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Por Nill Júnior

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O Blog e a História: como a mídia influenciou as eleições de 1989

As eleições de 1989 eram um marco para a política brasileira. Com a economia fortemente abalada e com o povo ainda se recuperando de anos de censura e repreensão, o próximo presidente da república tinha como responsabilidade recuperar o Brasil da crise, tanto econômica, quanto ideológica. A quantidade recorde de candidatos refletia a vontade da […]

As eleições de 1989 eram um marco para a política brasileira. Com a economia fortemente abalada e com o povo ainda se recuperando de anos de censura e repreensão, o próximo presidente da república tinha como responsabilidade recuperar o Brasil da crise, tanto econômica, quanto ideológica.

A quantidade recorde de candidatos refletia a vontade da classe política de voltar ao poder, ao todo 22 se candidataram na disputa pela presidência, número que perdura até hoje como o maior.

No primeiro turno das eleições destacaram-se Fernando Collor de Mello (PRN), Leonel Brizola (PDT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mário Covas (PSDB) e Paulo Salim Maluf (PDS), com o segundo turno tendo a disputa entre Collor e Lula. Tanto a direita, quanto a esquerda tinham um representante com grandes chances de vitória, o que resultou em uma eleição extremamente disputada.

Cada um dos candidatos construiu sua imagem na mídia, através de entrevistas e debates transmitidos pelas grandes redes de televisão. Lula ainda se atrelava aos seus ideais sindicalistas que pararam o bairro do ABC paulista na década de 70, trazendo para si uma imagem de “líder socialista”, apesar do mesmo afirmar que essa não era a sua intenção. Porém Lula tinha o apoio de candidatos como Leonel Brizola (PDT) e Mário Covas (PSDB), o que lhe trouxe uma grande força para a disputa do segundo turno.

Collor, por outro lado, era um candidato que se baseava muito mais na imagem para atrair os votos. Apelidado como Caçador de Marajás, por suas políticas de moralização do serviço público, usava de frases de efeito e boa estampa nas televisões para conquistar o eleitorado. “Com boa aparência, um discurso carismático e o apoio financeiro do empresariado brasileiro, Collor se transformou na grande aposta da direita” (SOUSA, 2017, p.1). Na reta final das eleições, os debates passaram a ter um peso massivo para os ambos. Os brasileiros consideraram Collor superior nos últimos debates, e esse fator foi decisivo para ser empossado como presidente do Brasil.

Muitos afirmam que a vitória de Collor se deu pela manipulação e edição da Rede Globo no debate. As suspeitas poderiam ser confirmadas com a vitória de Collor nas urnas.

Dados mais concretos também podem ser observados: “Um relatório da DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), divulgado em 08/12/89, aponta o favoritismo da Rede Globo para Fernando Collor de Mello: ele teria 78,55% mais tempo de divulgação no noticiário político, se comparado ao do seu concorrente Lula, no período de 27/11 a 06/12/89.” (AVELAR, 1992, p. 9).

Em 2011, em entrevista ao Globo News, Boni, então diretor da emissora, afirmou: “Todo aquele debate foi produzido. Não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo, mas a parte formal nós é que fizemos”. Boni sugeriu e Collor não aceitou simular gotas de suor no candidato.

Até mesmo o ex-presidente Fernando Collor admitiu ter tido uma vantagem sobre Lula. Provando então a teoria que a televisão teria poder suficiente para moldar uma nova realidade, e influenciar o povo que pela falta de acesso a outros meios, se informam apenas pela mídia televisiva.

Equipe de Oliver Stone nega financiamento de Vorcaro a documentário sobre Lula

A equipe do cineasta Oliver Stone negou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha financiado o documentário “Lula”, lançado em 2024. A manifestação ocorreu após a divulgação de um áudio atribuído ao ex-banqueiro no qual ele teria afirmado ter destinado R$ 30 milhões à produção. Segundo auxiliares do cineasta ouvidos pela coluna de Mônica […]

A equipe do cineasta Oliver Stone negou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha financiado o documentário “Lula”, lançado em 2024. A manifestação ocorreu após a divulgação de um áudio atribuído ao ex-banqueiro no qual ele teria afirmado ter destinado R$ 30 milhões à produção.

Segundo auxiliares do cineasta ouvidos pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Stone não solicitou nem recebeu recursos de Vorcaro para a realização do filme, dirigido em parceria com Rob Wilson.

A equipe afirmou ainda que o diretor não conhecia Vorcaro e não teria sido informado sobre qualquer negociação de patrocínio envolvendo o empresário no Brasil.

A manifestação contesta o conteúdo atribuído ao ex-banqueiro em áudio divulgado pela revista Veja. Na gravação, Vorcaro teria afirmado que destinou R$ 30 milhões ao documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A equipe de Stone já havia negado, em maio, qualquer participação de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas e fundos ligados ao empresário no financiamento da produção.

Na ocasião, os responsáveis pelo documentário informaram que não receberam recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições originados de negociações com Vorcaro ou com instituições relacionadas a ele.

A Polícia Federal também se manifestou sobre o caso após a divulgação da reportagem da Veja. Em nota, a corporação afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo relatado pela revista e que não entregou à instituição documentos ou informações com esse teor.

O documentário “Lula”, dirigido por Oliver Stone e Rob Wilson, foi lançado em 2024 e acompanha a trajetória política de Lula, com foco no período entre sua prisão, em 2018, e a eleição presidencial de 2022.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Divulgação

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Brejinho promove Festa da Criança com programação recreativa e entrega de brindes

A Prefeitura de Brejinho realizou, nesse sábado (10), a Festa da Criança. A programação reuniu crianças e familiares em uma noite com parque infantil, música, distribuição de lanches e sorteios de brindes. O evento contou com DJ, parque infantil e atividades voltadas ao público infantil. Durante a programação, também foram sorteados brindes, entre eles bicicletas […]

A Prefeitura de Brejinho realizou, nesse sábado (10), a Festa da Criança. A programação reuniu crianças e familiares em uma noite com parque infantil, música, distribuição de lanches e sorteios de brindes.

O evento contou com DJ, parque infantil e atividades voltadas ao público infantil. Durante a programação, também foram sorteados brindes, entre eles bicicletas e celulares.

As ações relacionadas à comemoração começaram ainda durante a semana. O prefeito Gilson Bento, a primeira-dama Emília Carmem e o secretário municipal de Educação, Abrahão Filho, visitaram escolas da rede municipal que atendem estudantes do Ensino Fundamental I para a entrega de presentes.

Segundo o prefeito, os brinquedos distribuídos nas unidades escolares foram adquiridos com recursos próprios, sem utilização de dinheiro público.

“Cada brinquedo que entrego nas escolas não é comprado com dinheiro público. É uma ação que faço para cumprir uma promessa que fiz”, declarou.

Durante a Festa da Criança, Gilson também relembrou a própria infância ao comentar a realização da atividade.

“Eu fui uma criança de infância pobre e nunca tive uma oportunidade como essa. Por isso, agradeço a Deus por hoje poder realizar essa ação para as nossas crianças”, afirmou.

A programação reuniu atividades recreativas, distribuição de lanches e sorteios, além das ações realizadas anteriormente nas escolas municipais.

Fotos: Divulgação

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Marília representa Pernambuco em ato com Lula e lideranças do Nordeste em Natal

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) participou nesse sábado (10), em Natal, de ato de campanha de Lula (PT) ao lado de governadores e outras lideranças do Nordeste. A mobilização marcou a primeira viagem do presidente na campanha do segundo turno. A agenda ocorreu no bairro do Alecrim e também teve como foco a candidatura […]

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) participou nesse sábado (10), em Natal, de ato de campanha de Lula (PT) ao lado de governadores e outras lideranças do Nordeste. A mobilização marcou a primeira viagem do presidente na campanha do segundo turno.

A agenda ocorreu no bairro do Alecrim e também teve como foco a candidatura de Cadu Xavier, o Cadu de Lula (PT), que disputa o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil).

Marília foi a representante de Pernambuco no ato. Recém-eleita para o Senado, a pedetista já havia anunciado que participaria das atividades de campanha de Lula nesta segunda etapa da eleição presidencial.

Também estiveram na mobilização os governadores Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; e Lucas Ribeiro (PP), da Paraíba.

Participaram ainda a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), além dos senadores eleitos Rui Costa (PT), pela Bahia, e Samanda de Lula (PT), pelo Rio Grande do Norte.

Durante o ato, Marília afirmou que pretende se dedicar à campanha de Lula nas próximas semanas e relacionou sua participação à votação recebida em Pernambuco.

“A confiança que recebi dos pernambucanos aumenta minha responsabilidade de estar nas ruas, dialogar com as pessoas e somar forças pela sua reeleição”, declarou.

A passagem por Natal ocorreu depois de um ato realizado na sexta-feira (9), em Brasília, e integra a estratégia da campanha de Lula para reforçar a mobilização no Nordeste.

A região foi onde o presidente obteve seu melhor desempenho no primeiro turno. Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) nos nove estados nordestinos e recebeu cerca de 21,5 milhões de votos, contra aproximadamente 10,4 milhões do adversário.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Fonte: Blog do Mário Flávio
Foto: Reprodução/ Redes sociais

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Coluna do Domingão: o que explica a nova ascensão do bolsonarismo?

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa: Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas […]

A partir de análise recente do professor Heitor Scalambrini Costa,  é provocador buscar entender a ascensão do bolsonarismo,  mesmo depois do que a sociedade experimentou com Jair Bolsonaro. Aqui, fragmentos de sua análise na primeira pessoa:

Os resultados da eleição no primeiro turno provocaram em mim cansaço, desânimo, frustração, tristeza. Fiquei bravo, muito bravo. Mas jamais vou desistir, pois a única luta que se perde é a que não lutamos. Me considero um realista esperançoso.

Várias interpretações sobre a enxurrada de votos para a extrema direita estão sendo discutidas. O anti petismo, a anti corrupção, o anti Supremo, o anti lulismo, entre outras justificativas.

Vou tentar responder a uma pergunta que tem martelado minha cabeça: o que leva as pessoas a aderir a líderes e grupos que promovem a opressão e subserviência do outro? O servilismo a uma outra nação? Aproveito para lembrar Wilhelm Reich, psiquiatra, psicanalista, biólogo, físico, que nasceu em 1897 e morreu em 1957. Sua teoria é revolucionária, unindo a psicanálise e a biologia. Ele propôs que a mente e o corpo formam uma unidade indissolúvel. Sobre a onda fascista na Alemanha de Hitler, ele disse: “as massas não foram enganadas. Elas desejaram o fascismo”. Esta frase me faz refletir e me perguntar: será que os eleitores da extrema direita votaram nesses candidatos, no PL, no bolsonarismo, por não saberem quem são seus líderes e o que isso significa? Ou votaram nesses candidatos exatamente pelo que eles são e defendem?

Os eleitores e eleitoras da extrema direita sabem perfeitamente o que fazem, inclusive sabem das consequências. Não adianta tentar justificar que a massa de eleitores da extrema direita está cometendo erro, unicamente por uma comunicação e propaganda falha.

Um desafio: você já viu ou ouviu algum eleitor ou eleitora de direita, pois é assim que se nomeiam, dizerem que votam por justiça social, pela universidade pública, pelos direitos humanos, pelo SUS, pelo aumento do salário mínimo, pela aposentadoria, pela proteção ao meio ambiente e dos povos indígenas, pelo direito à diversidade de gênero, dos credos e opiniões, pela defesa das minorias, contra a escala de trabalho escravisante 6×1?

Mesmo quando falam de liberdade ou democracia eles defendem como privilégio para eles e suas ideias. Não para todos, como nós defendemos. Querem liberdade para serem autoritários, racistas, fascistas, machistas. Esses eleitores não estão interessados em políticas públicas de proteção social ou qualquer outra ação para a coletividade, mesmo que se beneficiem dela.

Querem ficar ricos. Olhem a volta de vocês. Reparem os influenciadores campeões de seguidores e a reação diante da proibição das BETS, o discurso dos pastores neopetencostais que fazem sucesso, os ídolos do futebol. O lema central dessa gente é ostentação. Ostentam sucesso, bens e prosperidade financeira. Depender do Estado, de políticas públicas, de cotas, acessibilidade, é sinônimo de fracasso para eles. O UBER não quer aposentadoria, direitos trabalhistas, proteção social, porque acredita que será abençoado por Jesus e ficará rico. Não precisará de nada disso.

Isso significa que a propaganda progressista não sofre de ineficiência. Ao contrário, ela mostra com muita eficácia seu projeto de país e que ele não vem de hoje. Só que essa massa que caiu nas garras da extrema direita não quer esse projeto, mesmo que seja em benefício deles. Eles preferem acessá-lo burlando o sistema, do que pela via do direito garantido. Querem ser ricos individualmente. Não há projeto coletivo de país em jogo.

O gângster ex-banqueiro Vorcaro, por exemplo, não é um problema nessa visão de mundo bolsonarista. Ele é o ídolo que talvez tenha cometido o erro de ter sido pego e preso. Mais do que combater pessoas como Vorcaro, eles querem ser como Vorcaro. Isso vale também quando defendem tipos como Trump, Elon Musk, ou Milei.

Outra coisa: obviamente, houve influência externa. O poder dos algoritmos, a guerra híbrida, as mídias hereditárias, patronais e das bigh techs influenciaram as eleições e ampliaram o alcance de candidatos e propostas.

Não podemos negar é que esse tipo de discurso convenceu uma grande massa de pessoas. Cooptou o desejo delas. Temos duas opções: democracia ou barbárie.

Sugiro a quem interessa o livro de Rita Almeida, “Psicologia das massas e bolsonarismo”. Essa análise é fruto desse livro.

Sobre o livro, a autora resgata os conceitos clássicos da psicanálise, em especial a obra Psicologia das Massas e Análise do Eu (1921), de Sigmund Freud, para entender como os indivíduos se fundem em um grupo e transferem a sua capacidade de julgamento moral para um líder carismático.

Em vez de tratar o eleitor ou apoiador de Jair Bolsonaro apenas como “ignorante” ou “enganado”, a autora defende a necessidade de escutar essas pessoas. Ela analisa o bolsonarismo não só como um fenômeno político tradicional, mas como um sintoma social do mal-estar contemporâneo.

A obra aponta que a adesão ao movimento também reflete uma sociedade altamente individualizada, onde muitos trabalhadores deixam de se enxergar por sua classe social e passam a se identificar com valores neoliberais e conservadores. Vale a leitura para entender o porquê do fosso em que nos enfiamos.

Primeira vez

Reportagem de Rafael Souza para o G1   mostra que Raquel Lyra (PSD) se tornou a primeira governante do estado a não declarar apoio para nenhum candidato a presidente, desde o retorno do voto direto, em 1989. A estratégia de neutralidade é apontada por especialistas como crucial na vitória de Raquel. Em 2022, ela também não apoiou ninguém no 2º turno,  mas era candidata.

Veras cita duplicação BR-232 como ameaçada com Flávio 

O Deputado Federal e presidente do PT,  Carlos Veras,  disse sobre a neutralidade de Raquel. “É um direito dela, mas eu tenho certeza que ela sabe e tem consciência de que, com Flávio Bolsonaro, a BR-232 não termina a sua duplicação até a Serra Talhada, como nós queremos. O Arco Metropolitano não sai. As barragens que tem ainda para fazer, a quantidade de estradas que precisamos duplicar, moradias populares. A quantidade de recursos que ela recebe através do governo do presidente Lula, ela não receberá de outro governo”, afirmou.

O cálculo de Raquel

No primeiro turno,  Raquel teve ampla votação dos bolsonaristas por eliminação,  já que não queriam a volta do PSB ao poder. E ainda teve uma parcela interessante de lulistas,  o que justificou o “Luquel”. Agora, não apenas “se vinga” da vinda de Lula ao palanque de Campos, mas para seu staff,  evita o risco de declarar apoio a um e ver o outro ganhar. A fala de Flávio de que ela terá apoio do governo e a relação já construída com Lula a levam para a manutenção da posição de não se posicionar. Isso não calcula a alegação de quem a cobra, afirmando que democracia e conquistas sociais estariam ameaçadas. Optou pelo pragmatismo.

Cadê Túlio?

Como esperado,  Túlio Gadêlha teve zero peso na decisão da governadora pela neutralidade. Sequer deve ter sido ouvido. Estrategicamente,  foi importante na justificativa do palanque amplo da governadora,  o que acabou dando certo. E só. Nesse assunto, da sua promessa de ponte entre Raquel e Lula, ficou ainda menor que a votação que teve.

Em vão

O ministro e senador eleito Rui Costa (PT) foi escalado para o contato com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), buscando o apoio dela à candidatura de Lula no segundo turno das eleições de 2026. Vai perder o dinheiro da passagem.

Conta errada

Tonico Araújo,  da Exatta, quis dizer na CBN Recife que a abstenção não prejudicou Lula, porque foi maior no Sul e Sudeste que no Nordeste. Mas foi rebatido por Maurício Rands e Raul Henry,  que também com base em dados, mostraram que em qualquer região do país,  o eleitor que mais se abstém é da faixa entre um e dois salários, por fatores como a dificuldade de chegar aos locais de votação. Tonico não gostou e ainda teimou. “Não procede!” – nem com as evidências desmentindo sua tese.

Que fase…

Depois de Mendonça Filho,  que perdeu seis eleições majoritárias,  outro que vem numa maré sinistra é Miguel Coelho. Ficou fora do segundo turno em 2022. Ganhou a prefeitura de Petrolina,  porque o clã é poderoso. Tentou ser candidato a Senador de João. Perdeu. Tentou ser o de Raquel. Perdeu. O prêmio de consolação era o mandato Federal,  com bases loteadas por Dudu da Fonte. Perdeu de novo.

Prêmio de consolação

O Brasil elegeu o Congresso mais retrógrado da história,  mas Pernambuco ao menos ajudou a expurgar algumas figuras que, ou só votaram contra os interesses da população,  ou queriam fazê-lo,  como Coronel Meira,  Pastor Eurico,  Charlles de Tiringa,  Michelli Collins e o próprio Eduardo da Fonte.

Frase da semana:

“O presidente tem palanque em Pernambuco”.

Da governadora Raquel Lyra,  em entrevista indicando que não tem obrigação de declarar apoio a Lula se ele declarou apoio a João Campos no primeiro turno.