Detran se posiciona sobre episódio envolvendo vigilante na Ciretran. Motos serão levadas para pátio em Vitória
Por Nill Júnior
Detran prometeu levar motos para depósitoda Coliseu Leilões, em Vitória, às margens da BR 232
Em resposta à reclamação veiculada no Programa Manhã Total (Rádio Pajeú) e Blog Nill Júnior, o DETRAN-PE esclareceu que contrata os serviços de Vigilância da BBC Vigilantes e que os funcionários da empresa são devidamente capacitados, passando inclusive por cursos de reciclagem.
“Com relação ao episódio de tentativa de furto, ocorrida na Circunscrição Regional de Trânsito (CIRETRAN) de Afogados da Ingazeira, o DETRAN esclarece que o caso está sob jurisdição da Polícia Militar, já havendo sido lavrado o Boletim de Ocorrência (de número 14E0257000195). A arma utilizada pelo vigilante, durante o incidente, foi apreendida para perícia.Contudo, foi providenciada pela empresa BBC Vigilantes outra arma em substituição.
Sede da Coliseum Leilões em Vitória pode ser vista por quem passa às margens da BR 232. Quem passa por lá vê garnde quantidade de veículos.
O DETRAN acrescenta que a partir de amanhã (12-02), terá início a remoção das motocicletas do pátio da CIRETRAN de Afogados para o Pátio da empresa Coliseum, situado em Vitória do Santo Antão. Lá, são guardados os veículos destinados a leilão, nos casos de não quitação de débitos veiculares por parte dos proprietários”.
Por Padre Izidorio Batista de Alencar* “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). É do coração do Evangelho de Jesus Cristo que ecoa, ontem e hoje, o clamor por justiça, dignidade e vida plena para todos(as), especialmente para os pobres, os trabalhadores(as), os esquecidos e aqueles(as) que mais […]
“Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
É do coração do Evangelho de Jesus Cristo que ecoa, ontem e hoje, o clamor por justiça, dignidade e vida plena para todos(as), especialmente para os pobres, os trabalhadores(as), os esquecidos e aqueles(as) que mais sofrem as consequências das desigualdades sociais. Foi precisamente nesta perspectiva evangélica e pastoral que Dom Limacedo, Bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, pronunciou-se publicamente sobre temas que atingem diretamente a vida do povo, como a chamada PL da Blindagem e, mais recentemente, sobre a redução da escala 6×1 e a derrubada do veto da PL da Dosimetria.
Ao levantar sua voz diante dessas questões, Dom Limacedo não faz politicagem, como injustamente o acusam alguns setores. Antes, exerce fielmente sua missão de pastor, profeta e discípulo de Jesus de Nazaré, assumindo a responsabilidade de iluminar a realidade social à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja. Silenciar diante das injustiças seria negar a própria essência da missão cristã.
É importante recordar que a Igreja não pode fechar os olhos às dores do povo. Quando um bispo denuncia estruturas que ferem a dignidade humana, quando questiona decisões políticas que favorecem interesses de poucos em detrimento da maioria trabalhadora, ele não está servindo a partidos ou ideologias, mas à verdade, à justiça e ao Reino de Deus. Politicagem fazem aqueles que, enquanto afirmam “não gostar de política”, utilizam-se dela para defender privilégios, interesses particulares e projetos de poder que pouco ou nada dialogam com as necessidades do povo simples.
Dom Limacedo tem demonstrado coragem evangélica ao assumir uma postura profética diante das injustiças sociais. Seu testemunho recorda a missão dos profetas bíblicos, que jamais se omitiram diante da opressão dos pobres e marginalizados. Sua voz incomoda justamente porque permanece comprometida com o Evangelho vivo e libertador de Jesus Cristo.
Eu, Padre Izidorio Batista de Alencar, como amigo e irmão na fé, uno-me a Dom Limacedo em oração, solidariedade e apoio fraterno. Reafirmo minha comunhão com sua missão pastoral e profética, encorajando-o a permanecer firme, sem se curvar aos interesses dos poderosos. As críticas, incompreensões e ataques dirigidos à sua pessoa são sinais da fidelidade ao Evangelho daquele que anunciou a verdade mesmo diante da perseguição: Jesus Cristo, o Crucificado de Nazaré.
Sua postura pastoral também concretiza aquilo que o saudoso Papa Francisco tanto pediu à Igreja: “pastores com cheiro de ovelhas”, próximos do povo, atentos às suas dores e comprometidos com a defesa da vida e da dignidade humana.
Que Deus continue fortalecendo sua caminhada episcopal e que o Espírito Santo lhe conceda sabedoria, coragem e serenidade para continuar sendo voz profética no meio do povo sertanejo.
*Padre Izidorio Batista de Alencar Presbítero da Igreja Diocesana de Salgueiro-PE.
O Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio da Silva aproveitou a celebração do Dia das Mães neste domingo para alertar à necessidade de que a sociedade acompanhe o debate do fim da escala 6×1. Ele usou como referência as mães, por ocasião de seu dia, e disse que as mulheres têm o direito a um dia […]
O Bispo Diocesano Dom Limacêdo Antônio da Silva aproveitou a celebração do Dia das Mães neste domingo para alertar à necessidade de que a sociedade acompanhe o debate do fim da escala 6×1.
Ele usou como referência as mães, por ocasião de seu dia, e disse que as mulheres têm o direito a um dia a mais de descanso com seus filhos.
O tema tem forte resistência no Centrão e nas bancadas ligadas aos setores que pressionam ou para a medida não passar, ou para uma escala gradativa que gere até dez anos para que a conquista seja implementada.
Por Heitor Scalambrini Costa* “Para saber o que as pessoas realmente pensam, preste atenção no que elas fazem, e não no que dizem”. René Descartes (Filósofo, físico, matemático francês) A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a admissibilidade de propostas de Emenda à Constituição (PECs), […]
“Para saber o que as pessoas realmente pensam, preste atenção no que elas fazem, e não no que dizem”. René Descartes (Filósofo, físico, matemático francês)
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a admissibilidade de propostas de Emenda à Constituição (PECs), que visa acabar com a jornada 6×1 (trabalha seis dias e descansa um). Inicia-se assim a tramitação na Câmara da redução da jornada semanal de 44 para 40 ou 36 horas semanais em 10 anos. Esta comissão, a mais importante da Câmara, tem maioria de seus componentes da extrema direita (PL) e do Centrão (formado pelos partidos: PL, União Brasil, PSD, PMDB, PP, Republicanos, Solidariedade, Podemos e Avante), cujo lema “dando que se recebe”, resume a prática política dos seus membros.
Com a constitucionalidade aprovada, agora será discutido o mérito por uma Comissão Especial, criada pelo presidente Hugo Motta (Republicanos/PB), com representação proporcional dos partidos políticos. O texto aprovado por esta Comissão será encaminhado para a discussão e deliberação do plenário da Câmara, depois do Senado.
O governo do presidente Luís Inácio da Silva (PT) optou por enviar sob regime de urgência, o Projeto de Lei (PL) 1838/2026 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislações específicas. Prevê a vigência imediata da redução de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, com o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso), garantindo dois repousos semanais remunerados (5×2). O projeto proíbe a redução de salário. Depois de 38 anos é retomada esta discussão, pois foi na Constituição de 1988 que diminuiu de 48 horas para 44 horas a carga laboral semanal.
O presidente da Câmara decidiu ignorar o PL do Planalto, e estabeleceu um rito próprio, inusitado, para a tramitação das PEC’s, e corre contra o tempo para votar antes que vença o prazo do PL do governo federal. É aí a manobra da extrema direita (do Partido Liberal) juntamente com os partidos que integram o famigerado Centrão. Querem sua proposta aprovada para “ser chamada de sua”, não incluindo a vigência imediata (Centrão discute propor 4 anos de transição), e com a “bolsa patrão”, entre outras propostas.
PL e PEC são instrumentos usados pelos poderes Executivo e Legislativo para alterar ou criar normas que afetam a vida dos cidadãos. O Projeto de Emenda Constitucional, conforme defende a oposição, altera o texto constitucional e sua aprovação é pelo quórum qualificado (3/5 dos votos), em dois turnos na Câmara e no Senado. E como modifica a Constituição, não passa pela sanção presidencial.
Por sua vez Projeto de Lei, enviado pelo presidente Lula, cria ou altera leis ordinárias comuns da CLT e legislação específica, exige maioria simples dos presentes (50% + 1), podendo ser vetado parcialmente, se alterado pelo Congresso. Sob regime de urgência, conforme encaminhado pelo executivo, o prazo máximo para votação é 45 dias na Câmara e no Senado. No caso de não ser votado neste prazo “tranca” a pauta das votações.
Os deputados, senadores da oposição, em sua grande maioria ligados aos extremistas, têm votado e aprovado matérias de interesse da classe dominante (banqueiros, empresários, políticos, corporações internacionais), atuando contra os interesses populares. Como resultado, tem crescido junto a população sentimento contrário aos congressistas, de mesmo repulsa a classe política. Nas vésperas das eleições tentam amenizar a pecha de inimigos do povo, pegando carona e tentando manobrar esta pauta que é de interesse nacional.
A sociedade brasileira tem-se manifestado contrária à jornada de trabalho 6×1, e os números nas pesquisas de opinião de diferentes institutos têm mostrado claramente. A pesquisa da Quaest (dezembro de 2025) apontou que 72% apoiam o fim da jornada 6×1. Na pesquisa Datafolha (março/2026), 71% dos brasileiros foram contra a atual jornada. Estes números foram corroborados por outros institutos em pesquisas mais recentes, como a do Meio/Ideia (maio/2026), com 73,7%.
Nesta disputa as vantagens, proveitos e benefícios claramente contrapõem trabalhadores e patrões. A bancada majoritária da oposição, membros do empresariado, associações patronais têm declarado serem contra a proposta do governo Lula, e se mesmo alguns pontos estiverem de acordo, por ex. a redução da carga horária, que seja para as “calendas”.
Verifica-se que a grande imprensa corporativa, associações empresariais, economistas, especialistas ligados ao que se denomina de “setor produtivo”, influenciadores “suspeitos” e blogueiros reacionários aliados à políticos da extrema direita, tentam desqualificar a proposta do governo federal, utilizando de expedientes inescrupulosos, mentirosos, de chavões repetitivos, de “fake news”; para gerar pânico junto à população, na tentativa de angariar apoio popular e nada mudar. Do outro lado, setores ligados ao mundo do trabalho, políticos, economistas, professores e pesquisadores, sindicalistas, trabalhadores em geral, apontam que a redução da carga laboral trará melhorias reais aos próprios patrões, e a economia do país.
Nos argumentos dos inimigos do povo, não levam em conta a experiência de outros países que já adotaram a redução da carga horária, e nada aconteceu de trágico para o país, ao contrário. Ao profetizarem “quebradeira” geral, os arautos do apocalipse e do caos, propagam que o resultado da mudança colocará em risco os negócios, com a elevação de custos, resultando na incapacidade dos patrões de cumprirem obrigações básicas, como pagar salários. Vão além, afirmam que aumentará a informalidade, o fechamento de empresas e o desemprego.
Nas ameaças dos empresários, veículos de informação, “especialistas”, negam o comprometimento e o compromisso do atual governo com a classe trabalhadora, com os mais vulneráveis; e que de 2023 a 2026, o país atingiu uma das menores taxas de desemprego da série histórica (aprox. 5,8%), com a criação de mais de 5 milhões de empregos formais. Um contraste e uma comparação necessária com os níveis de desemprego de dois dígitos (11,2% a 13%) registrados no governo do agora presidiário, no período 2019 a 2021.
Ao reconhecer o direito a condições adequadas de trabalho, incluindo a limitação da jornada, o governo federal se alinha a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC), tratado da ONU de 1966, que entrou em vigor em 1976. Juntamente, com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP) e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), formam a base do direito internacional da Carta dos Direitos Humanos.
Essa é uma pauta central para a classe trabalhadora brasileira e de toda sociedade, cujos efeitos, caso aprovado o Projeto de Lei 1838/2026, será extremamente benéfico, em particular para as mulheres, as pessoas de baixa escolaridade, vulneráveis, além de possibilitar o acesso a outras dimensões da vida social.
A batalha é gigantesca, e sempre foi, quando se trata de atender as pautas dos trabalhadores. A hora é essa para a mobilização e a pressão popular junto aos congressistas. São estas as armas dos trabalhadores, e que farão a diferença para alcançar a vitória.
O alerta é para não deixarem se enganar. A luta é pela redução de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, com o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso), garantindo dois repousos semanais remunerados (5×2). O projeto proíbe a redução de salários e sua aplicação é imediata.
Nas eleições de 4 de outubro. Vamos limpar o Congresso, não votando em quem tem votado contra o povo. Fácil identificar, pois perderam a vergonha.
* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França.
Uma forte chuva ontem alagou áreas do Bairro da Cagepe, em Serra Talhada. Ruas foram invadidas pelas águas. Imagens mostram uma idosa sendo resgatada por vizinhos. Moradores passaram a cobrar a prefeitura por melhoria na drenagem da área. Em nota após o episódio, a prefeitura de Serra Talhada responsabilizou o Governo do Estado: A Prefeitura […]
Uma forte chuva ontem alagou áreas do Bairro da Cagepe, em Serra Talhada. Ruas foram invadidas pelas águas. Imagens mostram uma idosa sendo resgatada por vizinhos.
Moradores passaram a cobrar a prefeitura por melhoria na drenagem da área. Em nota após o episódio, a prefeitura de Serra Talhada responsabilizou o Governo do Estado:
A Prefeitura de Serra Talhada informa que a obra que acontece no bairro da CAGEP e está causando transtornos à população, é de responsabilidade do Governo do Estado.
Ao tomar conhecimento dos transtornos enfrentados pela população na primeira vez, a gestão municipal entrou em contato com a empresa responsável pela execução do serviço para obter esclarecimentos. Segundo a empresa tudo seria solucionado.
Diante dos novos transtornos com as chuvas que caíram neste domingo, a Secretaria de Obras, voltou a cobrar providências, solicitando uma visita Imediata da Companhia Estadual de Habitação e Obras – Cehab, para que seja revisto o projeto de drenagem e solucionem o problema de forma imediata.
A Prefeitura destaca que, mesmo não sendo responsável pela obra, a Secretaria de Serviços Públicos encaminhou equipes de limpeza para minimizar os impactos na primeira vez e voltará a atender a população afetada pelas chuvas de hoje.
A gestão municipal segue à disposição para colaborar e buscar soluções que reduzam os impactos à população.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex de R$ 22 milhões em um prédio de luxo em São Paulo três meses após virar sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo informações do portal de notícias Metrópoles. A aquisição também aconteceu 26 dias antes de ele apresentar a emenda apontada pela Polícia […]
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex de R$ 22 milhões em um prédio de luxo em São Paulo três meses após virar sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo informações do portal de notícias Metrópoles. A aquisição também aconteceu 26 dias antes de ele apresentar a emenda apontada pela Polícia Federal.
Segundo a PF, o texto foi formulado pela assessoria do banco e apresentado de “forma integral” por Ciro no Senado. Uma mensagem pelos investigadores também mostrou que, logo após a publicação da emenda, Vorcaro disse que a proposta “saiu exatamente como mandei”.
Como parte da negociação para a aquisição do imóvel, o parlamentar afirmou ao Metrópoles que o acordo de compra do triplex previa o pagamento dos R$ 22 milhões mediante a entrega de um apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, adquirido por ele em 18F) como resultado da relação de proximidade entre os dois e da suposta atuação do parlamentar a favor da instituição acusada do cometimento de fraudes no sistema financeiro.
Ao Metrópoles, Ciro disse que o imóvel foi negociado com a construtora e pago “100%” pela empresa dele, a CNLF Empreendimentos Imobiliários, que teve a operação suspensa após operação da Polícia Federal na última semana. Procurada, a assessoria do senador não comentou.
Na última quinta-feira, o senador foi alvo de uma operação de busca e apreensão, sob a suspeita de atuar “em favor de Vorcaro em troca do recebimento de vantagens indevidas”, que incluíam o recebimento de mesadas que variavam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
Segundo a reportagem, Ciro adquiriu o apartamento de 514 metros quadrados na Rua Oscar Freire, localizada na zona oeste da capital paulista e conhecida pelo alto padrão, com lojas de grife e restaurantes de alta gastronomia.
A compra da cobertura, que ainda está em construção e conta com três suítes e três vagas na garagem, ocorreu em julho de 2024 por meio da incorporadora responsável pelo prédio. No mês seguinte, em agosto, o senador apresentou a PEC n.º 65/2023, que previa a ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, que favoreceria o Master.
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