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Diocese de Pesqueira investigava conduta de Padre Airton Freire

Por Nill Júnior

Por meio de uma nota à imprensa a assessoria do Padre Airton Freire, criador da Fundação Terra, em Arcoverde, comentou o seu afastamento da igreja por determinação da Diocese de Pesqueira.

Na nota o Padre Airton Freire “nega a prática de qualquer ato ilícito e reafirma sua inocência”. O religioso disse ainda que não são verdadeiras as alegações contra ele dirigidas.

“O sacerdote lamenta ter sido alvo de acusações infundadas e injustas e já constituiu advogados para exercer sua defesa”, diz a nota. De acordo com a assessoria o criador da Fundação Terra considera que o afastamento determinado pela Diocese de Pesqueira “permitirá que as apurações transcorram com toda a tranquilidade necessária para que se apure a verdade sobre os fatos”, conclui o texto.

Padre Airton tem 66 anos e, ontem (30), teve o sacramento da ordem suspenso por cautela. Com isso, o padre fica proibido (ou vedado, como diz a nota) de presidir ou administrar qualquer Sacramento ou Sacramental. A nota termina por informar que o fundador da Fundação Terra está proibido de atuar como padre.

A decisão do bispo de Pesqueira, Dom Jose Luiz, de suspender de ordem o padre Airton não é estranha para algumas autoridades da Igreja Católica em Pernambuco. A Diocese de Pesqueira já vinha investigando a conduta do padre. De acordo com o Blog Dellas, um dossiê chegou a ser enviado para Roma recentemente com o caso Silvia Tavares e outras denúncias feitas à Diocese.

Outras Notícias

Alessandro Palmeira participa de encontro com profissionais da Assistência Social 

O Prefeito Alessandro Palmeira participou nesta quinta (15) de um encontro com os profissionais que fazem a assistência social no município de Afogados da Ingazeira. “Esse encontro tem o objetivo de promover um momento de interação e integração entre os profissionais que atuam nos diversos equipamentos municipais de assistência social. Um momento para apresentarmos as […]

O Prefeito Alessandro Palmeira participou nesta quinta (15) de um encontro com os profissionais que fazem a assistência social no município de Afogados da Ingazeira.

“Esse encontro tem o objetivo de promover um momento de interação e integração entre os profissionais que atuam nos diversos equipamentos municipais de assistência social. Um momento para apresentarmos as metas, estratégias e desafios da atual gestão nessa área tão importante das políticas públicas,” destacou a Secretária de Assistência Social de Afogados, Madalena Leite. 

O encontro ocorreu na sede do CRAS, no bairro Padre Pedro Pereira, durou todo o dia, e reuniu assistentes sociais, psicólogas, técnicas e gestoras de programas importantes como o bolsa-família, CRAS, CREAS, Serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, Criança Feliz e abrigo institucional João de Freitas. 

“Fiz questão de vir aqui prestigiar esse momento e agradecer o empenho e dedicação de todas vocês, que atuam na linha de frente dessa política pública fundamental que é a assistência social, sobretudo nesse momento de pandemia tão grave que estamos passando, que tem levado tantas pessoas para situações de extrema vulnerabilidade. Agora, mais do que nunca, o poder público precisa  acolher, auxiliar, amparar aqueles que mais precisam,” afirmou o Prefeito de Afogados, Alessandro Palmeira. Ele esteve acompanhado, na visita, do vice-prefeito, Daniel Valadares.

Caixa abre hoje em Afogados para pagar o auxílio emergencial

A CAIXA abrirá, neste sábado (22), de 8h às 12h, 47 agências em Pernambuco – entre elas a de Afogados da Ingazeira, para atendimento aos beneficiários do Auxílio Emergencial e do Saque Emergencial do FGTS. As pessoas nascidas de janeiro a junho poderão realizar o saque em espécie do Auxílio Emergencial. Já os trabalhadores nascidos […]

A CAIXA abrirá, neste sábado (22), de 8h às 12h, 47 agências em Pernambuco – entre elas a de Afogados da Ingazeira, para atendimento aos beneficiários do Auxílio Emergencial e do Saque Emergencial do FGTS. As pessoas nascidas de janeiro a junho poderão realizar o saque em espécie do Auxílio Emergencial.

Já os trabalhadores nascidos entre janeiro e março poderão sacar o FGTS Emergencial, conforme calendário criado para evitar aglomerações em agências e unidades lotéricas. Ao todo, 770 agências vão prestar esses atendimentos em todo o país.

O banco reforça que todas as pessoas que procurarem atendimento durante o funcionamento das agências serão atendidas e que não é preciso chegar antes do horário de abertura.

Comerciante de 43 anos morre após complicações em Afogados

Em Afogados da Ingazeira, faleceu na noite deste domingo no Hospital Regional Emília Câmara, o comerciante afogadense Antônio Kleber. Ele tinha 43 anos e morreu em virtude de complicações de uma quadro de insuficiência hepática. Antônio Kleber praticamente nasceu e foi criado como um dos responsáveis pela lanchonete Seixas e posteriormente foi proprietário da Lanchonete Léguas […]

Em Afogados da Ingazeira, faleceu na noite deste domingo no Hospital Regional Emília Câmara, o comerciante afogadense Antônio Kleber.

Ele tinha 43 anos e morreu em virtude de complicações de uma quadro de insuficiência hepática.

Antônio Kleber praticamente nasceu e foi criado como um dos responsáveis pela lanchonete Seixas e posteriormente foi proprietário da Lanchonete Léguas Lanches na Rua Barão de Lucena.

O velório vai acontecer na residência de sua mãe na Rua Aparício Veras. O sepultamento será amanhã a tarde.

Sertânia capacita garis sobre gerenciamento de resíduos sólidos e segurança do trabalho

A Prefeitura de Sertânia, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, realizou na manhã desta quinta-feira (30.06) um treinamento para os garis.  A capacitação, que aconteceu na COPE, abordou assuntos como gerenciamento de resíduos sólidos e segurança do trabalho (EPI e EPC). A palestra foi conduzida pela engenheira ambiental Rose Carina e pelo técnico em […]

A Prefeitura de Sertânia, por meio da Secretaria de Serviços Públicos, realizou na manhã desta quinta-feira (30.06) um treinamento para os garis. 

A capacitação, que aconteceu na COPE, abordou assuntos como gerenciamento de resíduos sólidos e segurança do trabalho (EPI e EPC).

A palestra foi conduzida pela engenheira ambiental Rose Carina e pelo técnico em segurança do trabalho, Salviano Martins.

No tocante ao meio ambiente, a capacitação abordou noções básicas de como administrar os resíduos sólidos e buscou reforçar em cada profissional o sentido ambiental de suas atividades. 

Já com relação à segurança do trabalho, Salviano pontuou sobre a importância de usar todos os equipamentos necessários, abordando que eles não apenas garantem a segurança individual do trabalhador, mas coletiva. 

Além de ressaltar a responsabilidade de cada profissional nesse papel, ressaltando que prevenir acidentes é um dever de todos e isso acontece, em especial, tendo atenção durante o trabalho.

Segundo o Secretário de Serviços Públicos, Renato Remígio, esse foi apenas o primeiro treinamento. 

“O Ministério do Trabalho recomendou que fizéssemos periodicamente treinamentos para abordar questões ligadas à segurança do trabalhador, então esse foi apenas o pontapé. Isso quer dizer que nossos servidores terão orientações desse tipo com frequência.  E aproveitamos a oportunidade para iniciarmos a capacitação dos garis para o projeto de gerenciamento de resíduos sólidos que iremos implantar, através da coleta seletiva que vamos fazer. Nosso primeiro passo é sensibilizar os profissionais diretamente envolvidos sobre a importância do projeto. É um trabalho de conscientização ambiental para melhorar a vida das pessoas e a qualidade do meio ambiente”, disse.

Fim da escala 6×1 e a liberdade de dizer sim senhor, patrão

Por Heitor Scalambrini Costa* Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse […]

Por Heitor Scalambrini Costa*

Uma das discussões mais importantes para o mundo do trabalho na atualidade é o fim da escala de seis dias trabalhados e um de descanso (6×1). Foi a Constituição de 1988 que determinou uma jornada máxima de 8 horas diárias e 44 horas semanais. A atual escala tornou-se legal dentro desse limite, mas debates atuais na sociedade buscam no Congresso, alterar o texto constitucional para reduzir a carga horária.

O mês de abril será lembrado com mais uma data histórica para o povo trabalhador. Foi no dia 13 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial, encaminhada em regime de urgência a Câmara dos Deputados, para na prática acabar com a escala 6×1, reduzindo o limite máximo da jornada de 44 para 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias, e garantindo dois dias de descanso remunerado, proibindo qualquer redução salarial.

Depois de árdua luta, com grande pressão popular, os deputados e deputadas por ampla margem de votos, votaram favoráveis ao fim desta abusiva e desumana escala, que condena o trabalhador a ter somente um dia de descanso para usufruir com sua família, ou mesmo resolver seus problemas particulares.

O clamor da sociedade é claro. Pesquisas de opinião apontam que mais de 70% da população aprova esta mudança. A Câmara dos Deputados, se mostrou sensível (com olhos nas eleições de outubro), e por larga margem de votos aprovou no dia 27 de maio, em dois turnos, acabar com a escala 6×1. No dia seguinte foi encaminhada para o senado federal.

Desde que chegou no Senado o presidente, David Alcolumbre, deixou claro que era contrário à PEC aprovada na Câmara, justificando que o tema exigiria discussões mais “aprofundadas”, já que haveria necessidade dos senadores de avaliarem os impactos econômicos antes de aprovarem o texto que veio da Câmara. Interrompeu assim a tramitação do projeto que está parado desde o dia 28 de maio.

Paralelamente a PEC da Câmara, foi protocolada no Senado por senadores da extrema direita e do Centrão, os costumazes que sempre votam contra os trabalhadores, a PEC 12/2026 que defende o trabalho flexível.

Foi o senador bolsonarista, Rogerio Marinho que encabeçou esta PEC, que propõe negociações individuais entre patrão e empregado prevalecendo sobre acordos coletivos, o que promete acirrar ainda mais o debate. Tal proposta é claramente contrária aos interesses do trabalhador.

É importante lembrar que o senador Marinho é o coordenador da campanha presidencial do pré-candidato Flavio Bolsonaro, e que no (des)governo Temer, como deputado federal, foi o relator da Reforma Trabalhista (aprovada em 2017) que alterou mais de 100 pontos da CLT, no sentido da flexibilização, da precarização das relações trabalhistas, e da perda de poder de negociação dos sindicatos.

Nos (des)governos Temer e Bolsonaro ocorreram uma drástica fragilização na organização e no financiamento dos sindicatos. Foi adotado neste período de 2016 a 2022, várias ações que levaram a este enfraquecimento.

Inicialmente no (des)governo do golpista Temer (2016-2018), foi aprovada a reforma trabalhista (Lei no 13.467/2017) com o fim do imposto sindical obrigatório, levando a receita das entidades dos trabalhadores despencarem 90%, afetando a capacidade de custeio e mobilização. A legislação passou a permitir que acordos coletivos pudessem sobrepor a lei, descentralizando as negociações e enfraquecendo os sindicatos de base.

Já no (des)governo Bolsonaro (2019-2022) ocorreram ataques administrativos e financeiros contra os sindicatos. Por exemplo, com a edição da Medida Provisória 873/2019 (não se tornou lei pois não foi votada) que proibia o desconto da mensalidade em folha de pagamento. Foi extinto o Ministério do Trabalho, provocando o afastamento do diálogo com os trabalhadores, e o esvaziamento dos conselhos tripartite (governo-trabalhador-patrão).

As políticas implementadas neste período reduziram drasticamente o número de trabalhadores sindicalizados. Dados oficiais indicam que a taxa de sindicalização no país despencou para cerca de 9,2% (menos de 10 milhões de trabalhadores), o menor índice desde o início da série histórica do IBGE.

Existem semelhanças entre a PEC 12/2026 e a reforma trabalhista de 2017 relatada pelo bolsonarista Marinho. Em ambos casos a ênfase na flexibilização da jornada de trabalho, pode levar a existir uma escala 7×0 (sete dias trabalhados, sem nenhum descanso), prevalecendo os contratos individuais entre empregado e empregador, que definiriam regras e horários que se adequem as necessidades operacionais da empresa.

Neste caso os salários e benefícios como FGTS, férias, 13º salário e licença maternidade, serão calculados de forma proporcional à carga horária cumprida. A definição do horário e da quantidade de horas trabalhadas ocorrerão preferencialmente por acordos individuais. O que sem dúvida vai privilegiar a desigualdade na negociação, do mais forte (patrão) para impor condições ao mais fraco (trabalhador). Nesta proposta dos “inimigos do povo” a ampliação da jornada de trabalho pode chegar a 52 horas semanais.

Diante das PEC’s apresentadas pelo governo e pelos bolsonaristas do senado, tirem suas próprias conclusões, de quem são os reais inimigos do povo.

A pressão agora é sobre o principal inimigo do povo, David Alcolumbre, que deve ser intensificada, pois sua posição, apoiada por mais de 36 senadores que assinaram a PEC 12/2026, é claramente contra os interesses da classe trabalhadora.

A situação só mudará quando o povo se levantar e dizer basta. Também o poder do voto nas eleições próximas é a força da sociedade que exige a mudança. Depende de nós, os eleitores, votar em parlamentares comprometidos com o povo. Asim teremos um Congresso Nacional “amigo do povo”.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.