Governo Trump diz apoiar eleições livres no Brasil e defende sanções contra Moraes e medidas contra PCC e CV

O governo dos Estados Unidos afirmou apoiar um processo eleitoral “livre e justo” no Brasil e voltou a defender as medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e contra as facções PCC e Comando Vermelho. As posições constam de uma carta do Departamento de Estado.
O documento é datado de quinta-feira (15) e foi encaminhado à deputada democrata Delia Ramirez, que havia questionado o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a política norte-americana em relação ao Brasil durante as eleições de 2026.
Na resposta, assinada por Katherine Bowles, secretária assistente do Escritório de Assuntos Legislativos do Departamento de Estado, o governo norte-americano afirmou que pretende manter diálogo com a sociedade brasileira, o setor privado e o governo eleito.
“Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo”, diz a carta.
O Departamento de Estado acrescentou que mantém interlocução com governos e organizações da sociedade civil no Hemisfério Ocidental sobre temas como governança democrática, independência judicial e integridade eleitoral, inclusive por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O documento também defendeu as sanções impostas pelo governo Trump ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo o Departamento de Estado, a inclusão do magistrado na lista da Lei Magnitsky foi baseada no que o governo norte-americano classifica como “provas documentadas de graves violações de direitos humanos”.
Na carta, os Estados Unidos atribuem a Moraes detenções consideradas arbitrárias, violações à liberdade de expressão e decisões que, na avaliação do governo Trump, teriam atingido críticos políticos e plataformas digitais.
As afirmações representam a posição oficial do governo norte-americano sobre a atuação do ministro. Moraes foi alvo de sanções aplicadas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky.
A carta também aborda o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pelo governo dos Estados Unidos como organizações terroristas.
O Departamento de Estado justificou a medida afirmando que as duas facções são violentas, possuem milhares de integrantes e mantêm redes criminosas que, segundo as autoridades norte-americanas, alcançam os Estados Unidos.
De acordo com o documento, a classificação está relacionada à avaliação do governo Trump sobre os riscos que essas organizações representam para a segurança dos Estados Unidos e da região.
Fonte: Jornal do Commercio
Foto: Rod Lamkey Jr./AP
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