Notícias

Greve Geral: saiba como foi nas capitais e no Pajeú

Por André Luis

Por André Luis/Com informações do Farol de Notícias e do UOL

Em dia de greve geral no país, todas as capitais brasileiras tiveram manifestações contra as reformas trabalhistas e da Previdência, propostas pelo governo Temer. No Pajeú, houve registro de atos em Afogados da Ingazeira e Serra Talhada.

 

Foto: André Luis

Afogados da Ingazeira – O ato teve concentração às 7h30 da manhã, ás 09h os manifestantes saíram pelas principais ruas da cidade até a Praça Monsenhor de Arruda Câmara, onde foi finalizado.

A medida que o ato ia passando com faixas, cartazes e gritando palavras de ordem contra o governo federal, contra o governo estadual, contra as reformas e os deputados pernambucanos que votaram a favor da reforma trabalhista, vários comércios baixaram suas portas em apoio ao protesto e receberam em troca aplausos.

Várias categorias participaram do ato; comerciários, agentes de saúde, pessoas da sociedade civil, estudantes, profissionais da saúde, de movimentos sindicais e a diocese de Afogados da Ingazeira com a presença do padre Luiz Marques (Luizinho) e vários outros padres. Clique na foto abaixo e veja todas as fotos do ato em Afogados da Ingazeira:

Protestos 28-04-17

Serra Talhada – O Farol de Notícias, informou que cerca de 5 mil pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, ocuparam as ruas da cidade. A concentração aconteceu na Rua Padre Ferraz, em frente a sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetape) e seguiu pelas principais ruas do centro da cidade.

O comércio não aderiu a convocação de greve geral das entidades sindicais, mas segundo o Farol, nas calçadas, dezenas de comerciários aplaudiram os manifestantes. Assim como em Afogados, a Igreja Católica apoiou o ato e marcou presença com alguns padres.

O final do ato público aconteceu em frente a sede do INSS, na Avenida Custódio Conrado, e, em seguida, foi realizado um debate sobre as reformas na Câmara de Vereadores.

Foto: Farol de Notícias/Alejandro García

*Confira a situação nas capitais:

Rio de Janeiro – Policias militares e agentes da Força Nacional dispararam bombas de gás e balas de borracha contra manifestantes que protestavam diante da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no Centro da capital fluminense, por volta das 16h15.

Agências bancárias e a estação de metrô Cinelândia, local previsto para um ato de protesto contra as reformas do governo Temer, tinham tapumes em suas fachadas. Lojas da região decidiram não abrir nesta sexta.

No entorno da Rodoviária Novo Rio, manifestantes fecharam as vias no início da manhã. O Batalhão de Choque da PM interveio e liberou as ruas, mas pouco depois os manifestantes voltaram a impedir o tráfego e houve novo confronto. Bombas de efeito moral foram atiradas em direção aos manifestantes por volta das 10h.

A ponte Rio-Niterói foi fechada por manifestantes pela manhã, mas já foi liberada nos dois sentidos. No sentido Rio, passageiros chegaram a desembarcar de ônibus para driblar o congestionamento causado pelo bloqueio. A rodovia Niterói-Manilha também já liberada nos dois sentidos.

Aeroportos: No Santos Dumont, houve protesto de integrantes da CUT (Central Única de Trabalhadores) no saguão, mas os manifestantes não se encontram mais no local. O Galeão opera normalmente.

De acordo com a Rio Ônibus, toda a frota está circulando. Metrô e trens funcionando normalmente no Rio. As estações das barcas também estão abertas com operação normal. O VLT opera parcialmente na linha 1, enquanto a linha 2 está fechada.

São Paulo – Ônibus não opera e metrô e trem funcionam parcialmente nesta sexta-feira (28) na capital paulista em razão da greve geral. O rodízio municipal de veículos está suspenso.

O prefeito João Doria (PSDB) voltou a criticar as manifestações pela cidade e aqueles que promovem as paralisações. “Eu acordo cedo e trabalho. Eu não sou grevista que dorme, é preguiçoso e acorda tarde. Eu não sou Jaiminho, não”, disse em entrevista a rádio Jovem Pan.

“Neste confronto, só a população que trabalha, que é honesta é quem perde. Quem não é sindicalista, sem querer generalizar. Quem promove a greve são aqueles que fazem política partidária ideológica em função própria”, disse.

Belo Horizonte – Belo Horizonte amanheceu nesta sexta-feira (28) com paralisação parcial de ônibus, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários.

A categoria está fazendo piquetes nas portas de algumas garagens de ônibus. Um ônibus foi incendiado na BR 381, próximo à Regap (Refinaria Gabriel Passos).

De acordo com a Polícia Militar, manifestantes incendiaram pneus em frente à UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), na avenida Antônio Carlos, na Pampulha, por volta de 7h.

Sob forte chuva, manifestantes se reuniram pela manhã na praça Sete, no centro da capital mineira, e fecharam o trânsito na região. A CUT estimou em 100 mil pessoas o número de participantes. A PM não calculou a quantidade de manifestantes. Por volta das 15h, o grupo se dispersou e o tráfego de veículos foi liberado.

De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), manifestações de apoio à greve geral fecharam 23 trechos de rodovias, a maior parte delas no período da manhã, em todo o Estado. No início da tarde, essas vias já estavam liberadas.

Brasília – Ônibus não deixaram a garagem na madrugada desta sexta. O Metrô decidiu fechar suas estações após protestos de manifestantes contra a reforma da Previdência.

Manifestantes queimaram pneus no acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck. O trânsito ficou congestionado por volta das 7h. O Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar as chamas. Acionada, a polícia retirou os manifestantes da via.

O tráfego em praticamente toda cidade já está normalizado. Não há ônibus coletivo. Vários estabelecimentos comerciais estão fechados.

A Polícia Militar estimou em 2.900 o número de manifestantes por volta das 12h30 na Esplanada dos Ministérios, onde está prevista uma passeata até a área do Congresso Nacional. A polícia no entanto não vai permitir o acesso ao gramado em frente ao Congresso, por questões de segurança, segundo a informou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Os manifestantes estão sendo revistados.

Recife – No Recife, os rodoviários aderiram à greve geral e a cidade amanheceu sem ônibus e com terminais integrados vazios.

À tarde, manifestantes protestaram contra as reformas do governo Temer no Centro da cidade.

Porto Alegre – Desde o início do dia, não há ônibus urbanos ou trens circulando na região metropolitana de Porto Alegre e nas principais cidades do interior do Rio Grande do Sul. Apesar das decisões judiciais que determinaram a manutenção dos serviços em pelo menos 50% nos horários de pico, nenhum ônibus ou trem circula desde a meia-noite.

Os trens fecharam por volta da 0h40 e as estações não voltaram a abrir. Nas garagens das empresas de transporte rodoviário, piquetes impedem a saída dos veículos, mas não há motoristas nem cobradores para operar o sistema. No aeroporto internacional Salgado Filho, o movimento é normal na manhã desta sexta-feira.

O movimento nas ruas de Porto Alegre é mínimo, comparável ao dos fins de semana. Trânsito nas principais vias é pequeno. Lotações, que foram autorizadas a transportar passageiros em pé, circulam com poucos passageiros.

Curitiba – Curitiba amanheceu sem ônibus nesta sexta-feira. O sindicato que representa as empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana ingressou com ação na justiça, ontem, para buscar o cumprimento da frota mínima.

Também cruzaram os braços os servidores municipais, professores da rede pública e particular, servidores de universidades públicas e particulares, funcionários da Copel e Sanepar, Guarda Municipal, Justiça Federal e do Trabalho, limpeza pública, bancários e vigilantes, policiais civis, metalúrgicos, ônibus rodoviários e aeroporto. Os frentistas devem participar dos atos e voltar ao serviço após o almoço.

O aeroporto Afonso Pena, localizado na região metropolitana de Curitiba, foi fechado para pousos e decolagens pela manhã, mas já opera normalmente. A causa, no entanto, não foi a greve geral, mas, sim, a forte neblina. De acordo com o aeroporto, a greve geral não está afetando os serviços.

A chegada até o local, que fica localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está comprometida devido a um protesto na Avenida das Torres, principal meio de acesso ao aeroporto. Outra local que teve protestos registrados é a BR-277, que liga Curitiba ao litoral do Estado.

Florianópolis – Os ônibus não estiveram nas ruas na manhã desta sexta na capital catarinense. Por volta das 6h, um carro foi incendiado na entrada do túnel Antonieta de Barros. Não foi necessária a intervenção da via. Pneus foram queimados próximos ao acesso da Universidade Federal de Santa Catarina. O trânsito na cidade se normalizou após as 9h.

Salvador – O metrô é o único transporte público que funciona nesta sexta-feira na capital baiana. O movimento no metrô no início da manhã foi baixo.

Fortaleza – Vários ônibus tiveram pneus furados no centro de Fortaleza. Manifestantes pararam os ônibus na avenida 13 de Maio, interrompendo o trânsito na via. Os itinerários dos ônibus foram alterados para não passar pelo centro, complicando o tráfego nas avenidas Carapinima e Domingos Olímpio.

Maceió – Os ônibus permaneceram na garagem, afetando o transporte público na cidade. As avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro foram bloqueadas no início da manhã desta sexta. Manifestantes protestam em vários pontos da cidade, causando congestionamentos nas principais vias de Maceió nesta manhã.

São Luís – Em São Luís, os rodoviários não seguiram a determinação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) para circulação de 60% dos ônibus. Os terminais estão vazios, e as garagens das empresas foram fechadas. Não há circulação de ônibus nas ruas. Manifestantes também fecham a BR-135, que é a entrada e saída da capital maranhense.

Natal – Obedecendo determinação do Tribunal Regional do Trabalho, pelo menos 40% dos ônibus estão circulando em Natal e região metropolitana nesta sexta.

Nas primeiras horas da manhã, houve bloqueio feito por manifestantes na rotatória entre as BRs 406 e 101 Norte.  Por volta das 10h, a rodovia foi desobstruída, liberando ônibus da empresa Guanabara a deixarem as garagens.

Ônibus alternativos funcionam normalmente.  A STTU (Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal) liberou para que táxis e ônibus fretados andem pelos corredores exclusivos e façam lotação.

Os trens urbanos da cidade estão funcionando com número reduzidos de viagens nas linhas Norte e Sul.

O aeroporto de Natal está operando normalmente.

João Pessoa – Em João Pessoa, várias avenidas foram fechadas por manifestantes. Foram fechados os dois sentidos da avenida Tancredo Neves e o Acesso Oeste. Há bloqueios também nas BRs 101 e 230, que são rota para o interior.

A capital paraibana amanheceu sem ônibus e trens urbanos. As escolas públicas também estão com aulas suspensas.

Aracaju – A cidade não tem circulação de ônibus nesta sexta-feira. Para minimizar o impacto, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) fez acordo com táxis para funcionar como lotação.

Belém – Houve princípio de tumulto em frente ao prédio da emissora de televisão Liberal, afiliada à rede Globo, no final da manhã. Manifestantes hostilizaram uma equipe da TV para impedir que imagens da manifestação fossem capturadas e a polícia foi acionada.

Segundo a PM, outro grupo tentou invadir o colégio Santo Antônio, localizado no bairro do Comércio, para que as aulas fossem suspensas, mas se dispersaram quando a polícia chegou ao local.  A PM informou que até agora não houve registro de prisão nas manifestações. Não há estimativa do número de pessoas nas manifestações.

A polícia divulgou que outros tumultos foram registrados no mercado de São Brás e na sede da Sudam (Superintendência Desenvolvimento Amazônia).

A Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém) informou que as vias interditadas nesta sexta-feira são: Augusto Montenegro; Centenário; 09 de Janeiro; Rômulo Maiorana, Presidente Vargas; Complexo de São Brás; Arthur Bernardes e Almirante Barroso.

Rodoviários tentaram fechar algumas vias com ônibus e paralisar o serviço nesta manhã. A Semob informou que o transporte público está normalizado desde às 12h, porém há registro de congestionamento devido a interdição das vias públicas ocupadas pelos manifestantes.

No centro de Belém, manifestantes bloquearam a travessa Municipalidade e a avenida Presidente Vargas com galhos de árvores e pneus, na manhã desta sexta-feira (28). Trabalhadores rurais interditaram a avenida Almirante Barroso, na altura da travessa do Chaco. Portuários e integrantes da CUT fecharam a rodovia Arthur Bernardes, que liga Belém, ao distrito administrativo de Icoaracia.

Manaus – Rodoviários em Manaus (AM) cruzaram os braços desde as 4h da manhã desta sexta-feira e aderiram à paralisação nacional.

Segundo o sindicato dos rodoviários, trabalhadores mantém a frota mínima de 70% em horários de pico e de 50% nos demais horários estabelecida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região.

Integrantes do Sindicato dos Transportes Especiais, Metalúrgicos e dos Plásticos ocupam as rotatórias da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), na zona leste, e do bairro Armando Mendes, entrada do Distrito Industrial de Manaus, e trabalhadores tiveram de seguir a pé para as indústrias.

No centro de Manaus, bancários começaram a chegar na avenida Eduardo Ribeiro, por volta das 8h30 (horário local), para saírem em caminhada pelo corredor bancário da capital. A Polícia Militar informou que está monitorando os protestos.

Policiais Civis do Amazonas aderiram à paralisação nacional e estão em protesto em frente à delegacia geral, localizada na zona Centro-Oeste de Manaus. Segundo o sindicato dos policiais civis, 70% das delegacias estão com serviços parados. Os carros da polícia não serão abastecidos hoje para que os serviços dos policiais ocorram apenas internamente nas delegacias. O sindicato reivindica ao governo do Estado melhoria nas condições de trabalho, pagamento de seguro às famílias de policiais civis mortos há cinco anos e reposição da data base salarial.

Goiânia – No início da manhã, integrantes da Força Sindical impediram a saída de ônibus da garagem da empresa Metrobus e o Eixo Anhanguera ficou sem transporte coletivo. O terminal de passageiros Padre Pelágio, na região oeste, está fechado. Outro grupo de manifestantes bloqueou a GO-060, no sentido Trindade-Goiânia, e queimou pneus na rodovia. Por volta das 9h, o Corpo de Bombeiros apagou o fogo e liberou a passagem de veículos.

Tanto os sindicatos envolvidos nas manifestações quanto a Polícia Militar não informaram estimativas de pessoas nos atos ocorridos em Goiânia nesta manhã.

O aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, opera normalmente nesta sexta-feira e não há registro de manifestações no local.

Manifestantes saíram em caminhada pelas ruas do centro de Goiânia, por volta das 11h. Eles seguram cartazes e faixas pedindo a saída do presidente da República Michel Temer. A manifestação é pacífica e não houve registro de confrontos, segundo a Polícia Militar. O Sindego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás) estima que 20 mil pessoas estão participando do ato. A PM não divulgou estimativas de pessoas na manifestação.

Cuiabá – A mobilização dos trabalhadores começou às 6h na Praça Ipiranga, região central de Cuiabá. O transporte coletivo não está funcionando. Portando bandeiras, cartazes, os manifestantes chegaram a pé e de carona. O comando estima que 10 mil trabalhadores participem do ato na região central da capital.

Segundo sindicalistas, os 28 sindicatos de trabalhadores da iniciativa privada, os 32 dos servidores públicos do Estado, além de servidores federais e municipais, confirmaram adesão à greve nacional. Os serviços dos correios pararam desde quinta (27). Foram suspensas visitas a presos, já que os agentes penitenciários aderiram à greve.

Além da capital e da região metropolitana, a greve geral nacional atinge os maiores municípios do Estado de Mato Grosso, segundo o comando grevista.

Vitória – Pela manhã, manifestantes bloquearam dois pontos importantes da cidade: nas vias da Vila Rubim e próximo à rodoviária. O protesto nos dois locais já terminou. Na Reta da Penha, há tráfego intenso por conta de bloqueios pela manhã. Manifestantes seguem em protesto pela avenida Princesa Isabel.

Boa Vista – A cidade tem 30% da frota de ônibus circulando. Táxis e táxis-lotação estão atendendo normalmente a população.

O governo de Roraima informou que o Detran está atuando em 100% de suas atividades.

Rio Branco – Segundo o presidente do Sindicato dos Transportes, Marcos Costa, a categoria não aderiu à paralisação e os ônibus. Parte dos ônibus, no entanto, foi paralisada quando uma manifestação chegou ao Terminal Urbano da cidade, que ficou fechado no final da manhã.

A avenida Ceará e ponte Juscelino Kubitschek foram bloqueadas, mas já foram liberadas.

O ato, que começou por volta das 8h no centro, é comandado por estudantes e funcionários das redes estadual e municipal, que tiveram aulas e serviços suspensos.

*Do Uol

Outras Notícias

Fachin vê pressão sobre Tribunal Constitucional da Polônia como alerta para o Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a crise envolvendo o Tribunal Constitucional da Polônia representa um alerta para o Brasil e outras democracias. A declaração foi feita à jornalista Miriam Leitão, em mensagem publicada neste sábado (31), em sua coluna no jornal O Globo. A preocupação do ministro está relacionada […]

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que a crise envolvendo o Tribunal Constitucional da Polônia representa um alerta para o Brasil e outras democracias. A declaração foi feita à jornalista Miriam Leitão, em mensagem publicada neste sábado (31), em sua coluna no jornal O Globo.

A preocupação do ministro está relacionada às disputas pelo comando da Corte polonesa, em meio a questionamentos sobre a nomeação e a permanência de magistrados. O conflito envolve o governo do primeiro-ministro Donald Tusk, o presidente Karol Nawrocki e integrantes do partido de oposição Lei e Justiça (PiS).

“É um alerta polonês para o Brasil e o mundo”, declarou Fachin à jornalista.

Na avaliação do presidente do STF, interferências indevidas no funcionamento dos tribunais podem comprometer a separação dos Poderes, enfraquecer os mecanismos de controle e colocar em risco direitos e liberdades individuais.

Segundo a reportagem de Miriam Leitão, a crise se intensificou após a juíza Anna Korwin-Piotrowska anunciar que assumiria interinamente a presidência do Tribunal Constitucional, depois da suspensão do presidente da Corte, Bogdan Swieczkowski.

A medida é contestada por integrantes do tribunal e pela oposição. O governo de Donald Tusk sustenta que suas ações buscam restabelecer o Estado de Direito, enquanto o presidente Karol Nawrocki e representantes do PiS acusam o Executivo de interferência política no Judiciário.

A disputa provocou manifestações diante da sede do tribunal, em Varsóvia, e levou Nawrocki a interromper uma viagem ao Senegal para retornar à Polônia. O presidente também convocou reuniões de emergência com representantes dos partidos políticos.

O conflito tem origem em divergências sobre a composição da Corte. Durante o governo do PiS, entre 2015 e 2023, a União Europeia questionou a independência de instituições judiciais polonesas e apontou problemas na relação entre o Judiciário e o poder político.

Desde que assumiu o governo, Tusk tenta promover mudanças na estrutura judicial, mas enfrenta resistência de magistrados ligados à administração anterior e do presidente da República.

Em sua manifestação à jornalista Miriam Leitão, Fachin destacou que ameaças à independência judicial exigem vigilância e responsabilidade institucional. Para ele, a preservação da democracia depende da capacidade das instituições de reagir a pressões que comprometam suas garantias fundamentais.

O ministro também divulgou uma nota informando que acompanha a crise por meio de contatos com a Embaixada do Brasil em Varsóvia. Fachin defendeu cautela na avaliação dos acontecimentos, sem antecipar conclusões sobre questões que poderão ser examinadas por tribunais europeus.

A mensagem enviada à jornalista não aponta um episódio específico do cenário político brasileiro, mas apresenta a situação polonesa como advertência sobre os riscos decorrentes de interferências na atuação dos tribunais constitucionais.

Fonte: O Globo, coluna de Miriam Leitão
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

 

Inspirado no “Exército do Lula”, canal francês triplica seguidores em três dias

Uma estratégia de mobilização digital utilizada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras de 2026 começou a ganhar espaço em outros países. Na França, um canal de WhatsApp criado para apoiar Jean-Luc Mélenchon nas eleições presidenciais de 2027 mais que triplicou seu número de seguidores em três dias. Criado […]

Uma estratégia de mobilização digital utilizada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras de 2026 começou a ganhar espaço em outros países. Na França, um canal de WhatsApp criado para apoiar Jean-Luc Mélenchon nas eleições presidenciais de 2027 mais que triplicou seu número de seguidores em três dias.

Criado em 26 de outubro, o canal “L’équipe de Mélenchon officielle” passou de aproximadamente 46 mil inscritos na terça-feira (27) para 157 mil na sexta-feira (30). A iniciativa foi inspirada no “Exército do Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) durante o segundo turno da eleição presidencial brasileira.

O canal brasileiro alcançou cerca de 10 milhões de seguidores e foi utilizado para organizar publicações, divulgar conteúdos e coordenar a atuação de apoiadores nas redes sociais durante a campanha.

Na França, a mobilização foi anunciada pelo deputado Antoine Leaument, que fez referência à experiência brasileira em um vídeo publicado nas redes sociais.

A estratégia francesa reproduz características do canal brasileiro, como mensagens de mobilização e orientações para ampliar o alcance das publicações. Entre as atividades sugeridas aos participantes estão a divulgação de links e a publicação de conteúdos simultâneos.

Mélenchon, ligado ao partido França Insubmissa, é uma das principais lideranças da esquerda francesa. Segundo dados eleitorais citados pela Folha de S.Paulo, Marine Le Pen, do partido Reunião Nacional, aparecia com cerca de 35% das intenções de voto, enquanto Mélenchon registrava aproximadamente 16%.

O modelo brasileiro também passou a ser utilizado por movimentos políticos na Argentina e na Espanha.

Na Argentina, o canal “Exército do Peronismo”, criado por opositores do presidente Javier Milei, alcançou 64 mil seguidores na sexta-feira (30). Na terça-feira (27), reunia pouco mais de 40 mil inscritos.

Na Espanha, o canal “La Fuerza de La Gente”, ligado a apoiadores do primeiro-ministro Pedro Sánchez, passou de 7 mil para 42 mil seguidores no mesmo intervalo. O movimento surgiu em meio à preparação para as eleições gerais espanholas, previstas para 29 de novembro.

Além da criação dos canais, orientações divulgadas por Janones durante a campanha brasileira começaram a circular em outros idiomas. Entre elas estão a concentração de publicações em horários determinados e a recomendação de evitar interações diretas com adversários nas redes sociais.

O crescimento dessas iniciativas mostra a circulação internacional de uma estratégia de comunicação política baseada na organização de apoiadores por aplicativos de mensagens.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Lula confirma participação na COP31, que será realizada em novembro na Turquia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou participação na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia. A presença do brasileiro na cúpula de chefes de Estado, marcada para os dias 11 e 12, foi confirmada pelo governo federal. […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou participação na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que será realizada entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia. A presença do brasileiro na cúpula de chefes de Estado, marcada para os dias 11 e 12, foi confirmada pelo governo federal.

Lula deverá chegar à Turquia no dia 10 de novembro. Durante o encontro, o Brasil fará a transferência da presidência da conferência para o país anfitrião, após ter sediado a COP30, realizada em Belém, no Pará, em 2025.

Nesta edição, a Turquia ficará responsável pela presidência da COP31, enquanto a Austrália coordenará as negociações diplomáticas entre os países participantes.

Um dos principais desafios da conferência será avançar nas discussões sobre a redução da dependência dos combustíveis fósseis. Na COP30, realizada no Brasil, os países não chegaram a um acordo sobre metas e prazos obrigatórios para a eliminação gradual do uso de carvão, petróleo e gás.

Entre as prioridades apresentadas pela presidência turca está a proposta de ampliar para 35% a participação da eletricidade no consumo energético mundial até 2035. Atualmente, esse percentual está em aproximadamente 23%, segundo os dados apresentados pela organização do evento.

De acordo com informações divulgadas pela Presidência da República, 77 chefes de Estado e de governo já confirmaram presença na conferência, incluindo representantes da China, do Reino Unido e da União Europeia.

Após participar da cúpula climática, Lula deverá seguir para as Filipinas no dia 13 de novembro, onde participará de um encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), além de cumprir uma agenda bilateral.

A possibilidade de um novo encontro entre Lula e o presidente norte-americano Donald Trump durante a reunião da Asean dependerá da coincidência das agendas dos dois líderes. Não há reunião bilateral confirmada.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

 

Marco Rubio afirma que EUA não estiveram envolvidos na fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha participado da organização da fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), após deixar o país em meio a uma determinação judicial que restringia sua saída do território nacional. Durante […]

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha participado da organização da fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. O senador chegou a Miami na quarta-feira (28), após deixar o país em meio a uma determinação judicial que restringia sua saída do território nacional.

Durante entrevista coletiva em Atlanta, onde participou de reuniões relacionadas ao G20, Rubio afirmou que o governo de Donald Trump não organizou o deslocamento do parlamentar brasileiro.

“Não facilitamos nada”, declarou o secretário, ao ser questionado sobre o possível envolvimento das autoridades norte-americanas na viagem.

Rubio explicou, entretanto, que o presidente Donald Trump autorizou pessoalmente a entrada de Flávio nos Estados Unidos. Segundo ele, o senador já possuía visto e recebeu uma autorização migratória temporária, conhecida como parole, ao chegar ao país.

O secretário ressaltou que a decisão de permitir a entrada do parlamentar não significou participação do governo norte-americano nos preparativos para sua saída do Brasil.

A declaração ocorre após reportagens dos jornais The New York Times e The Wall Street Journal apontarem que Jason Miller, assessor de comunicação de Trump e integrante de seu círculo político, ajudou a organizar o avião particular utilizado por Flávio.

De acordo com as publicações, Miller participou das articulações para providenciar a aeronave que transportou o senador da Argentina até os Estados Unidos. O assessor teria mantido contato com Eduardo Bolsonaro durante os preparativos.

Miller também ocupa uma função temporária na estrutura do governo norte-americano, identificada como special government employee. Procurado pelo The New York Times para comentar sua participação na organização do voo, não respondeu aos questionamentos.

As informações divulgadas pelos jornais norte-americanos contrastam com a negativa de envolvimento direto do governo apresentada por Rubio. O secretário, porém, não comentou especificamente a atuação de Miller nos preparativos da viagem.

Flávio deixou o Brasil depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega de seus passaportes e impôs restrições à sua saída do país, no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O senador viajou por via terrestre até a Argentina e, posteriormente, embarcou em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos, fazendo escala no Equador.

A participação de autoridades norte-americanas na viagem também passou a ser questionada por parlamentares dos Estados Unidos. Integrantes do Congresso solicitaram esclarecimentos ao Departamento de Estado sobre a concessão de autorizações migratórias e o possível uso de recursos governamentais para facilitar o deslocamento de Flávio.

No mesmo encontro em Atlanta, Rubio confirmou que conversou com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e que os dois deverão se reunir novamente nas próximas semanas.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

 

João Campos é considerado nome certo para ministério no quarto mandato de Lula, dizem aliados

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, é considerado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um nome praticamente certo para integrar o ministério do quarto mandato. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo neste sábado (31), em meio às articulações para a formação do próximo governo. […]

O ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, é considerado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um nome praticamente certo para integrar o ministério do quarto mandato. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo neste sábado (31), em meio às articulações para a formação do próximo governo.

Segundo a reportagem, a expectativa de um auxiliar de Lula é que o nome de João Campos seja apresentado na primeira reunião formal entre o PSB e o presidente para discutir a participação do partido na nova composição ministerial.

Ainda não existe definição sobre qual pasta o ex-prefeito poderia assumir. Uma das possibilidades consideradas nos bastidores é o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, atualmente comandado pela pernambucana Luciana Santos (PCdoB).

O ministério também tem uma ligação com a trajetória política da família Campos. Eduardo Campos, pai de João, comandou a pasta entre 2004 e 2005, durante o primeiro governo Lula.

João Campos ficou sem mandato após ser derrotado pela governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco. No primeiro turno, Raquel foi reeleita com 53,27% dos votos válidos, enquanto o candidato do PSB recebeu 44,82%.

Mesmo depois da derrota estadual, João participou da campanha de Lula no segundo turno da eleição presidencial. O presidente do PSB esteve em agendas políticas e acompanhou a apuração dos votos ao lado do petista.

Na reta final da campanha, Lula também participou de um ato político com João Campos no Recife. Durante boa parte da disputa estadual, o presidente havia evitado agendas presenciais em Pernambuco, onde Raquel Lyra não declarou apoio a nenhum dos candidatos à Presidência.

O PSB integra a aliança política de Lula e abriga o vice-presidente Geraldo Alckmin, reeleito na chapa presidencial. A participação da legenda no próximo governo deverá ser discutida nas negociações sobre a distribuição dos ministérios.

De acordo com O Globo, aliados do presidente afirmam que Lula deverá começar a definir a composição ministerial somente depois de 16 de novembro, quando retornar de viagens internacionais à Turquia e às Filipinas.

Apesar de ser tratado como um nome certo por interlocutores do governo, João Campos ainda não recebeu uma indicação oficialmente anunciada. A eventual nomeação dependerá das decisões de Lula e das negociações com os partidos aliados.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr