Em Arcoverde, Zeca Cavalcanti entrega Escola Leonardo Pacheco reestruturada para cerca de 250 alunos
Por Michael Andrade
A Escola Leonardo Pacheco de Albuquerque, no bairro da Boa Vista, em Arcoverde, foi entregue nesta quarta-feira (14) após passar por reestruturação. A unidade atende cerca de 250 estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
A escola passou a contar com seis salas de aula climatizadas, biblioteca, sala para atendimento de estudantes com necessidades educacionais especiais, refeitório, sala dos professores e outros espaços de apoio às atividades pedagógicas.
A entrega foi realizada pela Prefeitura de Arcoverde e contou com a presença do prefeito Zeca Cavalcanti, do vice-prefeito Siqueirinha e dos vereadores Paulinho Wanderley, João Marcos, Célia Galindo e Luiza Margarida.
Segundo a gestão municipal, a intervenção integra o programa Educa Arcoverde, que prevê mais de R$ 15 milhões em investimentos na infraestrutura da rede pública de ensino. O valor anunciado contempla obras e melhorias em diferentes unidades e equipamentos educacionais do município.
Durante a inauguração, Zeca Cavalcanti afirmou que a reforma busca melhorar as condições oferecidas aos estudantes e aos profissionais que trabalham na unidade.
“Entregar a Escola Leonardo Pacheco de Albuquerque renovada é garantir mais dignidade para nossos alunos, melhores condições de trabalho para os professores e mais tranquilidade para as famílias da Boa Vista”, declarou.
O prefeito também citou a parceria com o Governo de Pernambuco na viabilização de investimentos para o município e afirmou que outras intervenções na rede municipal estão em andamento.
De acordo com a Prefeitura, a Escola Leonardo Pacheco de Albuquerque faz parte de uma agenda de obras previstas para diferentes unidades da educação municipal.
Fotos: Divulgação
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O presidente do PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, jornalista e candidato a vereador Fernando Moraes, ingressou esta manhã com pedido de suspensão de propaganda veiculada através de carros de som no perímetro que envolve a Avenida Rio Branco, a Rua Nilton Cesar e Praça Arruda Câmara. A alegação é que há 14 entidades estabelecidas nesse […]
O presidente do PSOL, Partido Socialismo e Liberdade, jornalista e candidato a vereador Fernando Moraes, ingressou esta manhã com pedido de suspensão de propaganda veiculada através de carros de som no perímetro que envolve a Avenida Rio Branco, a Rua Nilton Cesar e Praça Arruda Câmara.
A alegação é que há 14 entidades estabelecidas nesse perímetro e que a distância entre si não ultrapassam 200 metros. As entidades são: Banco do Brasil, Ministério Público, Cartório de Notas, Igreja Católica, Cúria Diocesana, Agência dos Correios, Cine São José, Secretaria da Fazenda Estadual, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, INSS e Secretaria de Saúde.
“O objetivo seria por o bom senso, que todas as coligações suspendessem esse tipo de propaganda que tanto perturba a população. É uma regra que acaba com o sossego coletivo. O debate, a internet, panfletagem e outras mídias poderiam ser exploradas mais efetivamente”, disse Moraes.
No município goiano, filhos foram mortos pelo pai para atingir a mãe Da Agência Brasil Em meio aos mais diversos tipos de violência contra a mulher registrados todos os dias no Brasil, um caso no interior de Goiás trouxe à tona uma modalidade pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada: a chamada violência vicária, que […]
No município goiano, filhos foram mortos pelo pai para atingir a mãe
Da Agência Brasil
Em meio aos mais diversos tipos de violência contra a mulher registrados todos os dias no Brasil, um caso no interior de Goiás trouxe à tona uma modalidade pouco conhecida ou, pelo menos, pouco comentada: a chamada violência vicária, que ocorre quando um homem machuca ou mata pessoas íntimas de uma mulher com o objetivo de puni-la ou de atingi-la psicologicamente.
Na última quarta-feira (11), o secretário de Governo da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, atirou contra os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida. Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido. O irmão mais novo, de 8 anos, foi levado ao hospital em estado gravíssimo, mas morreu horas depois.
Em entrevista à Agência Brasil, a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, Estela Bezerra, descreveu o conceito de violência vicária como uma situação em que o agressor ofende e cria situações de dor e até morte para atingir pessoas que têm relação de afeto com a vítima, principalmente filhos, mas também mães e mesmo animais de estimação.
“Na maioria das vezes, são utilizados crianças e adolescentes, filhos daquela mãe, porque são o maior vínculo afetivo que ela tem. Para poder penalizar a mãe – que foi exatamente o caso em Itumbiara, em que o pai matou os dois filhos para atingir a mãe. É como se ela recebesse a maior penalidade que uma pessoa pode receber, que é ter um filho executado”, explicou.
Estela lembrou que, no caso de Itumbiara e na grande maioria dos demais casos, o agressor constrói ainda uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido. Antes de atirar contra si mesmo, Thales Machado postou, nas redes socias, uma carta em que cita uma suposta traição por parte da esposa e uma crise conjugal.
“Ele executa os filhos e constrói, antes de morrer, por meio de narrativas, a responsabilização da esposa. E ainda coloca sobre ela a responsabilidade da morte, da execução que ele cometeu, porque estava sendo rejeitado e o relacionamento amoroso já não correspondia ao que ela desejava para a vida dela”, detalhou a secretária.
“O mais grave dessa situação é que há manipulação. O assassino e também suicida construiu uma narrativa para culpabilizar a vítima que, neste caso, é a mulher. Ela teve os filhos assassinados, teve a imagem dela e a história dela expostas e a responsabilidade, na tragédia, pela narrativa social e pelo machismo, sobrecai nela”, disse. “Esse tipo de violência tenta penalizar a mulher e responsabilizá-la pelo crime cometido. E o crime cometido é escolha de quem mata. Quem mata escolheu matar. Não é responsabilidade da mulher”, completou.
Segundo Estela, casos de violência vicária são muito comuns no Brasil, mas pouco falados.
“Esse tipo de violência é sistemático, acontece no dia a dia. Vai de situações sutis até situações mais explícitas, como essa em que o homem executa os próprios filhos”.
Ela citou outro caso recente de violência vicária registrado no país, em que um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) agride o filho e a ex-companheira.
“Na cena em que vemos um servidor da CGU atacar uma criança e a mulher, ele ataca primeiro a criança. A mulher tenta proteger a criança e ele ataca também a mulher. Ele bate na criança e na mulher. Quando a mulher se livra, ele ataca a criança novamente. Então, atacar o filho, a mãe e até os animais domésticos ou maltratá-los é uma coisa cotidiana, que acontece em situações de violência doméstica.”
“Há uma cultura muito machista presente no Brasil e no mundo. Há uma assimetria de gênero muito forte, potencializada em várias áreas, na representação política, na economia, onde mulheres recebem menos do que homens, mesmo sendo mais qualificadas. E a maior expressão dessa assimetria se dá no instrumento de violência, um instrumento de manutenção da mulher num lugar de subalternidade, de medo, que não permite a liberdade”, completou.
Sociedade civil
Ao comentar o caso em Itumbiara, o Instituto Maria da Penha, organização não governamental (ONG) que atua no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres, confirmou que casos de violência vicária não são exceção. “É uma forma de violência de gênero que atinge mulheres por meio de crianças e adolescentes. Quando filhos e filhas são usados como instrumentos de controle, punição ou chantagem”.
“Não estamos falando de conflito familiar. Estamos falando de violência. E de violação grave de direitos humanos. Por muito tempo, essa prática foi naturalizada, invisibilizada ou tratada como disputa privada. O resultado é o sofrimento silencioso de mulheres e o impacto profundo no desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.”
Para a ONG, avançar no debate é fundamental. “O Brasil reconheceu oficialmente [por meio de resolução conjunta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher] a violência vicária como violência de gênero e estabeleceu diretrizes para a atuação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, reforçando a necessidade de prevenção, proteção e resposta interinstitucional”.
“Nomear a violência é o primeiro passo para enfrentá-la. Informação de qualidade também é uma forma de proteção. O Instituto Maria da Penha atua para fortalecer políticas públicas, qualificar o debate e contribuir para que nenhuma forma de violência seja tratada como invisível. A informação precisa circular para proteger vínculos, infâncias e direitos.”
A entidade alerta para as seguintes formas em que a violência vicária pode se manifestar:
ameaças envolvendo os filhos;
afastamento forçado da convivência;
manipulação emocional;
falsas acusações;
sequestro ou retenção ilegal de crianças.
Defensoria pública
Ao se posicionar sobre o caso em Itumbiara, a Defensoria Pública Estadual de Goiás (DPE-GO) publicou nota em que reforça que atos de abuso, violência e feminicídio são crimes e que a prática de ferir os filhos para atingir a mãe tem nome: violência vicária. “Ela não tem culpa. Ponto final”.
“Em novembro de 2024, a DPE-GO promoveu a campanha Ela Não tem Culpa – 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, em que buscou refletir sobre a constante culpabilização e julgamento das mulheres, mesmo quando elas são vítimas”, destacou o órgão.
“A DPE-GO reforça que a responsabilidade é sempre de quem comete a violência. Independentemente do comportamento, da roupa ou da voz de quem está do outro lado. E expor a mulher vítima de violência pode configurar crime. Refletir sobre a culpabilização da mulher é o primeiro passo para romper com desigualdades de gênero que perpetuam ciclos de violência.”
A Coluna do Domingão avaliou a estratégia do marketing de Ilma Valério em rivalizar a pré-campanha mirando a gestão Anchieta Patriota. “Em Carnaíba, a pré campanha de Ilma e cia continua mirando no prefeito Anchieta Patriota e não no seu pré-candidato. Prefere rivalizar e brigar com uma gestão com 80% de aceitação do que mirar […]
A Coluna do Domingão avaliou a estratégia do marketing de Ilma Valério em rivalizar a pré-campanha mirando a gestão Anchieta Patriota.
“Em Carnaíba, a pré campanha de Ilma e cia continua mirando no prefeito Anchieta Patriota e não no seu pré-candidato. Prefere rivalizar e brigar com uma gestão com 80% de aceitação do que mirar em Berg Gomes, até agora sem ser alvo de uma crítica sequer. Parabéns aos envolvidos”, escreveu este jornalista.
O questionamento não quer eliminar as críticas ao gestor ou à gestão, mas quis indicar um erro de avaliação da condução da pré-candidata em não citar Berg Gomes, atendendo provavelmente à estratégia do socialista. Em nota, Ilma discordou da leitura, no que tem todo direito:
Prezado Nill Júnior,
Não dá para falar de um candidato fantasma que ainda não foi apresentado oficialmente. Ninguém conhece essa pessoa ou sabe de onde veio.
Carnaíba está conhecendo a face sombria do governo atual, e não sou eu quem está mostrando isso, é a imprensa investigativa.
Hoje, eu sou a voz que representa o grito dos excluídos, daqueles que estão fora dos benefícios de uma gestão partidária que persegue quem não fala a mesma língua do Prefeito.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma passagem relâmpago na manhã de hoje pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde ocorreu ato em sua defesa e com ataques ao STF e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições de outubro. Bolsonaro chegou ao local por volta das 11h30, acenou […]
O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez uma passagem relâmpago na manhã de hoje pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde ocorreu ato em sua defesa e com ataques ao STF e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições de outubro.
Bolsonaro chegou ao local por volta das 11h30, acenou para apoiadores e foi embora após cerca de 5 minutos — não chegou a discursar no local ou a subir no carro de som.
O locutor do evento após saber que Bolsonaro não iria discursar, disse ao microfone que o presidente não subiria no carro de som para “não ter a candidatura impugnada”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Bolsonaro apenas agradeceu a participação dos manifestantes, que, logo após sua passagem, começaram a deixar o local.
Defesa do petista pede anulação do julgamento alegando que Moro foi parcial Mônica Bergamo / Folha de São Paulo O julgamento da suspeição de Sergio Moro no caso do tríplex de Lula será adiado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A análise do habeas corpus em que a defesa do petista pede a anulação do julgamento […]
Defesa do petista pede anulação do julgamento alegando que Moro foi parcial
Mônica Bergamo / Folha de São Paulo
O julgamento da suspeição de Sergio Moro no caso do tríplex de Lula será adiado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A análise do habeas corpus em que a defesa do petista pede a anulação do julgamento alegando que Moro foi parcial estava marcada para a terça (25).
A presidente da Segunda Turma do STF, Cármen Lúcia, colocou o caso, no entanto, no último lugar da fila. Antes dele, 11 processos teriam que ser apreciados.
O ministro Gilmar Mendes concluiu que não haverá tempo de debater o caso de Moro. Só o voto dele tem mais de 40 páginas.
Mendes decidiu, então, indicar o adiamento da discussão. O caso deverá voltar à pauta no segundo semestre.
O pedido dos advogados de Lula foi apresentado antes do escândalo das mensagens revelado pelo site The Intercept Brasil.
Nelas, Moro aparece dando pistas, indicando testemunhas, antecipando decisões, acusando a defesa do petista de fazer “showzinho” e discutindo protestos sociais com os procuradores da Lava Jato.
O escândalo reforçou a argumentação dos que o acusam de ter sido um juiz parcial e ligado à acusação. A defesa de Lula apresentou novos memoriais ao Supremo relatando oficialmente os fatos.
Moro tem dito que as conversas são comuns e naturais e que não há nelas nenhuma ilegalidade nem demonstração de que ele teria sido parcial ao julgar Lula.
Dois ministros da Segunda Turma já votaram no caso: Cármen Lúcia e Edson Fachin. Eles concluíram que Moro não pode ser considerado suspeito de nada.
Faltam os votos de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.
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