Dólar supera R$ 3,75 com preocupação fiscal, no maior valor desde 2002
Por Nill Júnior
Dólar comercial avançava 1,79%, para R$ 3,752. Também é, por enquanto, o maior valor da moeda desde dezembro de 2002
Dólar comercial avançava 1,79%, para R$ 3,752. Também é, por enquanto, o maior valor da moeda desde dezembro de 2002
Do JC Online
O dólar voltou a subir em relação ao real nesta quarta-feira (2) com investidores preocupados com a situação fiscal do país. Às 11h45 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, tinha valorização de 2,12% sobre o real, cotado em R$ 3,753 na venda -renovando, por ora, a maior cotação desde 12 de dezembro de 2002, quando valia R$ 3,791 (ou R$ 6,23 hoje, após correção inflacionária).
Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, avançava 1,79%, para R$ 3,752. Este também é, por enquanto, o maior valor da moeda desde dezembro de 2002. Mais cedo nesta sessão, a divisa atingiu a máxima de R$ 3,756.
Bolsa
Depois de ter começado o dia com alta de mais de 1%, o principal índice da Bolsa brasileira amenizou o ganho no final da manhã desta quarta-feira. Às 11h45, o Ibovespa tinha ligeira valorização de 0,09%, para 45.518 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1,4 bilhão. Mais cedo, o índice chegou a subir 1,61%.
Torcendo pro inimigo Ontem, um grupo de deportados pelo governo Donald Trump, dos Estados Unidos para o Brasil, chegou a Manaus algemado e com os pés acorrentados, conforme mostraram imagens registradas na saída e na chegada do avião. Oficiais americanos queriam manter os brasileiros deportados algemados e acorrentados até a chegada de outro avião vindo […]
Ontem, um grupo de deportados pelo governo Donald Trump, dos Estados Unidos para o Brasil, chegou a Manaus algemado e com os pés acorrentados, conforme mostraram imagens registradas na saída e na chegada do avião.
Oficiais americanos queriam manter os brasileiros deportados algemados e acorrentados até a chegada de outro avião vindo dos Estados Unidos. No entanto, o Ministério da Justiça não autorizou a continuidade do uso das algemas, já que se tratam de cidadãos livres em território brasileiro, sendo uma questão de soberania nacional.
E esse é só o começo das ações adotadas pelo novo governante americano. O mais curioso é que a grande maioria das medidas protecionistas do líder republicano devem afetar grande parte dos interesses econômicos do Brasil.
Trump prometeu que os americanos pagarão menos impostos. E defendeu que os outros países é que deverão bancar a conta, com a criação de tarifas a produtos estrangeiros, sob comando do Departamento de Eficiência governamental, a cargo de Elon Musk. No caso do Brasil, qualquer relação econômica que venha a sugerir queda de braço com os americanos corre sério risco de ceder a novas barreiras tarifárias. Mesmo a matéria prima rigorosamente produzida no país pode sofrer com a nova política de Trump, ultra protecionista.
Vale lembrar que, em pleno governo Bolsonaro, Trump taxou o aço brasileiro, prejudicando esse setor da economia, sob olhar passivo do presidente que mais chalerava Trump que seu próprio desgoverno.
O mais curioso é ver o Bolsonarismo agarrado com Trump, na esperança e devaneio, de que o presidente americano intervenha na soberania nacional. No primeiro mandato, o presidente até participou de algumas negociações buscando impor a vontade americana no mundo, mas respeitando as convenções internacionais e a soberania dos países.
Nesse balaio está também o agronegócio, o tal mercado e setores da economia que colocaram o bonezinho “Make America Great Again”, vestiram a bandeira americana e, assim como Bolsonaro, Nikolas, Gilson Machado e cia, se comportaram como lacaios, babões ante os símbolos do Tio Sam. Foi de dar vergonha.
Outra ironia é que, para parte desses setores trumpistas do empresariado, a salvação virá da China. Um artigo assinado por Kellen Severo para a Joven Pan diz que as tarifas americanas contra a China podem gerar efeitos positivos ao agro do Brasil em cadeias como soja e sorgo, por exemplo. O cenário parece favorável também para carnes e petróleo.
“O Brasil é o maior beneficiado pela disputa comercial entre Estados Unidos e China no mercado de soja. Durante a guerra comercial de 2018, as tarifas chinesas de 25% sobre a soja americana fizeram a participação do Brasil no mercado chinês saltar de 52% para 74%, enquanto os EUA recuaram para apenas 16%. A oportunidade de expansão existe, mas é limitada, pois já estamos em patamares historicamente altos”, diz.
Além da soja, o Brasil tem potencial para expandir as exportações de sorgo num cenário de piora da relação entre EUA e China. O mesmo pode ocorrer em relação à carne. Ou seja, para a tristeza dos setores da economia que torceram por Trump e serão afetados por ele, a salvação poderá vir de novo da China.
干得好,白痴!
Telegrama
Muita gente entendeu a fala de Sandrinho Palmeira sobre “não antecipar eleições de 2028 agora” como uma mensagem ao vice-prefeito Daniel Valadares, do MDB. Daniel, entretanto, não deu nenhuma declaração se dizendo pré-candidato à sucessão do atual gestor, apesar de ser um dos nomes naturais. Dúvida é se o pai, Totonho Valadares, não estaria colocando o bloco na rua.
Dá em nada…
Alguns juristas ouvidos pelo blog dizem ser de quase zero a possibilidade da ação por abuso de poder econômico de Madalena Britto contra Zeca Cavalcanti prosperar. Mais curioso é a certeza na opinião pública de que, vendo os números desfavoráveis, quem mais tentou reverter pelo poderio financeira de campanha, foi ela…
Restam duas
Agora na Casa Civil, o ex-prefeito de Tuparetama, Sávio Torres, comemorou a decisão da 1ª Sessão Ordinária Presencial da Primeira Câmara do TCE-PE, realizada em 21 de janeiro de 2025, que emitiu parecer prévio recomendando a aprovação das contas de 2022 pela Câmara de Vereadores. Segundo nota, faltam as contas dos anos de 2023 e 2024, ainda em análise.
Mantra
O prefeito de Tabira, Flávio Marques, do PT, tem feito uma gestão de volume nestes primeiros seis meses, buscando arrumar a casa e cumprir as entregas prometidas à população. Também para criar um ambiente de unidade da população. A principal meta é “Dinca, nunca mais”.
Lula fora?
Participando da entrega do prêmio Destaques do Ano, o jornalista Magno Martins afirmou não acreditar que Lula seja candidato à reeleição em 2026. Para o jornalista, dada a saúde fragilizada e a idade, 81 anos em 2026, Lula deverá apoiar Fernando Haddad.
Família, família…
O vereador Albérico Tiago, que rompeu com o primo e prefeito Fredson Brito antes da posse, foi para o ataque: além de assumir a liderança da oposição na Câmara, criticou a contratação de empresa de saúde de Afogados da Ingazeira e de uma assessoria jurídica que, segundo ele, teriam valores acima do mercado. Até o aluguel do prédio do Hotel Central para abrigar repartições e ser reutilizado, que pertence ao empresário afogadense Alexandre Brito, entrou no balaio.
O terceiro elemento
Serra Talhada poderá ter três candidatos “da terra” em 2026. Os nomes óbvios são os de Luciano Duque e Sebastião Oliveira, que não deve retomar o espaço cedido ao irmão, Waldemar Oliveira. Entretanto, ainda há um burburinho sobre a possibilidade de a prefeita Márcia Conrado apoiar o marido, Breno Araújo, que assumiu o PSB em 2022. Aí terá que romper com Sebastião, que deu de presente para a chapa ano passado Faeca Melo, o atual vice. Por isso quem defende Breno usa a máxima “o mal com mal se paga”…
Frase da semana:
“Só considera candidato quem é parente”.
Do coach Pablo Marçal, após o ex-presidente Jair Bolsonaro dizer que ele é “carta fora do baralho” na disputa pela Presidência em 2026.
Candidato ao Senado também reafirmou apoio a Raquel Lyra e indicou Carlos Sant’Anna para o segundo voto. O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) defendeu, nesta segunda-feira (31), a concessão de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e afirmou que a medida também deveria alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante sabatina […]
Candidato ao Senado também reafirmou apoio a Raquel Lyra e indicou Carlos Sant’Anna para o segundo voto.
O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) defendeu, nesta segunda-feira (31), a concessão de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e afirmou que a medida também deveria alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante sabatina no programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o deputado federal declarou que os responsáveis por invasões e depredações do patrimônio público devem ser punidos, mas considerou que parte dos processos foi conduzida fora do devido processo legal.
“Eu não defendo isso, mas [houve pessoas] que foram julgadas, para mim, absolutamente fora do devido processo legal”, declarou.
Mendonça também afirmou que, caso seja eleito, pretende exercer as atribuições do Senado na fiscalização dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele disse considerar possível a abertura de um processo de impeachment contra integrante da Corte, mas não citou nomes.
“Nenhum ministro do Supremo está salvo disso. […] Eu acho claramente que hoje o Supremo ocupa um espaço invadindo competências do Parlamento”, afirmou.
Ao ser questionado sobre qual ministro poderia ser alvo de um processo, respondeu: “Eu prefiro não nominar, mas está óbvio. Eu não tenho dúvida de que esse assunto vai ser tratado pelo próximo Senado da República”.
Apoio a Raquel e segundo voto
Mendonça reafirmou o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), apesar de não integrar formalmente a chapa da candidata. Ele atribuiu essa situação à composição partidária construída para a disputa deste ano.
O candidato declarou que continuará participando da campanha de Raquel e, se eleito, pretende atuar em Brasília em favor da gestão estadual.
Para a segunda vaga de Pernambuco no Senado, Mendonça indicou Carlos Sant’Anna (Novo). Ele justificou a escolha pela proximidade entre os dois nas pautas econômicas e de costumes.
Visita de Flávio Bolsonaro
Mendonça também reafirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República e disse que o candidato deve visitar Pernambuco em setembro.
Segundo ele, a programação ainda está sendo definida e poderá incluir compromissos no Recife e no Agreste.
Escala 6×1 e importações
Na área econômica, Mendonça afirmou que votaria a favor de uma proposta destinada a ampliar a autonomia financeira e administrativa do Banco Central.
O candidato disse ainda ter votado favoravelmente ao fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados e defendeu maior flexibilidade nas relações de trabalho, com preservação dos direitos trabalhistas.
Sobre a cobrança de impostos nas compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, Mendonça defendeu condições equivalentes de concorrência entre produtos importados e nacionais. Ele citou o Polo de Confecções do Agreste como um dos setores que poderiam ser prejudicados por vantagens tributárias concedidas a mercadorias estrangeiras.
Reeleição e Transnordestina
Mendonça voltou a defender a manutenção da reeleição para os cargos do Executivo. Para ele, os ciclos eleitorais mais curtos ampliam a fiscalização exercida pela população.
“Político não tem que ter estabilidade, não. Tem que ter fiscalização por parte do povo permanentemente”, disse.
Ao tratar de infraestrutura, apontou a Transnordestina como uma das prioridades de um eventual mandato. O candidato afirmou que pretende cobrar do governo federal a conclusão do ramal ferroviário até o Porto de Suape.
Fonte: Jornal do Commercio
Foto: Reprodução
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Do JC On Line O ex-governador Eduardo Campos (PSB) será homenageado, nesta terça-feira (11), na Assembleia Legislativa, em reunião solene, às 18h, pelos 50 anos de idade – completados nesta segunda – e como lembrança pelo primeiro ano de sua morte, que se completa quinta-feira (13), mesma data em que será referenciado o ex-governador e […]
O ex-governador Eduardo Campos (PSB) será homenageado, nesta terça-feira (11), na Assembleia Legislativa, em reunião solene, às 18h, pelos 50 anos de idade – completados nesta segunda – e como lembrança pelo primeiro ano de sua morte, que se completa quinta-feira (13), mesma data em que será referenciado o ex-governador e avô Miguel Arraes (PSB), falecido há dez anos. O ato contará com parlamentares, autoridades, familiares e o público em geral.
A cerimômia foi proposta pelo deputado Lula Cabral (PSB), que pediu a presença dos parlamentares de todos os partidos e do público no reconhecimento a Eduardo. “Peço a presença de todos os colegas nesta solenidade de homenagem”, conclamou Cabral. Em pronunciamentos, deputados das bancadas do governo e da oposição anteciparam-se, nesta segunda-feira (10), ressaltando passagens do ex-governador Eduardo Campos (PSB), relembrando o legado político e administrativo deixado no Estado.
A saudação ao líder socialista – que quinta-feira (13) completa uma ano da morte, em acidente aéreo em Santos (SP) – foi seguida Miguel Coelho (PSB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), seguindo-se uma série de apartes de governistas, mas, também contou com o testemunho do hoje líder da oposição, Sílvio Costa Filho (PTB), ex-secretário de Turismo na primeira gestão de Eduardo Campos (2007-2010).
Momentos políticos testemunhados por cada deputado, na convivência com Eduardo, foram relatados pelos parlamentares que destacaram, ainda, que a força da liderança e das ideias e o legado de gestor ultrapassaram as divisas de Pernambuco e são reconhecidos no País. “Subo à tribuna para celebrar uma vida de luta, de conquistas e de ideais”, referiu-se Miguel Coelho (PSB) ao ex-governador, depois de alinhar obras e ações que marcaram os dois governos do socialista.
A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, registrou aumento de 3,5% em junho deste ano, para R$ 2,58 trilhões, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em maio, o endividamento público estava em R$ 2,49 trilhões. Em 12 meses, a dívida pública cresceu 17,28%, segundo […]
A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, registrou aumento de 3,5% em junho deste ano, para R$ 2,58 trilhões, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (27) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em maio, o endividamento público estava em R$ 2,49 trilhões.
Em 12 meses, a dívida pública cresceu 17,28%, segundo os dados do Tesouro. Em junho de 2014, o estoque da dívida era de R$ 2,2 trilhões.
Os números oficiais mostram que o aumento da dívida em junho deste ano está relacionado com a emissão líquida (o governo emitiu mais dívidas do que pagou) e com a apropriação de juros sobre o estoque do endividamento brasileiro.
No mês passado, foram emitidos R$ 66,58 bilhões em papéis da dívida federal, ao mesmo tempo em que foram resgatados (pagos) R$ 2,52 bilhões. Com isso, a emissão líquida somou R$ 64,05 bilhões. Ao mesmo tempo, as despesas com juros totalizaram R$ 23 bilhões. (G1)
Do blog do Jamildo O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) ajuizou ação civil pública para que a Justiça Federal cancele a concessão do serviço de radiodifusão sonora da Rede Brasil de Comunicações Ltda., com sede em Sertânia, e da Rádio Rio Pontal FM Ltda., com sede em Afrânio, por terem deputados federais ou […]
O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco (PE) ajuizou ação civil pública para que a Justiça Federal cancele a concessão do serviço de radiodifusão sonora da Rede Brasil de Comunicações Ltda., com sede em Sertânia, e da Rádio Rio Pontal FM Ltda., com sede em Afrânio, por terem deputados federais ou seus familiares nos quadros societários.
A ação, de responsabilidade da procuradora da República Mona Lisa Ismail, foi ajuizada contra os parlamentares, as rádios e a União.
De acordo com as apurações, a Rede Brasil de Comunicações conta com o deputado federal Luiz Gonzaga Patriota como sócio, enquanto a Rádio Rio Pontal FM tem familiares do parlamentar Adalberto Cavalcanti Rodrigues no seu quadro societário.
“A participação dos deputados nas emissoras é inconstitucional, tendo em vista o potencial risco de se utilizarem do canal para defesa ou divulgação de interesses próprios ou de terceiros, violando o direito fundamental à liberdade de expressão e informação”, diz o MPF.
Conforme consta na ação, Adalberto Cavalcanti foi sócio da rádio até julho de 2016, quando houve alteração contratual após notificação pelo MPF.
Segundo a procuradora da República, no entanto, a alteração indica a intenção de simular a regularização da sociedade, uma vez que o deputado continuaria a participar da empresa por meio de familiares.
O MPF requer que a Justiça suspenda, com urgência, a execução do serviço de radiodifusão da Rede Brasil de Comunicações Ltda. e da Rádio Rio Pontal FM Ltda., deixando de conceder às empresas novas outorgas de serviço de radiodifusão, ainda que por intermédio de pessoas jurídicas das quais sejam sócias.
O MPF também requer que a União seja condenada a realizar nova licitação do serviço outorgado à Rede Brasil de Comunicações e à Rádio Rio Pontal FM Ltda.
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