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Em Petrolina: Estudante encontra carro aberto e recolhe objetos do motorista para evitar furto

Por Nill Júnior

Jovem deixa carro aberto e encontrou bilhete de rapaz que o ajudou (Foto: Igor Bezerra / Aqruivo pessoal)

O funcionário público Igor Bezerra, de 27 anos, tomou um susto quando retornou de uma festa do carnaval de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e encontrou parte do vidro do carro aberto. O que tinha tudo para virar mais um registro de furto em uma delegacia, teve outro final.  No banco do motorista ele achou um bilhete com o recado: “Boa noite. Pegamos seus pertences para ninguém roubar. Amanhã liga, que devolvemos”.

O incidente ocorreu na madrugada do domingo (27). O funcionário público estacionou o carro na Orla da cidade, local de concentração de um dos polos da festa de carnaval. No veículo que tem vidro elétrico ficaram pertences de valor como celular, óculos novos, som, camisas, comida, perfumes e documentos. O equipamento do carro permite o fechamento dos vidros mesmo com o carro desligado e sem a chave no contato.

“Quando sai da festa fui aonde estava meu carro e encontrei o vidro do passageiro abaixado, Imaginei que quando travei o carro, os vidros não subiram e eu esqueci de verificar. Quando vi pensei logo no pior. Quando abri a porta do motorista encontrei um bilhete e verifiquei que tudo que tinha deixado no carro tinha sumido. A primeira coisa que imaginei foi que tinha sido roubado e que o suposto ladrão tinha deixado um bilhete em tom de deboche para mim”, explicou.

Igor disse que só percebeu o que tinha acontecido quando chegou em casa, após falar com os pais. Ele contou que a mãe havia ligado para o celular, mas quem atendeu foi um outro homem. Por telefone o rapaz se identificou, disse que estava no carnaval com a mãe e a namorada e que quando retornou ao carro para ir embora percebeu que o vidro estava abaixado. Foi quando ele retirou tudo e deixou um bilhete.

“Fiquei assustado quando ouvi o que minha mãe me contou. Ainda pensei se não seria um golpe ou se o cara estava querendo fazer outro contato. Mas no outro dia falei com ele por um aplicativo de mensagem e combinamos o encontro em uma igreja católica. Ele disse que passaria lá e ia me devolver. Chamei dois amigos para ir comigo, caso fosse uma emboscada. Gentilmente ele chegou com duas mulheres e me devolveu absolutamente tudo o que eu tinha”, conta o funcionário público.

Quem ajudou Igor foi o estudante Filipe Segatto de 24 anos, que mora na cidade vizinha de Juazeiro, na Bahia . O jovem explicou que tomou a iniciativa para evitar que o rapaz fosse roubado.

“Observei que estava aberto e a primeira atitude foi  deixar minha mãe e minha namorada lá e fui até o palco para pedir ao locutor para anunciar a placa e avisar ao dono do carro. Como não consegui, pensei que seria melhor levar as coisas dele para que outra pessoa não roubasse e resolvi deixar um bilhete para que ele não ficasse assustado ao chegar”, disse o estudante.

Surpreso e grato com a atitude, o jovem disse que ainda ofereceu uma recompensa. “Eu ofereci uma quantia em dinheiro e os três prontamente recusaram. Eu ainda argumentei, pedi para eles aceitarem porque me livraram de um grande prejuízo. E para o meu choque e espanto, a mãe do rapaz disse que não aceitaria e pediu para que eu fizesse o mesmo por outra pessoa” disse Igor.

O caso foi compartilhado em uma rede social, já tem quase três mil compartilhamentos e mais de mil comentários. “Achei uma grandiosidade imensurável. A gente sabe que atitudes como essa seria a obrigação de todos. Porém, nos dias atuais, infelizmente vai se tornando raridade. Muitas pessoas não roubariam, mas ignorariam e não pegariam os meus pertences para guardar, assim como ele fez”, falou agradecido.

“Pensei em mim que também ando com as coisas no meu carro e que não seria nada agradável chegar e ver tudo roubado. Resolvi ajudar porque hoje está muito propício para o mal, mas nem todo mundo é assim. A gente tem que plantar o bem”, falou Filipe.

Em meio a toda situação, Igor lembrou que na adolesncência, também ajudou uma pessoa de forma semelhante. “Quando eu tinha 15 anos encontrei uma conta de energia em um ônibus coletivo. Enrolado com a conta havia o valor de R$ 75. Como na conta tinha o endereço, fui lá na casa da pessoa e devolvi”, relembra Igor.

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Flávio diz que decidiu deixar o Brasil após conversa com a mulher e relata alerta de Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a esposa, Fernanda, e receber um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relato foi apresentado nessa sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos. Segundo Flávio, a decisão foi tomada em conjunto com a mulher e […]

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu deixar o Brasil após conversar com a esposa, Fernanda, e receber um alerta do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relato foi apresentado nessa sexta-feira (30), durante uma transmissão ao vivo feita dos Estados Unidos.

Segundo Flávio, a decisão foi tomada em conjunto com a mulher e mantida em segredo para evitar que o plano fosse descoberto. Ele pediu aos apoiadores que não responsabilizassem integrantes de sua campanha ou aliados políticos pela saída do país.

O senador contou que começou a considerar a viagem após visitar Jair Bolsonaro, na segunda-feira (26), um dia depois da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Durante a visita, Flávio foi informado de que agentes da Polícia Federal aguardavam para comunicar uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibia de deixar o território nacional e estabelecia restrições aos seus documentos de viagem.

De acordo com o parlamentar, o ex-presidente pediu aos policiais que se afastassem para uma conversa reservada. Foi nesse momento que Jair Bolsonaro teria demonstrado preocupação com a situação do filho.

“Já sabe onde é que eles querem chegar com isso, né?”, teria perguntado o ex-presidente, conforme o relato de Flávio.

O senador afirmou que voltou para casa e conversou com Fernanda, quando os dois decidiram que ele deixaria o Brasil. Flávio não afirmou que o pai tivesse conhecimento prévio do plano.

A ordem de Moraes foi determinada no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis vínculos financeiros entre Flávio e o advogado Willer Tomaz. O senador nega irregularidades.

Em nota divulgada na quarta-feira (28), a Polícia Federal informou que os passaportes brasileiros de Flávio foram cancelados e que ele não cumpriu a determinação de entregar eventuais documentos de viagem de outras nacionalidades. A corporação investiga as circunstâncias da saída do parlamentar e esclareceu que as restrições, isoladamente, não autorizam sua prisão.

Na transmissão, Flávio alegou que poderia ser alvo de novas medidas judiciais e utilizado como instrumento de pressão em negociações envolvendo o pai. Sem apresentar elementos que comprovassem essa acusação acusou integrantes do Judiciário de perseguição política,

O senador voltou a questionar a eleição presidencial e levantou suspeitas de fraude, novamente sem apresentar provas.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio também declarou que pretende continuar participando das articulações políticas brasileiras a partir dos Estados Unidos. Disse estar disposto a disputar novamente a Presidência da República, inclusive antes de 2030, e anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução/Instagram

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Reunião de emergência, roteiro abandonado e medo de prisão: os bastidores da derrota de Flávio Bolsonaro

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou reuniões de emergência, divergências entre aliados e preocupação com possíveis consequências judiciais. Os bastidores da noite de domingo (25) foram revelados em reportagem de Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, publicada pelo jornal O Globo. Antes mesmo de a […]

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou reuniões de emergência, divergências entre aliados e preocupação com possíveis consequências judiciais. Os bastidores da noite de domingo (25) foram revelados em reportagem de Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, publicada pelo jornal O Globo.

Antes mesmo de a apuração chegar à metade, Flávio deixou o ambiente onde políticos e convidados acompanhavam a contagem dos votos e se dirigiu a uma sala reservada com a esposa, Fernanda. Integrantes do núcleo da campanha se reuniram com o senador para discutir como reagir ao resultado que se desenhava.

Segundo a reportagem, Flávio demonstrou inconformismo com os números de Santa Catarina e Minas Gerais. A reação mobilizou assessores preocupados com a possibilidade de o candidato fazer acusações contra o sistema eleitoral sem apresentar provas.

Entre os que defenderam cautela estavam o senador Rogério Marinho, integrantes da equipe jurídica e o marqueteiro Duda Lima. O responsável pela comunicação teria alertado para as consequências de questionamentos infundados sobre as urnas, em referência à condenação de Jair Bolsonaro pela trama golpista e à multa aplicada ao PL por litigância de má-fé em 2022.

A posição encontrou resistência do candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, que, conforme participantes ouvidos pelo jornal, defendeu a anulação da eleição e levantou acusações de irregularidades. A discussão envolveu principalmente a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais.

É importante destacar que as acusações de fraude nas eleições presidenciais de 2026 não foram acompanhadas de qualquer prova. O resultado foi oficialmente proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

Outro momento relatado pela reportagem foi o temor manifestado por Flávio de ser preso. Em meio às discussões, o senador teria afirmado que o ministro Alexandre de Moraes determinaria sua prisão na semana seguinte.

O receio, segundo a publicação, estava relacionado a investigações da Polícia Federal envolvendo movimentações financeiras ligadas ao advogado Willer Tomaz e ao setor de apostas. A reportagem menciona documentos que levantariam suspeitas sobre uma possível ligação societária não declarada do senador com a Alcazar Holding. O relato sobre o temor de Flávio não significa que tenha sido expedida uma ordem judicial de prisão contra ele.

Uma segunda reunião reuniu outras lideranças políticas. De acordo com O Globo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a senadora Tereza Cristina e o deputado Guilherme Derrite defenderam uma reação moderada. Alfredo Gaspar e o deputado Nikolas Ferreira adotaram posições mais críticas à condução da eleição.

Diante das divergências, a equipe de comunicação preparou um pronunciamento que reconheceria a derrota, mas apresentaria críticas à atuação do governo durante a campanha e anunciaria possíveis medidas judiciais por suposto abuso de poder político e econômico.

O roteiro, entretanto, foi abandonado. Flávio decidiu falar de improviso aos jornalistas, anunciou que não reconheceria o resultado e prometeu solicitar a anulação da eleição.

A declaração contrariou a estratégia discutida com integrantes da campanha e expôs as divergências internas sobre como reagir à vitória de Lula.

De acordo com os dados oficiais do TSE, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Davi Alcolumbre pauta votação da PEC da Segurança no Senado para terça-feira (3)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria, considerada prioritária pelo governo Lula, estava fora da pauta desde meados de outubro, após divergências sobre a redução da maioridade penal. A PEC 18/2025 pretende reorganizar o sistema de segurança […]

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para terça-feira (3) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria, considerada prioritária pelo governo Lula, estava fora da pauta desde meados de outubro, após divergências sobre a redução da maioridade penal.

A PEC 18/2025 pretende reorganizar o sistema de segurança pública brasileiro, ampliar a integração entre os órgãos de combate ao crime organizado e estabelecer novas competências para a União, os estados e os municípios. A sessão está prevista para começar às 16h.

Entre as medidas previstas estão regras penais mais rigorosas para integrantes e líderes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, além de restrições à progressão de regime e à concessão de benefícios. O texto também amplia as atribuições da Polícia Federal, permite novas áreas de atuação da Polícia Rodoviária Federal e abre a possibilidade de criação de polícias municipais.

A proposta ainda incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição e estabelece mecanismos de financiamento para o setor.

Um dos principais pontos de divergência entre parlamentares é a tentativa de incluir a redução da maioridade penal na proposta. O senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma emenda que prevê a redução de 18 para 16 anos como regra geral e para 14 anos em crimes como homicídios hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo.

Já o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma alternativa para reduzir a maioridade penal a 16 anos em casos de crimes hediondos. A proposta, porém, não obteve consenso entre os integrantes do PT.

O impasse levou Alcolumbre a retirar a PEC da pauta em 15 de outubro, quando o governo e a oposição ainda negociavam mudanças no texto.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a matéria em 14 de outubro. Na mesma data, os senadores autorizaram um calendário especial para acelerar sua tramitação.

Para ser aprovada, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação no Senado. Caso sofra alterações de conteúdo, deverá retornar à Câmara dos Deputados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido a aprovação da proposta e anunciado a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública após a conclusão de sua tramitação no Congresso.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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Número 1 de Trump e Ministro das Relações Exteriores de Lula se encontram e agendam nova reunião

A informação é da GloboNews: o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se encontraram nesta sexta-feira (30). Os dois participam de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela GloboNews, […]

A informação é da GloboNews: o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, se encontraram nesta sexta-feira (30). Os dois participam de um encontro de chanceleres do G20, que acontece em Atlanta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.

Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela GloboNews, o chanceler brasileiro e o secretário de Estado norte-americano conversaram e acertaram um novo encontro antes da cúpula do G20, marcada para dezembro deste ano.

O encontro aconteceu durante a recepção de boas-vindas à Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G20. Data e local do novo encontro ainda serão definidos.

A agenda sinaliza que o governo americano mantém a disposição em não comprar a versão de golpe de Flávio Bolsonaro.

Prefeitura de Tabira cancela ornamentação natalina alegando R$ 3,1 milhões que vai pagar a Moura e Dinca

A Prefeitura de Tabira anunciou oficialmente o cancelamento de toda a ornamentação e da programação natalina do evento “Tabira Luz 2026”. A medida drástica foi comunicada por meio de uma nota oficial emitida pelo governo municipal. “A medida faz parte dos ajustes financeiros necessários diante da decisão judicial que determinou a retomada do pagamento de […]

A Prefeitura de Tabira anunciou oficialmente o cancelamento de toda a ornamentação e da programação natalina do evento “Tabira Luz 2026”.

A medida drástica foi comunicada por meio de uma nota oficial emitida pelo governo municipal.

“A medida faz parte dos ajustes financeiros necessários diante da decisão judicial que determinou a retomada do pagamento de mais de R$ 3 milhões em precatórios aos ex-prefeitos Dinca Brandino e José Edson de Moura”, diz.

E acrescenta: “embora seja uma decisão difícil, precisamos priorizar os serviços essenciais e manter o equilíbrio das contas públicas”.

O TJPE atendeu pedido de Dinca e Moura, determinando a retomada imediata do pagamento de precatórios que somam mais de R$ 3 milhões destinados aos ex-prefeitos. Numa entrevista, Dinca disse que a gestão “já devia ter pago isso a ele a muito tempo”, ironizou.