Notícias

Flávio Bolsonaro é orientado a baixar o tom, e Lula, a evitar provocações no debate da Globo

Por Nill Júnior

Os candidatos à Presidência da República Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) dedicaram a quinta-feira (22) à preparação para o debate da Globo, nesta sexta-feira (23). Após o primeiro confronto entre os dois, realizado pela Band no último domingo (18), as campanhas ajustam suas estratégias de olho nos eleitores indecisos.

Dos dois lados, a avaliação é que o encontro reforçou principalmente as posições dos eleitores que já haviam escolhido seus candidatos. A pesquisa Quaest de quarta-feira (21) mostrou que o percentual de entrevistados que se declararam indecisos na pesquisa espontânea dobrou entre a semana passada e esta, passando de 7% para 14%.

As duas campanhas identificaram pontos a corrigir no desempenho de seus candidatos. Segundo integrantes da equipe de Flávio Bolsonaro, o candidato do PL foi aconselhado a reduzir os confrontos diretos e dar mais espaço à apresentação de propostas. Lula, por sua vez, recebeu orientações para evitar provocações, diminuir os improvisos e administrar melhor o tempo das respostas.

Flávio aposta em propostas e busca postura ‘menos Marçal’

A campanha considera que Flávio Bolsonaro deve adotar um tom menos confrontador e priorizar a apresentação de propostas, em vez de buscar embates constantes com o presidente, como ocorreu no primeiro debate.

Como parte da mudança de estratégia, a campanha decidiu retirar o influenciador Pablo Marçal da preparação do presidenciável. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assumiu a função.

Na véspera do debate da Globo, Tarcísio e o marqueteiro Duda Lima passaram o dia com o senador no QG da campanha, em Brasília. A preparação deve continuar nesta sexta-feira.

Marçal foi o responsável por treinar Flávio para o primeiro debate. Aliados do candidato atribuem ao empresário parte da responsabilidade pela redução da vantagem que o presidenciável do PL mantinha sobre Lula.

Na avaliação desses integrantes da campanha, Marçal enfrenta rejeição entre paulistanos e mulheres pela postura polêmica na eleição municipal de 2024, quando chegou a ser expulso de um debate por desrespeitar as regras.

Sua participação também gera atritos internos. Em 2024, Tarcísio apoiou Ricardo Nunes (MDB) contra Marçal, cuja equipe teve um integrante que agrediu Duda Lima, marqueteiro do prefeito, durante um debate.

Um aliado próximo de Flávio, ouvido sob reserva pela reportagem, classificou como “ótima” a decisão de afastar Marçal da preparação e afirmou que, agora, o candidato “pode voltar a ser centrado”.

Integrantes da campanha avaliam que o senador precisa evitar atitudes que possam ser interpretadas como desrespeitosas em relação à idade de Lula, de 80 anos. No primeiro debate, Flávio recebeu críticas de adversários e de alguns aliados por comportamentos considerados etaristas, entre eles a decisão de se posicionar atrás do presidente durante suas falas.

Pelas regras do debate da TV Globo, nos três primeiros blocos, o candidato com a palavra poderá circular livremente pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer junto ao púlpito. No quarto, de tema livre, cada um terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções, e poderá se movimentar pelo seu lado do palco.

“Fato ou Fake” fará checagens das falas dos candidatos à presidência durante o debate

Estudos realizados pela campanha indicam que eleitores indecisos que assistiram ao confronto consideraram a postura de Flávio “arrogante”. Para tentar conquistar esse público, a orientação é que o senador explique melhor a viabilidade de suas propostas e como pretende financiá-las.

Lula é orientado a controlar reações e reduzir improvisos

Candidatos Flávio Bolsonaro e Lula participam de debate da Band antes do 2º turno das eleições. — Foto: REUTERS/Jean Carniel

A campanha de Lula também considera que o debate da TV Globo pode ter peso decisivo no resultado da eleição. A preparação começou na quarta-feira (21), com discussões entre auxiliares sobre as estratégias e os temas que o presidente deve apresentar.

O principal desafio, segundo integrantes da equipe, é equilibrar as críticas a Flávio com a apresentação de propostas para convencer os indecisos a dar mais um mandato ao petista.

A campanha pretende explorar episódios do passado e fatos recentes envolvendo o senador, como sua relação com o advogado Willer Tomaz.

O desafio é equilibrar os ataques a Flávio com a apresentação de propostas para convencer os indecisos a dar mais um mandato ao petista. A campanha pretende explorar episódios do passado e mais recentes envolvendo o senador, como sua relação com o advogado Willer Tomaz.

Entre os integrantes da equipe, a avaliação é que o debate da Band teve provocações em excesso e pouco espaço para a discussão de projetos. Para evitar que esse cenário se repita, Lula tem sido aconselhado a não se irritar nem reagir às provocações do adversário, além de reduzir os improvisos.

Outra orientação é administrar melhor o tempo das respostas. No primeiro confronto, o presidente deixou de utilizar todo o período disponível em algumas intervenções e não conseguiu concluir as considerações finais.

A preparação também inclui ajustes no posicionamento no palco. Na Band, Lula se dirigiu, em alguns momentos, à câmera errada e saiu da área central, ficando em um trecho com menos iluminação. A orientação é que permaneça mais próximo de seu púlpito, até para evitar que Flávio se posicione atrás dele.

Lula cancelou entrevistas e gravações para preservar a voz, afetada pela maratona de atos e compromissos da reta final da campanha. Com rouquidão, o presidente está sendo acompanhado por uma fonoaudióloga. A consultora de imagem Olga Curado também participa da preparação.

A previsão é repetir a equipe que acompanhou o petista no debate da Band. O ministro Sidônio Palmeira, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o senador pelo Ceará Camilo Santana devem ficar próximos ao presidente para orientá-lo. Fonteles e Camilo ganharam protagonismo na campanha neste segundo turno.

Na plateia, são esperados a primeira-dama Janja, Rui Costa, o deputado federal André Janones e o coordenador-geral da campanha, Edinho Silva. Fernando Haddad também pode comparecer. Janones ganhou importância na reta final pela mobilização de apoiadores nas redes sociais, com o chamado “Exército do Lula”.

Debate da Globo e checagem do Fato ou Fake

O debate presidencial da TV Globo entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) será realizado nesta sexta, dia 23 de outubro, com início programado para as 21h20.

Mediado pelo jornalista César Tralli, o encontro será exibido ao vivo pela TV Globo, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1.

Ao final do debate, o conteúdo ficará disponível na íntegra no Globoplay e no g1.

Além de transmitir o debate, o g1 vai começar, ainda durante o encontro, a checagem das declarações dos candidatos, com a publicação das verificações na página do Fato ou Fake.

Outras Notícias

Brazil Economy|Colectta: Lula tem 50,3% e Flávio 49,7% dos votos válidos; candidatos estão empatados tecnicamente

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, […]

Pesquisa do Instituto Colectta, contratada pelo Brazil Economy e divulgada neste sábado (24), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno da eleição presidencial. A diferença de 0,6 ponto percentual coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Lula registra 46,5% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 46%. Outros 4,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato. Já 3,1% não souberam ou preferiram não responder.

Apesar da pequena vantagem numérica de Lula nas intenções de voto, a pesquisa identificou uma percepção diferente sobre o resultado da eleição. Para 50,3% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro será o vencedor do segundo turno. Outros 39,7% acreditam na vitória de Lula, enquanto 9,7% não souberam responder.

O levantamento também mediu o grau de definição do eleitorado. Entre os entrevistados que declararam preferência por um dos candidatos, 94,8% afirmaram que não pretendem mudar de voto até domingo (25). Outros 4,9% admitiram a possibilidade de alterar a escolha.

Os índices são semelhantes entre os apoiadores dos dois concorrentes. Entre os eleitores de Lula, 94,8% consideram o voto definitivo. No grupo de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 94,9%.

A pesquisa também investigou a transferência de votos do primeiro turno. Entre os entrevistados que votaram em Lula naquela etapa, 97,1% pretendem manter a escolha. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 96,4% afirmaram que votarão novamente no senador.

O comportamento dos eleitores que não compareceram ao primeiro turno apresenta diferenças. Nesse segmento, Lula registra 51,8% das intenções de voto, contra 34,3% de Flávio. O grupo representa 7,4% da amostra ponderada.

Sobre as motivações do voto, 64,7% dos entrevistados afirmaram escolher o candidato principalmente por identificação com ele. Outros 22,1% disseram votar prioritariamente para impedir a vitória do adversário, enquanto 12,2% atribuíram o voto aos dois fatores.

O levantamento também avaliou o governo federal. A maneira como Lula governa é aprovada por 47% dos entrevistados e desaprovada por 49,7%. Na avaliação qualitativa da administração, 40,6% classificaram o governo como ruim ou péssimo.

Entre os principais problemas do Brasil apontados espontaneamente pelos entrevistados, segurança pública e violência aparecem com 17,9%, seguidos pela saúde, com 16,6%, corrupção, com 12,5%, e economia, com 9,4%.

Quando questionados sobre a primeira medida que deveria ser adotada pelo próximo presidente, 16,2% mencionaram melhorias na saúde pública, enquanto 12,7% citaram o combate à violência.

A pesquisa Brazil Economy/Colectta ouviu presencialmente 3 mil eleitores em 101 municípios das 27 unidades da Federação, na sexta-feira (23). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Editora Brazil Economy e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05601/2026.

Fonte: Brazil Economy/Colectta
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr⁠

CNT/MDA: Flávio tem 50,7% e Lula, 49,3% dos votos válidos; candidatos seguem em empate técnico

Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Na […]

Pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais, aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de 1,4 ponto percentual mantém os dois candidatos em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 16 de outubro, Flávio oscilou de 50,5% para 50,7%, um aumento de 0,2 ponto percentual. Lula passou de 49,5% para 49,3%, uma redução de 0,2 ponto. As variações estão dentro da margem de erro da pesquisa.

A distância numérica entre os candidatos passou de um para 1,4 ponto percentual, sem alteração estatisticamente significativa no cenário identificado pelo instituto.

No levantamento divulgado neste sábado, os votos válidos ficaram assim:

Flávio Bolsonaro (PL): 50,7%
Lula (PT): 49,3%

Na pesquisa de 16 de outubro:

Flávio Bolsonaro (PL): 50,5%
Lula (PT): 49,5%

Os votos válidos desconsideram as respostas de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo e daqueles que não souberam ou não responderam.

No cenário estimulado de votos totais, quando os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Flávio aparece com 46,3%, enquanto Lula registra 45%. Outros 5,8% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2,9% não souberam ou não responderam.

Na rodada anterior, Flávio tinha 46,8% dos votos totais e Lula, 45,9%. Assim, o senador oscilou 0,5 ponto percentual para baixo, enquanto o presidente registrou redução de 0,9 ponto.

Os votos em branco e nulos passaram de 4,9% para 5,8%, enquanto o percentual de eleitores que não souberam ou não responderam subiu de 2,4% para 2,9%.

A pesquisa também apresentou o cenário espontâneo, em que os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos. Nessa modalidade, Flávio Bolsonaro foi citado por 45,4% e Lula por 43,5%.

No levantamento anterior, os percentuais eram de 45,6% para Flávio e 44,1% para Lula.

REJEIÇÃO E AVALIAÇÃO DO GOVERNO

O instituto também mediu a rejeição aos candidatos. Lula é rejeitado por 47,4% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro registra 47,3%, uma diferença numérica de 0,1 ponto percentual.

Em relação à avaliação do governo federal, 37,9% classificam a administração Lula como ótima ou boa, enquanto 38,4% a consideram ruim ou péssima. Outros 22,6% avaliam a gestão como regular.

Já na avaliação do desempenho pessoal do presidente, 47,6% aprovam sua atuação e 48,8% desaprovam.

DADOS DA PESQUISA

A 173ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião foi realizada pelo Instituto MDA entre os dias 21 e 23 de outubro, com 2.032 entrevistas presenciais em 140 municípios brasileiros.

O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02136/2026.

Como as entrevistas foram concluídas na sexta-feira (23), o levantamento não incorpora eventuais efeitos do último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado naquela noite pela TV Globo.

O segundo turno das eleições presidenciais acontece neste domingo (25).

Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

Na véspera da votação, Lula faz atos no Rio e em São Paulo; Flávio Bolsonaro passa por Belo Horizonte e pelo Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), os últimos atos públicos de suas campanhas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Lula participa de caminhadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, enquanto Flávio cumpre compromissos em Belo Horizonte e na capital fluminense.

As agendas estão concentradas nos três maiores colégios eleitorais do país. São Paulo reúne aproximadamente 34,1 milhões de eleitores, seguido por Minas Gerais, com 16,4 milhões, e pelo Rio de Janeiro, com 12,9 milhões. Os estados também foram palco de disputas importantes entre os candidatos durante o primeiro turno.

Lula iniciou a programação na manhã deste sábado, com uma caminhada na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A concentração começou por volta das 9h, na altura do Posto 5 da Avenida Atlântica, e a caminhada estava marcada para as 10h.

O presidente chegou ao local por volta das 9h40. O ato reuniu apoiadores, parlamentares, representantes de movimentos sociais e lideranças políticas que participam da campanha à reeleição.

Após a mobilização em Copacabana, Lula segue para São Paulo, onde está prevista sua última caminhada antes da votação. A concentração acontece a partir das 14h, na Avenida Paulista, nas proximidades da Alameda Campinas, com a participação do presidente programada para as 16h.

Entre os aliados esperados estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).

Flávio Bolsonaro também começou o sábado com uma mobilização de apoiadores. O primeiro compromisso foi marcado para as 9h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A atividade integra uma série de manifestações organizadas por aliados do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que participa da mobilização política em apoio ao senador.

No período da tarde, Flávio tem outro ato previsto para as 14h, na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A programação poderá incluir um deslocamento até as proximidades do condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato, morou antes de se mudar para Brasília. O trajeto, no entanto, ainda não estava confirmado.

Os compromissos acontecem depois do último debate presidencial entre Lula e Flávio, realizado na noite dessa sexta-feira (23), pela TV Globo. Durante o encontro, os candidatos discutiram economia, segurança pública, programas sociais e trocaram críticas sobre seus históricos políticos.

Pelo calendário eleitoral, caminhadas, carreatas, passeatas e distribuição de material gráfico podem ocorrer até as 22h deste sábado.

No domingo (25), Lula votará em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e acompanhará a apuração na capital paulista. Flávio Bolsonaro votará no Rio de Janeiro e seguirá para Brasília, onde pretende acompanhar a contagem dos votos.

Fonte: CNN Brasil
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

“Vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, diz Flávio Bolsonaro durante debate na Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino. O […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL) prometeu ampliar investimentos no Nordeste e governar em parceria com os estados da região, independentemente de alinhamentos partidários, caso seja eleito presidente da República. A declaração foi feita durante o debate da TV Globo, nessa sexta-feira (23), após Lula (PT) questionar o compromisso do adversário com o desenvolvimento nordestino.

O assunto surgiu quando os candidatos discutiam obras de infraestrutura, abastecimento de água e políticas públicas voltadas à região. Lula afirmou ter a impressão de que Flávio não gosta do Nordeste e pediu que o senador apresentasse suas propostas para os estados nordestinos.

Em resposta, o candidato do PL rejeitou a crítica e afirmou que pretende manter uma relação próxima com a região.

“Eu vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”, declarou Flávio.

O senador afirmou que o Nordeste não deve ser tratado como um problema, mas como parte da solução para o desenvolvimento do país. Ele também prometeu trabalhar com governadores que não integram seu grupo político.

Ao mencionar Pernambuco, Flávio citou a governadora Raquel Lyra (PSD) e disse que pretende estabelecer uma parceria com a gestão estadual para executar obras e enfrentar o crime organizado.

Entre as propostas apresentadas para a região, o candidato anunciou a intenção de construir uma ferrovia que interligue as capitais nordestinas, de São Luís, no Maranhão, até Salvador, na Bahia.

O confronto também envolveu a transposição do Rio São Francisco. Flávio atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro a conclusão de obras que permitiram a chegada de água a municípios do Nordeste.

Lula contestou a declaração e reivindicou a execução de etapas do projeto durante seus governos. O presidente também citou a ferrovia Transnordestina, a expansão das universidades e dos institutos federais e investimentos em infraestrutura como exemplos de ações de suas administrações.

Na avaliação apresentada pelo petista, o Nordeste passou por transformações econômicas e sociais desde seu primeiro mandato, iniciado em 2003.

Flávio também mencionou o aumento do Bolsa Família para R$ 600 durante o governo do pai e acusou Lula de permitir o avanço da facção criminosa Comando Vermelho na região. A afirmação foi apresentada pelo senador durante a troca de acusações, sem demonstração de uma relação causal entre a atuação do governo federal e a expansão da organização criminosa.

O debate foi o último encontro entre os dois candidatos antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25).

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr

“Lula coloca Flávio Bolsonaro na defensiva”: imprensa internacional repercute debate da Globo e destaca confronto decisivo

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um […]

O último debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado nessa sexta-feira (23), na TV Globo, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a postura mais ofensiva do presidente, os momentos de dificuldade enfrentados pelo senador e as discussões sobre economia, segurança pública e corrupção. O encontro foi tratado por veículos estrangeiros como um momento importante da disputa, a dois dias do segundo turno.

O jornal francês Le Monde classificou o debate como crucial e avaliou que Lula adotou uma postura mais incisiva, enquanto Flávio procurou apresentar uma imagem mais moderada em comparação ao confronto anterior, realizado pela Band.

Segundo a publicação, o senador conseguiu desenvolver propostas econômicas e concentrar suas críticas no custo de vida e no endividamento das famílias. No entanto, enfrentou dificuldades após fazer uma referência à deficiência física do presidente.

Durante uma discussão sobre o salário mínimo, Flávio afirmou que Lula concedia benefícios com uma mão e retirava com os nove dedos. O petista reagiu, lembrou que perdeu um dedo em um acidente de trabalho aos 17 anos e exigiu uma retratação.

O senador pediu desculpas e afirmou que não tinha intenção de ofender o adversário.

A cientista política Carolina Botelho, ouvida pelo Le Monde, considerou a declaração de Flávio discriminatória e avaliou que a resposta de Lula permitiu ao presidente recuperar sua trajetória como trabalhador.

Para a especialista, o formato do debate da Globo também dificultou a estratégia de confronto direto utilizada pelo senador na Band. Ela avaliou que Flávio teve dificuldades para responder a alguns questionamentos e apresentar seu histórico parlamentar.

Outro episódio destacado pelo jornal francês foi a cobrança de Lula sobre a atuação de Flávio na defesa de um policial militar acusado de matar Ana Clara, menina de cinco anos atingida por um tiro de fuzil em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

A mãe da criança acompanhou o debate na plateia. Ao responder ao questionamento, Flávio manifestou solidariedade à família e afirmou acreditar que o policial não tenha sido o responsável pelo disparo. O militar ainda não foi condenado.

A agência francesa AFP também observou uma mudança de comportamento dos candidatos em relação ao primeiro encontro. A avaliação foi de que o debate teve um tom mais moderado, embora tenha mantido provocações e ataques pessoais.

Na cobertura da AFP, Lula apareceu questionando a experiência política do adversário e defendendo as realizações de seus governos. Flávio, por sua vez, procurou responsabilizar a administração petista pelo custo de vida e pelas dificuldades econômicas enfrentadas pela população.

A agência norte-americana Associated Press (AP) destacou que os candidatos buscaram conquistar eleitores indecisos em uma disputa equilibrada.

A AP apontou três momentos de tensão: a referência de Flávio aos nove dedos de Lula, a reação do presidente ao chamar o adversário de miliciano e o confronto envolvendo a morte de Ana Clara.

A publicação também registrou que o encontro permitiu a apresentação de propostas sobre salário mínimo, segurança pública, financiamento do SUS e incentivos ao agronegócio.

Já a agência Reuters concentrou sua cobertura nos embates sobre custo de vida, programas sociais e acusações de corrupção.

Segundo a Reuters, Lula defendeu a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação e as medidas de combate à fome, enquanto Flávio questionou os preços dos alimentos e os efeitos da política tributária do governo federal.

A agência também destacou o aumento da tensão no último bloco, quando os candidatos trocaram acusações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e investigações relacionadas a pessoas próximas aos dois adversários.

As diferentes abordagens da imprensa internacional mostram que, embora o encontro tenha apresentado mais discussões sobre propostas do que o debate anterior, os ataques pessoais e as controvérsias judiciais continuaram ocupando parte importante do confronto.

A repercussão ocorre na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25). Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), Lula e Flávio apareceram com 50% dos votos válidos cada, em empate numérico.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

Acompanhe o Blog do Nill Júnior também no Instagram e veja essa e outras notícias: @nill_jr