Falta de ar-condicionado e pintura durante aulas geram reclamações na EREMMAPS; gestão se manifesta sobre denúncias

Pais e estudantes da EREM Monsenhor Antônio de Pádua Santos, em Afogados da Ingazeira, relatam problemas com a climatização e a realização de serviços de pintura durante o período de aulas. Após as reclamações e manifestação da GRE do Alto Pajeú, a gestão da escola divulgou nota com sua versão sobre as condições da unidade e as providências adotadas.
Um documento apresentado à Gerência Regional de Educação (GRE) do Alto Pajeú pelo advogado Andricélio Cleanto Marques Moreira, pai de uma estudante do 3º ano do Ensino Médio, afirma que os problemas de climatização já durariam mais de três semanas.
Entre as reclamações está a existência de aparelhos de ar-condicionado antigos que estariam sem funcionar. A representação afirma ainda que novos equipamentos já teriam sido destinados e entregues à escola, mas permaneceriam armazenados sem instalação.
A situação ocorre em um período de temperaturas elevadas e baixa umidade na região.
Outro ponto questionado é a realização da pintura das salas durante o horário letivo. De acordo com os relatos apresentados, estudantes teriam permanecido próximos aos ambientes onde os serviços estavam sendo executados. Alunos relataram dores de cabeça, náuseas e desconforto respiratório.
A denúncia também menciona paralisação de estudantes em razão das condições apontadas. A gestão escolar, entretanto, afirma que as aulas estão acontecendo normalmente e que as atividades pedagógicas, incluindo a recepção dos alunos, seguem de forma habitual.
O QUE DIZ A GRE
À Rádio Pajeú, a GRE do Alto Pajeú informou que a Secretaria de Educação iniciou, no começo do ano, processo de licitação para contratar uma empresa responsável pela manutenção dos aparelhos de ar-condicionado, mas o procedimento foi alvo de uma medida cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Segundo a Gerência Regional, a medida foi revertida em setembro e a contratação da empresa já foi efetivada.
“A partir de 10 de outubro, estaremos com uma empresa atendendo a manutenção das escolas”, informou a GRE, acrescentando que a EREMAPS será tratada como prioridade e que os trabalhos devem começar na próxima semana.
A Gerência Regional também afirmou que o processo de manutenção não impede que a própria escola substitua aparelhos antigos por novos equipamentos de mesma potência.
“Estamos aguardando que a gestora tome essas providências e também estabeleça diálogo com os estudantes”, informou.

Sobre a pintura, a GRE explicou que os serviços não puderam ser realizados em todas as unidades durante o mês de janeiro. Como a situação da EREMAPS era considerada precária nesse aspecto, a intervenção foi iniciada durante o período letivo.
“Cabe à escola fazer o remanejamento de salas para evitar que os estudantes estejam próximos ao local com tinta fresca”, afirmou a Gerência Regional.
O QUE DIZ A GESTÃO DA ESCOLA
Após a repercussão das reclamações, a gestão da EREM Monsenhor Antônio de Pádua Santos divulgou nota assinada pela gestora Nadja Patrícia da Silva.
No documento, a direção afirma que as providências consideradas possíveis dentro das atribuições da escola estão sendo adotadas e que as demandas dos estudantes vêm sendo tratadas internamente, com diálogo entre a gestão, os alunos e a intermediação do Grêmio Estudantil.
A escola sustenta que as aulas estão ocorrendo normalmente e que mantém o funcionamento regular das atividades pedagógicas.
Em relação à manutenção e às condições estruturais, a gestão afirma que acompanha os serviços e mantém diálogo com os órgãos responsáveis. A nota cita informação da GRE de que uma Ordem de Serviço já foi assinada, contemplando intervenções como adequação da rede elétrica e substituição de aparelhos de ar-condicionado.
Sobre a pintura durante o período letivo, a direção explica que o serviço foi iniciado após a chegada da empresa responsável e devido à necessidade de cumprimento do cronograma e das determinações estabelecidas pela Rede Estadual de Ensino e pela GRE.
A gestão afirma ainda que acompanha a execução dos trabalhos e adota, dentro de suas possibilidades, medidas para minimizar eventuais impactos sobre os estudantes.
A nota também explica que a escola trabalha com salas temáticas e que eventuais remanejamentos de turmas e espaços são realizados de forma planejada, quando necessários, para conciliar os serviços com a continuidade das atividades pedagógicas.
A direção sustenta que não se omitiu diante das situações apresentadas e afirma manter diálogo com estudantes, Grêmio Estudantil, GRE e demais responsáveis.
“A gestão da EREM Monsenhor Antônio de Pádua Santos permanece à disposição para os esclarecimentos necessários e continuará acompanhando a execução das providências até a conclusão dos serviços”, conclui a nota.

Foto: Reprodução
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