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Diretor do HR Emília Câmara confirma 1ª suspeita de caso de varíola, em Afogados

Por André Luis

Por André Luis

O diretor do Hospital Regional Emília Câmara, confirmou em conversa com a redação do blog na tarde desta quarta-feira (9), que a unidade acompanha o primeiro caso suspeito de varíola (chamada erroneamente de varíola dos macacos), em Afogados da Ingazeira.

Segundo o diretor, o paciente está clinicamente bem e aguarda o resultado do exame encaminhado para o Lacem.

Duque se mostrou preocupado com o preconceito que o paciente possa vir a sofrer, caso seja confirmada a doença. “As pessoas não entendem e ficam jogando pedra. Imagina os familiares dessa pessoa? Vamos esperar sair o resultado para poupar o paciente e os familiares”, destacou Sebastião Duque.

Segundo o diretor, caso se confirme, a investigação sobre o local onde o paciente possa ter se contaminado ficará a cargo da Secretaria Municipal de Saúde.

Por medo e ignorância, a doença tem ocasionado outro problema no Brasill: os ataques contra os símios brasileiros. 

Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, quatro macacos-prego já foram resgatados com sinais de intoxicação nos últimos dias. Um deles era filhote, encontrado morto no local, na Mata dos Macacos. 

Outros quatro animais da espécie saguis-de-tufos-pretos também foram resgatados após intoxicação, dessa vez no Parque Ecológico Sul. Nenhum deles resistiu.

Apesar do nome, a varíola só é transmitida de pessoa para pessoa, como destaca o médico infectologista Marcos Caseiro à RBA.

O especialista explica que a doença recebeu esse nome no final dos anos 1950, após a descoberta inicial do vírus em macacos de um laboratório da Dinamarca. 

“Esse vírus chama Monkeypox porque ele fez (nos animais em teste) umas lesões vesiculares muito semelhante à varíola e ele foi descrito pela primeira vez em 1958 na Dinamarca. O macaco é uma vítima junto com o homem. Temos ouvido falar que as pessoas estão matando macacos. E é uma completa, total e absurda ignorância”, repudia.

Como se prevenir

O infectologista aponta que o isolamento social é uma das principais medidas que devem ser tomadas após o início dos sintomas para evitar a contaminação de outras pessoas. 

“Existe também a transmissão de fômites, eventualmente gotículas que caem em superfícies e as pessoas em contato com essas superfícies podem se infectar. Por isso a importância de continuar usando álcool em gel e coisas do tipo (cuidando sempre da higiene pessoal). E os pacientes devem se manter isolados no período da doença por conta (do risco) da transmissão. Enquanto tiver lesões, crostas inclusive – que são lesões cicatriciais – , existe transmissão da doença. Temos visto que essas lesões podem ficar até quatro semanas, 28 dias. Então o individuo tem que ficar isolado nesse período especifico”, destaca Marcos Caseiro.

Ainda não existe vacina específica contra a varíola dos macacos, mas três vacinas contra a varíola podem ser usadas contra essa doença, já classificada como emergência de saúde global pela OMS. 

Nesta terça, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga afirmou que o governo deve adquirir 50 mil doses do imunizante. As vacinas serão inicialmente destinadas aos profissionais da saúde, grupo que está em contato direto com pessoas infectadas. O chefe da pasta não esclareceu, no entanto quando a compra será feita.

Outras Notícias

Após cancelamento de shows no Nordeste, Jorge nega declarações ofensivas à região

O cantor Jorge, da dupla sertaneja Jorge & Mateus, se pronunciou nesta quarta-feira (4) após o cancelamento de duas apresentações previstas para o Réveillon de Recife e Fortaleza. Em nota divulgada nas redes sociais, o artista negou ter feito declarações ofensivas ao Nordeste e afirmou que informações atribuídas a ele não correspondem à verdade. A […]

O cantor Jorge, da dupla sertaneja Jorge & Mateus, se pronunciou nesta quarta-feira (4) após o cancelamento de duas apresentações previstas para o Réveillon de Recife e Fortaleza. Em nota divulgada nas redes sociais, o artista negou ter feito declarações ofensivas ao Nordeste e afirmou que informações atribuídas a ele não correspondem à verdade.

A manifestação ocorre após a repercussão de seu apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. Durante um encontro de artistas sertanejos, realizado em outubro, Jorge participou de uma mobilização política e declarou: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”.

A declaração provocou críticas nas redes sociais e pedidos de cancelamento das apresentações da dupla nas capitais nordestinas. Também passaram a circular mensagens atribuindo ao cantor comentários depreciativos sobre a população da região.

Na nota, Jorge negou ter feito essas declarações e afirmou que não se manifestaria dessa maneira sobre o Nordeste, região pela qual disse ter carinho, admiração e respeito.

O sertanejo também esclareceu que seu posicionamento é individual e não envolve Mateus ou a trajetória artística da dupla. Ele destacou que já se apresentou em todos os estados nordestinos e que reconhece a importância da região para sua carreira.

“Tenho uma gratidão imensa pelo povo nordestino, por sua cultura, sua história e por tudo que essa região representa para a música brasileira e para a minha própria caminhada”, afirmou.

Jorge também defendeu o respeito às diferenças de opinião e disse acreditar que o diálogo e a empatia devem prevalecer, independentemente das divergências políticas.

Os cancelamentos foram anunciados nessa terça-feira (3) pelos prefeitos Victor Marques (PCdoB), do Recife, e Evandro Leitão (PT), de Fortaleza.

Na capital pernambucana, a apresentação estava marcada para 27 de dezembro, na Praia do Pina. Victor Marques justificou a decisão afirmando que a repercussão havia comprometido o ambiente para a realização do show.

Em Fortaleza, Evandro Leitão informou que o cancelamento foi negociado com os responsáveis pela apresentação e ocorreu dentro da legalidade. O prefeito também ressaltou que a contratação havia sido acertada antes da controvérsia política.

Não há confirmação de que Jorge tenha feito declarações xenofóbicas contra o Nordeste. A manifestação política documentada que deu origem às críticas foi direcionada ao PT, e não à população nordestina.

Fonte: Folha de S.Paulo
Foto: Divulgação

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De Duque de Caxias ao Parlamento da Flórida: brasileiro que chegou aos EUA sem documentos é eleito deputado

O brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, que passou cerca de 15 anos vivendo sem documentação migratória regular nos Estados Unidos, foi eleito deputado estadual na Flórida nessa terça-feira (3). Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma cadeira no Legislativo estadual. Candidato pelo Partido […]

O brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, que passou cerca de 15 anos vivendo sem documentação migratória regular nos Estados Unidos, foi eleito deputado estadual na Flórida nessa terça-feira (3). Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma cadeira no Legislativo estadual.

Candidato pelo Partido Democrata, Felipe venceu a republicana Bonnie Jackson na disputa pelo Distrito 42, localizado na região metropolitana de Orlando. Segundo os resultados preliminares oficiais, recebeu 49.752 votos, equivalentes a 62,41% do total, contra 29.972 votos (37,59%) da adversária.

A trajetória do deputado eleito começou em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Filho de uma empregada doméstica cearense que o criou sozinha, Felipe se mudou para os Estados Unidos em 2001, aos 14 anos, acompanhado da irmã mais velha.

Durante aproximadamente 15 anos, viveu em situação migratória irregular, enfrentando dificuldades para estudar e trabalhar. Aos 26 anos, conseguiu autorização de trabalho por meio do programa Daca, criado durante o governo de Barack Obama para proteger temporariamente da deportação determinados imigrantes que chegaram ao país ainda crianças.

A experiência como imigrante influenciou sua atuação em movimentos sociais. Em 2010, participou de uma caminhada entre Miami e Washington para defender os direitos de jovens sem documentação migratória.

Felipe também atuou em organizações de apoio a imigrantes e à comunidade LGBTQIA+. Em 2016, participou de iniciativas de assistência às vítimas e aos familiares do ataque à boate Pulse, em Orlando, que deixou 49 mortos.

Posteriormente, trabalhou na administração municipal de Orlando e esteve à frente da Hope CommUnity Center, organização dedicada ao atendimento de comunidades imigrantes. Em 2021, conquistou a cidadania norte-americana.

Na campanha eleitoral, apresentou propostas relacionadas à redução do custo de vida, ampliação do acesso à moradia, fortalecimento da educação pública e melhoria dos serviços de saúde.

Após a vitória, Felipe comemorou o resultado nas redes sociais e relembrou sua trajetória.

“Minha história é o sonho americano. Cheguei aqui sem documentos, sem nada em meu nome”, escreveu o deputado eleito, ao agradecer a confiança dos eleitores.

Além de ser o primeiro brasileiro eleito para o Parlamento estadual da Flórida, Felipe também se tornou o primeiro imigrante abertamente gay a conquistar uma cadeira na Casa.

Fonte: O Globo
Foto: Reprodução

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Arquiteta que atua no Pajeú é convidada para uma das maiores mostras de arquitetura das Américas

A arquiteta Thyelle Dias, que vive e atua profissionalmente em São José do Egito, no Sertão do Pajeú, está entre os profissionais participantes da CASACOR Paraíba 2026, mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo realizada em João Pessoa. Ela assina, em parceria com a arquiteta Camila Jales, o projeto do restaurante instalado no espaço […]

A arquiteta Thyelle Dias, que vive e atua profissionalmente em São José do Egito, no Sertão do Pajeú, está entre os profissionais participantes da CASACOR Paraíba 2026, mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo realizada em João Pessoa. Ela assina, em parceria com a arquiteta Camila Jales, o projeto do restaurante instalado no espaço do evento.

Natural de Livramento, na Paraíba, Thyelle reside há quase dez anos em São José do Egito, município onde desenvolveu parte de sua trajetória na arquitetura. Além da atuação profissional na área, também é conhecida pelo trabalho como cantora e poetisa. Ela é casada com o poeta e escritor Vinícius Gregório.

A participação na CASACOR coloca o trabalho desenvolvido pela arquiteta no interior pernambucano em uma exposição que reúne profissionais de diferentes regiões e apresenta projetos de arquitetura, decoração e paisagismo ao público.

A edição de 2026 marca o retorno da CASACOR à Paraíba após três anos. A mostra ocupa um casarão histórico na Avenida João Machado, no Centro de João Pessoa, com 32 ambientes assinados por mais de 45 profissionais.

Neste ano, o evento tem como tema “Mente e Coração”, proposta que orienta os projetos apresentados e aborda as relações entre os espaços de convivência, a memória e as transformações da vida contemporânea.

O projeto do restaurante desenvolvido por Thyelle Dias e Camila Jales integra os espaços gastronômicos da exposição. A arquiteta tem compartilhado registros de sua participação e informações sobre o trabalho em seu perfil profissional no Instagram, @thyelledias_arquitetura.

Aberta em 31 de outubro, a CASACOR Paraíba segue até 13 de dezembro. A visitação acontece de terça-feira a sábado, das 16h às 22h, e aos domingos, das 13h às 19h, mediante ingresso. O endereço é Avenida João Machado, nº 320, em João Pessoa.

Fotos: Divulgação

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Vereadora apresenta projeto que proíbe contratação de artistas acusados de xenofobia no Recife

A vereadora do Recife Jô Cavalcanti (PSOL) apresentou, nessa terça-feira (3), um projeto de lei que prevê impedir a contratação de artistas envolvidos em discursos racistas ou xenofóbicos pela administração municipal. A proposta estabelece multas de até R$ 1 milhão e proibição de contratos com o poder público por cinco anos. A iniciativa foi motivada […]

A vereadora do Recife Jô Cavalcanti (PSOL) apresentou, nessa terça-feira (3), um projeto de lei que prevê impedir a contratação de artistas envolvidos em discursos racistas ou xenofóbicos pela administração municipal. A proposta estabelece multas de até R$ 1 milhão e proibição de contratos com o poder público por cinco anos.

A iniciativa foi motivada pela repercussão da contratação da dupla Jorge & Mateus para o Réveillon do Recife. A apresentação provocou críticas nas redes sociais após o cantor Jorge declarar apoio ao então candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo Jô Cavalcanti, a proposta pretende impedir que recursos públicos sejam destinados a pessoas ou empresas responsáveis por manifestações discriminatórias contra a população nordestina.

“Eles usaram de palavras xenofóbicas direcionadas aos nordestinos e nordestinas. E a gente sabe que nossa população historicamente enfrenta essa manifestação de intolerância”, afirmou a parlamentar em entrevista ao Diario de Pernambuco.

O projeto estabelece sanções administrativas para casos de discriminação, preconceito e xenofobia. Entre as medidas previstas estão multas que variam de R$ 1 mil a R$ 1 milhão, considerando a capacidade econômica do responsável, além da proibição de contratações e do recebimento de benefícios fiscais municipais pelo prazo de cinco anos.

A vereadora também criticou o posicionamento inicial do prefeito Victor Marques (PCdoB), que havia defendido a manutenção do show e o respeito às diferentes preferências políticas.

Para Jô, a discussão não deveria ser tratada como uma disputa entre eleitores de candidatos adversários, mas como uma questão de respeito à população nordestina.

Na noite de terça-feira, Victor Marques anunciou o cancelamento da apresentação de Jorge & Mateus, prevista para 27 de dezembro, após a continuidade das críticas à contratação.

O projeto apresentado por Jô Cavalcanti ainda precisa passar pela tramitação na Câmara Municipal do Recife. As penalidades propostas não estão em vigor e dependem da aprovação da matéria e de sua transformação em lei.

Fonte: Diario de Pernambuco
Foto: Jarbas Araújo/Alepe

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Imobiliária Torela, de corretor que atacou nordestinos que “fizeram o L” diz que “quem não se identificar com seus princípios, pode procurar outra imobiliária”

A imobiliária Torela, de Gramado, Rio Grande do Sul, se posicionou sobre o corretor Abraão Figueiredo, que gravou um vídeo para que nordestinos não invistam em Gramado. Detalhe: ele é nordestino de Fortaleza e ainda assim afirma que a cidade não necessita de investimentos do Nordeste. “Se tu é do Nordeste e fez o L, […]

A imobiliária Torela, de Gramado, Rio Grande do Sul, se posicionou sobre o corretor Abraão Figueiredo, que gravou um vídeo para que nordestinos não invistam em Gramado. Detalhe: ele é nordestino de Fortaleza e ainda assim afirma que a cidade não necessita de investimentos do Nordeste.

“Se tu é do Nordeste e fez o L, depois não vem aqui pro Sul buscar segurança e qualidade de vida, não. Fica por aí mesmo”

Dados indicam que o investimento de compradores e investidores da região Nordeste no mercado imobiliário de Gramado e Canela tem apresentado um crescimento expressivo nos últimos anos. Tradicionalmente atrativa para investidores do Sul e do Sudeste, a Serra Gaúcha passou a figurar fortemente no radar do público nordestino.

Na cidade, há um movimento tentando estancar esse tipo de posicionamento, já que nordestinos estão entre os que mais investem no mercado imobiliário e turismo. O post teve mais de 30 mil comentários. A Imobiliária Torela   se manifestou, procurada pelo blog, na área de comentários da publicação. “O nosso posicionamento sempre foi muito claro. Quem não se identificar com nossos princípios e valores, poderá procurar outra imobiliária. Simples assim”.

Os princípios e valores defendidos pelos proprietários, o casal Daniela Reichembach Menna e Vitor Menna estão colocados em suas redes sociais: “acreditamos no valor do trabalho, no mérito e na responsabilidade individual, na propriedade privada, na liberdade de construir, conquistar e deixar um legado. Ainda liberdade para empreender, segurança para investir e respeirto por quem prodiz, valores que não estamos dispostos a negociar”. O casal, que se diz cristão católico, defende bandeiras geralmente invocadas pela direita e presentes no bolsonarismo. Até aí, um direito. Problema é apoiar falas agressivas, de violência à liberdade individual de escolha e xenofóbicas, como no caso do corretor. 

Em um comentário no post da imobiliária,uma pessoa critica o fato de um corretor cearense se posicionar contra os cearenses, em especial os nordestinos. “Vocês quando vão vender, alugar perguntam se o dinheiro é de petista ou bolsonarista?”Daniela responde: “tem pessoas que não tem cognição para entender o que foi dito”.