História de Elaine Gomes é de muita superação. Estudou em escola pública e teve a própria mãe como professora na zona rural de Calumbi
O dia foi marcado pela posse de novos juízes pelo Tribunal de Justiça do Pará.
A filha de Calumbi, Elaine Gomes Nunes de Lima foi uma delas.
Ela já era filha ilustre por sua trajetória. Ano passado a Câmara de Vereadores de Calumbi aprovou voto de aplauso à jovem magistrada.
Filha natural de Calumbi, estudou sempre em escola pública, tendo seu início estudantil, no povoado de Tamboril, onde a sua professora era sua própria mãe.
Continuou seus estudos na escola estadual Antonio Gomes de Lima, em Calumbi e também no colégio de aplicação e EREMPAC. Fez vários concursos durante esse período, cursou também Bacharelado em Direito pela Faculdade de Integração do Sertão -FIS, em Serra Talhada.
Essa trajetória a fez avançar ainda mais nos estudos e, finalmente, conseguiu ano passado a aprovação em concurso público de provas e provas de títulos para juíza no Estato do Pará.
“Quero prestar minha sincera homenagem ao ex-deputado e ex-prefeito de Afogados da Ingazeira Antônio Mariano, que construiu uma longa e produtiva folha de serviços prestados a Pernambuco e de forma especial a Afogados da Ingazeira e ao Sertão do Pajeú. Minhas condolências e minha solidariedade a dona Aldenice e à nossa amiga Aline, que vem dando […]
“Quero prestar minha sincera homenagem ao ex-deputado e ex-prefeito de Afogados da Ingazeira Antônio Mariano, que construiu uma longa e produtiva folha de serviços prestados a Pernambuco e de forma especial a Afogados da Ingazeira e ao Sertão do Pajeú.
Minhas condolências e minha solidariedade a dona Aldenice e à nossa amiga Aline, que vem dando continuidade ao trabalho de Antônio Mariano”.
Paulo Câmara – Governador de Pernambuco
Antônio Mariano foi meu professor na rede estadual de ensino. Na política, em muitos momentos trilhamos caminhos distintos. O compromisso com Afogados nos uniu e caminhamos juntos nas três últimas eleições.
Foi um aprendizado ter convivido com o homem e o político Antônio Mariano. Deixará saudades e inúmeros serviços prestados à nossa querida Afogados.
Nesse momento de dor e perda irreparável, quero externar a toda família os meus mais profundos e sinceros sentimentos, e colocar-me à disposição para a adoção de todas as providências necessárias que o momento requer. Que Deus o receba em sua infinita morada.
José Patriota – prefeito de Afogados da Ingazeira
A dona Aldenice e demais familiares sinceras condolências pelo falecimento do estimado amigo Antonio Mariano.
Juntos fizemos muitas obras e programas que ajudaram a interiorização e o desenvolvimento de nossa região do Pajeu.
Seu nome ficara gravado como um grande politico que marcou sua época. Que Deus Poderoso Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora lhe de a recompensa eterna.
Inocêncio Oliveira
O falecimento do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Antônio Mariano, representa uma grande perda para a política de Pernambuco. O conheci há muitos anos e sempre tivemos uma relação de respeito e cordialidade.
Antônio Mariano foi uma liderança importante e jamais deixou de lutar pelos interesses do Sertão do Pajeú e de Pernambuco.
Neste momento de extrema dor, quero expressar minha solidariedade a vereadora Aline Mariano e toda sua família. Que possam encontrar na fé, o conforto necessário para superar esta hora tão difícil.
Senador Armando Monteiro
“Lamentamos a morte do Deputado Antonio Mariano, que representou o Pajeu e Pernambuco na assembleia legislativa. Aos familiares, nossos sentimentos”.
Anchieta Patriota – Prefeito de Carnaíba
É com enorme tristeza e um grande pesar que o Pajeú recebe a notícia do falecimento do ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Antonio Mariano de Brito.
Prestou serviços valorosos não só a Afogados, mais ao povo de Pernambuco.
Mariano, deixa em nossa memória boas lembranças, de alguém que lutou durante toda sua vida para mudar a vida de muitos.
Nesse momento de dor e saudade, nossa solidariedade à família, aos amigos, e aos inúmeros admiradores de Antonio Mariano.
Evandro Perazzo Valadares – Prefeito de São José do Egito
É com muita tristeza e profundo pesar, que recebemos a notícia do falecimento do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Afogados da Ingazeira, Antônio Mariano. Como ser humano, foi solidário, amigo e possuidor de carisma natural.
Nós que fazemos o Afogados da Ingazeira FC, manifestamos profundos sentimentos de solidariedade ao seus familiares e amigos, rogando a Deus que na sua infinita bondade e misericórdia, conforte a todos neste momento de profunda dor.
João Nogueira Lima -Presidente, e Diretoria do Afogados Futebol Clube
Foi com profunda emoção e tristeza que recebi a notícia do falecimento do ex-prefeito, ex vereador e ex deputado, Antônio Mariano de Brito.
Foi uma grande liderança popular do nosso Estado, onde ocupou um lugar de destaque na política pernambucana. Fez muito por nossa Carnaíba, e a ele somos gratos.
Neste momento triste, quero enviar o meu abraço a toda familia, pois admirei por sua dedicação e grande carinho. Neste momento estamos todos tristes por essa grande perda.
José Francisco Filho – ex Prefeito de Carnaíba
Meu caro amigo Antonio Mariano, eterno paraninfo de minha turma do ginasial. De minhas inúmeras referências: o cidadão, o professor, o político, o filho, o pai, o avô, o amigo, o irmão.
Nestes últimos momentos conosco relembro as lições que aprendi com você: de determinação, de coragem, de humildade, de bravura, de simplicidade, de companheirismo, de amizade.
E, especialmente da vida pública, ficam as lições inspiradoras de como se faz a política sem ódio nem rancores, sempre com equilíbrio e respeito à pessoa. Na luta democrática o exemplo do bom combate.
Sua ausência deixa na política afogadense, e de Pernambuco, uma lacuna enorme. Expresso aqui minha imensa tristeza pela perda precoce e irreparável do meu grande amigo, e rogo a Deus o conforto espiritual para toda sua família.
Fernando Moraes – Jornalista
Antonio Mariano foi além de um político brilhante, um defensor ferrenho do povo do Pajeú, íntegro nas causas da nossa região e de Pernambuco. Deixa um legado aos familiares e amigos com o exemplo de homem público.
Mas acima de tudo, de grande amigo dos poetas cantadores, pois fazia questão de recitar e elogiar nós cantadores, haja vista, ser membro de uma família que sempre prestigiou os profissionais da viola e de outros seguimentos da cultura popular.
Com certeza o nosso querido Antônio irá se encontrar com seu pai Zé Mariano e sua mãe Dona Laura, no lugar que Deus reservou para ambos. Adeus meu querido amigo. Que Deus nos conforte pela grande perda!”
Nesta quarta-feira (13), foi divulgado o resultado do Levantamento Nacional de Transparência Pública – LNTP dos Portais da Transparências dos Órgãos Públicos do país. O nível de transparência pública de cada município foi anunciado no IX ENTC – Encontro Nacional dos Tribunais de Contas do Brasil, evento que está sendo realizado em Foz do Iguaçu/Paraná. […]
Nesta quarta-feira (13), foi divulgado o resultado do Levantamento Nacional de Transparência Pública – LNTP dos Portais da Transparências dos Órgãos Públicos do país. O nível de transparência pública de cada município foi anunciado no IX ENTC – Encontro Nacional dos Tribunais de Contas do Brasil, evento que está sendo realizado em Foz do Iguaçu/Paraná.
A Câmara Municipal de Tuparetama foi anunciada no evento como um dos municípios que mais alcançou bons resultados, subindo dois níveis em 2024, saindo do nível prata (2023), para o nível de transparência de Diamante, alcançando um percentual de 98,57% de transparência pública do Portal da Transparência do Poder Legislativo.
O presidente da Câmara Arlã Markson que está em Brasília comemorou o resultado afirmando que: “esse nível de Diamante com 98,57% em transparência pública da Câmara Municipal, é uma soma de esforços da minha pessoa como presidente, dos vereadores, da Empresa IT Soluções em Tecnologia que administra nosso Portal da Transparência, do advogado Antônio de Pádua que foi contratado especificamente para melhorar o nosso Portal e dos funcionários, em especial Lívia Tunu, que diariamente participa alimentando o sistema a fim de que o cidadão de Tuparetama possa acessar de seu computador ou telefone, o que desejar de documentos, já que tudo está disponível em nosso Portal da Transparência”.
Arlã Markson ainda reforçou que espera que o novo presidente da Câmara para o biênio 2025-2026 possa manter o Portal da Transparência da forma que “estamos entregando, a fim de que no próximo ano, possamos manter o nível Diamante em transparência pública e continuar o Poder Legislativo de Tuparetama em destaque como está sendo no dia de hoje”.
Por Heitor Scalambrini Costa* Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse […]
Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse limite, mas debates atuais na sociedade buscam no Congresso, alterar o texto constitucional para reduzir a carga horária.
O mês de abril será lembrado com mais uma data histórica para o povo trabalhador. Foi no dia 13 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial, encaminhada em regime de urgência a Câmara dos Deputados, para na prática acabar com a escala 6×1, reduzindo o limite máximo da jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias, e garantindo dois dias de descanso remunerado, proibindo qualquer redução salarial.
Depois de árdua luta, com grande pressão popular, os deputados e deputadas por ampla margem de votos, votaram favoráveis ao fim desta abusiva e desumana escala, que condena o trabalhador a ter somente um dia de descanso para usufruir com sua família, ou mesmo resolver seus problemas particulares.
O clamor da sociedade é claro. Pesquisas de opinião apontam que mais de 70% da população aprova esta mudança. A Câmara dos Deputados, se mostrou sensível (com olhos nas eleições de outubro), e por larga margem de votos aprovou no dia 27 de maio, em dois turnos, acabar com a escala 6×1. No dia seguinte foi encaminhada para o senado federal.
Desde que chegou no Senado o presidente, David Alcolumbre, deixou claro que era contrário à PEC aprovada na Câmara, justificando que o tema exigiria discussões mais “aprofundadas”, já que haveria necessidade dos senadores de avaliarem os impactos econômicos antes de aprovarem o texto que veio da Câmara. Interrompeu assim a tramitação do projeto que está parado desde o dia 28 de maio.
Paralelamente a PEC da Câmara, foi protocolada no Senado por senadores da extrema direita e do Centrão, os costumazes que sempre votam contra os trabalhadores, a PEC 12/2026 que defende o trabalho flexível.
Foi o senador bolsonarista, Rogerio Marinho que encabeçou esta PEC, que propõe negociações individuais entre patrão e empregado prevalecendo sobre acordos coletivos, o que promete acirrar ainda mais o debate. Tal proposta é claramente contrária aos interesses do trabalhador.
É importante lembrar que o senador Marinho é o coordenador da campanha presidencial do pré-candidato Flavio Bolsonaro, e que no (des)governo Temer, como deputado federal, foi o relator da Reforma Trabalhista (aprovada em 2017) que alterou mais de 100 pontos da CLT, no sentido da flexibilização, da precarização das relações trabalhistas, e da perda de poder de negociação dos sindicatos.
Nos (des)governos Temer e Bolsonaro ocorreram uma drástica fragilização na organização e no financiamento dos sindicatos. Foi adotado neste período de 2016 a 2022, várias ações que levaram a este enfraquecimento.
Inicialmente no (des)governo do golpista Temer (2016-2018), foi aprovada a reforma trabalhista (Lei no 13.467/2017) com o fim do imposto sindical obrigatório, levando a receita das entidades dos trabalhadores despencarem 90%, afetando a capacidade de custeio e mobilização. A legislação passou a permitir que acordos coletivos pudessem sobrepor a lei, descentralizando as negociações e enfraquecendo os sindicatos de base.
Já no (des)governo Bolsonaro (2019-2022) ocorreram ataques administrativos e financeiros contra os sindicatos. Por exemplo, com a edição da Medida Provisória 873/2019 (não se tornou lei pois não foi votada) que proibia o desconto da mensalidade em folha de pagamento. Foi extinto o Ministério do Trabalho, provocando o afastamento do diálogo com os trabalhadores, e o esvaziamento dos conselhos tripartite (governo-trabalhador-patrão).
As políticas implementadas neste período reduziram drasticamente o número de trabalhadores sindicalizados. Dados oficiais indicam que a taxa de sindicalização no país despencou para cerca de 9,2% (menos de 10 milhões de trabalhadores), o menor índice desde o início da série histórica do IBGE.
Existem semelhanças entre a PEC 12/2026 e a reforma trabalhista de 2017 relatada pelo bolsonarista Marinho. Em ambos casos a ênfase na flexibilização da jornada de trabalho, pode levar a existir uma escala 7×0 (sete dias trabalhados, sem nenhum descanso), prevalecendo os contratos individuais entre empregado e empregador, que definiriam regras e horários que se adequem as necessidades operacionais da empresa.
Neste caso os salários e benefícios como FGTS, férias, 13º salário e licença maternidade, serão calculados de forma proporcional à carga horária cumprida. A definição do horário e da quantidade de horas trabalhadas ocorrerão preferencialmente por acordos individuais. O que sem dúvida vai privilegiar a desigualdade na negociação, do mais forte (patrão) para impor condições ao mais fraco (trabalhador). Nesta proposta dos “inimigos do povo” a ampliação da jornada de trabalho pode chegar a 52 horas semanais.
Diante das PEC’s apresentadas pelo governo e pelos bolsonaristas do senado, tirem suas próprias conclusões, de quem são os reais inimigos do povo.
A pressão agora é sobre o principal inimigo do povo, David Alcolumbre, que deve ser intensificada, pois sua posição, apoiada por mais de 36 senadores que assinaram a PEC 12/2026, é claramente contra os interesses da classe trabalhadora.
A situação só mudará quando o povo se levantar e dizer basta. Também o poder do voto nas eleições próximas é a força da sociedade que exige a mudança. Depende de nós, os eleitores, votar em parlamentares comprometidos com o povo. Asim teremos um Congresso Nacional “amigo do povo”.
* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França.
Sebastião Oliveira foi um dos 343 deputados federais que ajudou a aprovar, nesta terça-feira (9), na Câmara Federal, em Brasília, o Projeto de Lei 8240/17 que regulamenta os esportes equestres, incluindo a vaquejada. Apenas 32 parlamentares foram contra a proposta. Houve seis abstenções. A importância cultural e econômica da vaquejada, principalmente para os estados nordestinos, […]
Sebastião Oliveira foi um dos 343 deputados federais que ajudou a aprovar, nesta terça-feira (9), na Câmara Federal, em Brasília, o Projeto de Lei 8240/17 que regulamenta os esportes equestres, incluindo a vaquejada. Apenas 32 parlamentares foram contra a proposta. Houve seis abstenções.
A importância cultural e econômica da vaquejada, principalmente para os estados nordestinos, embasou o voto de Sebastião Oliveira em favor da medida.
“A vaquejada é uma manifestação que vai além da prática esportiva. Ela há muito tempo faz parte da cultura e da história do Nordeste, além disso, os eventos movimentam a economia dos municípios, gerando muitos empregos diretos e indiretos”, enfatizou Sebastião Oliveira.
Sebastião também faz questão de destacar que o Projeto de Lei aprovado garante a integridade física dos animais. “Estive bastante atento à questão dos bichos. Aprovamos um texto que exige dos realizadores das vaquejadas uma série de condutas, e quem não cumprir estará sujeito às penalidades da lei. Isso foi primordial para mim”, ressaltou Sebá.
Os passos mais recentes da Polícia Federal nas investigações sobre a ofensiva antidemocrática revelam o avanço sobre financiadores e mentores da tentativa de golpe de Estado que culminou na invasão e depredação das sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) […]
Os passos mais recentes da Polícia Federal nas investigações sobre a ofensiva antidemocrática revelam o avanço sobre financiadores e mentores da tentativa de golpe de Estado que culminou na invasão e depredação das sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) e relatórios da PF apresentam documentos, mensagens e outras provas que contrariam a tese de uma organização espontânea, defendida por investigados.
Na última semana, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, trouxe os indícios mais fortes até o momento de uma organização com antecedência. As apurações indicam o conhecimento prévio e apoio de alguns dos nomes mais próximos ao então presidente.
Segundo a investigação, os atos partiram da “arregimentação e do suporte direto” do grupo ligado a Bolsonaro, suspeito de participar da tentativa de ruptura constitucional. A linha foi reforçada por conversas e áudios obtidos pela PF. Um dos diálogos mostra o major Rafael Martins de Oliveira, que foi preso, pedindo orientações ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, sobre recursos financeiros para levar “pessoas” do Rio a Brasília e locais para a realização das manifestações. A conversa ocorreu dias antes de atos bolsonaristas convocados em novembro de 2022.
Pedido de R$ 100 mil
Martins queria saber se deveria direcionar o ato à Praça dos Três Poderes e pergunta se as Forças Armadas permitiriam a permanência de manifestantes nesses locais. Mauro Cid responde: “CN e STF” , em referência ao Congresso e ao Supremo, e em seguida diz “vão”, sinalizando anuência dos militares. O ato acabou ocorrendo em frente ao Quartel-General do Exército.
Em outro diálogo, Cid pede uma estimativa com hotel, alimentação e material. “100 mil?”, pergunta, explicando: “Para trazer um pessoal do Rio”. Martins responde que está com as necessidades iniciais e que “aquele valor de 100 se encaixa nessa estimativa”. Ao encaminhar um arquivo, sugere: “Depois apaga”.
No parecer, a PGR destacou que as investigações indicam que Martins “atuou de forma direta no direcionamento dos manifestantes para os alvos de interesse dos investigados” e realizou a “coordenação financeira e operacional para dar suporte aos atos antidemocráticos e arregimentar integrantes das Forças Especiais do Exército, para atuar nas manifestações, que, em última análise, não se originavam da mobilização popular”.
A suspeita é que os R$ 100 mil solicitados a Cid tenham se destinado a um grupo de oficiais das Forças Especiais do Exército, os “kids pretos”, com quem auxiliares de Bolsonaro se reuniram nos meses que antecederam o 8 de Janeiro. Esse grupo de militares teria incitado as invasões das sedes dos três Poderes e direcionado a multidão.
A defesa de Bolsonaro afirma que ele nunca “atuou ou conspirou” contra a democracia, enquanto os advogados de Cid alegam que nenhum valor foi pago e que ele explicará as mensagens à PF se for intimado para um novo depoimento. A defesa de Oliveira não foi localizada. Em nota no dia da operação, o Exército disse que acompanha o caso “prestando todas as informações necessárias às investigações”.
Em outra frente do financiamento, um áudio enviado por Cid, no dia 16 de novembro, reforçou o papel de empresários do agronegócio. Na gravação, ele afirma que “empresários do agro” que “estão financiando, colocando carro de som em Brasília” tiveram bens bloqueados e foram chamados a depor. Na época, Moraes havia determinado o bloqueio de contas ligadas a 43 empresários, além de marcar os depoimentos.
Outro diálogo descoberto no curso das investigações vai na mesma linha. Uma das investigadas, que esteve no QG do Exército, abordou o apoio de empresários do setor para três mil ônibus direcionados a Brasília às vésperas dos atos de 8 de janeiro:
“Pessoal do agro lá de Goiânia, dos arredores de Brasília e tudo. O agro botou aí um apoio aí pra três mil ônibus. Não sei como que eles vão sair. Pessoal tá combinando de chegar em diversos horários… O negócio tá grande. Tá bonito”.
Em outra operação, um empresário do setor logístico também foi alvo. Segundo as investigações, ele teria financiado ônibus para levar manifestantes a Brasília e participado ativamente da orientação de movimentos golpistas junto a outras lideranças. As informações são do O Globo.
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