Notícias

Essa noite, tem mais debate na Pajeú

Por Nill Júnior

Acontece hoje a partir das 21h30 mais um debate com candidatos ao Governo de Pernambuco, promovido pela TV Nova e Rádio Cultura do Nordeste.

O debate será transmitido pela Rádio Pajeú na sintonia 99,3 e também no RadiosNet, aplicativos próprios, YouTube e Facebook. A partir das 21h, já estaremos ao vivo do Centro de Convenções Empresário Djalma Farias. A mediação será de Rhaldney Santos.

Estão confirmados Anderson Ferreira (PL), Danilo Cabral (PSB), Raquel Lyra (PSDB), João Arnaldo (PSOL), Miguel Coelho (União Brasil) e Pastor Wellington (PTB).

O debate acontecerá no Centro de Convenções Empresário Djalma Farias, com mediação de Rhaldney Santos.

O encontro ocorre em meio à corrida pelo segundo lugar nas pesquisas. O equilíbrio é tanto entre os candidatos do segundo ao quinto lugar que há variação nas posições a depender do instituto.

Ontem, pesquisa divulgada pela Atlas/Arko mostrou a candidata ao governo do estado Marília Arraes (SD) liderando as pesquisas eleitorais em Pernambuco, com 33,4% das intenções de voto.

A disputa pelo segundo também lugar continua acirrado, com Anderson Ferreira (PL), Danilo Cabral (PSB), Miguel Coelho (UB) e Raquel Lyra (PSDB) empatados tecnicamente.

Pontuando em segundo lugar, aparecem Anderson Ferreira, com 14.5%; seguido de Danilo Cabral, com 12.5%, Miguel Coelho, que alcança 11.9% das intenções de voto e Raquel Lyra, com 11.6%. Daí a importância do encontro.

Outras Notícias

Arcoverde: UPA-DIA e Policlínica Dr. Paulo Rabello recebem novas ambulâncias

Em cerimônia aberta ao público, realizada na manhã desta sexta-feira, 21 de dezembro, a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, reuniu representantes da sociedade civil e dos poderes legislativo e executivo do município, para efetuar a entrega de duas novas ambulâncias. A partir de agora, as novas aquisições irão atender demandas de emergência da UPA-DIA, localizada […]

Em cerimônia aberta ao público, realizada na manhã desta sexta-feira, 21 de dezembro, a prefeita de Arcoverde, Madalena Britto, reuniu representantes da sociedade civil e dos poderes legislativo e executivo do município, para efetuar a entrega de duas novas ambulâncias.

A partir de agora, as novas aquisições irão atender demandas de emergência da UPA-DIA, localizada no São Cristóvão, como também da Policlínica Dr. Paulo Rabello, no bairro JK.

Abrindo a solenidade, a secretária de Saúde de Arcoverde, Andréia Karla, frisou que as duas ambulâncias adquiridas para o município, através do Ministério da Saúde, com articulação do deputado federal João Fernando Coutinho, vão atender a população   juntamente com uma outra ambulância já conquistada pela gestão municipal.

O evento de entrega também contou com as participações do vice-prefeito Wellington Araújo, e dos vereadores Siqueirinha, Luiza Margarida e Cleriane Medeiros.

Antes de repassar as chaves dos veículos de emergência para Michelle Caroline Cavalcanti Brito, gestora da UPA-DIA, e Rita Maria de Lima, gestora da Policlínica Dr. Paulo Rabello, a prefeita Madalena Britto saudou os presentes, parabenizando posteriormente toda a equipe da Secretaria de Saúde de Arcoverde pelo empenho atingido nos diversos serviços públicos do segmento no município.

“Hoje, entregando estas duas ambulâncias, que além das unidades de saúde vão atender diversas demandas do município, temos como intuito trabalhar para o povo e servir de uma forma efetiva. Eu sei da importância desta UPA-DIA para o bairro do São Cristóvão e sei como todos são atendidos aqui. E nós sempre procuramos equipa-la, para que a unidade tenha melhores condições de atender à população”, registrou Madalena Britto.

AMBULÂNCIAS – Nos modelos Fiorino Hard Working, da marca Fiat, cada veículo já devidamente equipado custou o valor de R$ 81.160,00 por meio de recursos possibilitados pelo Ministério da Saúde.

O padre de Itapetim espionado pela Ditadura

Por Hesdras Souto* A ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) foi um regime autoritário instaurado após o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964. Marcado pela supressão de liberdades democráticas, o período foi caracterizado pela censura, perseguição política, tortura, assassinatos e desaparecimento de opositores, além da intervenção em […]

Por Hesdras Souto*

A ditadura civil-militar no Brasil (1964-1985) foi um regime autoritário instaurado após o golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964.

Marcado pela supressão de liberdades democráticas, o período foi caracterizado pela censura, perseguição política, tortura, assassinatos e desaparecimento de opositores, além da intervenção em sindicatos, universidades e na imprensa.

Os militares estabeleceram um governo centralizado e subalterno aos interesses dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Ao longo dos anos, o regime endureceu com a promulgação de Atos Institucionais (AIs), como o AI-5 (1968), que ampliou a repressão e suspendeu todos os direitos constitucionais. Milhares de pessoas no Brasil foram espionados pelos agentes da ditadura, os famigerados “Arapongas”.

Várias pessoas no Pajeú estiveram na mira deles, principalmente os membros do nosso Clero. Além do inesqucível Dom Francisco Austregésilo Mesquita, Bispo Diocesano de Afogados da Ingazeira de 1961 a 2001, o Padre José Viana da Silva Sobrinho, ou simplesmente Padre Viana, também foi espionado devido ao seu trabalho a frete da Paróquia de São Pedro, na cidade de Itapetim.

Documentos confidenciais produzidos durante a Ditadura Civil-Militar mostram que o Padre Viana e três seminaristas (Josildo Vieira de Melo, Cícero Vieira de Souza, Alexandrino Pereira Neto), foram considerados da “ala progressista do clero”, por ter estreitas ligações com o Bispo Dom Francisco, alvo número um dos militares no Pajeú. Num dos relatórios, o Padre Viana é citado como “agitador” e “elemento instigador dos trabalhadores rurais” da cidade de Itapetim, por sua constante preocupação com a fome e a miséria que atingiram a região em virtude das secas. É importante salientar que muitos padres incomodaram a Ditadura Civil-Militar no Brasil porque muitos deles se posicionaram contra os abusos de direitos humanos, a repressão e a injustiça social promovida pelo regime.

Embora a Igreja Católica como instituição tenha tido setores conservadores que apoiaram o golpe de 1964, especialmente no início, com o tempo, uma parte significativa do clero, especialmente os padres ligados à Teologia da Libertação, passou a se opor fortemente à ditadura. Vários padres denunciaram publicamente casos de tortura, desaparecimentos e assassinatos cometidos pelos órgãos de repressão. Isso era visto como subversão pelo regime, que queria manter essas práticas em segredo.

Muitos padres e bispos, como Dom Francisco e o Padre Viana, começaram a atuar junto às comunidades mais pobres, ajudando a organizar Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), incentivando a consciência política e os direitos sociais. Isso era visto como uma ameaça à ordem estabelecida, pois empoderava setores marginalizados da sociedade.

Alguns clérigos se notabilizaram pela coragem de enfrentar o regime militar. Nomes como o de Dom Helder Câmara, arcebispo de Olinda e Recife, que ficou conhecido como “o Bispo dos Pobres”, e um dos maiores críticos do regime. Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, atuou firmemente na defesa dos direitos humanos e ajudou a organizar o livro “Brasil: Nunca Mais”, que documentou inúmeros casos de tortura. Frei Tito de Alencar, dominicano que foi preso e torturado pelo DOI-CODI e acabou exilado, representando simbolicamente a perseguição aos religiosos engajados na luta por um país livre.

Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho, Bispo Diocesano de Afogados da Ingazeira, amigo e colaborador de Dom Helder Câmara. Seu lema episcopal era Ut Vitam Habeant (“Para que tenham vida”). Durante seu episcopado, participou ativamente do Concílio Vaticano II (1962-1965) e, ao lado de Dom Helder, foi um dos signatários do famoso Pacto das Catacumbas, comprometendo-se com uma vida de simplicidade e dedicação aos pobres e perseguidos. Atuou diretamente em prol do desenvolvimento humanitário, social e econômico do sertão do Pajeú. Por sua incansável luta pela justiça social, recebeu o epíteto de Profeta do Sertão, sendo uma voz ativa e estridente na defesa dos direitos desamparados e dos famintos, chegando, inclusive, a apoiar publicamente ações como os saques em feiras durante períodos de seca, argumentando que era preferível isso a ver pessoas morrerem de fome.

Padre Jose Viana da Silva Sobrinho, Pároco de Itapetim, atuou contra a fome e a miséria na sua cidade. Comprometido com o Evangelho de Cristo, foi defensor dos pobres e dos injustiçados que batiam em sua porta na busca de um pequeno alento para suas misérias sociais. Na Paróquia de São Pedro, Padre Viana foi um facho de luz que enfrentou a fome, a miséria e as trevas do autoritarismo, que por duas décadas pairou sobre a nação brasileira.

Padre José Viana da Silva Sobrinho morreu na madrugada de um domingo, 15 de outubro de 2023, aos 72 anos, em Serra Talhada, por consequência de um Acidente Vascular Cerebral.

Ele nasceu em Itapetim, em 20 de novembro de 1950. O sacerdote foi ordenado presbítero em 24 de março de 1979, na Paróquia de São Pedro, em Itapetim.

*Escritor e Historiador, Hesdras Souto é Membro do IHGP e do CPDOc-Pajeú

Veras sucede Bivar na Primeira-Secretaria da Câmara e vai gerir orçamento de R$ 8 bilhões

Blog do Magno  Na composição da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, a ser eleita consensualmente em 1 de fevereiro, a poderosa Primeira-Secretaria, hoje ocupada pelo pernambucano Luciano Bivar (UB), vai continuar sendo espaço do Estado. O sucessor de Bivar será o deputado Carlos Veras, indicado pela bancada do seu partido, o PT. Natural […]

Blog do Magno 

Na composição da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, a ser eleita consensualmente em 1 de fevereiro, a poderosa Primeira-Secretaria, hoje ocupada pelo pernambucano Luciano Bivar (UB), vai continuar sendo espaço do Estado.

O sucessor de Bivar será o deputado Carlos Veras, indicado pela bancada do seu partido, o PT. Natural de Tabira, no Sertão do Pajeú, Veras está no seu segundo mandato e integra o grupo petista liderado pelo senador Humberto Costa.

Pernambuco terá um segundo representante na Mesa Diretora: o deputado Lula da Fonte será o segundo-vice-presidente da Casa, indicado pela bancada do seu partido, o PP, que no Estado é presidido pelo seu pai, o deputado federal Eduardo da Fonte.

Como primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, Carlos Veras vai administrar um orçamento da ordem de R$ 8 bilhões. Na prática, o primeiro secretário é o prefeito da Casa. Por ele, passará o destino e controle dessa montanha de dinheiro a partir de fevereiro.

No Cine São José, o bolso que guarda a alma da minha saudade

Por Magno Martins, jornalista Minha última crônica da série revivendo Afogados da Ingazeira, minha pátria de nascença, escrevo hoje com a dor da saudade, com os olhos em lágrimas. Traz como cerne o Cine São José. Que alegria encontrá-lo vivo, fazendo resplandecer no sorriso da garotada os truques e segredos da sétima arte! Pisei no […]

Por Magno Martins, jornalista

Minha última crônica da série revivendo Afogados da Ingazeira, minha pátria de nascença, escrevo hoje com a dor da saudade, com os olhos em lágrimas. Traz como cerne o Cine São José.

Que alegria encontrá-lo vivo, fazendo resplandecer no sorriso da garotada os truques e segredos da sétima arte!

Pisei no seu solo sagrado com meu filho Magno Filho e seu primo Guilherme, que lhe acolheu esses dias de férias por aqui com o seu irmão Antônio Neto. Uma das magias do cinema era o toque da cirene. Quando criança e adolescente, tocava três vezes. Era o aviso de que teríamos um bom filme naquela noite. Ainda continua tocando. Cada toque, uma lágrima de saudade.

Nele, assisti muitos filmes de Tarzan! Na história, Tarzan era filho de um casal de nobres ingleses. Logo após o assassinato de John e Alice Clayton por gorilas, na costa africana, o garoto ficou sozinho e foi encontrado por macacos. Ele acabou sendo criado pela macaca Kala e, já adulto, casou-se com Jane, com quem teve um filho.

Adorava a macaca Chita. Era uma gorila mal-humorada, e moleca que atuava como uma irmã adotiva para Tarzan e Jane, a mulher que salvou Tarzan da solidão na selva, onde vivia com gorilas e com eles aprendeu tropecias em árvores para se salvar.

Havia filmes de faroestes e séries. Adorava Rin Tin Tin. Apelidado Rinty por seu proprietário, era um cão bonito que aprendeu truques e podia saltar grandes alturas. Foi transformado em um cão de shows pelo produtor cinematográfico Charles Jones, que pagou a Duncan para filmar Rinty.

Conta a história que o primeiro Rin Tin Tin surgiu nas telas, assim, em 1922, em The Man From Hell’s River, no papel de um lobo.

O Cine São José também foi palco de muitas anarquias quando moleque. Nossa turma, de tão bagunceira, era vigiada e chegou a ser proibida de frequentar o cinema. Pulávamos sobre as cadeiras para quebrá-las. Enchíamos seu assento de chicletes.

Seu Helvécio, locatário do cinema, propriedade da Diocese, criou a sua lista de Schindler para nos perseguir e nos privar da telinha. E ainda fazia o fuxico aos pais.

Para minha geração, o Cine São José foi o grande centro cultural de Afogados da Ingazeira. Além de projetar filmes, era palco para os Domingos Alegres, com Waldecy Menezes, um programa de auditório transmitido pela Rádio Pajeú.

Waldecy era o nosso Silvio Santos que nos salvava do tédio nas tardes de domingo. O programa era super divertido e revelava talentos. A cantora Maria da Paz, a Paizinha, que Deus já chamou, foi uma delas. Garotinha, subia no palco e cantava feito um sabiá.

Que saudade desse tempo maravilhoso! Rubem Alves, meu cronista preferido, diz que saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar. Diz também que saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que perdeu. Na saudade, descobrimos que pedaços de nós já ficaram para trás.

Candidatura de Ciro Gomes à Presidência é aprovada pelo TSE

Plenário também aprovou nesta quinta (1º) registro da vice, Ana Paula Matos, e o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, nesta quinta-feira (1º), o registro de candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). A decisão foi unânime e julgou improcedente […]

Plenário também aprovou nesta quinta (1º) registro da vice, Ana Paula Matos, e o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP)

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu, nesta quinta-feira (1º), o registro de candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

A decisão foi unânime e julgou improcedente impugnação apresentada por dois candidatos nas eleições deste ano (a deputado federal e a deputado estadual) que pediam a inelegibilidade de Ciro Gomes com base na vida pregressa e em ações cíveis por reparação de danos morais a que o candidato já respondeu.

O relator dos pedidos foi o ministro Carlos Horbach. Ele destacou que o fato não é óbice à candidatura, uma vez que a súmula 13 do TSE afirma que não é autoaplicável o parágrafo 9º do artigo 14 da Constituição Federal. “Daí porque a inadequação da vida pregressa de candidato para fins de aferição da sua capacitação eleitoral não dispensa a prévia e expressa definição em lei complementar”, afirmou.

Segundo o ministro, não há nenhuma incidência de causa de inelegibilidade e encontram-se preenchidas as condições de elegibilidade do candidato.  “Verifica-se ainda o atendimento ao artigo 33 da Resolução TSE 23609/2019, tendo sido providenciada a inscrição da candidatura no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)”, destacou.

O registro da vice, Ana Paula Matos, e o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do PDT também foram aprovados pelos ministros.

De acordo com o Calendário Eleitoral, 12 de setembro, 20 dias antes da data do primeiro turno, é o prazo final para que todos os pedidos de registro de candidatura – e eventuais recursos decorrentes do processo – tenham sido devidamente processados, analisados e julgados pelos tribunais eleitorais competentes.