Em Solidão, Festa do Sítio Caldeirão Grande termina com apresentações musicais
Por Michael Andrade
Evento reuniu moradores e visitantes nesse sábado (5), com apresentações de Tonin Sensação e Zé Macedo & Forró Bom.
A Festa do Sítio Caldeirão Grande, em Solidão, encerrou sua programação nesse sábado (5), com apresentações musicais e participação de moradores da comunidade e visitantes.
O encerramento contou com shows de Tonin Sensação e Zé Macedo & Forró Bom.
O prefeito Mayco Araújo acompanhou a programação ao lado de integrantes da gestão municipal e moradores da localidade.
A realização contou com apoio da Prefeitura de Solidão, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.
A Festa do Sítio Caldeirão Grande integra o calendário de atividades da comunidade rural e reúne, anualmente, moradores e visitantes em torno de apresentações culturais e musicais.
Foto: Divulgação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 1º de novembro, o Projeto de Lei n° 4172/2023, que institui o Pacto Nacional pela Retomada de Obras Inacabadas. O evento aconteceu no Palácio do Planalto. O texto cria um arcabouço normativo para a retomada de obras e serviços de infraestrutura educacional e da saúde […]
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 1º de novembro, o Projeto de Lei n° 4172/2023, que institui o Pacto Nacional pela Retomada de Obras Inacabadas. O evento aconteceu no Palácio do Planalto. O texto cria um arcabouço normativo para a retomada de obras e serviços de infraestrutura educacional e da saúde que estavam paralisados ou inacabados, em um processo que depende também da manifestação de interesse de estados e municípios.
A lei prevê a retomada de 5.662 obras no campo da educação e 5.489 na saúde. Para priorizar as obras, serão observados critérios como percentual de execução, ano de contratação, se a instituição atende comunidades rurais, indígenas ou quilombolas, se o município sofreu desastres naturais nos últimos 10 anos e outros critérios. As obras devem ser concluídas em 24 meses, prorrogáveis uma vez pelo mesmo prazo. O texto também trata de diretrizes para aplicação de recursos da Política Aldir Blanc e traz condições mais favoráveis de amortização a estudantes com contratos do FIES.
PARALISADAS – O pacto prevê permissões para que novos recursos sejam transferidos para conclusão das estruturas, mesmo se o valor original tiver sido todo repassado, e assegura que os recursos possam ser aportados pela União, pelo ente responsável pela obra e, nos casos de obras municipais, também pelo estado.
R$ 6,2 BILHÕES – O Ministério da Educação estima que o investimento para concluir todas as obras passíveis de retomada seja de R$ 6,2 bilhões, com aplicação de R$ 458 milhões em 2023, R$ 1,6 bilhão em 2024 e 2025, além de R$ 332 milhões em 2026. A lista de obras contempla as voltadas para educação infantil, ensino fundamental, profissionalizante e incluem novas quadras de esporte, cobertura de quadras já existentes, reformas e ampliações de estrutura.
SAÚDE – O Pacto também autoriza a retomada de obras e de serviços de engenharia financiados pelo Ministério da Saúde por transferências fundo a fundo. A pasta identificou 5.489 obras possíveis de retomada, e contemplam ampliação e reforma de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Academia de Saúde, construção e ampliação de Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Redes Cegonha e Neonatal, Ambiência, Centro Especializado em Reabilitação (CER) e Oficina Ortopédica.
CULTURA – A lei estabelece ainda diretrizes para a aplicação de recursos da Política Aldir Blanc, voltada para a cultura. As diretrizes poderão prever a construção, ampliação, reforma e modernização de espaços culturais, incluindo aqueles criados por estados e municípios ou vinculados a eles. Também estão previstos aquisição de equipamentos e acervos.
FIES – O texto da lei também prevê alterações na Lei do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) que são significativas para quem tem dívidas. Atualmente, existem 1,2 milhão de contratos inadimplentes no FIES, com saldo devedor de R$ 54 bilhões. O PL cria condições mais favoráveis de amortização aos estudantes com contratos do FIES celebrados até o fim de 2017 e com débitos vencidos e não pagos em 30/06/2023.
A pré-campanha de Miguel Coelho ao governo de Pernambuco chegou à “Capital do Forró” neste sábado (23). Na passagem por Caruaru, o ex-prefeito de Petrolina reuniu aliados e participou de vários eventos para fortalecer sua presença no Agreste Central. Ao lado da pré-candidata a vice na chapa, Alessandra Vieira, Miguel iniciou a agenda em um […]
A pré-campanha de Miguel Coelho ao governo de Pernambuco chegou à “Capital do Forró” neste sábado (23). Na passagem por Caruaru, o ex-prefeito de Petrolina reuniu aliados e participou de vários eventos para fortalecer sua presença no Agreste Central.
Ao lado da pré-candidata a vice na chapa, Alessandra Vieira, Miguel iniciou a agenda em um almoço com empresários caruaruenses. O encontro teve a participação de lideranças como os pré-candidatos a federal Douglas Cintra, Mendonça Filho e Marcos Amaral, a estadual Raffiê Dellon, Dilson Olliveira e Coronel Osthervald; além de Manoel Santos – presidente municipal do União Brasil. Miguel ainda participou de um debate durante a tarde na Federação das Indústrias de Pernambuco – Fiepe.
À noite, Miguel e Alessandra estiveram em dois grandes eventos populares. Primeiro, a dupla lançou a pré-candidatura do Coronel Osthervald a deputado estadual, que irá dobrar na cidade com o pré-candidato a federal Pastor Jairinho.
A agenda foi concluída num grande ato com centenas de caruaruenses. O pré-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon reuniu aliados, prefeitos e lideranças políticas regionais para defender os nomes de Miguel e Alessandra para a mudança em Pernambuco e também falar de suas propostas para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa.
Na intensa agenda em Caruaru, Miguel destacou a importância estratégica da cidade e se comprometeu a alavancar os investimentos na região. “O Agreste tem que ser respeitado, é uma região pujante, de economia forte e gente trabalhadora, não merece esse abandono” disse. “Nós vamos tratar o Agreste com amor, zelo e atenção, vamos recuperar estradas, ajudar os empreendedores, cuidar da saúde e da educação, valorizar a cultura. O povo pernambucano não aguenta mais ser maltratado, largado, e nós vamos devolver Pernambuco ao seu verdadeiro lugar”, completou Miguel.
General se demitiu do Gabinete de Segurança Institucional após circularem imagens da presença dele dentro do Palácio do Planalto no dia da invasão. Por Delis Ortiz, TV Globo O agora ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, disse em entrevista à TV Globo que estava no Palácio do Planalto no dia 8 de […]
General se demitiu do Gabinete de Segurança Institucional após circularem imagens da presença dele dentro do Palácio do Planalto no dia da invasão.
Por Delis Ortiz, TV Globo
O agora ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, disse em entrevista à TV Globo que estava no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro para retirar os invasores golpistas de lá.
“Eu cheguei ao palácio quando os manifestantes tinham rompido o bloqueio militar na altura do Ministério da Justiça. A maior parte subiu pela rampa. Como o palácio tem vidro, as pessoas quebraram os vidros. Não entraram pelas portas. É um vidro extremamente vulnerável”, afirmou Dias, que é general.
“Eu entrei no palácio depois que o palácio foi invadido e estava retirando as pessoas do 3º e 4º piso, para que houvesse a prisão no 2º”, completou.
A presença de Dias no Planalto no dia dos atos foi divulgada mais cedo nesta quarta em vídeo pela CNN Brasil.
As imagens mostram Gonçalves Dias e funcionários do GSI circulando entre os invasores no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.
Um dos funcionários do GSI conversa com invasores e os cumprimenta. Outro funcionário do órgão entrega água mineral para os vândalos.
Na entrevista, Gonçalves Dias afirma que sua imagem ao lado de manifestantes foi tirada de contexto.
“Colar na realidade a minha imagem, aquela situação momentânea que estava ali, colar minha imagem, aquele major distribuindo águas a manifestantes. Fizeram um corte específico na produção, na produção dos vídeos que vocês olharam”, disse.
“Eu tenho 44 anos de profissão no Exército brasileiro. Sempre pautei minha vida em cima dos valores éticos e morais. O maior presente que eu dou a mim até hoje é a honra. Então aquilo [a imagem] é um absurdo”, continuou.
O ex-ministro afirmou que militares que aparecem ajudando manifestantes devem ser punidos. Ele citou especificamente um major que estava distribuindo água.
“Quem tiver algum envolvimento, que seja punido. Inclusive aquele major. Aquilo é um desvio de atitude aqui de dentro”, argumentou.
Segundo ele, a ação do GSI visava preservar o palácio da ação dos invasores.
“Ninguém fala, mas nós preservamos praticamente o terceiro piso todinho. O coração do Planalto, que é a sala do presidente, ela foi preservada. Toda a ala do gabinete pessoal foi preservada e o quarto piso foi preservado por completo desses invasores”, pontuou Dias.
Por Edson Moura – empresário, médico, escritor Nos tempos da minha adolescência, quando o sertão ainda era mais silêncio que barulho de carros, e as noites de junho traziam o cheiro doce do milho assado e da fogueira estalando no terreiro, São João e São Pedro tinham um sentido profundo de comunhão. Meus pais, como […]
Nos tempos da minha adolescência, quando o sertão ainda era mais silêncio que barulho de carros, e as noites de junho traziam o cheiro doce do milho assado e da fogueira estalando no terreiro, São João e São Pedro tinham um sentido profundo de comunhão. Meus pais, como muitos naquela época, faziam questão de manter viva a tradição: na véspera, reuníamos a família inteira — filhos, netos, noras, genros — e a fogueira era acesa com alegria e respeito.
Na pracinha ou na frente de casa, sob o céu estrelado, dançava-se um forrozinho de pé de serra, com sanfona e triângulo, comendo pamonha, canjica, milho cozido e assado — e se rindo das histórias de antigamente. Era uma celebração simples, mas repleta de calor humano. Cada um encontrava no outro uma extensão de si, e o São João era, sobretudo, uma festa de pertencimento.
Ontem à noite, conversando com o desembargador Alberto Nogueira, lembramos disso. Ele, assim como eu, lamentou o tempo que passou. Disse-me com voz embargada que, hoje, vamos ficando sós. As famílias se dispersam. Os filhos crescem, se formam, casam, constroem suas próprias vidas, seus próprios caminhos, seus próprios sonhos. Cada um busca sua felicidade, sua forma de celebrar, às vezes distante das raízes que os moldaram.
Não há mágoa — há uma aceitação triste, uma saudade do que foi. Porque não é que o amor acabou, mas os ciclos mudaram. E nós, que antes acendíamos a fogueira no terreiro, agora acendemos uma chama por dentro, de memória e esperança.
Talvez o São João de hoje não tenha a mesma roda de gente unida no terreiro. Mas dentro de nós, a fogueira ainda arde. E enquanto houver lembrança, ainda haverá São e São Pedro.
Aos 83 anos, um dos médicos mais importantes de nossa geração, Edson Moura, esteve no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, depois de anunciar em suas redes sociais que praticamente parou de clinicar. Moura afirmou que pretende contar memórias de sua atuação na Medicina em sua rede social. Ele tem 58 […]
Aos 83 anos, um dos médicos mais importantes de nossa geração, Edson Moura, esteve no Debate das Dez do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, depois de anunciar em suas redes sociais que praticamente parou de clinicar.
Moura afirmou que pretende contar memórias de sua atuação na Medicina em sua rede social. Ele tem 58 anos de serviço, já havia parado de operar e agora, de clinicar na Casa de Saúde que tem o nome do irmão, José Evóide de Moura.
Na Rádio Pajeú, disse querer escrever quatro livros. Com uma rouquidão, fruto de um problema nas cordas vocais, não deixou de contar histórias de sua vida, a partir da luta do pai, Severino Rodrigues de Moura, para formar os filhos pobres, a partir dele. Deu certo, e o agricultor, nascido no início do século XX em Vertentes e trabalhador de engenho em Cortês, conseguiu formar os filhos.
Natural de Cortês, filho de um trabalhador de engenho e menino pobre, conseguiu concluir os estudos no Recife. Chegou a Tabira quando os recursos na região eram poucos, como no exemplo que dava de quem tinha suspeita de diabetes. “Mandava fazer xixi num local e depois observar se juntava formiga”.
Moura foi ainda prefeito de Tabira e Deputado Estadual representando a região. É de uma geração imediatamente posterior a nomes como Hermes Canto. Teve contemporâneos como o também ex-prefeito e ex-deputado Orisvaldo Inácio.
Como legado, construiu em Afogados da Ingazeira a Casa de Saúde José Evóide de Moura. À exceção do surfista Paulo Moura, todos os filhos seguiram carreira na Medicina.
Na Rádio Pajeú, foi homenageado pelo poeta Diomedes Mariano.
Doutor Édson em conversa disse assim,
Eu irei encerra minha carreira,
Como o craque pendura uma chuteira,
Minha vida de médico chega ao fim,
Fiz de tudo mas dei tudo de mim,
Abracei com amor minha missão,
Otoscópio e Jaleco agora irão,
Ser lembrados por mim só com saudade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
Foram anos de muito sacrifício,
Na tarefa que a vida me impôs,
O sucesso do médico do depois,
Contrastou com o Édson do início,
Cuidar bem das pessoas, foi meu vício,
Tratar bem o meu povo, obrigação,
O diploma de médico em minha mão,
O honrei com maior dignidade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
Vim de um berço onde o povo era usineiro,
Trabalhar num sertão sofrido e quente,
O clamor deste povo tão carente,
Aprendi a ouvir o tempo inteiro,
Quem chegou com dinheiro, sem dinheiro,
Foi difícil de mim, ouvir um não,
Recebi de quem teve condição,
Dispensei quando vi necessidade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
Em Tabira eu cheguei, lembro do dia,
Na mais nova missão que eu abraçava,
O gemido do povo eu escutava,
Do silêncio do quarto em que eu vivia,
Eu ainda não tinha economia,
Pra se quer alugar nem um galpão,
Já morei no hospital por precisão,
Ao invés de uma casa na cidade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
Como clínico enfrentei no dia a dia,
Utis, consultórios, salas, quartos,
Com ajuda de Deus, fiz muitos partos,
Celebrei cada vida que nascia,
Internet que é bom, não existia,
Se houvesse uma dúvida, em meu plantão,
Recorria ao saber e a informação,
Das lições que aprendi na faculdade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
Dos meus filhos, só Paulo trouxe a sina,
De seguir por um rumo diferente,
Ao tornar-se surfista competente,
O destaque da terra nordestina,
O que eu não fizer mais na medicina,
Os meus filhos por mim sei que farão,
Júnior, Sérgio, Michele e Caio irão,
Aos trabalhos dar continuidade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
Construí por aqui todo um legado,
Persegui o sucesso e consegui,
Pelos grandes momentos que vivi,
Só me resta dizer muito obrigado,
Fui prefeito, depois fui deputado,
Me tornei escritor por vocação,
Como agora cheguei à conclusão,
Que não posso fazer minha vontade,
AOS OITENTA E TRÊS ANOS DE IDADE, BOTO UM PONTO FINAL NA PROFISSÃO.
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