington Rodrigues, 21 anos, foi encontrado às margens da BR 232
Corpo de Wellington Rodrigues, 21 anos, foi encontrado às margens da BR 232. Foto : Itamar França

Assaltos ao comércio ficaram constantes. “Os criminosos preferem agir nos fins  de tarde, no fechamento dos caixas”, revelou. A cidade já registrou até sequestros. A população está amedrontada, apesar de precisar expressar melhor essa insatisfação. Até agora, apenas um ato tímido foi coordenado na cidade para cobrar providências. O sinal de alerta já acendeu faz tempo.

Outras Notícias

Em sabatina, Marília defende políticas para mulheres e cita experiência na Câmara
Foto: Léo Caldas

Candidata ao Senado apresentou propostas para saúde da mulher, combate à violência e ampliação das Delegacias da Mulher em Pernambuco durante entrevista à TV Guararapes. A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou de uma sabatina promovida pela TV Guararapes, na qual falou sobre propostas para as mulheres, sua passagem pela Câmara dos Deputados e […]

Candidata ao Senado apresentou propostas para saúde da mulher, combate à violência e ampliação das Delegacias da Mulher em Pernambuco durante entrevista à TV Guararapes.

A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) participou de uma sabatina promovida pela TV Guararapes, na qual falou sobre propostas para as mulheres, sua passagem pela Câmara dos Deputados e prioridades para um eventual mandato no Senado.

Entre os temas abordados, Marília citou sua participação na elaboração do projeto que deu origem à legislação federal de proteção e promoção da saúde menstrual. A proposta aprovada pelo Congresso estabeleceu medidas para ampliar o acesso gratuito a absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A candidata defendeu ainda a ampliação do atendimento às mulheres no climatério e na menopausa pelo Sistema Único de Saúde e pela Farmácia Popular.

No enfrentamento à violência contra a mulher, Marília afirmou que pretende defender ações que combinem prevenção, responsabilização dos agressores, proteção às vítimas, atendimento de saúde e iniciativas de qualificação profissional e geração de renda.

Outra proposta apresentada foi priorizar recursos e emendas parlamentares para ampliar a presença das Delegacias da Mulher no estado. A candidata defendeu inicialmente unidades em cidades-polo e, posteriormente, a expansão para municípios com mais de 50 mil habitantes.

“A gente precisa ter mais mulheres nos espaços de decisão no Parlamento. Mulher pensa política pública para mulher e por isso eu quero estar lá também”, afirmou.

Marília também falou sobre sua experiência na Câmara e disse que pretende utilizar o diálogo com diferentes bancadas para buscar investimentos e recursos para Pernambuco.

Foto: Léo Caldas

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TSE julga na terça-feira (1º) uso de vídeo de Bolsonaro criado por inteligência artificial

Tribunal deverá decidir se a simulação utilizada pela campanha de Flávio Bolsonaro pode ser enquadrada como deepfake, prática proibida pelas regras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima terça-feira (1º), o julgamento de uma ação apresentada pelo PT contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial. […]

Tribunal deverá decidir se a simulação utilizada pela campanha de Flávio Bolsonaro pode ser enquadrada como deepfake, prática proibida pelas regras eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima terça-feira (1º), o julgamento de uma ação apresentada pelo PT contra a divulgação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial.

O material foi utilizado por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, durante o lançamento de sua candidatura, em agosto. No vídeo, uma reprodução de Jair Bolsonaro feita por inteligência artificial simula um pronunciamento de apoio ao filho.

A análise poderá estabelecer um entendimento do TSE sobre o uso de avatares e reproduções digitais de pessoas reais durante a campanha eleitoral. A expectativa é que os ministros discutam se o conteúdo se enquadra na proibição de deepfakes e quais critérios deverão orientar casos semelhantes.

As deepfakes são conteúdos artificiais que simulam imagens, vídeos ou falas capazes de colocar uma pessoa em uma situação que não ocorreu. O uso desse recurso para prejudicar ou beneficiar candidaturas é proibido pela Justiça Eleitoral.

Regras para inteligência artificial

Em março, o TSE aprovou as normas sobre a utilização de inteligência artificial nas eleições de 2026.

Entre as medidas, a Corte proibiu que sistemas de inteligência artificial ofereçam recomendações sobre em quem o eleitor deve votar, mesmo quando esse tipo de orientação for solicitado pelo usuário.

As regras também proíbem montagens envolvendo candidatas com nudez ou conteúdo pornográfico e preveem responsabilização de plataformas que, nas situações previstas pela legislação, deixem de retirar perfis falsos ou publicações ilegais.

O julgamento acontece pouco mais de um mês antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Reprodução

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“Nunca foi meu amigo”, diz João Campos ao responder vídeo de Raquel sobre Amizadai

Candidato ao Governo de Pernambuco reagiu à publicação em que Raquel Lyra questionou sua relação com Amizadai e afirmou que uma empresa ligada a ele recebeu recursos da Prefeitura do Recife. João Campos (PSB) se manifestou, na noite da quinta-feira (27), sobre o vídeo publicado pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), no […]

Candidato ao Governo de Pernambuco reagiu à publicação em que Raquel Lyra questionou sua relação com Amizadai e afirmou que uma empresa ligada a ele recebeu recursos da Prefeitura do Recife.

João Campos (PSB) se manifestou, na noite da quinta-feira (27), sobre o vídeo publicado pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), no qual ela questiona a relação do ex-prefeito do Recife com Amizadai Andrade da Silva, citado na reportagem da Record sobre uma suposta rede de ataques digitais.

“Quem deve explicações à Justiça sobre o uso de dinheiro público para destruir reputações não deveria usar a rede social para espalhar mentiras”, escreveu João.

Na publicação, o candidato rejeitou a afirmação de que teria amizade com Amizadai.“O homem apontado pela imprensa como suposto chefe do Gabinete do Ódio do Governo de PE nunca foi meu amigo e nunca trabalhou em minha equipe. Já a candidata que me ataca não pode dizer o mesmo”, afirmou.Mais cedo, Raquel havia publicado um vídeo com a legenda “mentira tem perna curta”. O material recuperou uma gravação antiga em que João envia felicitações a Amizadai e Poliana pelo nascimento da filha do casal e questiona: “Que amizade é essa, afinal?”.

O vídeo divulgado pela governadora também afirma que uma empresa ligada a Amizadai recebeu recursos da Prefeitura do Recife durante a gestão de João Campos. Na manifestação publicada posteriormente, João não tratou especificamente dessa afirmação.

A troca de acusações ocorre após reportagem do Jornal da Record mostrar gravações em que Amizadai fala sobre uma rede de perfis digitais e sobre contatos com integrantes do Governo de Pernambuco para “desidratar” adversários. O material foi levado à Polícia Federal.

João encerrou a manifestação afirmando que continuará fazendo uma “campanha limpa, à altura do que espera o povo pernambucano”.

Imagem: Reprodução/Instagram

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Raquel rebate acusação de “gabinete do ódio” e expõe relação anterior entre João Campos e Amizadai

Governadora reagiu às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais e divulgou imagens antigas em que João Campos aparece enviando uma mensagem a Amizadai e à família dele. A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para contestar as acusações envolvendo a existência de uma suposta estrutura […]

Governadora reagiu às acusações sobre uma suposta rede de ataques digitais e divulgou imagens antigas em que João Campos aparece enviando uma mensagem a Amizadai e à família dele.

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais para contestar as acusações envolvendo a existência de uma suposta estrutura de ataques digitais ligada ao Governo de Pernambuco. Na publicação, ela questiona a relação entre João Campos (PSB) e Amizadai, citado na reportagem exibida pelo Jornal da Record.

“Mentira tem perna curta”, escreveu Raquel na legenda.

No vídeo, a publicação afirma que João tem apresentado Amizadai como responsável por ataques contra ele, mas sustenta que os dois mantinham uma relação anterior. Para embasar a acusação, é exibido um vídeo antigo no qual João envia uma mensagem de felicitações pela chegada da filha de Amizadai e Poliana.

“Mandar um abraço para a Poliana e a Amizadai pela chegada da pequena Giovana. Que Deus possa abençoar com muita luz, com muita saúde a família de vocês”, diz João na gravação recuperada pela publicação.

O material divulgado por Raquel também afirma que uma empresa ligada a Amizadai recebeu recursos da Prefeitura do Recife durante a gestão de João Campos. No vídeo apresentado pela governadora, não são detalhados os contratos, valores ou períodos desses pagamentos.

“Toda essa história surge justamente quando o João cai nas pesquisas. Essa história está muito mal contada. Que amizade é essa, afinal?”, questiona a publicação.

A manifestação ocorre após a reportagem da Record revelar gravações em que Amizadai fala sobre uma rede de perfis na internet e sobre reuniões com integrantes do Governo do Estado para “desidratar” adversários políticos. João Campos afirmou posteriormente que o material reforçava denúncias que vinha fazendo sobre um suposto “gabinete do ódio” e anunciou medidas jurídicas.

Raquel já havia negado qualquer participação na estrutura mencionada pela Record e afirmou que o servidor citado na reportagem foi exonerado do Governo de Pernambuco.

Assista ao vídeo divulgado por Raquel Lyra no Instagram do Blog do Nill Júnior, no perfil @nill_jr.

Vídeo: Reprodução/Instagram

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João Campos chama tática de Raquel Lyra de bolsonarista

SBT News O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita. O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de […]

SBT News

O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou nesta quinta-feira (27), em entrevista ao SBT News, que a estratégia adotada pela principal adversária, a governadora Raquel Lyra (PSD), tem características do bolsonarismo e da extrema-direita.

O ex-prefeito do Recife também atribuiu parte da queda de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto a uma série de ataques que, segundo ele, são coordenados há mais de um ano e meio contra sua imagem nas redes sociais.

João Campos disse ainda que “toda a direita pernambucana e o bolsonarismo” estão reunidos no palanque de Raquel Lyra. A declaração ocorre em meio à disputa pela liderança nas pesquisas eleitorais: levantamentos recentes apontaram uma inversão no cenário, com a governadora passando à frente do candidato do PSB.

Durante a entrevista, Campos voltou a acusar o governo estadual de manter uma estrutura de ataques contra adversários políticos, que teria utilizado recursos públicos. A Frente Popular de Pernambuco anunciou nesta quinta medidas judiciais e administrativas para apurar as denúncias relacionadas à suposta existência de um “gabinete do ódio” dentro da estrutura do governo.

A campanha de Raquel Lyra contesta as acusações. Em nota, afirmou que o PSB estaria recorrendo a “velhas práticas” e substituindo o debate de propostas por acusações sem provas.

Segundo a campanha, as ações anunciadas por Campos seriam baseadas em uma denúncia sem comprovação. A defesa de Raquel afirma ainda que foi a própria governadora quem determinou a exoneração imediata do servidor citado nas denúncias e a apuração dos fatos.

A campanha declarou que pretende recorrer à Justiça contra o que considera “mentiras” e afirmou que a governadora seguirá concentrada em apresentar resultados e trabalhar pela população de Pernambuco.

Campos fala em ataques coordenados

João Campos afirmou que os ataques contra ele começaram depois de sua reeleição para a Prefeitura do Recife, quando obteve quase 80% dos votos. Segundo o candidato, a ofensiva teria sido estruturada para promover sua “desidratação política”.

“Há mais de um ano e meio, eu venho sendo vítima recorrente de ataques criminosos por uma rede de ódio que comete calúnia, difamação e que supostamente é financiada por recursos públicos”, afirmou.

O candidato citou uma reportagem que, segundo ele, revelou a atuação de um servidor federal cedido ao governo de Pernambuco. Campos afirmou que o servidor teria relatado participação na coordenação de ataques contra ele e reuniões com integrantes do governo estadual.

Para o candidato, a situação precisa ser investigada pela Justiça Eleitoral, pela Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle estaduais.

Campos também rejeitou a possibilidade de que as medidas tenham como objetivo retirar Raquel Lyra da disputa eleitoral. Segundo ele, a intenção é garantir investigação e responsabilização de eventuais envolvidos.

“A gente não tá aqui para perseguir absolutamente ninguém. Agora, a gente não tá aqui para sofrer e ser vítima de violência”, disse.

Campos afirmou que o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a partir desta sexta-feira (28), será uma oportunidade para apresentar ao eleitorado suas propostas e resultados obtidos durante a gestão do Recife.

Direita no palanque de Raquel

Ao ser questionado sobre a estratégia para recuperar eleitores identificados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atualmente optam por Raquel Lyra, Campos voltou a explorar a divisão política entre os dois palanques.

O candidato afirmou que sua aliança com Lula representa não apenas uma parceria eleitoral, mas uma convergência de pautas e projetos.

“Eu tenho muito orgulho do time que está comigo, do presidente que eu apoio, do partido que eu presido”, disse.

Em seguida, afirmou que a direita pernambucana está concentrada na candidatura adversária.

“Toda a direita pernambucana e o bolsonarismo tá reunido no palanque da nossa adversária”, declarou.

Campos disse que, de um lado, está o “campo democrático progressista” e, do outro, a direita e o bolsonarismo. Para ele, os ataques dos quais afirma ser vítima também teriam características de movimentos de extrema direita.

“Isso é exatamente o que você vê em regimes autoritários”, afirmou.

Lula em Pernambuco

João Campos também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá participar da campanha em Pernambuco. Segundo ele, a presença do presidente está sendo organizada pela direção nacional da campanha de acordo com a estratégia eleitoral.

O candidato afirmou que Lula tem papel importante na formação da Frente Popular de Pernambuco e na consolidação dos apoios partidários à sua candidatura.

Campos aposta ainda no vínculo político com o presidente para atrair eleitores lulistas que, segundo as pesquisas, atualmente estão divididos entre ele e Raquel Lyra.

Durante a entrevista, Campos se esquivou de responder se sonha em disputar a Presidência da República e afirmou que seu objetivo imediato é governar Pernambuco.

Ele também declarou acreditar na reeleição de Lula em 2026 e projetou uma eventual participação na construção da sucessão presidencial em 2030.

“Eu tenho o sonho de poder governar Pernambuco e de poder fazer o melhor mandato que alguém pode fazer no Estado”, afirmou.

O candidato disse ainda que, caso seja eleito, pretende governar Pernambuco ao mesmo tempo em que Lula comandaria o país em um eventual quarto mandato.